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Atentado ao Hotel Taj Mahal, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 16 de agosto de 2019 0 Comentários

Em novembro de 2008, um grupo de homens armados executou uma série de ataques em pontos estratégicos da cidade de Bombaim, em uma sequência de atentados que deixaram mais de 170 mortos e outras centenas de feridos.
Desde que se decidiu a retratar tais acontecimentos, que basicamente envolveram a matança indiscriminada e à queima-roupa, o diretor Anthony Maras deve ter se encontrado em uma encruzilhada quando deu início à produção de Atentado ao Hotel Taj Mahal. Há alguma maneira certa de se filmar um massacre objetivamente? É possível transformar tamanho evento em material de thriller sem descambar para o exploratório?


Atentado ao Hotel Taj Mahal apresenta-se, de fato, como um thriller, tendo seu início assim que os terroristas desembarcam de seus botes em Bombaim. com uma tensão crescente até que os disparos começam.


Enquanto isso, acompanhamos em paralelo o microcosmo do hotel Taj Mahal Palace, desde os empregados aos abastados hóspedes. Maras apresenta o ambiente do hotel com atenção especial, definindo locações chave sem exatamente mapeá-las como um todo – algo que será valioso lá na frente. A relação do hotel com os hóspedes é sintetizada com eficiência através do mantra “o hóspede é deus”, dito pelo chef Hemant Oberoi (Anupam Kher) aos seus lacaios no início do dia. A frase indica serventia, inferioridade, mas passa a simbolizar algo mais poderoso.

O roteiro de Maras e John Colee exibe uma violência objetiva, frontal e rápida, mantendo um tom uniformemente grave durante as mais de duas horas de filme. Sem nunca transformar as ocorrências em aventura, também evita o melodrama, algo notável quando se trata de uma tragédia em tamanha escala. Atentado ao Hotel Taj Mahal é um thriller, sim, mas do tipo mais cru que há, com trechos de puro terror e outros de pura humanidade.


Prepare-se para ver este filme impressionante no Moviecom Arte, dias 17 e 18 de agosto às 11 horas e no dia 20 de agosto às 14 horas.

Ficha Técnica
Título original: Hotel Mumbai
Nacionalidades: Austrália, Índia, EUA
Gênero: Drama
Ano de produção: 2018
Estréia: 11 de julho de 2019 (Brasil)
Duração: 2h 5min
Classificação: 16 anos
Direção: Anthony Maras
Roteiro: Anthony Maras, John Collee
Elenco: Dev Patel, Armie Hammer, Jason Isaacs
Trilha sonora: Volker Bertelmann
Direção de fotografia: Nick Remy Matthews
Edição: Peter McNulty
Design de produção: Steven Jones-Evans
Direção de arte: Marita Mussett
Decoração de set: Nicki Gardiner
Figurino: Anna Borghesi
Distribuição: Imagem Filmes

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Jornada da Vida, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 8 de agosto de 2019 0 Comentários

Uma fábula simples mas carregada de densidade, “Jornada da Vida” é o novo longa de Phillippe Godeau que conta a jornada de Yao, um garoto (vivido pelo estreante Lionel Louis Basse) para encontrar seu escritor favorito, Seydou Tall (Omar Sy).


Yao mora numa comunidade no interior do Senegal e, ao descobrir que seu escritor favorito vem ao país participar da Bienal, desloca-se quase 400 quilômetros por um autográfo do ídolo. Comovido pelo empenho do garoto, Seydou se dispõe a levá-lo de volta à sua casa. A partir daí, vemos uma espécie de road movie que faz Seydou, um francês de família senegalesa, como muitos na França, reencontrar-se com suas origens africanas.


A direção de Phillipe Godeau traz uma poesia visual para compor a ambientação senegalesa. Planos inspirados fazem dessa história profunda também um prazer visual pelo que aquele país tem de belo e também de feio.
A presença da religião e o tema da colonização marcam fortemente o roteiro, fazendo com que essa produção seja também uma obra decolonial, ou seja, através da qual se repensa algumas das consequências da dominação de países externos sobre outros – como se deu no Brasil por Portugal e no Senegal pela França.


“Jornada da Vida” conduz o espectador a uma viagem cheia de cor e força. Um deleite para quem busca outras narrativas e pontos de vista na tela grande.
Este é o filme que o Moviecom Arte apresenta nos dias 10 e 11 de agosto às 11 horas e no dia 13 de agosto às 14 horas.

Ficha Técnica
Título original: Yao
Nacionalidades: França, Senegal
Gêneros: Drama, Comédia
Ano de produção: 2018
Estréia: 18 de julho de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 44min
Classificação: 10 anos
Direção: Philippe Godeau
Elenco: Omar Sy, Gwendolyn Gourvenec e Fatoumata Diawara
Roteiro: Philippe Godeau, Agnès de Sacy
Trilha sonora: Matthieu Chedid
Direção de fotografia: Jean-Marc Fabre
Edição: Hervé de Luze
Distribuição: California Filmes

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Um Homem Fiel no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 1 de agosto de 2019 0 Comentários

Este é o segundo longa dirigido pelo galã francês Louis Garrel. Após Dois Amigos (20015), o filho de Philippe Garrel volta ao tema dos triângulos amorosos, indeciso entre as duas mulheres que estão ao seu redor.


Em “Um Homem Fiel” ele aparece novamente como Abel – o mesmo nome do seu personagem em Dois Amigos. Na primeira cena do filme, ele fica sabendo que sua namorada, Marianne (Laetitia Casta), está grávida de seu melhor amigo, Paul.


Ao invés de brigas, discussões, choros ou protestos, a reação dele é tipicamente francesa e com um “bom, preciso ir agora para não chegar atrasado”, os dois se separam, os anos se passam e o reencontro se dá quase uma década depois, após a morte inesperada de Paul.


Abel decide retomar o antigo relacionamento com Marianne e quando as coisas parecem se acertar, enfim, surge uma nova paixão na vida de Abel, Eva (Lily Rose), irmã de Paul.


Os três protagonistas mesmo decepcionando-se quando percebem que a vida não correspondem às suas aspirações, demonstram suas fragilidades e anseios, e permitem que o público se identifique com eles em várias situações.
O roteiro escrito em parceria com o grande Jean-Claude Carrière, autor de clássicos como O Discreto Charme da Burguesia (1972) e Esse Obscuro Objeto do Desejo (1977) , é um drama romântico que discorre de maneira atraente sobre várias questões e com personagens cheos de carisma e sensibilidade.

Dica: Preste atenção no ciumento filho de Marianne, Joseph (Joseph Engel) com sua “inocência cruel”, como diria Cazuza, tentando separar o casal.

“Um Homem Fiel” integrou a Mostra Varilux de Cinema Francês 2019 e abre a nossa programação de agosto, com exibição nos dias 03 e 04 de agosto às 11 horas, e na terça dia 06 às 14 horas.

Ficha Técnica
Título: Um Homem Fiel
Título original: L’Homme Fidèle
Nacionalidade: França
Gêneros: Romance, Comédia
Ano de produção: 2018
Estréia: 4 de julho de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 15min
Classificação: 12 Anos
Direção: Louis Garrel

Elenco: Arthur Igual, Bakary Sangaré, Dali Benssalah, Diane Courseille, Joseph Engel, Kiara Carrière, Laetitia Casta, Lily-Rose Depp, Louis Garrel, Vladislav Galard
Roteiro: Louis Garrel, Jean-Claude Carrière
Direção de fotografia: Irina Lubtchansky
Edição: Joëlle Hache
Design de produção: Jean Rabasse
Distribuição: Supo Mungam Films

 

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Programação de Agosto do Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 1 de agosto de 2019 0 Comentários

As férias acabaram e em agosto o Moviecom Arte volta a ter sessões às terças-feiras às 14 horas. Ainda bem pois a seleção de filmes deste mês está incrível e você merece uma oportunidade a mais para ver e até para rever os filmes em cartaz.

O grande destaque do mês é para o cinema francês, com produções que brilharam nos principais festivais do mundo e também nas principais mostras de cinema aqui no Brasil.

Veja a programação e reserve as datas em sua agenda:

 


DIAS 03, 04 E 06
UM HOMEM FIEL
De Louis Garrel

Este é o segundo longa dirigido pelo galã francês Louis Garrel. Após Dois Amigos (20015), o filho de Philippe Garrel volta ao tema dos triangulos amorosos, indeciso entre as duas mulheres que estão ao seu redor.
Em “Um Homem Fiel” ele aparece novamente como Abel – o mesmo nome do seu personagem em Dois Amigos – rapaz que, certo dia, ao se preparar para ir ao trabalho, recebe sem meias palavras a notícia da gravidez de sua namorada, Marianne (Laetitia Casta).
Ao invés de brigas, discussões, choros ou protestos, a reação dele é tipicamente francesa e com um “bom, preciso ir agora para não chegar atrasado”, os dois se separam, os anos se passam e o reencontro se dá quase uma década depois.
E quando as coisas parecem se acertar, enfim, surge uma nova paixão, Eva (Lily Rose), cunhada de Marianne.
O roteiro escrito em parceria com o grande Jean-Claude Carrière, autor de clássicos como O Discreto Charme da Burguesia (1972) e Esse Obscuro Objeto do Desejo (1977) , é um drama romântico que discorre de maneira atraente sobre várias questões.
“Um Homem Fiel” integrou a Mostra Varilux de Cinema Francês 2019 e abre a nossa programação de agosto, com exibição nos dias 03 e 04 de agosto às 11 horas, e na terça dia 06 às 14 horas.


DIAS 10, 11 e 13 .
JORNADA DA VIDA
De Philippe Godeau
Uma fábula simples mas carregada de densidade, “Jornada da Vida” é o novo longa de Phillippe Godeau que conta a jornada de Yao, um garoto (vivido pelo estreante Lionel Louis Basse) para encontrar seu escritor favorito, Seydou Tall (Omar Sy).
Yao mora numa comunidade no interior do Senegal e, ao descobrir que seu escritor favorito vem ao país participar da Bienal, desloca-se quase 400 quilômetros por um autográfo do ídolo. Comovido pelo empenho do garoto, Seydou se dispõe a levá-lo de volta à sua casa. A partir daí, vemos uma espécie de road movie que faz Seydou, um francês de família senegalesa, como muitos na França, reencontrar-se com suas origens africanas.
A direção de Phillipe Godeau traz uma poesia visual para compor a ambientação senegalesa. Planos inspirados fazem dessa história profunda também um prazer visual pelo que aquele país tem de belo e também de feio.
A presença da religião e o tema da colonização marcam fortemente o roteiro, fazendo com que essa produção seja também uma obra decolonial, ou seja, através da qual se repensa algumas das consequências da dominação de países externos sobre outros – como se deu no Brasil por Portugal e no Senegal pela França.
“Jornada da Vida” conduz o espectador a uma viagem cheia de cor e força. Um deleite para quem busca outras narrativas e pontos de vista na tela grande.
Este é o filme que o Moviecom Arte aprsenta nos dias 10 e 11 de agosto às 11 horas e no dia 13 de agosto às 14 horas.

 


DIAS 17, 18 E 20
ATENTADO AO HOTEL TAJ MAHAL
De Anthony Maras
Em novembro de 2008, um grupo de homens armados executou uma série de ataques em pontos estratégicos da cidade de Bombaim, em uma sequência de atentados que deixaram mais de 170 mortos e outras centenas de feridos.
Desde que se decidiu a retratar tais acontecimentos, que basicamente envolveram a matança indiscriminada e à queima-roupa, o diretor Anthony Maras deve ter se encontrado em uma encruzilhada quando deu início à produção de Atentado ao Hotel Taj Mahal. Há alguma maneira certa de se filmar um massacre objetivamente? É possível transformar tamanho evento em material de thriller sem descambar para o exploratório?
Atentado ao Hotel Taj Mahal apresenta-se, de fato, como um thriller, tendo seu início assim que os terroristas desembarcam de seus botes em Bombaim. com uma tensão crescente até que os disparos começam.
Enquanto isso, acompanhamos em paralelo o microcosmo do hotel Taj Mahal Palace, desde os empregados aos abastados hóspedes. Maras apresenta o ambiente do hotel com atenção especial, definindo locações chave sem exatamente mapeá-las como um todo – algo que será valioso lá na frente. A relação do hotel com os hóspedes é sintetizada com eficiência através do mantra “o hóspede é deus”, dito pelo chef Hemant Oberoi (Anupam Kher) aos seus lacaios no início do dia. A frase indica serventia, inferioridade, mas passa a simbolizar algo mais poderoso.
O roteiro de Maras e John Colee exibe uma violência objetiva, frontal e rápida, mantendo um tom uniformemente grave durante as mais de duas horas de filme. Sem nunca transformar as ocorrências em aventura, também evita o melodrama, algo notável quando se trata de uma tragédia em tamanha escala. Atentado ao Hotel Taj Mahal é um thriller, sim, mas do tipo mais cru que há, com trechos de puro terror e outros de pura humanidade.
Prepare-se para ver este filme impressionante no Moviecom Arte, dias 17 e 18 de agosto às 11 horas e no dia 20 de agosto às 14 horas.

 

DIAS 24, 25 E 27
A ARVORE DOS FRUTOS SELVAGENS
De Nuri Bilge Ceylan
No cinema (como nas artes em geral), quase nada é somente o que parece. A “Árvore dos Frutos Selvagens” transcende facilmente o cinema para tratar da humanidade e os muitos modos de lidar com ela.
Dentro de um contexto de diferenças entre os costumes rurais e urbanos, o filme busca tocar em pontos delicados dialogando com a dificuldade de se manter honesto consigo e com os outros; com a responsabilidade da existência (alcançando algum grau existencialista digno de Ingmar Bergman); com a responsabilidade por assim dizer – especialmente a de precisar fazer o que se diz como certo; e corroendo aquele que talvez seja o lado mais difícil da vida: o enfrentamento da própria insignificância.
As reflexões propostas pelo roteiro, aliás, mexem no vespeiro das discussões teológicas, especialmente quando, em certo ponto – e lindamente sem chegar a uma resposta exata – um diálogo sobre a adaptação necessária da religião à realidade se dá. É como querer opinar ali, participar, mas sabendo que a subjetividade escrita pelo roteiro é tão genuína quanto a do próprio cinema.
Não bastasse o peso de tanto, a precisão da direção de fotografia de Gökhan Tiryaki (prolífico cinefotógrafo turco, igualmente de Sono de Inverno) é arrebatadora. É possível que Tiryaki tenha estado tão envolvido com A Árvore dos Frutos Selvagens que tenha passado dias planejando a perfeição entre luz e sombra para cada frame, especialmente quando do uso da luz natural.

Você precisa assistir “A Árvore dos Frutos Selvagens”, um dos melhores filmes da temporada e que será exibido no Moviecom Arte nos deias 24 e 25 de agosto às 11 horas e no dia 27 de agosto às 14 horas.

 

DIAS 31 DE AGOSTO, 01 E 03 DE SETEMBRO
BOAS INTENÇÕES
De Gilles Legrand
“Boas Intenções” gira em torno de Isabelle, uma professora de francês que trabalha em um centro de serviços humanitários e, assim, acaba interagindo com diversos imigrantes que vieram refugiados de seus países. Ao ser convocada para alfabetizá-los, Isabelle se depara com várias dificuldades e aos poucos vai conhecendo as personas por trás das nacionalidades que representam, percebendo que todos aqueles estereótipos criados ao redor das mais diversas culturas do mundo não passam de visões preconceituosas e quebrando gradualmente a maneira xenófoba com que enxergava aquelas pessoas.
O objetivo de “Boas Intenções” é mostrar como uma mulher (europeia, diga-se de passagem) pode aprender a desconstruir seus preconceitos através da convivência com pessoas pertencentes a cultura diferente – tudo isso através do bom humor; o que é apropriado, já que a comédia costuma ser uma forma eficaz de discutir temas sérios.
Gilles Legrand, além de dirigir, assina o roteiro em parceria com Léonore Confino. Ambos fazem de “Boas Intenções” uma obra quase politicamente incorreta mas quando analisarmos profundamente o significado do filme entenderemos o quão quebrado como sociedade nós estamos nos tornando.
Este filme será exibido nos dias 31 de agosto e 1 de setembro às 11 horas e no dia 3 de setembro às 14 horas, no Moviecom Arte.

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Casal Improvável no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 23 de julho de 2019 0 Comentários

Uma comédia estrelada por Charlize Theron e Seth Rogen, que desafia os conceitos público do que seria um casal ideal. Esta fórmula exaustivamente usada com um viéz cômico, aqui se aplica em uma trama romântica utópica, que subverte expectativas e preconceitos políticos e de gênero, com uma sinceridade irresistível.


Dirigida por Jonathan Levine, essa comédia romântica tem como ponto forte o carisma do casal central. Seth Rogen é Fred Flarsky, um jornalista à moda antiga, que se demite quando seu jornal de tendências liberais e investigativas é comprado por uma grande corporação. Charlotte Field, interpretada por Charlize Theron, é uma mulher poderosa que deseja concorrer à presidência do país.


A vida de Charlotte é totalmente voltada para o trabalho e o sonho de ser presidenta domina tudo – até seus relacionamentos pessoais. Um encontro com o primeiro-ministro do Canadá (Alexander Skarsgård) bombou na internet. Por acaso, ela encontra Flarsky numa festa – ela foi babá dele na adolescência, e a última vez em que se viram aconteceu algo bem estranho. Ele acaba contratado para escrever os discursos dela, que ainda não lançou sua candidatura, mas está viajando pelo mundo assinando um acordo ecológico. E esse reencontro acaba virando um romance.


O filme, escrito por Dan Sterling e Liz Hannah, é uma espécie de fantasia que usa maquinações políticas de maneira ingênua, tocando de forma quase incisiva em assuntos caros aos liberais americanos, como racismo e machismo.
Esta deliciosa comédia é o filme que o Moviecom Arte apresenta nos dias 27 e 28 de julho, às 11 horas, no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica
Título original: Long Shot
Nacionalidade: EUA
Gênero: Comédia
Ano de produção: 2019
Estréia: 20 de junho de 2019 (Brasil)
Classificação: 16 anos
Duração: 2h 00min
Direção: Jonathan Levine
Roteiro: Liz Hannah, Dan Sterling
Elenco: Charlize Theron, Seth Rogen, June Diane Raphael, O´Shea Jackson Jr., Ravi Patel, Bob Odenkirk, Andy Serkis, Randall Park, Tristan D. Lalla, Alexander Skarsgård, Aladeen Tawfeek, Nathan Morris
Produção: Charlize Theron, Seth Rogen, Evan Goldberg, Rodrigo Guerrero, Barbara A. Hall, Kelli Konop, Jonathan McCoy, James Weaver
Trilha sonora: Marco Beltrami, Miles Hankins
Direção de fotografia: Yves Bélanger
Design de produção: Kalina Ivanov
Direção de arte: Camila Arocha, Sharon Davis, Donna Noonan, Zoe Sakellaropoulo
Decoração de set: Melissa Villegas Solórzano
Figurino: Mary E. Vogt
Distribuição: Paris Filme

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Dor e Glória no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 11 de julho de 2019 0 Comentários

O esfuziante Pedro Almodovar, um dos mais idolatrados diretores do mundo, surge melancólico e bem menos colorido em seu mais recente filme, “Dor e Glória”.


Antonio Banderas interpreta Salvador Mallo, alter ergo de Almodovar, um melancólico cineasta em declínio que se vê obrigado a pensar sobre as escolhas que fez na vida quando seu passado retorna.
Entre lembranças e reencontros, ele reflete sobre sua infância na década de 1960, seu processo de imigração para a Espanha, seu primeiro amor maduro e sua relação com a escrita e com o cinema.


Antonio Banderas recria Almodovar de forma impressionante e essa atuação lhe rendeu o premio de melhor ator no Festival de Cannes e praticamente já o coloca entre os indicados ao Oscar em 2020.

“Dor e Glória” traz também algumas obras da filmografia do diretor espanhol, entre elas: “Tudo Sobre Minha Mãe”, “A Má Educação”, e “A Pele Que Habito”.


Banderas e Penelope Cruz estrelam este filme que o Moviecom Arte apresenta nos dias 13 e 14 de julho, às 11 horas, no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica
Título: Dor e Glória
Título original: Dolor y Gloria
Nacionalidade: Espanha
Gênero: Drama
Ano de produção: 2019
Estréia: 13 de junho de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 52 min
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Elenco: Antonio Banderas, Penélope Cruz, Leonardo Sbaraglia, Asier Newman, Cecilia Roth, Raúl Arévalo
Produção: Agustín Almodóvar, Esther García
Trilha sonora: Alberto Iglesias
Direção de fotografia: José Luis Alcaine
Edição: Teresa Font
Design de produção: Antxón Gómez
Direção de arte: María Clara Notari
Figurino: Paola Torres
Estúdio: l Deseo
Distribuição: Universal Pictures

 

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A Grande Dama do Cinema, No Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 5 de julho de 2019 0 Comentários

Com apenas 6 atores e 3 locações, “A Grande Dama do Cinema” é um longa surpreendente do oscarizado diretor argentino Juan José Campanella.


Mara Ordaz, personagem central da trama, remete à Nora Desmond, protagonista de “Crepúsculo dos Deuses” (o clássico de Billy Wilder, de 1950). Mara foi uma estrela na juventude, chegou a ganhar um grande prêmio internacional (o Oscar?), mas foi esquecida com o passar dos anos.
Afastada das telas há décadas, Mara vive em uma velha mansão decadente nas cercanias de Buenos Aires com o marido paraplégico, o também ator Pedro (Luis Brandoni), o cineasta Norberto (Oscar Maritnez) e o roteirista Martin (Marcos Mundstock), todos no ostracismo, assim como ela.


Baseado no romance El Cuento de las Comadrejas, “A Grande Dama do Cinema” brinca com as convenções do melodrama para construir uma saborosa farsa sobre o próprio cinema. É ao mesmo tempo muito engraçado e bastante cruel em sua visão sobre o envelhecer em uma indústria que endeusa a juventude.


O convívio entre Marta, Pedro, Norberto e Martin reproduz de certa forma a teia de relações que um dia tiveram, quando ainda estavam na ativa. Ela, nas posição de diva, ainda que na obscuridade, os tiraniza. O marido nunca teve uma carreira a sua altura, e os outros dois de certa forma tiveram suas carreiras atreladas à dela. A imensa casa onde vivem isolados do mundo real, é um mausoléu de lembranças, forrado de cartazes, fotos, troféus e lembranças. Dividem espaço com ratos e a falta de dinheiro.


Tudo muda quando entram cena dois jovens aparentemente deslumbrados com o passado glorioso de Mara. Eles prometem levá-la de volta à ribalta e tentam convencê-la a vender a casa, sem levar em consideração que ela não vive só, que sua vida está profundamente ligada a de seus companheiros. Carente de atenção e seduzida pela possibilidade de resgatar seus dias de estrela, ela sucumbe.


A trama, cheia de reviravoltas, é, no fundo, uma grande homenagem ao cinema, tanto aos seus gêneros e formatos narrativos quanto a sua mística, por vezes aterrorizante, assim como em Crepúsculo dos Deuses.
Campanella prova, mais uma vez, ser um hábil artesão, um ótimo contador de histórias. O elenco de grandes veteranos do cinema argentino dá um verdadeiro show de interpretação e são o ponto alto deste filme.
Estrelado por Graciela Borges, Luis Brandoni e Oscar Martinez, “A Grande Dama do Cinema” é o filme que o Moviecom Arte apresenta nos dias 06 e 07 de julho, às 11 horas.

Ficha Técnica
Título original: El cuento de las comadrejas
Nacionalidades: Argentina, Espanha
Gêneros: Comédia, Drama
Ano de produção: 2019
Estréia: 16 de maio de 2019 (Brasil)
Duração: 2h 03min
Direção: Juan José Campanella
Elenco; Graciela Borges, Oscar Martínez, Luis Brandoni, Marcos Mundstock, Clara Lago, Nicolás Francella e Maru Zapata
Roteiro: Juan José Campanella
Trilha sonora: Emilio Kauderer
Direção de fotografia: Félix Monti
Direção de arte: Nelson Noel Luty
Figurino: Cecilia Monti
Distribuição: Fênix Filmes

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Tudo Que Tivemos, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 29 de junho de 2019 0 Comentários

Mais um projeto cinematográfico a explorar a convivência com uma pessoa condicionada ao Alzheimer, “Tudo o Que Tivemos” apresenta impasses interessantes a uma rotina tão frustrante.


Há uma visão conservadora, mas não menos verdadeira, no amor que Bert (Robert Foster) nutre por Ruth (Blythe Danner). O marido precisa enfrentar as suas próprias convicções no cuidado de sua querida esposa. Ele não quer enviá-la para um outro lugar, onde seria tratada com mais objetividade e segurança, porque encara como seu dever manter o amor, que carrega há décadas pela esposa, até os seus últimos segundos.


Nesse meio tempo, portanto entram os filhos do casal, pensando que poderão mudar a cabeça do pai. Tudo o Que Tivemos, paralelamente a isso, encaminhará jornadas mais pessoais a cada um dos membros dessa família.


Este filme encerra a programação de Junho do Moviecom Arte com sessões nos dias 29 e 30 de Junho às 11 horas e no dia 02 de Julho às 14 horas. No Moviecom Arte é claro.

Ficha Técnica
Título no Brasil: Tudo o que Tivemos
Título original: What They Had
Gênero: Drama
Duração: 101 min
Estreia no Brasil: 02 de Maio de 2019
Classificação indicativa: NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
País: EUA
Diretor: Elizabeth Chomko
Roteirista: Elizabeth Chomko
Elenco: Hilary Swank, Michael Shannon, Robert Forster, Blythe Danner, Taissa Farmiga, Josh Lucas, Sarah Sutherland, Marilyn Dodds, Frank Aimee e Garcia William Smillie

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Em Trânsito, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 20 de junho de 2019 0 Comentários

Juntamente com Barbara (2012) e Fênix (2014), o longa “Em Trânsito” fecha uma trilogia de filmes que o próprio diretor Christian Petzold chamou de “Amor em Tempos de Sistemas Opressivos“. O três roteiros têm inspiração em Transit, no livro de Anna Seghers publicado em 1944.

PAULA BEER ET FRANZ ROGOWSKI

“Em Trânsito” é ambientado na Europa onde a ameaça fascista está em toda parte, mas ao mesmo tempo ainda invisível. O roteiro não mostra a reação das pessoas frente ao inimigo. A luta pela vida, nesse caso, é colocada juntamente com uma espera que causa medo e força as pessoas a pedirem vistos, buscarem novos documentos e viverem em trânsito, de cidade em cidade, de país em país. O objetivo é chegar a um destino onde possam, longe dos agentes do Reich, continuar (ou, nesse caso, reconstruir) suas vidas.


Contudo, “Em Trânsito” não é um filme de época apenas. Ele mistura passado e presente para falar dos refugiados na Europa dos dias atuais, vivendo as mesmas sensações.


Estrelado por Franz Rogowski e Paula Beer, “Em Trânsito” é um filme que nos coloca num estranho limite de percepção e recepção do amor em meio à opressão. A obra suscita mais a angústia de não viver esse sentimento amoroso.
Este será o filme da semana no Moviecom Arte dos dias 22 e 23 às 11 horas e dia 25 às 14 horas.

Ficha Técnica
Título original: Transit
Nacionalidades: Alemanha, França
Gênero: Drama
Ano de produção: 2018
Estréia: 11 de abril de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 41min
Classificação: Livre
Direção: Christian Petzold
Roteiro: Christian Petzold
Elenco: Franz Rogowski, Paula Beer, Godehard Giese
Trilha sonora: Stefan Will
Direção de fotografia: Hans Fromm
Edição: Bettina Böhler
Design de produção: Kade Gruber
Decoração de set: Aurelie Combe
Figurino: Katharina Ost
Distribuição: Supo Mungam Films

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O Gênio e o Louco, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 14 de junho de 2019 0 Comentários

Baseado no livro de Simon Winchester, “O Gênio e o Louco” gira em torno da criação do Dicionário Oxford e traz Sean Penn e Mel Gibson interpretando William Chester e John Murray, dois homens ambiciosos que tentam concluir um dos maiores projetos do mundo: a criação do Dicionário Oxford.


Um deles é o Professor que tomou a decisão de iniciar o compilado, em 1857. O outro é o Doutor W.C. Minor que contribuiu com mais de 10.000 verbetes para o dicionário, mesmo estando internado em um hospício para criminosos. Os dois têm suas vidas ligadas pela loucura, genialidade e obsessão.


O desempenho irretocável de Penn e Gibson nos levam para o centro da vida acadêmica na sociedade britânica do século 19, formada por pessoas ávidas por leitura. Os dois personagens históricos interpretados por eles são movidos por uma paixão arrebatadora e pelo grande desafio.


O diretor Farhad Safinia assina também o roteiro ao lado de Todd Komarnicki.
“O Gênio e o Louco” é o filme que o Moviecom Arte arpesenta nos dias 15 e 16 às 11 horas e no dia 18 às 14 horas. Imperdível.

Ficha Técnica
Título no Brasil: O Gênio e o Louco
Título Original: The Professor and the Madman
Gênero: Biografia Drama
País de Origem: Irlanda
Diretor: Farhad Safinia
Roteirista: John Boorman Todd Komarnicki Farhad Safinia
Elenco: Mel Gibson Sean Penn Natalie Dormer Jennifer Ehle Ioan Gruffudd Jeremy Irvine Aidan McArdle Adam Fergus
Ano de produção: 2019
Fotografia: Kasper Tuxen
Trilha Sonora: Bear McCreary
Distribuidora: Imagem Filmes