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A Vida da Poetiza Emily Dickinson em Além das Palavras

Postado porTemperos de Cinema 22 de Abril de 2018 0 Comentários

“O êxito parece doce a quem não o alcança”. Esta frase de Emily Dickinson (1830-1886) diz muito sobre a própria autora, que ao lado de Walt Whitman, é considerada o mais importante nome da literatura americana do século XIX e uma das maiores poetizas de todos os tempos.


A vida de Emily Dickinson está no filme “Além das Palavras”, brilhante trabalho do diretor Terence Davies e trazendo Cynthia Nixon em uma atuação irretocável. Este é o filme da semana no Sala Cult.
Conhecida como “a grande reclusa”, Emily nunca se casou e passou a maior parte de sua vida na casa de seus pais, de onde saiu pouquíssimas vezes para alguma viagem. Começou a escrever aos 20 anos e produziu perto de 1.800 poemas, dos quais apenas 10 foram publicados em vida.


Terence Davies também assina o roteiro de “Além das Palavras”, fazendo um impressionante trabalho de reconstituição da vida da poetiza a partir de sua obra e de cartas escritas para parentes, para amigos e para pessoas por quem se apaixonou.
“Além das Palavras” desvenda o que apenas se supunha e mostra os conflitos internos que marcaram a vida de Emily Dickinson e se transformaram nos enigmas e singularidades de sua produção literária.


O título original, “A Quiet Passion”, também traduz perfeitamente a vida de Emily, uma mulher à frente de seu tempo mas condenada por ele a viver suas paixões em silêncio. .
Você não pode perder este magnifico filme que será exibido nos dias 22, 26, 27 e 28 de abril, na Sala Cult do Paineiras Shopping.

FICHA TÉCNICA
Título: Além das Palavras
Título Original: A Qiet Passion
Direção: Terence Davies
Roteiro: Terence Davies
Elenco: Cynthia Nixon, Keith Carradine, Jennifer Ehle, Joanna Bacon, Duncan Duff, Catherine Bailey, Emma Bell
Fotografia: Florian Hoffmeister
Gênero: Drama biografico
Fotografia: Florian Hoffmesister
Música: Merijn Sep
Trilha Sonora: Schubert/Beethoven/Chopin/Bellini
País: Estados Unidos
Duração: 125 min
Distribuição: CineArt Filmes 

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As Falsas Confidências

Postado porTemperos de Cinema 15 de Abril de 2018 0 Comentários

Gravado nos bastidores do lendário Teatro Odéon ( inaugurado em 9 de Abril de 1782 pela rainha Maria Antonieta), “As Falsas Confidências” é um texto clássico de Pierre de Marivaux (1688-1763), um dos grandes nomes da literatura e da dramaturgia francesa.


O polêmico mas indiscutivelmente talentoso diretor Luc Bondy dirigiu a peça em 2014 com um elenco de super estrelas da França, entre as quais a grande dama Bulle Ogier, a diva Isabelle Huppert, o reverenciado Yves Jacques e o jovem galã Louis Garrel. O mesmo elenco voltou ao palco em 2015 para uma curta temporada e aceitou a proposta de Bondy e Marie-Louise Bischofberger para filmar.


Este foi o último trabalho de Bondy, que faleceu em novembro de 2015, aos 67 anos. E não poderia ser mais perfeito o desfecho para uma carreira tão brilhante. Produzido originalmente para a TV francesa o registro cinematográfico de “As Falsas Confidências”, supera as definições de cinema e teatro para transformar-se em uma obra de arte única.


Os porões, jardins, camarins e a muitas escadas do Teatro Odéon de Paris são o cenário para a história cômica de Dorante (Louis Garrel), o jovem secretário particular da rica viúva Madame Araminte (Isabelle Huppert) e seus mirabolantes e cômicos planos para conquistá-la.


No roteiro de Luc Bondy e Geoffrey Layton não fica claro se o protagonista está apenas atrás da fortuna da madame ou se realmente é apaixonado por ela. Na verdade o foco de “As Falsas Confidências” está na desigualdade social e nos abismos que separam pessoas mesmo quando estão muito próximas.


Além de todos os atrativos já listados, “As Falsas Confidências” merece ser visto também pela excepcional atuação de seu núcleo principal. A diva Isabelle Huppert, em particular, surge tão hipnotizante que facilmente nos coloca no lugar do jovem Dorante e ficamos todos apaixonados pela Madame.

Este é o filme que estreia hoje no Sala Cult do Paineiras Shopping, com sessões às 16 e 19 horas. Outras sessões: Dias 19 e 20 de abril às 19 horas e dia 21 de abril às 16 e 19 horas.

Ficha Técnica
Título: As falsas confidências
Título Original: Les fausses confidences
País de Origem: França
Ano de produção: 2016
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 87 min
Classificação: 12 anos
Direção: Luc Bondy e Marie-Louise Bischofberger
Roteiro Adaptado: Luc Bondy e Geoffrey Layton
Elenco: Isabelle Huppert, Louis Garrel, Bulle Ogier, Yves Jacques
Produtor: Pierre-Olivier Bardet
Música: Bruno Coulais
Fotografia: Luciano Tovoli
Design de Produção: Aurore Vullierme
Figurino: Moidele Bickel
Distribuição: Supo Mungam Films

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A Livraria, na Sala Cult

Postado porTemperos de Cinema 7 de Abril de 2018 0 Comentários

Livros são os sonhos de muitos e o pesadelo de outros tantos. “A Livraria”, um belíssimo filme da diretora espanhola Isabel Coixet, mostra a batalha entre o bem e o mal, personificados nos personagens da sonhadora dona de uma livraria e uma vilã tão poderosa quanto perversa.


O roteiro adaptado pela própria Coixet a partir do best seller “The Bookshop”, da escritora inglesa Penélope Fitzgerald, vai muito além do maniqueísmo, para mostrar que a vida só faz sentido quando se tem uma motivação, seja ela para o bem ou para o mal.

Ninguém pode se sentir sozinho entre livros.

A trama gira em torno de Florence Green (Emily Mortimer), uma viúva sem filhos, apaixonada por livros e que decide realizar seu sonho de ter uma livraria, buscando dar sentido à sua vida. Ela compra uma casa abandonada, a “Old House”, onde monta sua residência e a livraria.


Talvez buscando também algo para dar sentido à sua vida, Violet Gamard (Patricia Clarkson), poderosa socialite esposa de um militar, começa uma cruzada contra o sonho de Florence, disposta a fazer qualquer coisa para fechar a livraria.
Dois outros personagens mercem destaque na trama: a pequena ajudante da livraria e o primeiro cliente. A menina representa a inocência que busca abrigo no universo de sonhos criados pelos livros. Já o primeiro cliente é um homem velho, que representa a desilusão, que igualmente busca abrigo nos livros.


Ganhador dos Prêmios Goya de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado, “A Livraria” é um filme delicado, sensível e envolvente, que você poderá assistir esta semana no Sala Cult no Paineiras Shopping, nas sessões:
– Domingo, dia 08 de abril às 16 e 19 horas
– Quinta e Sexta, dias 12 e 13 de abril, às 19 horas
– Sábado, dia 14 de abril, às 16 e 19 horas

Ficha Tecnica
Título: A Livraria
Título original: The Bookshop
Nacionalidades: Espanha, Reino Unido, Alemanha
Gênero: Drama
Ano de produção: 2017
Estréia: 22 de março de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 53 minutos
Classificação: 10 anos
Direção: Isabel Coixet
Roteiro: Isabel Coixet. Baseado no livro escrito por Penelope Fitzgerald
Elenco: Emily Mortimer, Patricia Clarkson, Bill Nighy
Produção: Jaume Banacolocha, Joan Bas, Jordi Berenguer, Adolfo Blanco, Sol Bondy, Alex Boyd, Ricardo Marco Budé, Chris Curling, Manuel Monzón, Paz Recolons, Fernando Riera, Albert Sagalés, Ignacio Salazar-Simpson, Thierry Wase-Bailey, Jamila Wenske, Henriette Wollmann
Trilha sonora: Alfonso de Vilallonga
Direção de fotografia: Jean-Claude Larrieu
Edição: Bernat Aragonés
Direção de arte: Marc Pou
Figurino: Mercè Paloma
Distribuição: Cineart Filmes

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A Ópera de Paris no Sala Cult

Postado porTemperos de Cinema 1 de Abril de 2018 0 Comentários

Por trás da beleza e grandiosidade dos espetáculos, A Ópera de Paris também tem o seu lado mundano, como o de qualquer grande empresa. É o que nos mostra o brilhante documentário, de Jean-Stéphane Bron, aclamado e premiado no Festival Internacional de Cinema de Moscou.


Criada em 1669 por Pierre Perrin, em 360 anos de história a Ópera de Paris consolidou-se não só como a instituição cultural mais bem sucedida e famosa da França, mas também como um dos pilares da formação da identidade cultural francesa.
Jean-Stéphane Bron literalmente viveu toda uma temporada da Ópera e nos leva a participar de forma privilegiada das reuniões executivas, das seleções de artistas, dos ensaios e das noites de gala… E também a testemunhar paixões, vaidades, a luta pelo estrelato, o serviço pesado dos operários e as ameaças de greve.


O documentário é conciso e flui de forma natural e envolvente, característica não muito comum ao filmes do gênero. E tem cenas memoráveis como a emoção das crianças na escola que a Ópera de Paris mantém para alunos carentes.
Essa estadia de quase duas horas suntuoso Palácio Garnier, inaugurado em 1875, que abriga a Ópera de Paris, é absolutamente fascinante e enriquecedora. E você poderá desfrutá-la no Sala Cult, o espaço para o cinema independente e de arte do Paineiras Shoppíng.

Ficha Técnica
Título: A Ópera de Paris
Título original: L’opéra de Paris
Direção: Jean-Stéphane Bron
Roteiro: Jean-Stéphane Bron
Produção: Les Films Pelléas, Bande à Part Films
Fotografia: Blaise Harrison
Edição: Julie Lena
Gênero: Documentário
País: França
Ano: 2017
Duração: 110min
Distribuição: Imovision

Datas e Horários de Exibição no Sala Cult:
– 01 de Abril (domingo) às 16 e 19 horas
– 05 e 06 de Abril (quinta e sexta-feira) às 19 horas
– 07 de Abril (sábado) às 16 e 19 horas

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Sala Cult Apresenta: Lou

Postado porTemperos de Cinema 15 de Março de 2018 0 Comentários

O filme da semana no Sala Cult é “Lou”, que conta a vida daquela que foi a primeira mulher na psicanálise e no estudo da sexualidade feminina.

E a vida da filosofa e psicanalista Lou Andreas-Salomé (1861-1937) foi fascinante, para dizer o mínimo. Seu pioneirismo se estendeu em praticamente tudo. Seu triangulo amoroso com os filósofos Friedrich Nietzsche e Paul Rée, seu relacionamento com o poeta Rainer Maria Rilke e sua convivência com Sigmund Freud, revelam uma mulher brilhantemente transgressora e muito à frente de seu tempo.

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Filme de estreia da diretora Cordula Kablitz-Post, “Lou” começa mostrando uma fogueira com livros sendo queimados, enquanto o áudio reproduz um discurso de Hitler condenando a psicanálise e outras expressões intelectuais às chamas.
Renegada às sombras da eternidade, como é muito comum a várias mulheres na história da humanidade, Lou Andreas-Salomé vem sendo redescoberta como um dos grandes nomes do feminismo.

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Ela é personagem central da trama e à sua volta gravitam alguns dos homens mais brilhantes de todos os tempos. Uma das cenas mais simbólicas do filme mostra Lou sobre uma carroça “puxada” por Rée e Nietzsche, reprodução de uma imagem que ficou famosa e correu o mundo na época.

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O imperdível “Lou” será exibido no Sala Cult , no Paineiras Shopping Jundiaí, dia 11 de março às 16 e às 19 horas, dias 15 e 16 de março às 19 horas e dia 17 de março às 16 e 19 horas.
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Veja o trailer: 

Ficha Técnica:
Título: Lou
Título original: Lou Andreas-Salomé
Nacionalidades: Alemanha, Suiça
Gêneros: Drama, Histórico, Biografia
Ano de produção: 2016
Duração: 1h 53 minutos
Classificação: 16 anos
Direção: Cordula Kablitz-Post
Roteiro: Cordula Kablitz-Post, Susanne Hertel
Trilha sonora: Judit Varga
Fotografia: Matthias Schellenberg
Edição: Beatrice Babin
Design de produção: Nikolai Ritter
Figurino: Bettina Helmi
Distribuição: Cineart Filmes

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