O Grande Arco de Paris: quando arquitetura, arte e poder se encontram
O segundo episódio do Temperos de Cinema nos leva a Paris para conhecer não apenas um monumento, mas a história de como ele nasceu.
Em O Grande Arco de Paris, Stéphane Demoustier acompanha o arquiteto Johan Otto von Spreckelsen, escolhido para realizar um projeto monumental que também carregava uma dimensão política.
No programa, Fátima Augusto, e Rafael Amaral conversam sobre arquitetura como linguagem cinematográfica, o processo criativo e os conflitos que surgem quando a visão de um artista precisa enfrentar um grande sistema.
O episódio também traz uma receita francesa clássica: Quiche Lorraine, em uma relação entre equilíbrio na cozinha e equilíbrio na criação.
QUICHE LORRAINE
Ingredientes
Pâte brisée:
250g farinha de trigo
125g manteiga
5g sal
60g ovo
30ml água
Guarnição:
300g Bacon cortado em Lardons
80g queijo Gruyère ralado
Recheio:
3 ovos
250g de creme de leite fresco – Sal, pimenta e noz-moscada a gosto.
Método
Massa: Juntar todos os ingredientes e misture com a mão. Depois estique a massa em uma forma, e leve para assar a 180°C durante 25 min.
Recheio: Misture todos os ingredientes
Guarnição: Saltear os lardons e ralar o queijo gruyère. Coloque a guarnição e o recheio na Pâte brisée e leve para assar por 180°C durante 20-25 minutos .
Dica:Sirva a quiche com mix de folhas e mostarda Dijon. Bon appétit!
Essa temporada do Temperos de Cinema, tem o apoio cultural da Construtora Santa Angela.
L’abbaglio Direção: Roberto Andò País: Itália Elenco: Toni Servillo, Salvatore Ficarra e Valentino Picone
O Moviecomarte apresenta Os Trapaceiros de Garibaldi (L’abbaglio), filme italiano dirigido por Roberto Andò que revisita um dos momentos fundamentais da história da Itália com uma combinação original de drama, humor e aventura.
A história nos leva a 1860, durante o Risorgimento italiano, quando Giuseppe Garibaldi e seus jovens idealistas partem na célebre Expedição dos Mil, com o objetivo de libertar o Reino das Duas Sicílias do domínio dos Bourbon.
Em meio às estratégias militares e aos grandes acontecimentos históricos, o filme acompanha também dois soldados pouco entusiasmados com a missão. É a partir do olhar desses personagens que Roberto Andò encontra espaço para o humor e para uma perspectiva mais humana sobre um dos episódios mais importantes da formação da Itália.
Com Toni Servillo, Salvatore Ficarra e Valentino Picone no elenco, Os Trapaceiros de Garibaldi combina personagens, situações inesperadas e acontecimentos históricos para construir uma narrativa que transita entre a aventura, a comédia e o drama.
Uma oportunidade para conhecer ou revisitar a história italiana por meio do cinema — com uma abordagem que alia reflexão, entretenimento e irreverência.
MOVIECOMARTE
Sábados e domingos, às 11h Moviecom Cinemas – Maxi Shopping Jundiaí
Venha descobrir novos filmes, histórias e olhares sobre o cinema no MoviecomaRTE
O Moviecomarte tem o Apoio Cultural da Livraria Leitura.
Os Trapaceiros de Garibaldi: História, humor e gastronomia no Temperos de Cinema
A nova temporada do Temperos de Cinema começa na Itália de 1860, com Os Trapaceiros de Garibaldi (L’abbaglio), dirigido por Roberto Andò.
O filme parte de acontecimentos ligados à Expedição dos Mil, mas escolhe olhar para a História também através de personagens comuns, misturando drama, comédia e ficção.
No episódio, Fátima Augusto, ao lado de Rafael Amaral, conversa sobre a trajetória do diretor, o encontro entre Toni Servillo, Ficarra e Picone e a maneira como o cinema transforma acontecimentos históricos em narrativa.
Para completar a experiência, o episódio traz arancini sicilianos, relacionando a gastronomia ao universo do filme.
Lave, seque e pique fino as folhas de salsinha. Corte a muçarela em 8 cubinhos de 1,5 cm. Separe dois pratos fundos: em um, quebre o ovo e bata com um garfo para misturar; no outro, coloque a farinha de rosca.
Misture a salsinha picada no risoto frio. Para modelar os bolinhos: separe uma tigela com um pouco de água; umedeça as mãos e enrole uma porção de risoto do tamanho de uma bola de pingue-pongue — aperte bem para firmar e deixar o bolinho compacto. Com o dedo, faça um buraco no bolinho e recheie com um cubo de queijo. Aperte e enrole novamente para fechar. Transfira para um prato e repita o processo com o restante do risoto.
Para empanar: primeiro, passe o bolinho pelo ovo batido e deixe escorrer o excesso; em seguida, passe pela farinha de rosca, cobrindo toda a superfície. Repita o empanamento, passando os bolinhos no ovo e depois na farinha novamente — o empanamento duplo deixa os bolinhos com uma casquinha mais crocante!
Coloque o óleo numa panela pequena de borda alta e leve ao fogo médio para aquecer. Forre uma travessa com papel-toalha. Dica: para saber se a temperatura está certa para fritar, polvilhe um pouco da farinha de rosca no óleo — borbulhou, está no ponto.
Com uma escumadeira, mergulhe 3 bolinhos de cada vez. Abaixe o fogo e deixe fritar por cerca de 3 minutos, ou até dourar — mexa delicadamente para que dourem por igual e não grudem no fundo. Com a escumadeira, transfira os bolinhos fritos para a travessa forrada com papel-toalha e frite o restante. Sirva a seguir.
PODE FAZER NA AIR FRYER
Você também pode preparar os bolinhos de risoto na Air Fryer. Preaqueça a Air Fryer da linha Electrolux por Rita Lobo a 200 ºC. Borrife (ou pincele) azeite nos bolinhos empanados e deixe assar por cerca de 6 minutos, ou até dourar.
A protagonista é Laura, uma jovem estudante de piano que sofre um acidente de carro no campo. Ela sobrevive, mas seu namorado morre.
Abalada emocionalmente pela tragédia, Laura é acolhida por Betty, uma mulher que decide levá-la para sua casa.
É ali que começa uma nova etapa da história.
Laura encontra naquela família algo que parece precisar naquele momento: conforto, cuidado e pertencimento.
Mas, pouco a pouco, surge uma sensação de estranhamento.
Existem silêncios. Existem histórias que não foram contadas. Existem relações que parecem perfeitas, mas escondem fissuras.
E o espectador passa a observar aquela família pelos mesmos olhos de Laura: tentando entender o que está por trás daquela aparente tranquilidade.
O espelho como metáfora
O título Miroirs Nº 3 já apresenta uma das principais chaves para compreender a atmosfera do filme.
Um espelho reflete. Mas também pode distorcer. Pode mostrar uma imagem diferente daquela que imaginamos. E pode nos fazer olhar para algo que preferíamos não enxergar.
No filme, essa ideia ganha força à medida que Laura começa a perceber que aquela casa e aquelas pessoas guardam muito mais do que mostram.
Christian Petzold constrói a narrativa sem entregar todas as respostas de maneira imediata. O filme convida o espectador a observar, desconfiar e interpretar.
É justamente nessa zona de incerteza que está uma parte importante da experiência de assistir a Miroirs Nº 3.
Quando o acolhimento também provoca desconforto
Laura chega àquela casa fragilizada por uma perda.
Por isso, o acolhimento oferecido por Betty ganha uma dimensão especial. Quando estamos vulneráveis, encontrar alguém que nos ofereça cuidado pode representar uma espécie de porto seguro.
Mas o que acontece quando esse lugar aparentemente seguro começa a revelar suas próprias fissuras?
Essa é uma das questões que tornam Miroirs Nº 3 um filme interessante para conversar e interpretar.
Vá ao cinema e tire suas próprias conclusões
Miroirs Nº 3 é um filme sobre aquilo que vemos — e aquilo que talvez esteja escondido atrás da imagem.
Um drama que nos convida a observar os personagens, perceber os silêncios e interpretar o que não é dito.
E, talvez, sair da sessão com mais perguntas do que respostas.
Miroirs Nº 3 Direção e roteiro: Christian Petzold Gênero: Drama Duração: 1h26 Classificação: 14 anos
Neste sábado e domingo 11 horas no Moviecom Cinemas, Maxi Shopping Jundiai.
O Moviecomarte em o apoio cultural da Livraria Leitura.
No novo episódio do Temperos de Cinema, Fátima Augusto recebe os críticos Rafael Amaral e Natália Bocanera para conversar sobre o filme e sobre as muitas camadas escondidas por trás dessa história aparentemente simples.
Uma casa, uma família e muitas perguntas
A protagonista é Laura, uma jovem estudante de piano que sofre um acidente de carro no campo. Ela sobrevive, mas seu namorado morre.
Abalada emocionalmente pela tragédia, Laura é acolhida por Betty, uma mulher que decide levá-la para sua casa.
É ali que começa uma nova etapa da história.
Laura encontra naquela família algo que parece precisar naquele momento: conforto, cuidado e pertencimento.
Mas, pouco a pouco, surge uma sensação de estranhamento.
Existem silêncios. Existem histórias que não foram contadas. Existem relações que parecem perfeitas, mas escondem fissuras.
E o espectador passa a observar aquela família pelos mesmos olhos de Laura: tentando entender o que está por trás daquela aparente tranquilidade.
O espelho como metáfora
O título Miroirs Nº 3 já apresenta uma das principais chaves para compreender a atmosfera do filme.
Um espelho reflete. Mas também pode distorcer. Pode mostrar uma imagem diferente daquela que imaginamos. E pode nos fazer olhar para algo que preferíamos não enxergar.
No filme, essa ideia ganha força à medida que Laura começa a perceber que aquela casa e aquelas pessoas guardam muito mais do que mostram.
Christian Petzold constrói a narrativa sem entregar todas as respostas de maneira imediata. O filme convida o espectador a observar, desconfiar e interpretar.
É justamente nessa zona de incerteza que está uma parte importante da experiência de assistir a Miroirs Nº 3.
Quando o acolhimento também provoca desconforto
Laura chega àquela casa fragilizada por uma perda.
Por isso, o acolhimento oferecido por Betty ganha uma dimensão especial. Quando estamos vulneráveis, encontrar alguém que nos ofereça cuidado pode representar uma espécie de porto seguro.
Mas o que acontece quando esse lugar aparentemente seguro começa a revelar suas próprias fissuras?
Essa é uma das questões que tornam Miroirs Nº 3 um filme interessante para conversar e interpretar.
E qual é o nosso Tempero?
No Temperos de Cinema, cinema e gastronomia caminham juntos.
A comida também carrega memória, afeto e pertencimento. Uma receita pode nos lembrar de uma pessoa, de uma casa, de uma família ou de um momento da vida.
Cozinhar para alguém pode ser, inclusive, uma forma de dizer: “você pertence a este lugar.”
Por isso, neste episódio, Laura Buoro prepara o nosso “tempero” inspirado nas sensações despertadas por Miroirs Nº 3.
Porque, assim como acontece no cinema, um sabor também pode esconder histórias, memórias e sentimentos.
Kartoffelpuffer com creme azedo e ervas
Ingredientes
* 500 g de batatas
* 1 cebola pequena
* 1 ovo
* 2 colheres de sopa de farinha de trigo
* Sal e pimenta-do-reino
* Noz-moscada a gosto
* Óleo para dourar
Para acompanhar
* 150 g de creme azedo ou sour cream
* Cebolinha ou dill picado
* Raspas de limão
* Sal e pimenta-do-reino
Rale as batatas e a cebola no ralador grosso. Coloque em um pano de prato limpo e aperte muito bem para retirar o máximo possível de líquido — esse passo é importante para que fiquem crocantes.
Passe para uma tigela e misture o ovo, a farinha, sal, pimenta e uma pitadinha de noz-moscada.
Aqueça uma frigideira com uma camada fina de óleo. Coloque pequenas porções da mistura, pressione delicadamente para formar discos e deixe dourar bem dos dois lados.
Para o molho, misture o creme azedo com as ervas, raspas de limão, sal e pimenta. Sirva as panquecas ainda quentes com uma colherada do creme por cima.
Vá ao cinema e tire suas próprias conclusões
Miroirs Nº 3 é um filme sobre aquilo que vemos — e aquilo que talvez esteja escondido atrás da imagem.
Um drama que nos convida a observar os personagens, perceber os silêncios e interpretar o que não é dito.
E, talvez, sair da sessão com mais perguntas do que respostas.
Miroirs Nº 3 Direção e roteiro: Christian Petzold Gênero: Drama Duração: 1h26 Classificação: 14 anos
🎬 Assista ao episódio do Temperos de Cinema e depois vá ao cinema conferir o filme.
REFÉM POR UM FIO: UM SUSPENSE BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL NO MOVIECOMARTE
E se uma disputa financeira se transformasse em um sequestro e o sequestrador passasse a ser visto como um “herói fora da lei”?
É a partir dessa situação surpreendente que Refém por um Fio (Dead Man’s Wire) constrói sua narrativa. O filme, dirigido por Gus Van Sant, chega à programação do Moviecomarte, trazendo uma história real que mistura suspense, crime, mídia e comportamento humano.
Ambientado em 1977, o filme acompanha Tony Kiritsis, um incorporador imobiliário que invade armado o escritório de Richard Hall, presidente da Meridian Mortgage Company. Em meio ao confronto, ele exige US$ 5 milhões e um pedido de desculpas.
O caso ganha enorme repercussão e, de maneira inesperada, Tony passa a despertar a simpatia de parte da opinião pública.
É justamente essa contradição que torna Refém por um Fio tão instigante: como alguém que comete um crime pode ser transformado pela sociedade em uma espécie de herói?
Cinema que provoca reflexão
Mais do que um suspense, o filme nos convida a refletir sobre a maneira como enxergamos justiça, poder e transgressão.
A presença da mídia também ganha importância nessa história. Quando um acontecimento real passa a ser acompanhado pelo público, o criminoso, a vítima e os acontecimentos podem ganhar diferentes interpretações.
Com Bill Skarsgård, Dacre Montgomery e Colman Domingo no elenco, Refém por um Fio apresenta uma narrativa que mantém a tensão enquanto levanta questões sobre os limites entre crime, injustiça e admiração popular.
MOVIECOMARTE
O Moviecomarte traz ao público filmes que ampliam o olhar sobre o cinema, propondo histórias que vão além do entretenimento e despertam conversas e reflexões.
🎬 REFÉM POR UM FIO Dead Man’s Wire Direção: Gus Van Sant Gênero: Suspense Duração: 1h45 Classificação: 14 anos
📅 Dias 19 e 20 de setembro 🕚 Sessões às 11h 📍 Moviecom Maxi Shopping Jundiaí
Prepare-se para uma história em que nada é tão simples quanto parece.
Venha assistir a Refém por um Fio no Moviecomarte. E depois responda: criminoso, vítima ou herói fora da lei?
O Moviecomarte tem o apoio cultural da Livraria Leitura.
QUEM SOMOS?
O projeto Temperos de Cinema, surgiu de uma paixão antiga pelo cinema. Desde a infância o cinema sempre fez parte da minha vida de tal forma, que considero roteiristas e diretores como amigos e conselheiros.