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As Falsas Confidências

Postado porTemperos de Cinema 15 de abril de 2018 0 Comentários

Gravado nos bastidores do lendário Teatro Odéon ( inaugurado em 9 de Abril de 1782 pela rainha Maria Antonieta), “As Falsas Confidências” é um texto clássico de Pierre de Marivaux (1688-1763), um dos grandes nomes da literatura e da dramaturgia francesa.


O polêmico mas indiscutivelmente talentoso diretor Luc Bondy dirigiu a peça em 2014 com um elenco de super estrelas da França, entre as quais a grande dama Bulle Ogier, a diva Isabelle Huppert, o reverenciado Yves Jacques e o jovem galã Louis Garrel. O mesmo elenco voltou ao palco em 2015 para uma curta temporada e aceitou a proposta de Bondy e Marie-Louise Bischofberger para filmar.


Este foi o último trabalho de Bondy, que faleceu em novembro de 2015, aos 67 anos. E não poderia ser mais perfeito o desfecho para uma carreira tão brilhante. Produzido originalmente para a TV francesa o registro cinematográfico de “As Falsas Confidências”, supera as definições de cinema e teatro para transformar-se em uma obra de arte única.


Os porões, jardins, camarins e a muitas escadas do Teatro Odéon de Paris são o cenário para a história cômica de Dorante (Louis Garrel), o jovem secretário particular da rica viúva Madame Araminte (Isabelle Huppert) e seus mirabolantes e cômicos planos para conquistá-la.


No roteiro de Luc Bondy e Geoffrey Layton não fica claro se o protagonista está apenas atrás da fortuna da madame ou se realmente é apaixonado por ela. Na verdade o foco de “As Falsas Confidências” está na desigualdade social e nos abismos que separam pessoas mesmo quando estão muito próximas.


Além de todos os atrativos já listados, “As Falsas Confidências” merece ser visto também pela excepcional atuação de seu núcleo principal. A diva Isabelle Huppert, em particular, surge tão hipnotizante que facilmente nos coloca no lugar do jovem Dorante e ficamos todos apaixonados pela Madame.

Este é o filme que estreia hoje no Sala Cult do Paineiras Shopping, com sessões às 16 e 19 horas. Outras sessões: Dias 19 e 20 de abril às 19 horas e dia 21 de abril às 16 e 19 horas.

Ficha Técnica
Título: As falsas confidências
Título Original: Les fausses confidences
País de Origem: França
Ano de produção: 2016
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 87 min
Classificação: 12 anos
Direção: Luc Bondy e Marie-Louise Bischofberger
Roteiro Adaptado: Luc Bondy e Geoffrey Layton
Elenco: Isabelle Huppert, Louis Garrel, Bulle Ogier, Yves Jacques
Produtor: Pierre-Olivier Bardet
Música: Bruno Coulais
Fotografia: Luciano Tovoli
Design de Produção: Aurore Vullierme
Figurino: Moidele Bickel
Distribuição: Supo Mungam Films

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Rodin, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 1 de novembro de 2017 0 Comentários

O “Rodin”, de Jacques Doillon, teve sessão de honra em Cannes mas os jornalistas não receberam bem o primeiro filme que segue uma estrutura clássica e mostra o mito como um homem sedutor e genioso.
O pai da escultura moderna, Auguste Rodin (1840-1917), aparece pela primeira vez como protagonista. Ele foi personagem secundário em dois filmes sobre sua amante mais famosa: o drama “Camille Claudel”, de Bruno Nuytten (1988), com a bela Isabelle Adjani e “Camille Claudel 1915”, de Bruno Dumont (2013), com a também belíssima Juliette Binoche.

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Apesar de ser um talento precoce, Rodin foi 3 vezes rejeitado pela Grand École de Paris e só depois de uma temporada na Bélgica e viajando à Itália para estudar minuciosamente a escultura clássica, ele consegue a encomenda de um grande trabalho em seu país, uma série de esculturas realizadas para a Porta do Inferno, do Museu de Artes Decorativas, que consolida seu nome entre os grandes mestres.

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É esse Rodin de 1880 a 1890, no auge de sua carreira, que aparece no filme de Doillon em um roteiro baseado nos registros de outros artistas que conviveram com ele (como Paul Cézanne e Claude Monet, entre outros), pois o próprio Rodin deixou pouquíssimos registros de sua vida.

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Estrelado por Vincent Lindon, Izia Higelin, Séverine Caneele e com uma trilha sonora primorosa, “Rodin” pode não ter agradado os jornalistas franceses mas certamente encanta os que são apaixonados por artes plásticas e os cinéfilos que apreciam uma produção extremamente bem cuidada.
Este é o filme deste final de semana, 04 e 05 de novembro às 11 horas e também na terça-feira, dia 07 de novembro às 14 horas.

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Ficha Técnica
Título: Rodin
Título Original: Rodin
Direção: Jacques Doillon
Elenco: Vincent Lindon, Izia Higelin, Séverine Caneele
Fotografia: Christophe Beaucarne
Música: Philippe Sarde
Gênero: Drama biográfico
País de Origem: França
Recomendação etária: Acima de 12 anos
Distribuição: Mares Filmes

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Perdidos em Paris, No Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 29 de agosto de 2017 0 Comentários

Em janeiro deste ano o cinema francês perdeu uma de suas maiores estrelas. Morreu aos 94 anos Emmanuelle Riva, a estrela de filmes icônicos como “Hiroshima meu amor” (1959), “A liberdade é azul” (1993) e “Amor” (2012).
Uma atriz dramática excepcional e cultuada por grandes diretores, Riva escolheu despedir-se do cinema com uma comédia suave e escrita e dirigida por dois grandes nomes do clown, Fiona Gordon e Dominique Abel.

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Juntos há mais de 35 anos, o casal de diretores busca no cômico uma maneira de falar sobre a falta de jeito dos seres humanos o lado bizarro da vida cotidiana. Quando convidaram Riva para o projeto não tinham muitas esperanças que ela aceitasse mas foram surpreendidos não só com um sim mas também com o grande conhecimento da atriz sobre a comédia e sua generosidade. Riva chegou a ceder o apartamento em que viva para as filmagens.

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Só essas anotações de bastidores já seriam o suficiente para nos convencer a ver o filme mas o fato é que “Perdidos em Paris” é uma pequena obra de arte, deliciosamente agradável de assistir.
Neste filme Emmanuelle Riva é Marta, uma senhora idosa e sozinha que foge do asilo e se perde em Paris. Sua sobrinha (Fiona Gordon) é uma bibliotecária que vive no Canadá, que sempre sonhou conhecer Paris e quando recebe a notícia da fuga da tia, viaja para resgatá-la e realizar seu grande sonho. Mas ela também se perde na capital francesa e para ajudá-la surge o mal humorado morador de rua (Dominique Abel).

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Esse trio tão inusitado quanto atrapalhado garante boas piadas e sacadas muito divertidas durante todo o filme, sem perder o foco da trama.
Com cores vibrantes e uma fotografia moderna, “Perdidos em Paris” tem a cidade de Paris quase como um quarto personagem, mostrando sob uma ótica completamente diferente até mesmo para pontos muito conhecidos como a Torre Eifel e o Rio Sena.

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Este é o filme da semana, um verdadeiro presente de boas vindas ao mês de setembro, abrindo a programação do mês no Moviecom Arte.

Ficha Técnica
Título: “Perdidos em Paris”
Título Original: “Paris Pied Nus”
Gênero: Comédia
Direção: Fiona Gordon e Dominique Abel
Roteiro: Fiona Gordon e Dominique Abel
Elenco: Emmanuelle Riva, Fiona Gordon e Dominique Abel
País de Origem: França
Ano de Produção: 2016
Distribuição: Pandora Filmes
Exibição no Moviecom Arte: Dias 02 e 03 de setembro, às 11 horas.

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PERSONAL SHOPPER, de Olivier Assayas

Postado porTemperos de Cinema 24 de abril de 2017 0 Comentários


Este filme estrelado por Kristen Stewart, transita por diferentes gêneros cinematográficos, indo do horror sobrenatural ao thriller psicológico e ao suspense policial.
“Personal Shopper” conta a história de uma jovem americana solitária e insatisfeita que mora em Paris e trabalha como “personal shopper” para uma celebridade local. Ela também tem uma capacidade especial para se comunicar com o mundo dos mortos. A moça dividia esse dom com seu irmão, recém-falecido, que parece estar querendo enviar uma mensagem para o mundo dos vivos.

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Mais que um filme de suspense ou terror, “Personal Shopper” é uma reflexão sobre o mundo materialista cada vez mais estruturado em torno da ausência, possibilitando o contato entre corpos sem que ambos estejam em um mesmo plano físico, e que, pela legitimação dessa ausência no cotidiano, pode esconder, debaixo das roupas da moda, verdadeiros indivíduos fantasmas.
A crítica do conceituado jornal inglês The Guardian classificou como “O melhor filme de Assayas em muito tempo, e a melhor atuação de Kristen Stewart até agora.”
Assista Personal Shopper no Moviecom Arte dias 29 e 30 de Abril, sempre às 11 horas.

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Ficha Técnica
Título original: Personal Shopper
Direção: Olivier Assayas
Roteiro: Olivier Assayas
Elenco: Kristen Stewart, Lars Eidinger, Sigrid Bouaziz, Anders Danielsen Lie, Nora von Waldstätten, Benjamin Biolay
Gênero: Suspense
País: França
Ano: 2016
Distribuição: Imovision

Receita da semanaTemperos

Prato da Semana: Bouef Bourguignon de Julie e Julia

Postado porTemperos de Cinema 28 de outubro de 2016 0 Comentários

Na grande maioria dos filmes sempre há pelo menos uma cena envolvendo gastronomia. Em alguns ela chega a ocupar maior espaço na trama mas poucos são filmes onde ela ocupa papel de destaque, como personagem principal. Esse é o caso de “Julie e Julia”, de Nora Ephron, lançado em 2009.

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Este filme é uma comédia que mistura drama, romance e um cardápio de banquete. Meryl Streep e Amy Adams interpretam as duas personagens título, separadas na trama por um espaço 50 anos no tempo, mas unidas pela paixão e o talento para cozinhar.
Meryl Streep é Julia Child, é uma senhora que em 1948 vai morar em Paris por conta do trabalho do marido Paul (Stanley Tucci). Entediada por não ter o que fazer, ela passa a frequentar um curso de culinária e toma gosto pela coisa. Ela acaba escrevendo um livro e apresentando um programa de televisão. Cinquenta anos depois, encontramos Julie Powell (Amy Adams), uma moça com uma vidinha bem medíocre e que acidentalmente encontra o livro de Julia. Ela se encanta com as receitas e resolve prepará-las como passatempo. Com a ajuda do marido Eric Powell (Chris Messina), ela cria um blog para descrever sua experiência e se torna um sucesso.

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A chef Sandra Romansini recebeu a Dra. Lilian de Angelis, dentista e cozinheira de mão cheia, para comentar o filme e saborear uma das receitas de Julia Child, o Bouef Bourguignon. Veja o vídeo com o passo a passo do preparo e logo abaixo a receita detalhada.

RECEITA DE BOUEF BOURGUIGNON

INGREDIENTES
250gr de Bacon Defumado em tiras de 1 cm
1 kg de carne bovina em pedaços
1 colher (DE SOPA) de farinha de trigo
3 colheres (chá) de óleo
1 cenoura em palito
1 cebola bem picadinha
2 dentes de alho ralados
300ml de caldo de carne
1 colher (sopa) de extrato de tomate
300ml de vinho tinto seco
350g de champignons
6 cebolas echalotes sem casca, cortadas ao meio
1 folha de louro
1 ramo de tomilho fresco, salsa e pimenta do reino a gosto

PREPARO

Preaqueça o forno a 180º.
Aqueça uma frigideira grande e acrescente o bacon. Deixe esfriar , mexendo de vez em quando , até que fiquem crocante e solte bem a gordura. Nesse ponto transfira o bacon para uma caçarola grande e larga e reserve a gordura na frigideira.
Seque os pedaços de carne em papel absorvente. Corte-os em cubos de 2cm.
Polvilhe a carne com a farinha de trigo, virando os pedaços para que fiquem bem cobertos. Leve a frigideira de volta ao fogo e frite os cubinhos de carne, poucos de cada vez, adicionando 1 colher (chá) de óleo se necessário. Não coloque muitos pedaços de uma vez, senão a carne ficará cozida, em vez de dourada.
Transfira os cubinhos de carne dourados para a caçarola e reserve.
Acrescente as 2 colheres (chá) de óleo restantes na frigideira e refogue a cenoura , a cebola e o alho até que amaciem.
Transfira os legumes refogados para a caçarola. Escorra o excesso de gordura da frigideira e leve-a de volta ao fogo.
Adicione o caldo de carne e deixe que aqueça, raspando o fundo com uma colher de pau até soltar todo o tempero que ficou grudado.
Despeje na caçarola o caldo de carne morno e o extrato de tomate.
Em seguida, acrescente vinho até cobrir os ingredientes. Adicione o louro, o tomilho e mexa bem. Leve ao fogo até ferver. Cubra a caçarola, leve-a ao forno e deixe assar por 2 horas, mexendo a cada 30 minutos. Se o molho secar ou engrossar em excesso, coloque um pouco maios de vinho ou água.
Acrescente os champignon e as echalotes, e misture bem. Torne a cobrir e deixe assar por mais de 1 hora, ou até que a carne fique macia a ponto de desfiar ao simples toque de uma colher.