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Abril no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 4 de abril de 2019 0 Comentários

Segundo Walter Salles Júnior, o papel principal do cinema “é gerar uma memória de nós mesmos”, refletir o retrato de uma sociedade num dado momento.
Contando histórias e a própria História, o Moviecom Arte traz uma programação especial para o mês de abril. Uma seleção feita a dedo com o melhor da produção cinematográfica independente da atualidade.
Confira e marque na sua agenda.

DIAS 06, 07 E 09
VICE, de Adam McKay

Com uma carreira sólida no reino das comédias de gosto duvidoso, Adam McKay surpreende em “Vice”, seu mais recente trabalho, que chegou com 8 indicações ao Oscar 2.019.
O filme nos coloca em um momento crucial na vida de Dick Cheney, vice-presidente dos Estados Unidos, durante os ataques terroristas de 11 de setembro. Conforme seguimos a agitação dos funcionários da Casa Branca somos transportados para Wyoming de 1963, onde Cheney é um jovem trabalhador braçal, bêbado, sem perspectivas que acabara de largar a faculdade e é pressionado pela esposa para achar um caminho na vida.

Com muito humor e uma linguagem extremamente acessiva, o diretor segue acompanhando a carreira de Cheney, saltando para 1969 quando trabalhou com Donald Rumsfeld, assessor econômico de Nixon, tornando-se um agente político experiente enquanto conciliava a vida em família, chegando até ao cargo de chefe de gabinete da Casa Branca para o presidente Gerald Ford, enquanto Rumsfeld se torna secretário de Defesa.

Mesmo sem nunca permitir a total empatia pelo protagonista, Adam McKay ainda consegue entregar momentos de humanidade dentro de um personagem tão moralmente lacônico. Com a saída dos republicanos da Casa Branca o político veterano resolve concorrer para o congresso, época em que sofre seu primeiro ataque cardíaco.

A história de Cheney é atraente por si só, mas é a performance de Christian Bale que realmente entrega o engenho ardiloso por trás de suas ações. Se a transformação física já é impressionante, é a atenção aos gestos, cacoetes e até mesmo timbre de voz que esconde a malícia do personagem. Como o próprio Bale “brincou” em seu discurso de agradecimento pela estatueta de melhor ator no Globo de Ouro, Satã foi sua maior inspiração para o papel; deixando assim bem claro o sabor diabólico de sua interpretação.

“Vice”, de Adam McKay, será exibido no Moviecom Arte dias 06 e 07 às 11 horas e no dia 09 às 14 horas.

 

DIAS 13, 14 E 16 DE ABRIL
A MULA, de Clint Eastwood

Clint Eastwood é uma das grandes lendas do cinema. Com mais de 6 décadas à frente e por trás das câmeras ele anuncia aos 89 anos sua aposentadoria.
Para a despedida das telas, Clint escolheu o filme “A Mula”, um roteiro de Nick Schenk baseado em uma história real, que ele dirige e protagoniza.
Mais amável e menos turrão que em seus filmes anteriores, Clint Eastwood interpreta Leo Sharp, um homem que coleciona uma série de honras que vão desde de prêmios por seus trabalhos como paisagista e decorador até o reconhecimento por ter lutado contra os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.


No entanto, foi aos 90 anos que conquistou algo surpreendente: ele foi preso por portar o equivalente a três milhões de dólares em cocaína no seu carro, uma picape velha, no Michigan. Sharp era o líder do Sinaloa, um cartel de drogas no México e foi sentenciado à três anos de cadeia.
“A Mula” conta ainda com um time de estrelas de primeira linha em seu elenco, como Bradley Cooper, Andy Garcia, Talissa Farmiga e Alison Eastwood.
Este é o filme que exibiremos para você no Moviecom Arte dos dias 13 e 14 às 11 horas e dia 16 às 14 horas. Imperdível.

DIAS 20, 21 E 23 DE ABRIL
QUERIDO MENINO, de  Felix van Groeningen

Estrelado por Steve Carell e Timothée Chalamet, “Querido Menino” é dirigido pelo belga Felix van Groeningen e conta a história de David Sheff, respeitado jornalista e escritor, pai de três filhos, sendo um destes Nic Sheff, seu primogênito da primeira união. Apesar do garoto ser um jovem muito inteligente, amável e gentil com todos, não conseguiu fugir do vício nas drogas, principalmente após experimentar metanfetaminas. Esta compulsão de Nic abala as estruturas familiares, especialmente seu pai David, que busca a todo custo entender a dependência de seu filho.


Esta é a primeira grande empreitada de Felix van Groeningen em Hollywood e o diretor optou por uma direção discreta onde o espectador acompanha a aflição de um pai que negligencia a atual esposa e outros dois filhos para preocupar-se a todo instante com o primogênito.
Steve Carell entrega uma atuação regular e emotiva, em que seu personagem chega a experimentar o ópio em busca de entender o que o filho sente. Mas o destaque fica com a enérgica atuação de Timothée Chalamet.
Venha conferir este realista e belo drama no Moviecom Arte dos dias 20 e 21 às 11 horas e dia 23 às 14 horas.

DIAS 27, 28 E 30 DE ABRIL

SUPREMA, de Mimi Leder

O drama biográfico “Suprema” conta a história de Ruth Bader Ginsburg, a segunda mulher que se tornou juíza da Suprema Corte Americana.
Dirigido por Mimi Leder e trazendo Felicity Jones no papel principal, “Suprema” mostra a luta de Ginsburg contra a desigualdade de gênero, bem como o papel dos jovens nas mudança de ideia de uma geração.


Jane, a filha de Ginsburg, é uma das personagens mais intrigantes do filme: com apenas 15 anos, a menina é responsável por mostrar à mãe que a transformação da mentalidade das próximas gerações já estava acontecendo, e que as leis precisavam mudar para acompanhar esse processo.
Ruth Bader Ginsburg se tornou um símbolo da luta pelos direitos iguais para as mulheres e atualmente, aos 85 anos, ainda é referência para as gerações atuais.
Este é o filme que escolhemos para exibição no Moviecom Arte dos dias 27 e 28 às 11 horas e dia 30 às 14 horas.

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Confira os filmes do mês no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 28 de novembro de 2018 0 Comentários

DIAS 01, 02 E 04 DE DEZEMBRO
MUSEU
de Alonso Ruizpalacios

Trazendo o galã mexicano Gael García Bernal em uma de suas melhores performances o longa “Museu”, do diretor Alonso Ruizpalacios, abre a programação de dezembro do Moviecom Arte.
Gael interpreta Juan Núñes, um tolo e jovem funcionário do Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México. De tanto fotografar as relíquias milenares e de valor incalculável do museu, Juan acaba tendo a ideia de roubar algumas delas e convida para tal façanha seu amigo e também atrapalhado Benjamin Wilson, personagem interpretado élo também brilhante Leonardo Ortizgris.
Baseado em fatos reais o filme recria a história de um crime que se deu na noite de Natal de 1985. Os dois jovens invadem o prédio e roubam 140 peças pré-hispânicas de suas vitrines, como a máscara do Rei Pakal. Após o improvável mas bem sucedido roubo eles fogem buscando um comprador para peças tão raras.
A dupla de atrapalhados ladrões é tão adorável que é impossível não torcer por eles no decorrer da trama. A sensibilidade de Alonso Ruizpalacios e o belo roteiro escrito por Manoel Alcalá, constroem com delicadeza o universo do personagem, um rapaz de classe média que mora em uma cidade satélite da Cidade do México.
O roteiro foi premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim deste ano e aborda assuntos “polêmicos” como os males causados pelo colonialismo e pelo capitalismo aos bens culturais e questiona a função social dos museus.
Não recomendado para menores de 16 anos

DIAS 08, 09 E 11 DE DEZEMBRO
INFILTRADO NA KLAN
de Spike Lee

“Infiltrado na Klan” marca o retorno do cultuado diretor norte-americano Spike Lee aos grandes filmes que marcaram sua trajetória no cinema.
Com roteiro desenvolvido pelo próprio Lee junto com Charlie Wachtel, David Rabinowitz e Kevin Willmott, a partir do livro escrito por Ron Stallworth, este filme é uma homenagem a Blacksploitation – um movimento cinematográfico dos EUA que surgiu na década de 70, quando diretores e atores negros começaram a produzir uma série de filmes.,
A trama se passa em 1978 e conta a real história de Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado que conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan, organização extremista e reacionária que defende temas como a supremacia branca, o nacionalismo branco, a anti-imigração, historicamente expressos através do terrorismo voltado contra negros, judeus e católicos.
Por ser negro obviamente Ron não participava das reuniões do grupo pessoalmente. Quem se apresentava em seu lugar nessas reuniões era seu parceiro e também policial Flip Zimmerman (Adam Driver). Os dois chegam aos níveis mais altos da organização
A obra está recheada de cenas onde o preconceito é representado de uma maneira caricata, mas o que parece loucura é um retrato cada vez mais próximo e fiel da nossa realidade atual e isso faz de “Infiltrado na Klan” um dos filmes mais importantes do ano e foi o vencedor do Grande Prêmio do Juri no Festival de Cannes.
Não recomendado para menores de 14 anos.

DIAS 15, 16 E 18 DE DEZEMBRO
EM CHAMAS
de Chang-Dong Lee

O diretor sul-coreano Chang-Dong Lee é um dos mais aclamados pela crítica e presença obrigatória nos mais importantes festivais de cinema.
O mais recente trabalho do diretor é “Em Chamas”, um drama psicológico de suspense, que se desenvolve em torno de um misterioso desaparecimento e possível assassinato da namorada de um rapaz humilde de uma região rural do país.
O cinema de crime faz parte da carreira do diretor Chang-dong, mas em “Em Chamas” é a possibilidade de ter existido ou não um crime que move a narrativa que nos leva aos limites da certeza para então revelar aspectos que mudam completamente a história.
Em Chamas tem todas as qualidades de um bom suspense. A trama é lenta mas envolve o público desde o início, graças também à excelente interpretação de seu trio de protagonistas, especialmente Yoo Ah-in, numa interpretação perfeita em seu caráter dúbio; e também do carismático Steven Yeun, grande chamariz internacional do filme.
Com sua narrativa profunda e propositalmente inócua, diferente da escola de thrillers sul-coreanos, “Em Chamas” é menos tensão e mais reflexão.
Não recomendado para menores de 14 anos.


DIAS 22, E 23 DE DEZEMBRO
PO
de John Asher

Duas histórias paralelas, intrinsecamente ligadas e influenciando uma à outra. Um garoto autista que cada vez mais se fecha em seu próprio mundo, e seu pai David, que acaba de perder sua esposa e enfrenta o medo de tudo o que vem pela frente.
Essa é a trama de “Po”, o premiado drama dirigido por John Asher.
A dificuldade dos dois personagens em lidar com o mundo à sua volta nos leva a uma profunda reflexão sobre a importância dos vínculos familiares. Uma história triste e repleta de clichês mas também carregada de delicadezas e aprendizado, tornando impossível passar por ela sem se envolver profundamente.
O autismo sempre recebe tratamentos redutivos e condescendentes no cinema, com crianças prodigiosas exibindo excentricidades adoráveis, gênios matemáticos ou musicais deslumbrantes.. “Po” evita essas armadilhas. E é bem realista ao mostrar o pesadelo burocrático, sistemas escolares sobrecarregados, múltiplos terapeutas, a luta com o seguro de saúde e até a insensibilidade dos patrões.
O papel do garoto autista é interpretado pelo ator Julian Feder, em um desempenho que desde o começo cativa até os mais durões dos expectadores, o que lhe rendeu os prêmios de Melhor Ator no Young Artist Awards, WorldFest Houston e Albuquerque Film & Music Experience.
“Po” conta ainda com uma belíssima trilha assinada por ninguém menos que Burt Bacharach, que há 17 anos não compunha uma trilha original para o cinema.


DIAS 29 E 30
O QUEBRA CABEÇAS
de Marc Turtletaub

Baseado no filme Rompecabezas, dirigido pela cineasta argentina Natalia Smirnoff em 2009, “O Quebra Cabeça” é o segundo longa do diretor Marc Turtletaub, mais conhecido por seu trabalho como produtor em filmes como “A Pequena Miss Sunshine” e “Loving”.
O roteiro assinado por Oren Moverman conta a história de uma meticulosa e obcecada dona de casa suburbana, religiosa, dedicada a cuidar da organização e limpeza de seu lar, além de alimentar pontualmente marido e filhos.
Interpretada por Kelly Macdonald, Agnes é uma personagem em busca de um elo de ligação entre a lógica e a emoção. E isso acontece quando em seu aniversário de 40 anos ganha um quebra-cabeças de mil peças e descobre, enfim, seu grande talento matemático e geométrico, que a possibilita resolver rapidamente o desafio.
Isso provoca uma grande reviravolta em sua vida e em seus sentimentos. atingindo seu casamento, o relacionamento com os filhos e a amizade com Robert (Irrfan Khan), aspirante a montador profissional de quebra-cabeças que procura por uma parceira de jogo.
Quando a personagem resolve sair de sua estagnante rotina e ir em direção ao seu sonho, percebe que as peças do seu quebra-cabeças pessoal estavam todas soltas e não mais se encaixavam naquele cenário de antes.
Não recomendado para menores de 12 anos

Atenção nos dias 25 de dezembro e 01 de janeiro não haverá sessão do Moviecom Arte

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O Moviecom Arte é um projeto da publicitária e produtora Fátima Augusto em parceria com o Moviecom Jundiaí, que há 1o anos traz para a cidade filmes de arte e que não entram no circuito comercial.

Com um horário alternativo dentro da programação do cinema, o Moviecom Arte acontece todos os sábados e domingos às 11 horas e tem ingressos a R$ 10,50 e R$ 5,25.

O Moviecom Jundiaí fica no Maxi Shopping – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6000 – Vila Rio Branco, Jundiaí – SP

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Em Pedaços, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 6 de abril de 2018 0 Comentários

Escrito e dirigido por Faith Akin, “Em Pedaços” foi selecionado para representar a Alemanha no Oscar 2018 mas ficou fora da lista final de indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.


Com inspiração hollywodiana este drama cheio de reviravoltas começa com o casamento de um presidiário, o traficante Nuri (Numan Acar) e a jovem Katja (Diane Kruger). Um salto no tempo e encontramos o casal com um filho, vivendo como uma família comum, estabelecida e feliz..
Tudo muda quando Katja perde o marido e o filho em um atentado terrorista. Em uma atuação que lhe valeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, Diane Kruger imprime tanta veracidade à sua interpretação que é impossível não sofrer junto com a personagem nesse momento de dor.


E quando tudo parece girar em torno do sofrimento e a necessidade de recomeçar da personagem, a discussão sobre o atentado assume o primeiro plano e o filme se volta para a bordagem de temas como a intolerância racial, questões políticas e sociais. Em mais uma reviravolta na trama, a personagem vai fazer justiça pelas próprias mãos.
Este é o filme da semana no Moviecom Arte, projeto exclusivo do Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí, que abre espaço para o cinema independente e de arte. Você poderá vê-lo nos dias 07 e 08 de abril às 11 horas e no dia 10 de abril às 14 horas.

Ficha Técnica
Título: Em Pedaços
Titulo Original: Aus dem Nichts
Nacionalidades: Alemanha, França
Gêneros: Drama, Suspense
Ano de produção: 2017
Duração: 1h 46 minutos
Direção: Fatih Akın
Roteiro: Fatih Akin, Hark Bohm
Elenco: Diane Kruger, Numan Acar, Ulrich Tukur
Produção: Fatih Akin, Mélita Toscan du Plantier, Ann-Kristin Hofmann, Nurhan Sekerci-Porst
Música: Josh Homme
Fotografia: Rainer Klausmann
Edição: Andrew Bird
Produção de Design: Tamo Kunz
Direção de arte: Seth Turner
Figurino: Katrin Aschendorf
Estúdio: Bombero International, Macassar Productions
Distribuição: Imovision 

 

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Os Filmes de Fevereiro no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 2 de fevereiro de 2018 0 Comentários

.A vida é feita do cotidiano. De sonhos, lembranças, alegrias, de desafios, de superações, tristezas… Daquilo que pensamos, construímos ou simplesmente vivemos. A vida, sobretudo, é feita da vida. E às vezes esquecemos disso.
O cinema tem esse dom de nos chamar à reflexão, nos levando às vezes para lugares, situações e histórias que nunca pensamos vivenciar. isso nos permite entender melhor o outro e muitas vezes descobrimos que, de alguma forma, também vivemos um pouco daquila história.
O Moviecom Arte de fevereiro traz 4 belíssimos filmes sobre a vida de personagens tão próximos de nós, mesmo que pareçam distantes do nosso cotidiano.

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Dias 03 e 04 de fevereiro – 11horas – dia 06 – 14horas
120 BATIMENTOS POR MINUTO
O cinema ativista às vezes pode ser bem chato, principalmente quando se torna um discurso militante e esquece de ser um filme. Não é o caso de “120 Batimentos Por Minuto”, de Robin Campillo, que aborda diversas questões contemporâneas a partir do cotidiano dos membros de um grupo que, nos anos 90, lutava para que o governo francês e a indústria farmaceutica agissem de forma mais efetiva em relação à AIDS.
O diretor Robin Campillo fez parte deste grupo e usa sua própria experiência para abordar questões como a homossexualidade na França e no mundo, as questões políticas que envolvem a indústria farmaceutica, a militância e a cultura gay que inclui as festas de música eletrônica.
O título “120 BPM”, aliás, vem exatamente dos batimentos cardiacos nas pistas de dança mas é uma analogia também à adrenalina necessária para enfrentar as questões abordadas no filme.
Não recomendado para menores de 16 anos

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Dias 10 e 11 – 11horas – dia 13 – 14horas

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Falecido recentemente, Harry Dean Stanton é uma verdadeira lenda do cinema independente. Com personagens memoráveis como no cult “Paris, Texas” e no icônico “Twin Peaks”, esta é a última oportunidade de vê-lo atuando e justamente em um filme que é uma poética homenagem a ele.
O personagem é um velho ateu, aos 90 anos, vivendo seus dias à espera da morte, em uma inóspita e desinteressante cidadezinha no deserto. Embora pareça, não há nada de baixo-astral nisso. “Lucky” é uma exaltação à consicência, ao prazer da independência na última idade.
Falta beleza e há vários momentos de tédio absoluto no filme. Tudo sugere que o estreante diretor John Carroll Lynch se deixou influenciar demais por outros cult movies feitos no deserto mas, como poderiamos imaginar que a vida para um homem de 90 anos em um lugar como esse pudesse ser diferente.
Não recomendado para menores de 16 anos

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Dias 17 e 18 – 11horas – dia 20 – 14horas
CORPO E ALMA
O hungaro “Corpo e Alma”, de Ildikó Enyedi, figura entre os mais belos filmes de 2017. Escolhido como melhor filme no Festival de Berlim, trata-se de uma incrível jornada sobre o amor em uma maravilhosa história contruída através de sonhos.
O filme conta a história de Endre (Géza Morcsányi), um burocrara e portador de uma deficiência no braço, que durante uma sessão com uma psicóloga chamada para auxiliar a empresa que trabalha, descobre que seus sonhos se completam com os mesmos sonhos de uma nova funcionária da empresa chamada Mária (Alexandra Borbély). Assim, se encontrando quase sempre nos sonhos mas sem muita aproximação na vida real, resolvem embarcar nessa história onde buscam a todo instante entender melhor sobre o amor e sobre essa situação totalmente inusitada que é o fato de se ligarem por um sonho.
Impossível falar de “Corpo e Alma” sem citar a lentidão e os longos silêncios essenciais na construção da história, usando a realidade vazia e feia como uma moldura para os momentos de beleza e magia que se dão durante os sonhos.
Não recomendado para menores de 18 anos

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Dias 24 e 25 de fevereiro – 11horas – dia 27 – 14horas
LOLA PATER
A vida como ela é, sem retoques, sem caricaturas e sem hipervalorizar as decepções. Lola Pater, do francês Nadir Moknèche, fala sobre escolhas, do medo do inusitado e das descobertas em uma relação, salientando a importância do respeito e da tolerância.
“Lola Pater” conta a história de um encontro entre pai e e filho, após muitos anos de uma separação inexplicada. Zino, um motoqueiro de 27 anos que trabalha em uma Paris, após a morte de sua mãe, resolve sair em busca de seu desconhecido de seu pai Farid, que há anos teria abandonado a família para regressar a seu país de origem, a Argélia.
Nessa busca Zino descobre que Farid nunca voltou ao país natal, não se divorciou de sua mãe (que sempre soube de tudo) e se tornou uma mulher transexual, a professora de dança Lola, (maravilhosamente interpretada por Fanny Ardant).
A reconexão de pai e filho obedece a passagens obrigatórias (rejeição, negação e aceitação), mas é terna. Zino e Lola se reconhecem, com um pouco de dor, sem sobressaltos ou histrionismos, e se aceitam, sem a obrigação de entender o outro.
Não recomendado para menores de 14 anos

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Moviecom Arte é um projeto da publicitária e produtora Fátima Augusto em parceria com o Moviecom Jundiaí, que há 1o anos traz para a cidade filmes de arte e que não entram no circuito comercial.

Com um horário alternativo dentro da programação do cinema, o Moviecom Arte acontece todos os sábados e domingos às 11 horas e tem ingressos a R$ 10,50 e R$ 5,25.

O Moviecom Jundiaí fica no Maxi Shopping – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6000 – Vila Rio Branco, Jundiaí – SP

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Extras

O Destino de uma Nação, no Moviecom

Postado porTemperos de Cinema 10 de janeiro de 2018 0 Comentários

De tempos em tempos grandes personagens da história parecem “ressuscitar”, como que para inspirar com seus pensamentos e atitudes o momento atual. É o caso de Winston Churchill que recentemente teve grande destaque na série “The Crow” interpretado por John Lithgow e uma cinebiografia dirigida por Jonathan Teplitzky.

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Agora o controverso Primeiro-Ministro britânico é o personagem central de “O Destino de uma Nação”, que estreia amanhã (11/01) no Moviecom Cinemas e é forte candidato ao Oscar 2018 em pelo menos 3 categorias: Melhor Diretor, Filme e Ator.
Com uma carreria militar brilhante, escritor laureado com o Nobel de Literatura, historiador, artista plástico e um dos maiores estadistas de todos os tempos, Winston Churchill (1874-1965) foi duas vezes Primeiro-Ministro do Reino Unido e teve papel decisivo durante a Segunda Guerra Mundial.

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Em um drama espetacular, o filme “O Destino de uma Nação”, dirigido por Joe Wright, de “Orgulho e Preconceito” e “Anna Karenina”, retrata exatamente esse momento da história, quando a força e liderança de Churchill foi decisiva para garantir a segurança e a paz dos ingleses quando as forças nazistas varriam toda a Europa.

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O roteiro é assinado por o Anthony McCarten (de A Teoria de Tudo) e não esconde o dilema de Churchill dividido entre a pressão para firmar um tratado de paz com a Alemanha Nazista e o desejo de lutar pelos ideais de liberdade de sua nação.
Interpretando o grande líder temos o cultuado ator Gary Oldman (ganhador do Globo de Ouro 2018) e no elenco outros grandes nomes como Stephen Dillane, John Hurt, Lily James, Ben Mendelsohn e Kristin Scott Thomas.

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Outro grande destaque de “O Destino de Uma Nação” é a direção de arte de Sarah Greenwood, que recria com precisão a Londres pré-Elizabethana, em um momento de grandes mudanças mundiais interferindo drasticamente em uma das culturas mais tradicionalistas do mundo.

Confira os horários na programação do Moviecom Maxi Shopping Jundiaí.

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Victoria e Abdul no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 7 de dezembro de 2017 0 Comentários


O diretor inglês Stephen Frears fez uma longa carreira na TV inglesa antes de chegar aos cinemas, fato que se deu nos anos 80 quando integrou o grupo de cineastas do novo cinema britânico junto com Derek Jarman e Mike Leigh, entre outros.
Desta época são alguns de seus filmes mais icônicos: “Minha Adorável Lavanderia” (1985), “O Amor Não Tem Sexo” (1987) e “Sammy and Rose Get Laid” (1987). Filmes que o levariam a Hollywood e ao Oscar com o grande sucesso de “Ligações Perigosas” (1988) e “Os Imorais” (1990).
O sucesso no entanto não subiu à cabeça de Frears e ele optou por voltar para o cinema inglês e continuar a trabalhar sem a pressão dos grandes estúdios e manter-se fiel a seu estilo. Sua produção intensa é marcada por obras primas como “A Van” (1996), “Alta Fidelidade” (2000), “Coisas Belas e Sujas” (2003), “A Rainha” (2006) e “Florence: Quem é Essa Mulher?” (2016), que você viu recentemente aqui no Moviecom Arte.

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Agora Stephen Frears volta à nossa programação com uma história baseada em fatos reais, que inspiraram o livro escrito por Shrabani Basu, sobre a amizade da Rainha Victoria e e um serviçal indiano e muçulmano de nome Abdul.  Uma amizade apagada dos livros de história após a morte da rainha, como se essa relação pudesse manchar a imagem da soberana.  
“Victoria e Abdul, O Confidente da Rainha” nos revela o que a verdadeira amizade supera barreiras políticas, culturais, raciais e sociais. E também as polêmicas, é claro.

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Frears adora uma trama de época e sabe como poucos dosar elementos para obter resultados suaves e ao mesmo tempo contundentes, sempre com muita classe. Em “Victoria e Abdul…” ele consegue fazer o público chorar e rir ao mesmo tempo. Ao invés de transformar a obra em um filme panfletário, Frears limita-se a contar a história e nos mostra como qualquer discussão política sobre o assunto é infinitamente menor que o valor da verdadeira amizade.

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Interpretando a Rainha Victória temos a grande dama do cinema britânico, Judi Dench, simplesmente soberana aos 82 anos. Esta não é a primeira vez que a diva trabalha com Frears, ela estrelou “Sra. Henderson Apresenta” (2005). E também não é a primeira vez que ela é escolhida para ser a Rainha Victória em suas relações com serviçais, ela já o fez em “Sua Majestade, Mrs. Brown” 91998), de John Madden, que fala sobre a amizade da rainha com o mais fiel serviçal do finado príncipe Albert.

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“Victoria e Abdul, O Confidente da Rainha”, é o filme da semana no Moviecom Arte, com exibição nos dias 09 e 10 de dezembro às 11 horas e no dia 12 de dezembro às 14 horas.

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Ficha Técnica:
Título: Victoria e Abdul, O Confidente da Rainha
Tílulo Original: Victoria and Abdul
Gênero: Drama
Origem: Reino Unido
Direção: Stephen Frears
Distribuidor: Universal Pictures
Ano: 2017
Elenco: Judi Dench, Ali Fazal, Michael Gambon, Olivia Williams, Eddie Izzard, Adeel Akhtar

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As Faces de Uma Mulher no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 13 de junho de 2017 0 Comentários

O título em português do novo drama do diretor Arnaud des Pallières entrega o que a trama revelaria aos poucos. “Faces de Uma Mulher” conta 4 histórias de mulheres em idades diferentes, sendo que todas elas são, na verdade, uma única pessoa.
Sem uma sequência cronológica, o filme ressalta múltiplos aspectos da condição feminina, tais como a exploração, submissão, abandono e abusos. A trama fica ainda mais intrigante com as repetições de figuras masculinas estabelecendo um link entre as diferentes histórias.

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Assim como tantas outras mulheres, a personagem principal é uma mulher que conviveu desde sempre com a violência e os traumas que marcaram seu passado ou suas outras vidas, cada uma delas interpretadas por atrizes diferentes, o que deixa claro que as histórias poderiam acontecer com qualquer mulher.
Faces de uma Mulher extrapola os limites que a imagem pode impor aos fatos, de modo que a essência jamais poderia se limitar a um único rosto ou a complexidade e dissonâncias dentro de uma única pessoa.

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Ficha Técnica
Título: Faces de Uma Mulher
Título Original: Orphelinne
País de Origem: França
Ano: 2016
Gênero: Drama
Direção: Arnaud des Pallières
Roteiro: Christelle Berthevas, Arnaud des Pallières
Elenco: Adèle Haenel, Adèle Exarchopoulos, Solène Rigot, Vega Cuzytek, Jalil Lespert, Gemma Arterton, Nicolas Duvauchelle, Sergi López, Karim Leklou, Robert Hunger-Bühler, Edéa Darcque, Laurent Delbecque, Rayan Rabia, Emilie Gavois-Kahn, Alexis Manenti, Maximilien Seweryn, Rami Kabteni
Distribuição: Mares Filmes.

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Cinema

Outubro: Mês dos Grandes Diretores no Moviecom ARTE

Postado porTemperos de Cinema 26 de setembro de 2016 0 Comentários

Dispensando qualquer tipo de apresentação, Woody Allen abre a Programação de Outubro do Moviecom ARTE com a sua mais recente obra prima, “Café Society”, que estreou em Cannes como atração da abertura do festival.
Esta mais recente obra prima de Woody Allen é uma comédia deliciosa e elegante, que resgata o glamour dos anos 30, tem um elenco recheado de estrelas e até figurinos desenhados pela própria Coco Chanel.

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SINOPSE E DETALHES

Anos 1930. Bobby (Jesse Eisenberg) é um jovem aspirante a escritor, que resolve se mudar de Nova York para Los Angeles. Lá ele deseja ingressar na indústria cinematográfica com a ajuda de seu tio Phil (Steve Carell), um produtor que conhece a elite da sétima arte. Após um bom período de espera, Bobby consegue o emprego de entregador de mensagens dentro da empresa de Phil. Enquanto aguarda uma oportunidade melhor, ele se envolve com Vonnie (Kristen Stewart), a secretária particular de seu tio. Só que ela, por mais que goste de Bobby, mantém um relacionamento secreto.

Filme: Café Society, de Woody Allen

Dias 01 e 02 de Outubro – Às 11 horas

Não recomendado para menores de 12 anos

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Na sequência, teremos um clássico moderno do cinema latino-americano, “A Passageira”. Baseado no livro homônimo de Alonso Cueto, este filme dirigido por Salvador del Solar fez parte da seleção da 39ª Mostra Internacional de Cinema, no ano passado, e estreou no circuito de arte de São Paulo e Rio em 22 de setembro último.

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SINOPSE E DETALHES

A vida monótona de Magallanes é virada de cabeça para baixo no dia em que embarca em seu táxi Celina, uma mulher que ele conheceu nos violentos anos em que foi um soldado do Exército peruano e lutou contra o Sendero Luminoso. Este reencontro inesperado com o passado sombrio que os une, depois de 25 anos, fará o homem se jogar em um plano arriscado para tentar ajudar Celina a arrecadar dinheiro e talvez assim encontrar uma forma de se redimir pelo seu passado. Estreia na direção do ator Salvador del Solar.

Filme: A Passageira, de Salvador del Solar

Dias 08 e 09 de Outubro – Às 11 horas

Classificação Indicativa: 14 anos.

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“Lembranças de Um Amor Eterno” é o terceiro filme de outubro e traz o aclamado diretor italiano Giuseppe Tornatore (Cinema Paradiso, Malena e Sempre Aos Domingos, entre outros), com um romance dramático e de suspense, que mostra um casal super apaixonado, vivido Jeremy Irons e Olga Kurylenko, mas que se relaciona apenas virtualmente.

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SINOPSE E DETALHES

A estudante universitária Amy (Olga Kurylenko) leva uma vida de excessos. Trabalhando como dublê, ela faz acrobacias cheias de suspense e perigo, durante cenas de ação. A jovem passa seu tempo livre trocando mensagens com seu namorado, o professor de astrofísica Edward (Jeremy Irons), pelo computador. Após ele negar se encontrar com Amy, ela irá escobrir um triste segredo de seu amado.

Filme: Lembranças de Um Amor Eterno, de Giuseppe Tornatore

Dias 15 e 16 de outubro – Às 11 horas

Não recomendado para menores de 12 anos

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Nos dias 22 e 23 de  outubro teremos “Belas Famílias”, o mais recente filme de Jean-Paul Rappeneau, o diretor do inesquecível “Cyrano de Bergerac”. Com elenco de grandes nomes e belíssima fotografia, “Belas Famílias” é uma comédia dramática com roteiro assinado pelo próprio diretor.

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Há mais de dez anos, Jérôme Varenne (Mathieu Amalric) deixou a França para viver na China. Quando uma viagem de negócios ao lado de sua noiva (Gemma Chan) impõe uma passagem pela Europa, ele aproveita para visitar a mãe (Nicole Garcia) e o irmão (Guillaume de Tonquédec) em Paris. Logo descobre que a casa de sua infância é objeto de uma grande disputa, já que a segunda esposa de seu pai (Karin Viard) alega que ele teria deixado o local para ela. Jérôme volta à cidadezinha na esperança de resolver o caso, mas ao chegar conhece Louise (Marine Vacth), a filha de sua “rival”, e por ela se apaixona.

Filme: Belas Famílias, de Jean-Paul Rappenau]

Dias 22 e 23 de outubro – Às 11 horas

Não recomendado para menores de 12 anos

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Já aclamado como um dos melhores filmes do ano, “A Comunidade”, do badalado diretor dinamarquês  Thomas Vinterberg, fecha em grande estilo a programação de outubro do Moviecom Arte. Este filme é uma viagem aos anos 70, em clima de paz e amor,  liberação política e afetiva, tudo ao som de Elton John. O filme foi um dos grandes destaques do Festival de Berlim e acabou de estrear no circuito de arte de São Paulo.

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Na década de 1970, Erik (Ulrich Thomsen) e Anna (Trine Dyrholm) são um casal de acadêmicos cheio de sonhos. Junto com a filha, Freja, eles montam uma comuna em um elegante bairro de Copenhague para dividir a casa e viver em conjunto com outras pessoas. Querendo estar no centro da história e realizar o sonho de viver em grupo, eles realizam jantares, reuniões e festas. Levados pelo mesmo sonho, um caso de amor abala a pequena comunidade, fazendo com que esse grupo de sonhadores e idealistas acordem para a realidade.

Filme: A Comunidade, de  Thomas Vinterberg

Dias 29 e 30 de outubro – Às 11 horas

Não recomendado para menores de 14 anos

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O Moviecom Arte é um projeto da publicitária e produtora Fátima Augusto em parceria com o Moviecom Jundiaí, que há 1o anos traz para a cidade filmes de arte e que não entram no circuito comercial.

Com um horário alternativo dentro da programação do cinema, o Moviecom Arte acontece todos os sábados e domingos às 11 horas e tem ingressos a R$ 10,50 e R$ 5,25.

O Moviecom Jundiaí fica no Maxi Shopping – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6000 – Vila Rio Branco, Jundiaí – SP

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“AQUARIUS”, Traz Sônia Braga Em Grande Performance

Postado porTemperos de Cinema 20 de setembro de 2016 0 Comentários

Aquarius, segundo longa-metragem de ficção de Kleber Mendonça Filho (O Som ao Redor), entra em cartaz no Moviecom na próxima quinta. O filme teve sua estreia mundial na França, como parte da seleção oficial competitiva do festival de Cannes e ganhou recentemente o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de Sydney, na Austrália.

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“Aquarius” conta a história de Clara (Sonia Braga), uma escritora e jornalista aposentada, moradora do edifício Aquarius, último de estilo antigo na beira mar do bairro de Boa Viagem, no Recife. Dona de um apartamento repleto de discos e livros, o último ocupado em todo o prédio, ela resiste às investidas de uma construtora que pretende demolir o prédio para a construção de um novo empreendimento.

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No elenco temos ainda: Maeve Jinkings (O Som ao Redor), Irandhir Santos (O Som ao Redor), Humberto Carrão, Zoraide Coleto, Carla Ribas (A Casa de Alice), Paula de Renor, Fernando Teixeira (Baixio das Bestas), Barbara Colen, Daniel Porpino, Julia Bernat (Aspirantes) e Pedro Queiroz, entre outros.
Com quase 2 e meia de duração, Aquarius é um filme marcante, com excelente técnica de filmagem e que, segundo a crítica, põe novamente Sônia Braga no lugar que lhe pertence: o centro dos holofotes.


O diretor e roteirista recifense Kleber Mendonça Filho começou sua carreira como crítico de cinema e responsável da área na Fundação Joaquim Nabuco.
Como realizador, iniciou com a produção de documentários e clipes em vídeo nos anos 90, passando para o digital e o 35mm na década de 2000. Sua filmografia em curta metragem é a mais premiada do Brasil, com cerca de 120 prêmios para os filmes como A Menina do Algodão (co-dirigido por Daniel Bandeira, 2003), Vinil Verde (2004), Eletrodoméstica (2005), Noite de Sexta Manhã de Sábado (2006), Crítico (2008) e Recife Frio (2009). Seu último curta metragem é A Copa do Mundo no Recife (2015), feito sob encomenda para a casa de Cinema de Porto Alegre e o canal Sport TV.
Sua primeira experiência no longa metragem é o documentário Crítico (2008), realizado ao longo de nove anos. O Som ao Redor (2012) foi seu primeiro longa-metragem de ficção, exibido em mais de 100 festivais internacionais, lançado comercialmente em 14 países, o filme foi o representante brasileiro no Oscar 2014 e considerado “Um dos 10 Melhores Filmes do ano” pelo jornal The New York Times. O Som ao Redor foi visto por 100 mil espectadores no seu lançamento nos cinemas brasileiros.

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FICHA TÉCNICA

Título: Aquarius
Roteiro e Direção: Kleber Mendonça Filho
Elenco: Sonia Braga, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Humberto Carrão, Zoraide Coleto, Carla Ribas, Paula de Renor, Fernando Teixeira, Barbara Colen, Daniel Porpino, Julia Bernat e Pedro Queiroz.
País: Brasil e França
Ano: 2016
Direção de Fotografia: Pedro Sotero e Fabrício Tadeu
Montagem: Eduardo Serrano
Direção de Arte: Juliano Dornelles e Thales Junqueira
Figurino: Rita Azevedo
Caracterização: Tayce Vale
Som: Ricardo Cutz e Nicolas Hallet
Produção: Saïd Ben Said e Michel Merkt (SBS, França)
Coprodução: Walter Salles (VideoFilmes) e Globo Filmes
Produtor Associado: Carlos Diegues
Produção Executiva: Dora Amorim
Distribuição no Brasil: Vitrine Filmes

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Extras

Moviecom Arte Especial: Era Uma Vez Em Tóquio

Postado porTemperos de Cinema 16 de setembro de 2016 0 Comentários

Neste sábado, 17 de setembro às 11 horas, tem sessão especial do Moviecom Arte fechando a programação do Festival de Cultura Japonesa do Maxi Shopping Jundiaí.
O filme que será exibido é o drama “Era uma vez em Tóquio”, de 1953, considerado um dos 50 melhores filmes de todos os tempos pelo British Film Institute.


Dirigido por Yasujiro Ozu, “Era uma vez em Tóquio” conta a história de um casal de idosos que viaja a Tóquio, para visitar os filhos. Porém, todos são muito atarefados e não tem tempo para dar-lhes atenção. Apenas a nora se preocupa com eles. Quando a mãe fica doente, os filhos saem correndo para vê-la e complexos sentimentos são revelados.

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O Festival de Cultura Japonesa é um evento já tradicional dentro do calendário do Maxi Shopping Jundiaí. Este é o 8º ano do Festival e desde o dia 02 de setembro já atraiu milhares de visitantes fascinados pela beleza, exotismo e mistérios da Terra do Sol Nascente. O Festival termina no domingo, dia 18.

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O Maxi Shopping Jundiaí fica na Av. Antônio Frederico Ozanam, nº 6000, Vila Rio Branco – Fone: 4523-3333 – www.maxishopping.com.br