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Poderia Me Perdoar?, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 22 de março de 2019 0 Comentários

Melissa McCarthy não era a primeira escolha dos produtores de “Poderia Me Perdoar?” para viver nas telonas a história de Lee Israel, escritora que gerou controvérsia nos anos 90 ao vender cartas falsificadas de celebridades. O papel recusado por Julianne Moore, caiu como uma luva para Melissa McCarthy que teve a oportunidade de mostrar todo seu potencial em um filme introspectivo e cheio de nuances, que a levou a ser uma das indicadas para o Oscar 2.019 de Melhor Atriz.

Dirigido por Marielle Heller e com roteiro assinado por Nicole Holofcener e Jeff Whity, “Poderia Me Perdoar?” é um drama biográfico denso que conta a história real de uma jornalista e escritora que chega ao fundo do poço e como último recurso decide vender cartas de celebridades falsificadas por ela mesma. Quando as primeiras suspeitas começam, para não parar de lucrar, ela modifica o esquema e passa a roubar os textos originais de arquivos e bibliotecas.


O grande desafio do filme era conseguir que a personagem despertasse, de alguma forma, a empatia do público apesar de sua personalidade difícil. Sociofóbica e alcoólatra, desbocada e grosseira, o tratamento dado à Lee Israel pelo roteiro é o que permitiu a Melissa McCarthy desenvolver uma personagem que transcende essas primeiras camadas, mostrando-a como uma mulher que, no fundo, somente deseja ter seu trabalho reconhecido.
Este filme surpreendente chega ao Moviecom Arte nos dias 23 e 24 de março às 11 horas e 26 de março às 14 horas.

Ficha Técnica
Título: Poderia Me Perdoar?
Título Original: Can You Ever Forgive Me?
Gênero: Drama Comédia Biografia
Duração: 106 min
Estreia no Brasil: 07 de Fevereiro de 2019
Classificação indicativa: 16 anos
País: EUA
Idioma: Inglês
Direção: Marielle Heller
Roteiro: Nicole Holofcener e Jeff Whitty
Elenco; Melissa McCarthy Richard E. Grant Dolly Wells Ben Falcone Gregory Korostishevsky Jane Curtin Stephen Spinella Christian Navarro Pun Bandhu Erik LaRay Harvey
Distribuição: Fox Film do Brasil

 

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A Favorita, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 13 de março de 2019 0 Comentários

“A Favorita”, é um filme cheio de méritos, incluindo a excelente campanha que fez desde seu lançamento, tornando-se o queridinho do público e dos críticos de cinema.
Sensual, hilário e repugnante, “A Favorita” colecionou uma longa lista de prêmios e indicações, culminando com o Oscar 2.019 de Melhor Atriz para a incrível Olivia Colman, que desbancou a super favorita do ano, Glenn Close.


Dirigido pelo grego Yorgos Lanthimos, o filme é uma comédia dramática que se destaca pelo cinismo cortante. Ambientado na Inglaterra do século XVIII, Sarah Churchill, a Duquesa de Marlborough exerce sua influência na corte como confidente, conselheira e amante secreta da Rainha Ana. Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail, nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes à oportunidade única.


O triângulo amoroso e de intrigas é formado por estrelas de primeira grandeza. Além de Olivia Colman, temos Rachel Weisz e Emma Stone, todas em performances impecáveis.


Escrito por Tony McNamara e Deborah Davis, o roteiro mescla com muita propriedade o humor ácido e uma insanidade fluente a uma trama sóbria de história e política.


O filme é extremamente ousado em seu visual. A fotografia arrisca com trechos nos quais são utilizadas lentes grande angular, dando aquele aspecto arredondado no qual conseguimos ver além do olho humano, numa conjectura de 180 graus. E os figurinos e direção de arte são de uma extravagância tão impressionante quanto indispensável.


O Moviecom Arte apresenta “A Favorita” nos dias 16 e 17 de março às 11 horas e no dia 19 de março às 14 horas. Coloque em sua agenda e venha ao Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí para ver mais este grande filme.

Ficha Técnica

Título: A Favorita
Título original: The Favourite
Nacionalidades: EUA, Grécia
Gêneros: Histórico, Comédia dramática
Duração: 2h
Classificação: 14 anos
Direção: Yorgos Lanthimos
Roteiro: Deborah Davis, Tony McNamara
Elenco: Olivia Colman, Rachel Weisz, Emma Delves, Faye Daveney, Emma Stone, Paul Swaine, Jennifer White, LillyRose Stevens, Denise Mack, James Smith, Mark Gatiss, Horatio, Willem Dalby, Edward Aczel, Carolyn Saint-Pé, John Locke, Nicholas Hoult, Everal Walsh, Basil Eidenbenz, Declan Wyer
Direção de fotografia: Robbie Ryan
Edição: Yorgos Mavropsaridis
Design de produção: Fiona Crombie
Direção de arte: Caroline Barclay, Sarah Bick, Lynne Huitson, Dominic Roberts
Decoração de set: Alice Felton
Figurino: Sandy Powell
Distribuição: Fox Pictures

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A Esposa, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 15 de fevereiro de 2019 0 Comentários

Uma grande mulher por trás de um grande homem. Essa máxima machista é o tema central de “A Esposa”, dirigido por Björn Runge e baseado no livro do mesmo nome escrito por Meg Wolitzer.


Premiada com o Globo de Ouro de Melhor Atriz Dramática por sua atuação neste filme, Glenn Close interpreta Joan, uma mulher que abre mão da paixão por escrever para se dedicar integralmente ao marido e também escritor, Joe Castleman (Jonathan Pryce).
Quando ele ganha o Prêmio Nobel de Literatura, um biógrafo, interpretado por Christian Slater, insiste em fazer um livro sobre a trajetória do escritor. É então que os fatos do passado vêm à tona e deixam claro que Joan abandonou seus próprios sonhos para viabilizar os de Jonathan – que colecionou casos amorosos e com frequência a faz sentir-se humilhada.


Glen Close, com pouquíssimas falas, carrega todo o filme nas costas. Com seu olhar e suas expressões, ela transmite com exatidão a dor de um segredo, a angústia da injustiça e os sacrifícios e as incoerências de quem ama profundamente.
Este filme também rendeu à Glenn Close sua sétima indicação ao Oscar. Ela está na disputa da estatueta de Melhor Atriz e é uma das grandes favoritas já que nas 6 indicações anteriores nunca conseguiu ganhar e agora, aos 71 anos e com um papel realmente brilhante, parece deixar a Academia quase que na obrigação de premiá-la.


“A Esposa” é o filme da semana no Moviecom Arte, com sessões nos dias 16 e 17 de fevereiro às 11 horas e no dia 19 de fevereiro às 14 horas, no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica
Título original: The Wife
Nacionalidades: Suécia, EUA
Gêneros: Drama, Suspense
Ano de produção: 2017
Estréia: 10 de janeiro de 2019
Duração: 1h 40min
Classificação: 12 Anos
Direção: Björn Runge
Roteiro: Jane Anderson, Meg Wolitzer
Elenco; Christian Slater, Elizabeth McGovern, Glenn Close, Harry Lloyd, Jonathan Pryce e Morgane Polanski
Trilha sonora: Jocelyn Pook
Direção de fotografia: Ulf Brantås
Edição: Lena Runge
Design de produção: Mark Leese
Direção de arte: Caroline Grebbell, Paul Gustavsson, Martin McNee
Figurino: Trisha Biggar
Distribuição: Alpha Filmes

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Programação de Fevereiro no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 31 de janeiro de 2019 0 Comentários

DIAS 02, 03 e 05 DE FEVEREIRO
COLETTE
Direção: Wash Westmoreland
Elenco: Keira Knightley, Dominic West e Eleanor Tomlinson
Gêneros Drama, Biografia
Nacionalidades EUA, Reino Unido
Não recomendado para menores de 14 anos

“Colette”, dirigido por Wash Westmoreland, retrata a vida da escritora e atriz francesa Sidonie-Gabrielle Colette (1873-1954), abordando o relacionamento da protagonista com o marido, o escritor e editor Henry Gauthiers-Villars Willy.
Estrelado por Keira Knightley e Dominic West, “Colette” tem seu foco no casal que era conhecido como um dos mais modernos da Europa e passou a enfrentar problemas quando surgiram as traições de Henry e o crescente interesse dela por mulheres decretaram o fim do relacionamento.
A separação dos dois deu início a uma grande guerra por direitos autorais, posto que Henri publicara em seu nome livros escritos por Colette.
Marcada por aventuras, polêmicas e enfrentamentos ao status quo da sociedade francesa da época, Colette escandalizou a cidade de Paris com seu comportamento desafiador e com sua obra artística, composta por romances femininos e por sua atuação nos palcos. Ela foi uma das principais vozes feministas da cultura europeia no período.
O filme é marcado por grandes batalhas verbais em diálogos extreamente bem elaborados. O desempenho de Keira Knightley é de tirar o fôlego. Tanto que ninguém entendeu por que “Colette” foi completamente ignorado pelo Globo de Ouro e o Oscar.

DIAS 09, 10, E 12 DE FEVEREIRO
A PÉ ELE NÃO VAI LONGE
Direção: Gus Van Sant
Elenco: Joaquin Phoenix, Jonah Hill, Rooney Mara mais
Gêneros Drama, Biografia
Nacionalidade EUA
Não recomendado para menores de 14 anos

A variada filmografia de Gus Van Sant baseia-se quase toda em personagens bem pouco convencionais. Em seu novo filme, “A Pé Ele Não Vai Longe”, o diretor adapta para os cinemas a vida de John Callahan, cartunista renomado que se destacou por um um humor ácido e por contar suas próprias experiências como quadriplégico.
O roteiro de Van Sant, construído sobre um argumento de Callahan quando este ainda era vivo, vai fundo em uma investigação da persona por trás daqueles rabiscos brilhantes, indo do momento em que Callahan perde seus movimentos e adapta-se a essa nova realidade, passando pela sua superação do alcoolismo e o perdão à mãe biológica que o abandonou ainda pequeno.
Apesar de todo o drama psicológico que o roteiro sugere, “A Pé Ele Não Vai Longe” é um filme super bem humorado, como já sugere o título.
O elenco também é digno de nota, especialmente Joaquin Phoenix como Callahan e Jonah Hill como seu mentor no programa de reabilitação. Phoenix, é claro, tem o trabalho mais pesado, sempre em cena e retratando Callahan ao longo de momentos distintos, mas Hill tem uma entrega igualmente marcante mesmo com menos tempo em tela.
“A Pé Ele Não Vai Longe” é uma das cinebiografias mais espirituosas que o cinema americano produziu nestes últimos anos.

DIAS 16, 17 E 19 de FEVEREIRO
A ESPOSA
Indicado ao Oscar de Melhor Atriz
Direção: Björn Runge
Elenco: Glenn Close, Jonathan Pryce, Max Irons mais
Gêneros Drama, Suspense
Nacionalidades Suécia, EUA
Não recomendado para menores de 12 anos

Uma grande mulher por trás de um grande homem. Essa máxima machista é o tema central de “A Esposa”, dirigido por Björn Runge e baseado no livro do mesmo nome escrito por Meg Wolitzer.
Premiada com o Globo de Ouro de Melhor Atriz Dramática por sua atuação neste filme, Glenn Close interpreta Joan, uma mulher que abre mão da paixão por escrever para se dedicar integralmente ao marido e também escritor, Joe Castleman (Jonathan Pryce). Quando ele ganha o Prêmio Nobel de Literatura, um biógrafo, interpretado por Christian Slater, insiste em fazer um livro sobre a trajetória do escritor. É então que os fatos do passado vêm à tona e deixam claro que Joan abandonou seus próprios sonhos para viabilizar os de Jonathan – que colecionou casos amorosos e com frequência a faz sentir-se humilhada.
Este filme rendeu à Glenn Close sua sétima indicação ao Oscar. Ela está na disputa da estatueta de Melhor Atriz e é uma das grandes favoritas já que nas 6 indicações anteriores nunca conseguiu ganhar e agora, aos 71 anos e com um papel realmente brilhante, parece deixar a Academia quase que na obrigação de premiá-la.

DIAS 23, 24 e 26 DE FEVEREIRO
O PESO DO PASSADO
Direção: Karyn Kusama
Elenco: Nicole Kidman, Toby Kebbell, Tatiana Maslany mais
Gêneros Policial, Suspense, Drama
Nacionalidade EUA
Não recomendado para menores de 16 anos

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A super comentada transformação da bela Nicole Kidman para o filme “O Peso do Passado”, da diretora Karyn Kusama, é apenas um detalhe. Ela realmente se joga na construção de uma personagem de personalidade difícil, que parece carregar o peso do mundo nos ombros, sobretudo por conta da missão antiga que resultou num trauma difícil de esquecer.
Nicole Kidman interpreta Erin Bell, uma policial detetive durona e torturada por lembranças do passado. A trama alterna a caçada dessa policial a um antigo desafeto a flashbacks que oferecem o contexto necessário. Acompanhamos desde os preparativos para uma operação de infiltração em uma gangue de ladrões de bancos até as turbulências da vida familiar da personagem.
O contexto policial serve apenas de pano de fundo para o verdadeiro argumento da trama, a trajetória penosa da personagem e o enrijecimento do espírito humano diante à devastação sentida em um momento trágico na vida.
Para muitos o nome de Nicole Kidman deveria constar entre as indicadas ao Oscar de Melhor Atriz por sua atuação em “O Peso do Passado”, mas o filme ficou mesmo na longa lista de grandes filmes ignorados pela Academia este ano.