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Se a Rua Beale Falasse, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 8 de março de 2019 0 Comentários

A rua Beale é uma rua em Nova Orleans mas poderia estar em qualquer cidade dos Estados Unidos ou de qualquer outro país do mundo. Ela é uma rua de famílias negras, onde vidas negras lutam, amam, sofrem e cantam. A rua Beale do novo filme do diretor Barry Jenkins, fica na Nova Iorque dos anos 70.


Baseado no célebre romance de James Baldwin, o filme “Se A Rua Beale Falasse” é o filme da semana no Moviecom Arte.
A trama acompanha Tish, uma jovem de 19 anos vivendo a história de amor com o vizinho da vida toda. No entanto, a vida se revelará uma sucessão de agruras quando o rapaz é injustamente acusado pelo estupro de uma jovem porto-riquenha e vai parar na cadeia. Em meio à luta para libertar o noivo, Tish se descobre grávida. Entre sonhos desfeitos, coragem e muito amor, essa mulher negra precisa descobrir o quão forte é.


A personagem central é brilhantemente interpretada pela novata Kiki Layne mas não tem como não ser arrebatado pelo excepcional desempenho de Regina King, que interpreta a mãe de Tish, ganhadora do Oscar 2.019 de Melhor Atriz Coadjuvante.
“Se A Rua Beale Falasse” transmite ideias e emoções convidando às lágrimas. Sua construção se dá através do mais completo domínio do fazer cinematográfico, com atenção cirúrgica para cada recurso estético ou narrativo, onde simples gestos como o estender dos braços ao outro gera uma explosão de catarse.


“Se A Rua Beale Falasse” será exibido nos dias 09 e 10 de março às 11 horas e no dia 12 de março às 14 horas, no Moviecom Arte. E você não pode deixar de ver este grande filme.

Ficha Técnica

Título: Se A Rua Beale Falasse
Título Original: If Beale Street Could Talk
Nacionalidade: EUA
Gênero: Drama
Ano de produção: 2018
Estréia: 07 de fevereiro de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 59 min
Classificação: 10 anos
Direção: Barry Jenkins
Roteiro: Barry Jenkins
Elenco: Kiki Layne, Stephan James, Regina King
Produção: Barry Jenkins, Brad Pitt, Chelsea Barnard, Mark Ceryak, Megan Ellison, Sarah Esberg, Dede Gardner, Caroline Jaczko, Jeremy Kleiner, Jillian Longnecker, Sara Murphy, Adele Romanski
Trilha sonora: Nicholas Britell
Direção de fotografia: James Laxton
Design de produção: Mark Friedberg
Direção de arte: Robert Pyzocha, Oliver Rivas Madera
Decoração de set: Kris Moran
Figurino: Caroline Eselin
Distribuidora: Sony Pictures do Brasil

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Programação de Março do Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 1 de março de 2019 0 Comentários

A Programação de Março do Moviecom Arte está em clima de Oscar. São 5 filmes imperdíveis, entre indicados e premiados. Confira a lista e anote as datas em sua agenda.


Dias 02, 03 e 05 de março
Cafarnaum
indicado a melhor filme estrangeiro

A cidade bíblica de Cafarnaum dá nome ao mais novo filme da diretora libanesa Nadine Labaki, que concorreu ao Oscar 2.019 de Melhor Filme Estrangeiro.
“Cafarnaum” se passa em um bairro de Beirute com planos aéreos que evidenciam um triste quadro de miséria. Problemas como a violência tornaram-se tão sintomáticos ao ponto de crianças brincarem felizes com metralhadoras improvisadas. Uma dessas crianças é Zain, o protagonista da trama, que depois é visto sob custódia por esfaquear um homem e, logo em seguida, processando seus pais por ter nascido.
É um ponto de partida espantoso que anuncia uma experiência tão insólita quanto difícil, que o roteiro tenta explicar voltando no tempo e nos apresentando à difícil realidade de Zain, um dos filhos mais velhos em uma casa cheia de crianças mas com pouco a oferecê-las além das condições mais básicas.
Aos doze anos, Zain (Zain Al Rafeea) carrega uma série de responsabilidades: é ele quem cuida de seus irmãos no cortiço em que vive junto com os pais, que estão sempre ausentes, ttrabalhando em uma marcearia. Quando sua irmã de onze é forçada a se casar com um homem mais velho, o menino fica extremamente revoltado e decide deixar a família. Ele passa a viver nas ruas junto aos refugiados e outras crianças que, diferentemente dele, não chegaram lá por conta própria.
Ganhador do Prêmio do Júri em Cannes, “Cafarnaum” era o grande rival de “Roma” no Oscar, ambos tidos como verdadeiras obras de arte do cinema atual.
Você poderá ver este grande filme no Moviecom Arte dos dias 02 e 03 de março às 11 horas e no dia 05 de março às 14 horas. Imperdível.

Não recomendado para menores de 14 anos


Dias 09, 10 e 12 de março
Se A Rua Beale Falasse
Vencedor do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante

A rua Beale é uma rua em Nova Orleans mas poderia estar em qualquer cidade dos Estados Unidos ou de qualquer outro país do mundo.. Ela é uma rua de famílias negras, onde vidas negras lutam, amam, sofrem e cantam. A rua Beale do novo filme do diretor Barry Jenkins, fica na Nova Iorque dos anos 70.
Baseado no célebre romance de James Baldwin, o filme “Se A Rua Beale Falasse” acompanha Tish, uma jovem de 19 anos vivendo a história de amor com o vizinho da vida toda, Fonny (Stephan James). No entanto, a vida se revelará uma sucessão de agruras quando o rapaz é injustamente acusado pelo estupro de uma jovem porto-riquenha e vai parar na cadeia. Em meio à luta para libertar o noivo, Tish se descobre grávida. Entre sonhos desfeitos, coragem e muito amor, essa mulher negra precisa descobrir o quão forte é.
A personagem central é brilhantemente interpretada pela novata Kiki Layne mas não tem como não ser arrebatado pelo excepecional desempenho de Regina King, que interpreta a mãe de Tish, ganhadora do Oscar 2.019 de Melhor Atriz Coadjuvante.
“Se A Rua Beale Falasse” será exibido nos dias 09 e 10 de março às 11 horas e no dia 12 de março às 14 horas, no Moviecom Arte. E você não pode deixar de ver este grande filme.

Não recomendado para menores de 10 anos

Dias 16, 17 e 19 de março
A Favorita
Vencedor do Oscar de Melhor Atriz

“A Favorita”, drama de época passado na corte britânica do século XVIII, é um filme cheio de méritos, inclundo a excelente campanha que fez desde seu lançamento, tornando-se o queridinho do público e dos críticos de cinema.
Sensual, hilário e repugnante, “A Favorita” colecionou uma longa lista de prêmios e indicações, culminando com o Oscar 2.019 de Melhor Atriz para a incrível Olivia Colman, que desbancou a super favorita do ano, Glenn Close.

Dirigido pelo grego Yorgos Lanthimos, o filme se passa na Inglaterra do século XVIII, Sarah Churchill, a Duquesa de Marlborough (Rachel Weisz) exerce sua influência na corte como confidente, conselheira e amante secreta da Rainha Ana (Olivia Colman). Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail (Emma Stone), nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes à oportunidade única.
Escrito por Tony McNamara e Deborah Davis, o roteiro mescla com muita propriedade o humor ácido e uma insanidade fluente a uma trama sóbria de história e política.
Ofilme é extremamente ousado em seu visual. A fotografia arrisca com trechos nos quais são utilizadas lentes grande angular, dando aquele aspecto arredondado no qual conseguimos ver além do olho humano, numa conjectura de 180 graus. E os figurinos e direção de arte são de uma extravagância tão impressionante quanto indispensável.
O Moviecom Arte apresenta “A Favorita” nos dias 16 e 17 de março às 11 horas e no dia 19 de março às 14 horas. Coloque em sua agenda!

Não recomendado para menores de 14 anos

Dias 23, 24 e 26 de março
Poderia me Perdoar ?
Indicado ao Oscar de Melhor Atriz

Melissa McCarthy não era a primeira escolha dos produtores de “Poderia Me Perdoar?” para viver nas telonas a história de Lee Israel, escritora que gerou controvérsia nos anos 90 ao vender cartas falsificadas de celebridades. O papel recusado por Julianne Moore, caiu como uma luva para Melissa McCarthy que teve a oportunidade de mostrar todo seu potencial em um filme introspectivo e cheio de nuances, que a levou a ser uma das indicadas para o Oscar 2.019 de Melhor Atriz.
Dirigido por Marielle Heller e com roteiro assinado por Nicole Holofcener e Jeff Whity, “Poderia Me Perdoar?” é um drama biográfico denso que conta a história real de uma jornalista e escritora que chega ao fundo do poço e como último recurso decide vender cartas de celebridades falsificadas por ela mesma. Quando as primeiras suspeitas começam, para não parar de lucrar, ela modifica o esquema e passa a roubar os textos originais de arquivos e bibliotecas.
O grande desafio do filme era conseguir que a personagem despertasse, de alguma forma, a empatia do público apesar de sua personalidade difícil. Sociofóbica e alcoólatra, desbocada e grosseira, o tratamento dado à Lee Israel pelo roteiro é o que permitiu a Melissa McCarthy desenvolver uma personagem que transcende essas primeiras camadas, mostrando-a como uma mulher que, no fundo, somente deseja ter seu trabalho reconhecido.
Este filme surpreendente chega ao Moviecom Arte nos dias 23 e 24 de março às 11 horas e 26 de março às 14 horas.


Dias 30, 31 de março e 02 de abril
Guerra Fria
indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro

O diretor polonês Pawel Pawlikowski é um dos grandes nomes do cinema contemporâneo e seu mais recente trabalho, “Guerra Fria”, lheredenu o prêmio de melhor direção em Cannes e concorreu ao Oscar 2.019 de Melhor Filme Estrangeiro.
“Guerra Fria” conta uma história de amor inspirada na vida dos pais do cineasta. Duas pessoas completamente diferentes uma da outra, em suas origens e personalidade, Zula e Wiktor se apaixonam e ambos terão que ceder em suas personalidades para viver uma história que se desenha de forma atropelada, durante o período da Guerra Fria iniciada na década de 50, em seu país de origem e em boa parte da Europa.
Pawell transforma suas recorrências estilísticas em signos palatáveis através das linhas evolutivas de seus protagonistas. O trabalho conjunto dele com seu casal de atores é de enorme responsabilidade para conseguir esse espaço empático.
Filmado em preto e branco, técnica que o diretor já utilizou em “Ida” (seu filme de estreia), “Guerra Fria” é conduzido pela música que o transforma em uma obra requintada e super lapidada.
Você não pode perder “Guerra Fria” no Moviecom Arte nos dias 30 e 31 de março às 11 horas e no dia 2 de abril às 14 horas.

Não recomendado para menores de 14 anos

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O Moviecom Arte é um projeto da publicitária e produtora Fátima Augusto em parceria com o Moviecom Jundiaí, que há 1o anos traz para a cidade filmes de arte e que não entram no circuito comercial.

Com um horário alternativo dentro da programação do cinema, o Moviecom Arte acontece todos os sábados e domingos às 11 horas e tem ingressos a R$ 10,50 e R$ 5,25.

O Moviecom Jundiaí fica no Maxi Shopping – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6000 – Vila Rio Branco, Jundiaí – SP

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O Peso do Passado, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 22 de fevereiro de 2019 0 Comentários

A vida nem sempre é justa e os membros da academia de cinema de Hollywood menos ainda. Só isto explica a não indicação de Nicole Kidman para o Oscar de Melhor Atriz em sua magnífica interpretação em “O Peso do Passado”, da da diretora Karyn Kusama.


A estrela, famosa por seu talento e sua beleza, se despe de toda a vaidade e surge envelhecida e destruída para viver uma policial alcoólatra e traumatizada, neste drama policial.
A super comentada transformação da bela Nicole Kidman para este filme é apenas um detalhe. Ela realmente se joga na construção de uma personagem de personalidade difícil, que parece carregar o peso do mundo nos ombros, sobretudo por conta da missão antiga que resultou num trauma difícil de esquecer.

Na trama a policial detetive durona e torturada por lembranças do passado, alterna a caçada a um antigo desafeto a flashbacks que oferecem o contexto necessário para a compreensão da personagem e do contexto. Acompanhamos desde os preparativos para uma operação de infiltração em uma gangue de ladrões de bancos até as turbulências da vida familiar da personagem.

O ambiente policial serve apenas de pano de fundo para o verdadeiro argumento da trama, a trajetória penosa da personagem e o enrijecimento do espírito humano diante à devastação sentida em um momento trágico na vida.
Para muitos o nome de Nicole Kidman deveria constar entre as indicadas ao Oscar de Melhor Atriz por sua atuação em “O Peso do Passado”, mas o filme ficou mesmo na longa lista de grandes filmes ignorados pela Academia este ano.
Venha conferir Nicole Kidman em uma de suas melhores atuações neste final de semana, no Moviecom Arte. “O Peso do Passado” será exibido nos dias 23 e 24 de fevereiro às 11 horas e no dia 26 de fevereiro às 14 horas. Imperdível!

Ficha Técnica
Título: O Peso do Passado
Título original: Destroyer
Nacionalidade: EUA
Gêneros: Policial, Suspense, Ação
Ano de produção: 2018
Estréia: 17 de janeiro de 2019 (Brasil)
Duração: 2h 3min
Classificação: 16 anos
Direção: Karyn Kusama
Elenco: James Jordan, Nicole Kidman, Peter Vasquez, Scoot McNairy, Sebastian Stan, Shamier Anderson, Tatiana Maslany, Toby Huss, Toby Kebbell e Zach Villa
Roteiro: Phil Hay, Matt Manfredi
Trilha sonora: Theodore Shapiro
Direção de fotografia: Julie Kirkwood
Edição: Plummy Tucker
Design de produção: Kay Lee
Direção de arte: Eric Jihwan Jeon
Decoração de set: Lisa Son
Figurino: Audrey Fisher
Distribuição: Diamond Films

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A Esposa, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 15 de fevereiro de 2019 0 Comentários

Uma grande mulher por trás de um grande homem. Essa máxima machista é o tema central de “A Esposa”, dirigido por Björn Runge e baseado no livro do mesmo nome escrito por Meg Wolitzer.


Premiada com o Globo de Ouro de Melhor Atriz Dramática por sua atuação neste filme, Glenn Close interpreta Joan, uma mulher que abre mão da paixão por escrever para se dedicar integralmente ao marido e também escritor, Joe Castleman (Jonathan Pryce).
Quando ele ganha o Prêmio Nobel de Literatura, um biógrafo, interpretado por Christian Slater, insiste em fazer um livro sobre a trajetória do escritor. É então que os fatos do passado vêm à tona e deixam claro que Joan abandonou seus próprios sonhos para viabilizar os de Jonathan – que colecionou casos amorosos e com frequência a faz sentir-se humilhada.


Glen Close, com pouquíssimas falas, carrega todo o filme nas costas. Com seu olhar e suas expressões, ela transmite com exatidão a dor de um segredo, a angústia da injustiça e os sacrifícios e as incoerências de quem ama profundamente.
Este filme também rendeu à Glenn Close sua sétima indicação ao Oscar. Ela está na disputa da estatueta de Melhor Atriz e é uma das grandes favoritas já que nas 6 indicações anteriores nunca conseguiu ganhar e agora, aos 71 anos e com um papel realmente brilhante, parece deixar a Academia quase que na obrigação de premiá-la.


“A Esposa” é o filme da semana no Moviecom Arte, com sessões nos dias 16 e 17 de fevereiro às 11 horas e no dia 19 de fevereiro às 14 horas, no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica
Título original: The Wife
Nacionalidades: Suécia, EUA
Gêneros: Drama, Suspense
Ano de produção: 2017
Estréia: 10 de janeiro de 2019
Duração: 1h 40min
Classificação: 12 Anos
Direção: Björn Runge
Roteiro: Jane Anderson, Meg Wolitzer
Elenco; Christian Slater, Elizabeth McGovern, Glenn Close, Harry Lloyd, Jonathan Pryce e Morgane Polanski
Trilha sonora: Jocelyn Pook
Direção de fotografia: Ulf Brantås
Edição: Lena Runge
Design de produção: Mark Leese
Direção de arte: Caroline Grebbell, Paul Gustavsson, Martin McNee
Figurino: Trisha Biggar
Distribuição: Alpha Filmes

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Programação de Fevereiro no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 31 de janeiro de 2019 0 Comentários

DIAS 02, 03 e 05 DE FEVEREIRO
COLETTE
Direção: Wash Westmoreland
Elenco: Keira Knightley, Dominic West e Eleanor Tomlinson
Gêneros Drama, Biografia
Nacionalidades EUA, Reino Unido
Não recomendado para menores de 14 anos

“Colette”, dirigido por Wash Westmoreland, retrata a vida da escritora e atriz francesa Sidonie-Gabrielle Colette (1873-1954), abordando o relacionamento da protagonista com o marido, o escritor e editor Henry Gauthiers-Villars Willy.
Estrelado por Keira Knightley e Dominic West, “Colette” tem seu foco no casal que era conhecido como um dos mais modernos da Europa e passou a enfrentar problemas quando surgiram as traições de Henry e o crescente interesse dela por mulheres decretaram o fim do relacionamento.
A separação dos dois deu início a uma grande guerra por direitos autorais, posto que Henri publicara em seu nome livros escritos por Colette.
Marcada por aventuras, polêmicas e enfrentamentos ao status quo da sociedade francesa da época, Colette escandalizou a cidade de Paris com seu comportamento desafiador e com sua obra artística, composta por romances femininos e por sua atuação nos palcos. Ela foi uma das principais vozes feministas da cultura europeia no período.
O filme é marcado por grandes batalhas verbais em diálogos extreamente bem elaborados. O desempenho de Keira Knightley é de tirar o fôlego. Tanto que ninguém entendeu por que “Colette” foi completamente ignorado pelo Globo de Ouro e o Oscar.

DIAS 09, 10, E 12 DE FEVEREIRO
A PÉ ELE NÃO VAI LONGE
Direção: Gus Van Sant
Elenco: Joaquin Phoenix, Jonah Hill, Rooney Mara mais
Gêneros Drama, Biografia
Nacionalidade EUA
Não recomendado para menores de 14 anos

A variada filmografia de Gus Van Sant baseia-se quase toda em personagens bem pouco convencionais. Em seu novo filme, “A Pé Ele Não Vai Longe”, o diretor adapta para os cinemas a vida de John Callahan, cartunista renomado que se destacou por um um humor ácido e por contar suas próprias experiências como quadriplégico.
O roteiro de Van Sant, construído sobre um argumento de Callahan quando este ainda era vivo, vai fundo em uma investigação da persona por trás daqueles rabiscos brilhantes, indo do momento em que Callahan perde seus movimentos e adapta-se a essa nova realidade, passando pela sua superação do alcoolismo e o perdão à mãe biológica que o abandonou ainda pequeno.
Apesar de todo o drama psicológico que o roteiro sugere, “A Pé Ele Não Vai Longe” é um filme super bem humorado, como já sugere o título.
O elenco também é digno de nota, especialmente Joaquin Phoenix como Callahan e Jonah Hill como seu mentor no programa de reabilitação. Phoenix, é claro, tem o trabalho mais pesado, sempre em cena e retratando Callahan ao longo de momentos distintos, mas Hill tem uma entrega igualmente marcante mesmo com menos tempo em tela.
“A Pé Ele Não Vai Longe” é uma das cinebiografias mais espirituosas que o cinema americano produziu nestes últimos anos.

DIAS 16, 17 E 19 de FEVEREIRO
A ESPOSA
Indicado ao Oscar de Melhor Atriz
Direção: Björn Runge
Elenco: Glenn Close, Jonathan Pryce, Max Irons mais
Gêneros Drama, Suspense
Nacionalidades Suécia, EUA
Não recomendado para menores de 12 anos

Uma grande mulher por trás de um grande homem. Essa máxima machista é o tema central de “A Esposa”, dirigido por Björn Runge e baseado no livro do mesmo nome escrito por Meg Wolitzer.
Premiada com o Globo de Ouro de Melhor Atriz Dramática por sua atuação neste filme, Glenn Close interpreta Joan, uma mulher que abre mão da paixão por escrever para se dedicar integralmente ao marido e também escritor, Joe Castleman (Jonathan Pryce). Quando ele ganha o Prêmio Nobel de Literatura, um biógrafo, interpretado por Christian Slater, insiste em fazer um livro sobre a trajetória do escritor. É então que os fatos do passado vêm à tona e deixam claro que Joan abandonou seus próprios sonhos para viabilizar os de Jonathan – que colecionou casos amorosos e com frequência a faz sentir-se humilhada.
Este filme rendeu à Glenn Close sua sétima indicação ao Oscar. Ela está na disputa da estatueta de Melhor Atriz e é uma das grandes favoritas já que nas 6 indicações anteriores nunca conseguiu ganhar e agora, aos 71 anos e com um papel realmente brilhante, parece deixar a Academia quase que na obrigação de premiá-la.

DIAS 23, 24 e 26 DE FEVEREIRO
O PESO DO PASSADO
Direção: Karyn Kusama
Elenco: Nicole Kidman, Toby Kebbell, Tatiana Maslany mais
Gêneros Policial, Suspense, Drama
Nacionalidade EUA
Não recomendado para menores de 16 anos

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A super comentada transformação da bela Nicole Kidman para o filme “O Peso do Passado”, da diretora Karyn Kusama, é apenas um detalhe. Ela realmente se joga na construção de uma personagem de personalidade difícil, que parece carregar o peso do mundo nos ombros, sobretudo por conta da missão antiga que resultou num trauma difícil de esquecer.
Nicole Kidman interpreta Erin Bell, uma policial detetive durona e torturada por lembranças do passado. A trama alterna a caçada dessa policial a um antigo desafeto a flashbacks que oferecem o contexto necessário. Acompanhamos desde os preparativos para uma operação de infiltração em uma gangue de ladrões de bancos até as turbulências da vida familiar da personagem.
O contexto policial serve apenas de pano de fundo para o verdadeiro argumento da trama, a trajetória penosa da personagem e o enrijecimento do espírito humano diante à devastação sentida em um momento trágico na vida.
Para muitos o nome de Nicole Kidman deveria constar entre as indicadas ao Oscar de Melhor Atriz por sua atuação em “O Peso do Passado”, mas o filme ficou mesmo na longa lista de grandes filmes ignorados pela Academia este ano.

 

Extras

Casablanca, O Cardápio

Postado porTemperos de Cinema 26 de julho de 2018 0 Comentários

O próximo cardápio do Temperos de Cinema está quase pronto e deve estrear em breve. A inspiração para as receitas vem do filme “Casablanca”, de 1942, dirigido por Michael Curtiz e estrelado por Ingrid Bergman e Humphrey Bogart.


Considerado um dos maiores filmes da história do cinema americano, foi a grande sensação do Oscar em 1943, levando o prêmio de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.


Lançado no auge da Segunda Guerra Mundial, “Casablanca” conta a história de Rick Blaine, um americano amargo e cínico que vive e trabalha em Casablanca, onde tem um badalado café. Rick’s Café é frequentado tanto por nazistas, funcionários franceses, quanto por refugiados e criminosos. Um belo dia, Ilsa Lund, o grande amor do passado de Rick, aparece em seu bar ao lado do marido, Victor Laszlo, herói da resistência tcheca. O reencontro dos ex-amantes reacende o amor entre eles.


A maravilhosa canção As Time Goes By, escrita por Herman Hupfeld em 1931, tornou-se internacionalmente famosa depois de cantada pelo personagem Sam (Dooley Wilson) e foi eleita pelo American Film Institute como a segunda música de filme mais importante de todos os tempos.


Aliás, “Casablanca” ocupa lugar de destaque em todas as listas sobre os mais importantes filmes da história do cinema.
Várias cenas e frases do filme se tornaram icônicas. Entre elas a cena onde Ingrid Bergman diz “play it again, Sam”, quando pede a Dooley Wilson para tocar A Time Goes By. O mais curioso sobre essa frase, é que ela nunca foi dita no filme.
Outra cena e frase famosas, é despedida dos personagens de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, em que ela pergunta “e quanto a nós?”, ao que ele responde dizendo “nós sempre teremos Paris”.


O cineasta Woody Allen é tão apaixonado por “Casablanca” que em 1972 estrelou um filme chamado “Play It Again, Sam”, dirigido por Herbert Ross, recheado de aparições fantasmas de Bogart dando conselhos sobre como tratar as mulheres.
Em 1979, Allen voltaria a citar “Casablanca” nas cenas finais do filme “Manhattan”, colocando a frase “sempre teremos Paris” na despedida dos personagens Isaac e Tracy, interpretados por ele mesmo e Mariel Hemingway.
Mais uma curiosidade sobre o filme: O papel imortalizado por Bogart, a princípio fora entregue ao então ator Ronald Regan que, felizmente foi convocado pelo exército para ir para o front e não pode aceitar o convite.

Prepare-se para viver grandes paixões no novo cardápio do Temperos de Cinema inspirado nesse grande sucesso do cinema.

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Novo Filme do Brilhante Diretor Andrey Zvyagintsev

Postado porTemperos de Cinema 27 de abril de 2018 0 Comentários

Representando a Russia no Oscar 2018 e premiado em Cannes e em Londres, “Sem Amor” é uma verdadeira obra de arte dirigida por Andrey Zvyagintsev, um dos grandes nomes do cinema europeu contemporâneo.


“Sem Amor” é um filme denso e forte, bem ao gosto dos verdadeiros cinéfilos. Fala sobre a frivolidade nas relações humanas de uma forma geral. E é interessante o modo como Zvyagintsev parte de uma simples narrativa de um acontecimento em um universo micro, transformando-a em uma metáfora que nos obriga a refletir sobre seus milhares de desdobamentos no mundo atual.


A história mostra um casal que está divorciando-se e única coisa que resta daquela união frustrada é uma criança extremamente abalada com essa separação e as constantes brigas que ecoam pelo apartamento da família.
Na nova vida desse homem e dessa mulher não sobra espaço e nem atenção para a criança, que passa a ser completamente ignorada até que um dia desaparece, completa e misteriosamente.


O diretor do pesadíssimo “Leviatã”, que também concorreu ao Oscar em 2014, surpreende mais uma vez com uma obra que mostra não só a decadência humana mas também a decadência de seu país, a Russia, sendo um a consequência da decadência do outro.
Decadência essa que não conhece fronteiras e hoje atinge grande parte da sociedade mundial.
Este é o filme da semana no Moviecom Arte e você poderá assistí-lo nos dias 28 e 29 de abril, sábado e domingo, sempre às 11 horas, ou na terça-feira dia 1º de maio (feriado!!!), às 14 horas. E o Moviecom Arte você já sabe, é um projeto exclusivo do Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica:
Título: Sem Amor
Título original: Nelyubov
Título em inglês: Loveless
Nacionalidades: Rússia, França, Bélgica, Alemanha
Gênero: Drama
Ano de produção: 2017
Duração: 2h 07 minutos
Classificação: 14 anos
Direção: Andrey Zvyagintsev
Roteiro: Oleg Negin, Andrey Zvyagintsev
Produção: Pascal Caucheteux, Gleb Fetisov, Sergey Melkumov, Olivier Père, Alexander Rodnyansky
Trilha sonora: Evgueni Galperine, Sacha Galperine
Direção de fotografia: Mikhail Krichman
Edição: Anna Mass
Produção de design: Andrey Ponkratov
Distribuição: Sony Pictures

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Programação de Abril do Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 6 de abril de 2018 0 Comentários

O cinema alemão, o cinema francês, o cinema americano e o cinema russo estão devidamente representados por seus cineastas mais contemporâneos e talentosos, nesta seleção de filmes imperdíveis que o Moviecom Arte traz para você.

DIAS 07,08 E 10 DE ABRIL
EM PEDAÇOS

Escrito e dirigido por Faith Akin, “Em Pedaços” foi selecionado para representar a Alemanha no Oscar 2018 mas ficou fora da lista final de indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Com inspiração hollywwodiana este drama cheio de reviravoltas começa com o casamento de um presidiário, o traficante Nuri (Numan Acar) e a jovem Katja (Diane Kruger). Um salto no tempo e encontramos o casal com um filho, vivendo como uma família comum, estabelecida e feliz..
Tudo muda quando Katja perde o marido e o filho em um atentado terrorista. Em uma atuação que lhe valeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, Diane Kruger imprime tanta veracidade à sua interpretação que é impossível não sofrer junto com a personagem nesse momento de dor.
E quando tudo parece girar em torno do sofrimento e a necessidade de recomeçar da personagem, a discussão sobre o atentado assume o primeiro plano e o filme se volta para a bordagem de temas como a intolerância racial, questões políticas e sociais. Em mais uma reviravolta na trama, a personagem vai fazer justiça pelas próprias mãos.

DIAS 14, 15 E 17 DE ABRIL
A NÚMERO UM

Embora o tema central do filme “A Número Um” gire em torno do machismo que insistie e resiste nos meios corporativos, esta obra da diretora francesa Tonie Marshall não levanta a bandeira do feminismo e se limita a mostrar apenas a realidade de uma executiva nos bastidores de uma disputa pelo poder.
Brilhantemente interpretada por Emmanuelle Devos a personagem Emmanuelle Blachey é uma executiva de uma empresa de energia eólica que, incentivada por um clube feminista, entra da disputa pela presidência de uma importante indústria francesa de água.
Sempre distante das discussões feministas a personagem no entanto vê na proposta um ótima oportnidade de crescimento profissional e ao aceitar o desafio abre seus olhos para a triste realidade de milhões de mulheres em todo o mundo, até hoje subjugadas pelo simples fato de não serem homens.
“A Número Um” mostra que o empoderamento maior da mulher é sua conscientização, muito antes de seu sucesso profissional.

DIAS 21, 22 E 24 DE ABRIL
EU, TONYA

A história da patinadora Tonya Harding era a grande favorita de muitos cinéfilos e críticos ao Oscar 2018. Contudo o filme dirigido por Graig Gillespie recebeu apenas 3 indicações e não levou neNhuma.
“Eu, Tonya” tem a seu favor a interpretação impecável de Margot Robbie, vivendo as diversas fases da vida da polêmica patinadora americana que se tornou um mito entre os anos 80 e 90 mas viu sua fama despencar em 1994, quando teve seu nome injustamente envolvido em um grande escandalo armado por sua principal concorrente.
Outro ponto alto do filme é o roteiro de Steven Rogers baseado na biografia e relatos da própria Tony Harding, tida por muitos como louca e incorreta. Sua infância problemática, o estrelato, os abusos que sofreu, o esquecimento… tudo é mostrado no filme de forma muito original, fugindo aos modelos tradicionais de uma biografia.

DIAS 28, 29 DE ABRIL E 01 DE MAIO
SEM AMOR

Representando a Russia no Oscar 2018, “Sem Amor” é uma verdadeira obra de arte dirigida por Andrey Zvyagintsev, um dos grandes nomes do cinema europeu contemporâneo.
“Sem Amor” é um filme sobre a frivolidade nas relações humanas de uma forma geral. E é interessante o modo como Zvyagintsev parte de uma simples narrativa de um acontecimento em um universo micro, transformando-a em uma metáfora que nos obriga a refletir sobre seus milhares de desdobamentos no mundo atual.
A história mostra um casal que está divorciando-se e única coisa que resta daquela união frustrada é uma criança extremamente abalada com essa separação e as constantes brigas que ecoam pelo apartamento da família.
Na nova vida desse homem e dessa mulher não sobra espaço e nem atenção para a criança, que passa a ser completamente ignorada até que um dia desaparece, completa e misteriosamente.
O diretor do pesadíssimo “Leviatã”, que também concorreu ao Oscar em 2014, surpreende mais uma vez com uma obra que mostra não só a decadência humana mas também a decadência de seu país, a Russia, sendo um a conseuência da decadência do outro.
Decadência essa que não conhece fronteiras e hoje atinge grande parte da sociedade mundial.

 

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O Moviecom Arte é um projeto da publicitária e produtora Fátima Augusto em parceria com o Moviecom Jundiaí, que há 1o anos traz para a cidade filmes de arte e que não entram no circuito comercial.

Com um horário alternativo dentro da programação do cinema, o Moviecom Arte acontece todos os sábados e domingos às 11 horas e tem ingressos a R$ 10,50 e R$ 5,25.

Moviecom Jundiaí fica no Maxi Shopping – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6000 – Vila Rio Branco, Jundiaí – SP

Receita da semanaTemperos

Tartin de Ameixa ao Molho de Cassis com Gelato e Chantilly

Postado porTemperos de Cinema 30 de março de 2018 0 Comentários

Agora nosso jantar do Oscar está completo. Depois de 4 receitas incríveis, a sobremesa tinha que estar à altura.
Escolhemos então a receita de um Tartin de Ameixa ao Molho de Cassis com Gelato e Chantilly. Se só o nome já dá água na boca, imagine a sobremesa pronta.
Essa receita foi inspirada no filme “Um Bom Ano”, de Ridley Scott, estrelado por Russell Crowe, Albert Finney e Marion Cotillard. Este filme de 2006 é tão saboroso quanto essa sobremesa.
Pegue a receita logo abaixo e assista o passo a passo do preparo com a chef Sandra Romansini.

Receita de Tartin de Ameixa ao Molho de Cassis com Gelato e Chantilly

Ingredientes:
Ameixa cortadas em pétalas
Açúcar mascavo
Açúcar orgânico
1 cálice de licor de cassis
Nozes ou amêndoas picadas
100 grs de Trigo
Manteiga

Preparo:
Ameixa
Coloca as pétalas de ameixa pra marinar com 1 cálice de licor
Colocar um pouco do açúcar orgânico misturado com o açúcar mascavo
Deixar marinando a ameixa no licor por mais ou menos 1 hora e meia

Massa:
Misture a nozes picadas com um pouco de açúcar, trigo e manteiga, até formar uma farofa
Coloca a ameixa , já marinada, no fundo de uma vasilha, cobre com a farofa, e coloca no forno por mais ou menos 25 minutos, ou até a farofa ficar dourada.

Montagem:
Coloca uma bola de sorvete de creme, e cobre com chantilly, e pode decorar com frutas vermelhas.

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The Square, A Arte da Discórdia

Postado porTemperos de Cinema 25 de março de 2018 0 Comentários

O poeta russo Vladimir Maiakóvski disse que “A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo”, no entanto, muitas vezes o reflexo no espelho da arte é fundamental para perceber o que e o quanto é necessário mudar.
E é isso o que mostra e faz o filme “The Square, A Arte da Discórdia”, do sueco Ruben Östlund, expondo de forma brilhante, cruel e realista a hipocrisia da sociedade, tomando como ponto de partida a arte contemporânea e seu papel dentro dessa sociedade.

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O filme se passa na Suécia, país nórdico conhecido pela qualidade de vida, pelo alto nível cultural, pela educação de seu povo, pela ausência de preconceitos… sim, só que não. Para quem pensa que é só aqui no 3º mundo que as pessoas são capazes de apedrejar museus, “The Square” mostra que a hipocrisia e a ignorância é uma epidemia de proporções globais.
Destruindo aquela imagem vendida de país onde tudo é perfeito, esta obra mostra ainda as diferenças sociais, a violência e o preconceito que também existem na Suécia. As cenas dos moradores de rua e as que se passam nos subúrbios de Estocolmo são reveladoras. Como disse o nosso poeta Arnaldo Antunes, “miséria é miséria em qualquer canto”.

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Mas o foco principal de Ruben Östlund é a burguesia pseudo civilizada e culta. E ele não poupa ninguém. Mostra o papel da publicidade na propagação da cultura da violência, a imbecilidade dos novos profissionais de imprensa e a deturpação da informação, a mediocridade das classes sociais pretensamente culta e educadas mas que também são capazes de muitas violências, inclusive a violência da omissão.

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Há cenas hilárias, como uma que mostra os convidados de uma vernissage desesperados para atacar o buffet; cenas emblemáticas, como a da ativista no centro de Estocolmo perguntando aos pedestres se eles querem salvar uma vida, ao que eles respondem negativamente; e algumas cenas antológicas, como a cena do casal que briga pela posse do preservativo cheio de esperma após o sexo.

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O ponto alto do filme, no entanto é a performance de um artista durante um elegante jantar oferecido aos mantenedores de um importante museu de arte contemporânea. Ele representa uma mistura do Incrível Hulk (versão nórdica) com um troglodita e promove ataques cada vez mais violentos aos convidados. A tensão da cena vai crescendo vertiginosamente, deixando os presentes encurralados, com medo, de cabeça baixa e em silêncio tentando não chamar a atenção do selvagem. Quando a situação foge completamente ao controle dos organizadores e o artista parece ter sido dominado pelo personagem, a performance alcança seu objetivo: revelar os trogloditas disfarçados sob smokings e vestidos de seda.

Essa cena (inspirada em uma performance real do artista Oleg Kulik em 1990) é também uma profunda reflexão sobre os limites da arte. E depois de assisti-la confirmo minha convicção de que a arte não pode ter limites, principalmente porque a nossa hipocrisia não tem limites.
Qualquer pessoa com o mínimo de coerência e bom senso, sai do cinema com um reforçado sentimento de vergonha do alheio e de si próprio. Estamos todos nós ali representados em nossa mesquinhez, nossa pequenez e nossa hipocrisia.


A proposta do diretor ao nos colocar de frente para esse espelho é nos obrigar a reconhecer isso, assim como faz o personagem principal, o diretor do museu (brilhantemente interpretado pelo charmoso Claes Bang), que ao final da história assume e se desculpa por sua própria mediocridade.
Indicado ao Oscar 2018 de Melhor Filme Estrangeiro e ganhador da Palma de Ouro em Cannes, “The Square” é um filme obrigatório para os dias de hoje, sobretudo no Brasil onde a mediocridade e a hipocrisia nem mais se disfarçam.

(Resenha por Marco Antonio Andre)

Este é o filme que você pode assistir no Sala Cult nos dias 25 de março às 16 e 19 horas, 29 e 30 de março às 19 horas, e 31 de março às 16 e 19 horas.

O Sala Cult é um espaço no Paineiras Shopping, em Jundiaí, para o cinema independente, com curadoria de Fátima Augusto.

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Ficha Tecnica

  • Titulo original: The Square
  • Nacionalidades: Suécia, Alemanha, Dinamarca, França
  • Gênero: Comédia dramática
  • Ano de produção: 2017
  • Duração: 2h 22 minutos
  • Classificação: 14 anos
  • Direção: Ruben Östlund
  • Roteiro: Ruben Östlund
  • Produção: Katja Adomeit, Philippe Bober, Tomas Eskilsson, Dan Friedkin, Erik Hemmendorff, Agneta Perman, Bradley Thomas
  • Fotografia: Fredrik Wenzel
  • Edição: Jacob Secher Schulsinger, Ruben Östlund
  • Design de produção: Josefin Åsberg
  • Figurino: Sofie Krunegård
  • Estúdios: Plattform Produktion, Arte France Cinéma, Coproduction Office, Det Danske Filminstitut, Essential Filmproduktion GmbH, Film i Väst
  • Distribuição: Pandora Filmes