Tag

moviecom arte

Moviecomarte

Meu nome é Sara, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 6 de março de 2020 0 Comentários

Sara Góralnik é uma polonesa, judia, cuja família foi morta por nazistas quanto ela tinha apenas 13 anos. Depois de fugir para a Ucrânia, usando a identidade roubada de uma amiga, ela é acolhida por um casal de fazendeiros em uma pequena vila. Até aí, tudo parece correr bem, mas ela descobre que seus novos amigos possuem seus próprios segredos sombrios.
Com uma trama instigante, Meu Nome É Sara, do diretor Steven Oritt, é um drama baseado em fatos reais, feito para emocionar e com boas doses de suspense e controvérsias.


O grande destaque do filme é a atuação de Zuzanna Surowy (seu primeiro trabalho como atriz em um longa-metragem), impecável e com bastante intensidade, fruto da uma boa direção de Oritt, que conduz bem seus personagens.
O casal, vivido por Eryk Lubos e Michalina Olszanska, também atinge um nível excelente de interpretação. O estranho e quase existente triângulo amoroso entre eles se torna a chama que mantém a história viva por mais tempo e o elenco possui uma ótima química em cena.


Além das boas atuações, a direção de arte, sempre complicada em um filme de época, cumpre a função de imergir o espectador na ambientação da trama.
Meu Nome É Sara abre a programação de Março do Moviecom Arte e será exibido nos dias 07 e 08 às 11 horas, e no dia 10 às 14 horas.

Trailer:

Ficha Técnica
Título: Meu Nome É Sara
Título Original: My Name Is Sara
País de Origem: EUA e Polônia
Ano: 2019
Direção: STEVEN ORITT
Roteiro: David Himmelstein
Elenco: Zuzanna Surowy, Michalina Olszanska, Eryk Lubos, Konrad Cichon e Pawel Królikowski
Fotografia: Marian Prokop
Montagem: Agneszka Glinska
Música: Lukasz Targosz
Tipo: Drama de guerra
Distribuição: A2Filmes

Moviecomarte

Programação de Março no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 6 de março de 2020 0 Comentários

DIAS 07, 08 , 10
MEU NOME É SARA


Sara Góralnik é uma polonesa, judia, cuja família foi morta por nazistas quanto ela tinha apenas 13 anos. Depois de fugir para a Ucrânia, usando a identidade roubada de uma amiga, ela é acolhida por um casal de fazendeiros em uma pequena vila. Até aí, tudo parece correr bem, mas ela descobre que seus novos amigos possuem seus próprios segredos sombrios.
Com uma trama instigante, Meu Nome É Sara, do diretor Steven Oritt, é um drama baseado em fatos reais, feito para emocionar e com boas doses de suspense e controvérsias.
O grande destaque do filme é a atuação de Zuzanna Surowy (seu primeiro trabalho como atriz em um longa-metragem), impecável e com bastante intensidade, fruto da uma boa direção de Oritt, que conduz bem seus personagens.
O casal, vivido por Eryk Lubos e Michalina Olszanska, também atinge um nível excelente de interpretação. O estranho e quase existente triângulo amoroso entre eles se torna a chama que mantém a história viva por mais tempo e o elenco possui uma ótima química em cena.
Além das boas atuações, a direção de arte, sempre complicada em um filme de época, cumpre a função de imergir o espectador na ambientação da trama.
Meu Nome É Sara abre a programação de Março do Moviecom Arte e será exibido nos dias 07 e 08 às 11 horas, e no dia 10 às 14 horas.

Trailer:

DIAS 14, 15 E 17
DE QUEM É O SUTIÃ


Nurlan é um maquinista de trem que vive sua rotina pacata numa aldeia. Diariamente, ele conduz o gigante de ferro pelo subúrbio da cidade, passando rente às casas, ocupando momentaneamente um espaço utilizado cotidianamente pelos moradores como extensões de suas residências, com direito à disposição de mesas, varais e afins. Prestes a se aposentar, especificamente no seu último dia de labuta, ele nota que um delicado sutiã azul ficou preso no maquinário do trem. Então, parte numa busca pela dona da peça e, talvez, de quebra, pela conquista de um grande amor.
O espectador que chegar desavisado a uma sessão da comédia De Quem É O Sutiã deve se deparar com algumas surpresas. Primeiro, após alguns sorrisos e rostos carrancudos, percebe-se que os personagens não falam – o diretor Veit Helmer aposta num raro humor de gestos e gags, sem uma única linha de diálogo. Por isso, os atores se tornam mais expressivos, com olhos arregalados e gestos amplos, alguns graus acima do realismo. Segundo, a trama se passa numa cidadezinha onde o trem passa a pouco metros das casas. Como os trilhos servem de quintal e de rua aos moradores, eles precisam abandonar várias vezes ao dia as partidas de xadrez e tirar as roupas do varal para permitir a passagem do veículo gigantesco. Com qual intuito exatamente se desloca este trem sem cargas nem passageiros, não se sabe. Estamos no terreno da fábula lúdica, que dispensa explicações verossímeis.

O Moviecom Arte exibe De Quem É O Sutiã nos dias 14 e 15 de março às 11 horas e no dia 17 às 14 horas.

Trailer:

 

DIAS 21, 22 e 24
FRANKIE


Frankie, o novo filme de Ira Sachs indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes, nos apresenta Isabelle Huppert como uma famosa atriz francesa que descobre ter apenas alguns meses de vida. Para construir memórias afetivas ela convida a família e alguns amigos a passar uma temporada na cidade portuguesa de Sintra.
O longa acompanha um dia na vida da artista. Mesmo assim é tempo suficiente para conhece-la. Frankie é a estrela de seu sistema solar. Ela gosta de ter a família rodando ao seu redor para que possa determinar o que acontece com cada um deles. Seja por isso, seja pelo câncer da matriarca, as relações entre os personagens são difíceis e um tanto estremecidas.
Ainda que o objetivo da viagem seja criar memórias felizes, Frankie não é muito bem-sucedida no projeto. O estágio terminal da doença faz com que ela não tenha tempo para sutilezas. Essa reunião é sua última oportunidade para dar as diretrizes finais de como cada um deve continuar vivendo após sua morte. Tal necessidade de controle transparece nos tons azuis que a circundam no figurino e no cenário.
Todo filmado em longos planos, o título resume-se a pessoas conhecidas encontrando-se aleatoriamente e conversando em lugares bonitos. Tal recurso, aliado ao fato das pessoas caminharem sem rumo certo, transforma a narrativa em pequenas esquetes reunidas sem um propósito claro.
Com cenas faladas em inglês, francês e português, a produção possui certo caráter internacional. Essa salada cultural rende alguns momentos cômicos, bem aproveitados pela montagem. Curiosamente, na única cena em que todos os personagens se encontram não há diálogos. A essa altura, a narrativa já transmitiu todas as suas mensagens ao público, que então se admira com o belo cenário da locação e o impacto das palavras não ditas.
Frankie será exibido no Moviecom Arte nos dias 21 e 22 de março às 11 horas e no dia 24 às 14 horas.

Trailer:

 

DIAS 28, 29, E 31
CICATRIZES


Ana convive com o trauma de ter perdido o filho recém-nascido, vinte anos atrás. Apesar de o marido e a filha mais velha terem aceitado os fatos, ela preserva a esperança de que a criança não tenha morrido de fato, mas tenha sido entregue ilegalmente a outra família. Enfrentando a polícia, os amigos e familiares, ela continua buscando indícios de que sua versão da história está correta.
Cicatrizes é um filme ditado pela espera. A primeira imagem apresenta um muro vazio, durante longos segundos, sem qualquer personagem ou ruído – ou seja, a espera inicial é aquela fornecida ao espectador. Em seguida, Ana (Snezana Bogdanovic) aguarda pacientemente a chegada de um carro, e observa uma mulher à distância, em silêncio. Quando é abordada pela polícia e colocada durante horas numa sala vazia, Ana não reclama: “Estou acostumada a esperar”. A filha se indaga sobre os motivos de ver a mãe sempre perto da janela, e expressa sua preocupação: “Você está sempre esperando alguma coisa”.
O roteiro demora a explicar ao espectador o que exatamente ocupa os dias desta mulher. Sabemos que ela guarda um segredo, percebemos a existência de um tabu em família, no entanto o diretor Miroslav Terzic prefere entregar informações a conta-gotas. Entendemos a relação com uma criança, percebemos que o hospital desempenhou uma participação importante no trauma. Seria uma criança perdida? Morta? Em que circunstâncias? Por que Ana não aceita o que aconteceu quase duas décadas atrás? Ao deixar diversas lacunas em aberto, o projeto permite que o espectador projete seus próprios medos, conecte com histórias mais próximas de sua vivência. Afinal, o dilema deste núcleo sérvio poderia ser compreendido em qualquer cultura – como não se identificar com a perda de um filho, independentemente das circunstâncias?
O filme Cicatrizes traz história de um bebê desaparecido na Sérvia sem seguir a linha filme-denúncia O longa do diretor Miroslav Terzié tem quase o formato de thriller, leva o mistério e a dúvida até a última cena.
O Moviecom Arte exibirá Cicatrizes nos dias 28 e 29 às 11 horas e no dia 31 às 14 horas, fechando a nossa programação de Março.

Trailer:

Moviecomarte

Ventos da Liberdade, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 22 de fevereiro de 2020 0 Comentários

Um suspense sobre tempos sombrios que constantemente rondam os países democráticos na forma de movimentos autoritários.
A Alemanha vivenciou isso desde a ascenção de Hitler até a queda, em 1989, de seu último ditador Erick Honecker. O país passou décadas assombrado pelo medo e assombrado pelo fim da liberdade.


Em Ventos da Liberdade, o diretor Michael Herbig, mostra a tirania destilando seu ódio sobre o cidadão comum, recriando a atmosfera dos tempos do regime em eficiente reconstituição de um dos períodos mais terríveis da história da humanidade.
Baseada em uma história real, o roteiro assinado por Herbig, Kit Hopkins e Thilo Röscheisen reconstrói o verão de 1979, na cidade de Thüringer, na Alemanha Oriental, para contar a história de duas famílias, os Strelzyk e os Wetzel, desesperados para fugir cruzando a fronteira para a Alemanha Ocidental em um balão de ar quente feito por eles mesmos de modo improvisado.


A poucos metros de distância do lado ocidental, eles sabem que podem ser executados como traidores do regime se falharem. Homens são recrutados a todo momento e obrigados a trabalhar nas fronteiras. A ordem é impedir as fugas a qualquer custo e executar, na hora, homens, mulheres e crianças que tentarem escapar do lado Oriental.
Michael Herbig investe em uma dinâmica de suspense para mostrar os obstáculos que envolvem a empreitada. Em 1982, o fato foi adaptado para o cinema com o título ‘Dramática Travessia’, de Delbert Mann, estrelada por John Hurt e Jane Alexander, mas agora são os próprios alemães que contam sua história.

A música de Marvin Miller e Ralf Wengenmayr, e a montagem de Alexander Dittner contribuem de modo impressionante para a narrativa, além da ótima colaboração do elenco liderado por Friedrich Mücke, Karoline Schuch, David Kross e Alicia Von Rittberg.
“Ventos da Liberdade” é um exemplar do cinema que conserva os elementos do entretenimento com competência dramática para contar uma história que não pode ser esquecida.
Venha ver este grande filme no Moviecom Arte, dias 22 e 23 às 11 horas e dia 25 de fevereiro às 14 horas.

Trailer:

Ficha Técnica
Título: Ventos da Liberdade
Título Original: Balloon
Direção: Ken Loach
Roteiro: Paul Laverty
Produção: Rebecca O’Brien
Fotografia: Barry Ackroyd
Trilha Sonora: George Fenton
Elenco: Cillian Murphy, Gerard Kearney, Liam Cunningham, Padraic Delaney, William Ruane
Data de estreia: 07/11/19
País de Origem: Alemanha
Gênero: Drama
Ano de produção: 2018
Distribuição: A2 Filmes

Moviecomarte

Os Miseráveis, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 13 de fevereiro de 2020 0 Comentários

Do clássico de Victor Hugo, o estreante diretor Ladj Ly pegou o título, a ambientação nos suburbios de Paris, a desigualdade social, a miséria decorrente e o conflito na relação com o Estado, seja pela ação arbitrária da policia ou pela atitude dos revolucionários exigindo justiça.


Mas Os Miseráveis de Ly é um filme contemporâneo, mostrando os problemas sociais que a França enfrenta. O roteiro assinado por Ladj Ly, Alexis Manenti e Giordano Gederlini nos insere em uma caótica espiral, com uma história cheia de viravoltas e obstinada em apresentar temas variados.


Um dos grandes méritos do filme é modo como explora a complexidade étnica da França atual: negros, mestiços, árabes e brancos se combinam num registro que, pela própria seleção do elenco do filme, já denota uma urgência de pontos de vista conflitantes.
No centro da trama está um trio de policiais, um deles em seu primeiro dia de trabalho, transitando pelo suburbio e desencadeando uma série de acontecimentos que se transformam em uma iminente tragédia.
Dividindo com o brasileiro Bacurau o Prêmio do Juri no Festival de Cannes, Os Miseráveis traz a urgência da discução que a luta de classes ainda suscita em pleno século XXI e é um dos filmes que concorreram ao Oscar 2020 de Melhor Filme Internacional.


Você não pode perder! Os Miseráveis de Ladj Ly será exibido no Moviecom Arte nos dias 14 e 15 às 11 horas e no dia 17 de fevereiro às 14 horas.

Trailer:

Ficha Técnica
Título: Os miseráveis
Título Original: Les misérables
Direção: Ladj Ly
Roteiro: Alexis Manenti, Giordano Gederlini, Ladj Ly
Elenco: Abdelkader Hoggui, Al-Hassan Ly, Alexis Manenti, Almamy Kanouté, Damien Bonnard, Diego Lopez, Djibril Zonga, Issa Perica, Jaihson Lopez, Jeanne Balibar, Lucas Omiri, Luciano Lopez, Nizar Ben Fatma, Omar Soumare, Raymond Lopez, Rocco Lopez, Sana Joachaim, Steve Cauret, Steve Tientcheu, Zordon Cauret
Ano de produção: 2029
Gênero: Drama
Origem: França
Distribuidora: Diamond Filmes

Moviecomarte

Judy: Muito Além do Arco-Íris, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 7 de fevereiro de 2020 0 Comentários

O filme que deu a Renée Zellweger o Oscar de Melhor Atriz na premiação de 2020 da Academia.

Focada nos últimos anos de vida de uma das mais icônicas estrelas de Hollywood, Judy: Muito Além do Arco-Íris é uma cinebiografia muito mais emocional do que factual.


Renée Zellweger interpreta Judy Garland e essa foi uma das grandes sacadas do diretor Rupert Goold. Assim como Judy, Renée também sabe o peso da pressão pública sobre a própria imagem de uma estrela.
Não deu outra, Renée foi agraciada recentemente com o Globo de Ouro de Melhor Atriz por seu trabalho em Judy: Muito Além do Arco-Íris e é a grande favorita para o Oscar 2020.


O roteiro assinado por Peter Quilter e Tom Edge nos mostra a turnê de Judy Garland pelo Reino Unido em 1968, quando ela já era uma estrela em decadência.


Considerada um investimento de risco pelos grandes estúdios, Garland tinha esperança de reerguer sua carreira nos palcos de Londres, deixando tudo para trás, inclusive seus filhos.


As canções do filme falam muito mais sobre a diva do que o próprio texto. E elas ganham uma versão cativante na interpretação de Renéé, principalmente em Somewhere Over the Rainbow.


Com baixo orçamento este filme é uma das gandes surpresas da temporada e você poderá conferir nas exibições do Moviecom Arte nos dias 08 e 09 de fevereiro às 11 horas e no dia 11 às 14 horas.

Trailer:

Ficha Técnica
Título Original: Judy
Data de Estréia: 30/01/20
País: Reino Unido
Gênero: Drama
Ano de produção: 2019
Direção: Rupert Goold
Roteiro: Peter Quilter, Tom Edge
Elenco: Adrian Lukis, Andy Nyman, Bella Ramsey, Bentley Kalu, Darci Shaw, Fenella Woolgar, Finn Wittrock, Gaia Weiss, Gemma-Leah Devereux, Jessie Buckley, Jodie McNee, John Dagleish, Lewin Lloyd, Lucy Russell, Michael Gambon, Phil Dunster, Philippe Spall, Renée Zellweger, Richard Cordery, Royce Pierreson, Rufus Sewell
Fotografia: Ole Bratt Birkeland
Trilha Sonora: Gabriel Yared
Distribuidora: Paris Filmes

Moviecomarte

A Guerra Pela Perpectiva Feminina

Postado porTemperos de Cinema 31 de janeiro de 2020 0 Comentários

Trazendo a perscpectiva feminina para o tema da guerra, em Filhas do Sol a cineasta Eva Husson mostra uma visão muito peculiar sobre o conflito no Curdistão. No centro da trama estão duas personagens fortes. Uma delas é Mathilde (Emmanuelle Bercot), uma jornalista tarimbada, acostumada a transitar entre escombros e a se esquivar de projéteis e minas. Ela é a testemunha, aquela que, além da câmera, carrega as marcas do trabalho.


A outra é Bahar (Golshifteh Farahani), líder do batalhão de mulheres, combatente feroz que investiga locais em busca do filho sequestrado, toma à frente das iniciativas, expondo a importância da maternidade como vínculo essencial (motriz) à determinação de seguir em frente. Ambas são mães e a despeito dos mundos diferentes em que vivem, possuem suas similaridades.


O que Filhas do Sol tem de mais potente é a capacidade de esquadrinhar o feminino nesse contexto dominado por homens. Elas sofrem toda sorte de infortúnios, ainda mais numa circunstância como aquela em que a força bruta, supostamente um predicado deles, é determinante para que vitórias sejam conquistadas.


Filhas do Sol é o filme que abre a programação de fevereiro do Moviecom Arte e será exibido nos dias 01 e 02 de fevereiro às 11 horas e no dia 04 às 14 horas.

Trailer:

Ficha Técnica
Título original: Les Filles du soleil
Nacionalidade: França
Gênero: Drama
Ano de produção: 2018
Estréia: 26 de setembro de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 51min
Classificação: 16 anos
Direção: Eva Husson
Roteiro: Eva Husson
Trilha sonora: Morgan Kibby
Direção de fotografia: Mattias Troelstrup
Edição: Emilie Orsini
Direção de elenco: El Amrani Bahijja
Direção de arte: David Bersanetti
Figurino: Marine Galliano, Simon Matchabeli
Distribuição: California Filmes

Moviecomarte

Programação de Fevereiro do Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 31 de janeiro de 2020 0 Comentários

Fevereiro é o mês do Carnaval e do Oscar. O Moviecom Arte preparou uma programação especial para quem adora um tapete vermelho e também para quem vai se jogar na folia, afinal nada melhor que um bom filme para relaxar antes de se jogar nos blocos.

PROGRAMAÇÃO MOVIECOMARTE – FEVEREIRO – 2020

DIAS 01, 02 e 04
FILHAS DO SOL


Trazendo a perscpectiva feminina para o tema da guerra, em Filhas do Sol a cineasta Eva Husson mostra uma visão muito peculiar sobre o conflito no Curdistão. No centro da trama estão duas personagens fortes. Uma delas é Mathilde (Emmanuelle Bercot), uma jornalista tarimbada, acostumada a transitar entre escombros e a se esquivar de projéteis e minas. Ela é a testemunha, aquela que, além da câmera, carrega as marcas do trabalho.
A outra é Bahar (Golshifteh Farahani), líder do batalhão de mulheres, combatente feroz que investiga locais em busca do filho sequestrado, toma à frente das iniciativas, expondo a importância da maternidade como vínculo essencial (motriz) à determinação de seguir em frente. Ambas são mães e a despeito dos mundos diferentes em que vivem, possuem suas similaridades.
O que Filhas do Sol tem de mais potente é a capacidade de esquadrinhar o feminino nesse contexto dominado por homens. Elas sofrem toda sorte de infortúnios, ainda mais numa circunstância como aquela em que a força bruta, supostamente um predicado deles, é determinante para que vitórias sejam conquistadas.
Filhas do Sol é o filme que abre a programação de fevereiro do Moviecom Arte e será exibido nos dias 01 e 02 de fevereiro às 11 horas e no dia 04 às 14 horas.

Trailer:

DIAS 08, 09 e 11
Judy: Muito Além do Arco-Íris

Focada nos últimos anos de vida de uma das mais icônicas estrelas de Hollywood, Judy: Muito Além do Arco-Íris é uma cinebiografia muito mais emocional do que factual.
Renée Zellweger interpreta Judy Garland e essa foi uma das grandes sacadas do diretor Rupert Goold. Assim como Judy, Renée também sabe o peso da pressão pública sobre a própria imagem de uma estrela.
Não deu outra, Renée foi agraciada recentemente com o Globo de Ouro de Melhor Atriz por seu trabalho em Judy: Muito Além do Arco-Íris e é a grande favorita para o Oscar 2020.
O roteiro assinado por Peter Quilter e Tom Edge nos mostra a turnê de Judy Garland pelo Reino Unido em 1968, quando ela já era uma estrela em decadência.
Considerada um investimento de risco pelos grandes estúdios, Garland tinha esperança de reerguer sua carreira nos palcos de Londres, deixando tudo para trás, inclusive seus filhos.
As canções do filme falam muito mais sobre a diva do que o próprio texto. E elas ganham uma versão cativante na interpretação de Renéé, principalmente em Somewhere Over the Rainbow.
Com baixo orçamento este filme é uma das gandes surpresas da temporada e você poderá conferir nas exibições do Moviecom Arte nos dias 08 e 09 de fevereiro às 11 horas e no dia 11 às 14 horas.

Trailer:

DIAS 14, 15 e 17
OS MISERÁVEIS


Do clássico de Victor Hugo, o estreante diretor Ladj Ly pegou o título, a ambientação nos suburbios de Paris, a desigualdade social, a miséria decorrente e o conflito na relação com o Estado, seja pela ação arbitrária da policia ou pela atitude dos revolucionários exigindo justiça.
Mas Os Miseráveis de Ly é um filme contemporâneo, mostrando os problemas sociais que a França enfrenta. O roteiro assinado por Ladj Ly, Alexis Manenti e Giordano Gederlini nos insere em uma caótica espiral, com uma história cheia de viravoltas e obstinada em apresentar temas variados.
Um dos grandes méritos do filme é modo como explora a complexidade étnica da França atual: negros, mestiços, árabes e brancos se combinam num registro que, pela própria seleção do elenco do filme, já denota uma urgência de pontos de vista conflitantes.
No centro da trama está um trio de policiais, um deles em seu primeiro dia de trabalho, transitando pelo suburbio e desencadeando uma série de acontecimentos que se transformam em uma iminente tragédia.
Dividindo com o brasileiro Bacurau o Prêmio do Juri no Festival de Cannes, Os Miseráveis traz a urgência da discução que a luta de classes ainda suscita em pleno século XXI e é um dos filmes que concorrem ao Oscar 2020 de Melhor Filme Estrangeiro.
Você não pode perder! Os Miseráveis de Ladj Ly será exibido no Moviecom Arte nos dias 14 e 15 às 11 horas e no dia 17 de fevereiro às 14 horas.

Trailer:

DIAS 22, 23 e 25
VENTOS DA LIBERDADE

Um suspense sobre tempos sombrios que constantemente rondam os países democráticas na forma de movimentos autoritários.
A Alemanha vivenciou isso desde a ascenção de Hitler até a queda, em 1989, de seu último ditador Erick Honecker. O país passou décadas assombrado pelo medo e assombrado pelo fim da liberdade.
Em Ventos da Liberdade, o diretor Michael Herbig, mostra a tirania destilando seu ódio sobre o cidadão comum, recriando a atmosfera dos tempos do regime em eficiente reconstituição de um dos períodos mais terríveis da história da humanidade.
Baseada em uma história real, o roteiro assinado por Herbig, Kit Hopkins e Thilo Röscheisen reconstrói o verão de 1979, na cidade de Thüringer, na Alemanha Oriental, para contar a história de duas famílias, os Strelzyk e os Wetzel, desesperados para fugir cruzando a fronteira para a Alemanha Ocidental em um balão de ar quente feito por eles mesmos de modo improvisado.
A poucos metros de distância do lado ocidental, eles sabem que podem ser executados como traidores do regime se falharem. Homens são recrutados a todo momento e obrigados a trabalhar nas fronteiras. A ordem é impedir as fugas a qualquer custo e executar, na hora, homens, mulheres e crianças que tentarem escapar do lado Oriental.
Michael Herbig investe em uma dinâmica de suspense para mostrar os obstáculos que envolvem a empreitada. Em 1982, o fato foi adaptado para o cinema com o título ‘Dramática Travessia’, de Delbert Mann, estrelada por John Hurt e Jane Alexander, mas agora são os próprios alemães que contam sua história.
A música de Marvin Miller e Ralf Wengenmayr, e a montagem de Alexander Dittner contribuem de modo impressionante para a narrativa, além da ótima colaboração do elenco liderado por Friedrich Mücke, Karoline Schuch, David Kross e Alicia Von Rittberg.
“Ventos da Liberdade” é um exemplar do cinema que conserva os elementos do entretenimento com competência dramática para contar uma história que não pode ser esquecida.
Venha ver este grande filme no Moviecom Arte, dias 22 e 23 às 11 horas e dia 25 de fevereiro às 14 horas.

Trailer:

DIAS 29/02 e 01 e 03/03
DEUS É MULHER E SEU NOME É PETÚNIA


Em diversas cidades e pequenas comunidades da Macedônia, no dia 19 de janeiro é celebrado o feriado da Epifania (batismo de Cristo). É costume nesse dia jogar uma cruz nas águas de um rio, e quem for capaz de pegá-la terá boa sorte e prosperidade para todo o ano seguinte. Contudo, só os homens podem se jogar nas águas para alcançar essa benção. Segundo as tradições, só os homens merecem a oportunidade de ser feliz.
Este foi o ponto de partida da diretora e roteirista macedoniense Teona Struga Mitevska para tecer um olhar crítico e apurado sobre uma realidade que até hoje perturba e incomoda.
A trama gira em torno de Petúnia, uma mulher comum disposta a subverter todas essas regras e a pagar o preço disso tudo.
Desempregada e vivendo na casa dos pais (uma mãe autoritária e um pai submisso e ausente), Petúnia não tem mais nada a perder e resolve mergulhar no rio e pegar o crucifixo. nasce aí a determinação de dar um novo sentido à sua vida, desafiando a religião, a sociedade, o patriarcado e as tradições. Afinal de contas, Deus É Mulher E Seu Nome É Petúnia.
Você precisa Petúnia! Ela estará no Moviecom Arte nos dias 29 de Fevereiro e 01 de Março às 11 horas e no dia 03 de Março às 14 horas.

Trailer:

________________________________________

O Moviecom Arte é um projeto da publicitária e produtora Fátima Augusto em parceria com o Moviecom Jundiaí, que há 1o anos traz para a cidade filmes de arte e que não entram no circuito comercial.

Com um horário alternativo dentro da programação do cinema, o Moviecom Arte acontece todos os sábados e domingos às 11 horas e tem ingressos a R$ 10,50 e R$ 5,25.

O Moviecom Jundiaí fica no Maxi Shopping – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6000 – Vila Rio Branco, Jundiaí – SP

Moviecomarte

O Último Amor de Casanova, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 23 de janeiro de 2020 0 Comentários

A vida aventureira e os incontáveis amores do lendário Giacomo Girolamo Casanova já inspiraram dezenas de filmes mas o diretor francês Benoît Jacquot, desenvolveu o roteiro de “O Ùltimo Amor de Casanova”, em parceria com Jérôme Beaujour e Chantal Thomas, focando no única mulher que ele amou e que foi também a única a resistir a seus flertes.


Ao se concentrar nesta história pouco conhecida, o cineasta mergulha em um mundo de desejos frustrados, de amor versus paixão, de conquista e possessão, além de uma interessante inversão de gêneros nas relações entre homem e mulher, num contexto particular da Europa do Século XVIII.


Neste filme, Casanova é apresentado já sexagenário, escrevendo e narrando uma de suas aventuras mais marcantes, vivida 30 anos antes, quando se refugiou em Londres depois de ter sido exilado.


Bernoit Jacquot nos mostra um outro Casanova nesta versão interpretada por Vincent Lindon. Trata-se de um homem triste, muito mais procurado pelas mulheres do que as procura, completamente apaixonado por uma jovem prostituta, Marianne de Charpillon, que o provoca e repele de forma sádica.


Invertendo a história, a interpretação de Bernoit Jacquot: traz o empoderamento feminino na personagem Marianne de Charpillon (Stacy Martin) que utiliza seu poder de sedução para aprisionar homens incapazes de controlar seus desejos.
“O Ùltimo Amor de Casanova” fecha a programação de Janeiro do Moviecom Arte, com exibição nos dias 25 e 26, às 11 horas. Um filme imperdível.

Ficha Técnica
Direção: Benoît Jacquot
Roteiro: Benoît Jacquot, Chantal Thomas, Giacomo Casanova, Jérôme Beaujour
Produção: Jean-Pierre Guérin, Kristina Larsen
Fotografia: Christophe Beaucarne
Trilha Sonora: Bruno Coulais
Montador: Julia Gregory
País: França
Gênero: Drama
Ano de produção: 2019
Elenco: Anna Cottis, Anne-Fanny Kessler, Audrey Quoturi, Catherine Bailey, Christian Erickson, Hayley Carmichael, Jesuthasan Antonythasan, Julia Roy, Michèle Clément, Nancy Tate, Nathan Willcocks, Olivia Ross, Pauline Nyrls, Stacy Martin, Valeria Golino, Vincent Lindon
Distribuição: Califórnia Filmes

 

Moviecomarte

Um Dia de Chuva em Nova York, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 11 de janeiro de 2020 0 Comentários

Apesar das controvérsias que envolvem seu nome, Woody Allen é inegavelmente um dos grandes cineastas contemporâneos e, enquanto nada é provado juridicamente, ele segue fazendo seu trabalho de forma impecável, superando os obstáculos profissionais consequentes das denúncias em sua vida pessoal.


“Um Dia de Chuva em Nova York” deveria estrear em 2.018 mas o rompimento de contrato e uma disputa judicial com a Amazon Filmes, retardaram a exibição. Aqui no Brasil ele chegou apenas em 21 de novembro de 2019.
A trama gira em torno dos personagens de Timothée Chalamet (Gatsby) e de Elle Fanning (Ashleigh), um casal de namorados sem muita sintonia, ele parece não saber muito bem o que quer da vida, enquanto ela é uma dedicada estudante de jornalismo para quem surge a oportunidade de entrevistar em Nova York um importante diretor de cinema, Roland Pollard (Liev Schreiber).


O jovem casal planeja então um final de semana perfeito e romântico na Big Apple. Mas os planos não saem como combinado e cada um vai para um lado, abrindo possibilidades para que surjam diversos floreios narrativos típicos da obra de Allen, como a possibilidade do adultério e a sátira dos costumes cosmopolitas.


Em uma sucessão deliciosa de encontros e desencontros, Ashleigh e Gatsby vão descobrir novos sentidos para as suas vidas e reavaliar suas escolhas atuais para ter o futuro que buscam e merecem.


Bem ao estilo de Allen, há também em “Um Dia de Chuva Em Nova York” um quê de provocação ao atual clima na indústria cinematográfica pós #MeToo
Venha conferir o mais recente trabalho deste icônico diretor norte americano nos dias 11 e 12 de Janeiro, às 11 horas, no Moviecom Arte.

Ficha Técnica
Título: Um dia de chuva em Nova York
Título Original: A rainy day in New York
Origem: EUA
Ano de produção: 2019
Gênero: Comédia dramática
Duração: 92 min
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Timothée Chalamet, Elle Fanning, Selena Gomez, Jude Law, Rebecca Hall, Diego Luna
Produção: Erika Aronson, Helen Robin, Letty Aronson
Fotografia: Vittorio Storaro
Distribuidora: Imagem Filmes

 

Moviecomarte

Representando o Brasil no Oscar 2020

Postado porTemperos de Cinema 3 de janeiro de 2020 0 Comentários

Conhecido pelo cultuado e premiado filme “Madame Satã”, de 2002, o diretor e roteirista brasileiro Karim Aïnouz retoma a cena carioca da década de 1920 em “A Vida Invisível”, que fala de amor familiar, questões de gênero, opressão e resistência através do afeto.


Cotado para representar o Brasil no Oscar 2.020, “A Vida Invisível” é uma adaptação do livro A vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha (Companhia das Letras).


Estrelado pelas atrizes Carol Duarte, Julia Stockler e Fernanda Montenegro, conta a trajetória e o amor de duas irmãs, Eurídice (vivida por Duarte, na juventude, e por Montenegro, na velhice) e Guida Gusmão (Stockler), filhas de uma família imigrante portuguesa patriarcal e conservadora que se separam depois que Guida foge para viver um amor (frustrado), retorna grávida para casa e é expulsa pelo pai.


A partir desse trauma, ambas passarão a vida se buscando, sempre tão longe e tão perto. Enquanto Guida se reconstrói como mãe solo e pobre, operária, que encontra apoio e afeto na amiga Filomena (vivida por Bárbara Santos), Eurídice tenta conciliar o sonho de ser uma grande pianista com a vida de uma mulher casada dos anos 1950.


Em “A Vida Invisível”, o lugar social e tradicional da família é posto em xeque a todo momento. Se, por um lado, está o amor incondicional entre duas irmãs, por outro está a rejeição paterna, as relações de poder e força física e a imposição de vontades. Isso fica claro, por exemplo, nas cenas de sexo da obra, que são sempre incômodas, por vezes cômicas, mas que também denunciam abusos.


Estruturalmente denso e cromaticamente arrojado, este filme já rendeu ao diretor o importante prêmio Um Certo Olhar, no Festival de Cannes 2019. E você poderá vê-lo nos dias 04 e 05 de Janeiro, às 11 horas, no Moviecom Arte.

Ficha Técnica
Título Original: A Vida Invisível
Ano de Produção: 2019
Gênero: Drama Romance
Duração: 139 min
Estreia no Brasil: 31 de Outubro de 2019
Classificação indicativa
País de Origem: Brasil
Direção: Karim Aïnouz
Roteirp: Murilo HauserInés Bortagaray e Karim Aïnouz
Elenco: Fernanda MontenegroCarol DuarteJulia StocklerGregório DuvivierMaria ManoellaCristina PereiraFlavio BauraquiAntónio FonsecaMarcio VitoGillray Coutinho
Distribuição: Sony, Pola Pandora, Vitrine, RT Features