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Vice, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 4 de abril de 2019 0 Comentários

Com uma carreira sólida no reino das comédias de gosto duvidoso, Adam McKay surpreende em “Vice”, seu mais recente trabalho, que chegou com 8 indicações ao Oscar 2.019.
O filme nos coloca em um momento crucial na vida de Dick Cheney, vice-presidente dos Estados Unidos, durante os ataques terroristas de 11 de setembro. Conforme seguimos a agitação dos funcionários da Casa Branca somos transportados para Wyoming de 1963, onde Cheney é um jovem trabalhador braçal, bêbado, sem perspectivas que acabara de largar a faculdade e é pressionado pela esposa para achar um caminho na vida.

Com muito humor e uma linguagem extremamente acessiva, o diretor segue acompanhando a carreira de Cheney, saltando para 1969 quando trabalhou com Donald Rumsfeld, assessor econômico de Nixon, tornando-se um agente político experiente enquanto conciliava a vida em família, chegando até ao cargo de chefe de gabinete da Casa Branca para o presidente Gerald Ford, enquanto Rumsfeld se torna secretário de Defesa.

Mesmo sem nunca permitir a total empatia pelo protagonista, Adam McKay ainda consegue entregar momentos de humanidade dentro de um personagem tão moralmente lacônico. Com a saída dos republicanos da Casa Branca o político veterano resolve concorrer para o congresso, época em que sofre seu primeiro ataque cardíaco.

A história de Cheney é atraente por si só, mas é a performance de Christian Bale que realmente entrega o engenho ardiloso por trás de suas ações. Se a transformação física já é impressionante, é a atenção aos gestos, cacoetes e até mesmo timbre de voz que esconde a malícia do personagem. Como o próprio Bale “brincou” em seu discurso de agradecimento pela estatueta de melhor ator no Globo de Ouro, Satã foi sua maior inspiração para o papel; deixando assim bem claro o sabor diabólico de sua interpretação.

“Vice”, de Adam McKay, será exibido no Moviecom Arte dias 06 e 07 às 11 horas e no dia 09 às 14 horas.

Ficha Técnica
Título original: Vice
Nacionalidade: EUA
Gênero: Drama, Biografia
Ano de produção: 2018
Estréia: 31 de janeiro de 2019 (Brasil)
Direção: Adam McKay
Roteiro: Adam McKay
Produção: Brad Pitt, Will Ferrell, Megan Ellison, Dede Gardner, Jason George, Jeremy Kleiner, Jillian Longnecker, Adam McKay, Kevin J. Messick, Jeff G. Waxman
Trilha sonora: Nicholas Britell
Direção de fotografia: Greig Fraser
Edição: Hank Corwin
Design de produção: Patrice Vermette
Direção de arte: David Meyer, Brad Ricker, Dean Wolcott
Decoração de set: Jan Pascale
Figurino: Susan Matheson
Elenco: Amy Adams, Alison Pill, Christian Bale, Steve Carell
Distribuição: Imagem Filmes

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Se a Rua Beale Falasse, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 8 de março de 2019 0 Comentários

A rua Beale é uma rua em Nova Orleans mas poderia estar em qualquer cidade dos Estados Unidos ou de qualquer outro país do mundo. Ela é uma rua de famílias negras, onde vidas negras lutam, amam, sofrem e cantam. A rua Beale do novo filme do diretor Barry Jenkins, fica na Nova Iorque dos anos 70.


Baseado no célebre romance de James Baldwin, o filme “Se A Rua Beale Falasse” é o filme da semana no Moviecom Arte.
A trama acompanha Tish, uma jovem de 19 anos vivendo a história de amor com o vizinho da vida toda. No entanto, a vida se revelará uma sucessão de agruras quando o rapaz é injustamente acusado pelo estupro de uma jovem porto-riquenha e vai parar na cadeia. Em meio à luta para libertar o noivo, Tish se descobre grávida. Entre sonhos desfeitos, coragem e muito amor, essa mulher negra precisa descobrir o quão forte é.


A personagem central é brilhantemente interpretada pela novata Kiki Layne mas não tem como não ser arrebatado pelo excepcional desempenho de Regina King, que interpreta a mãe de Tish, ganhadora do Oscar 2.019 de Melhor Atriz Coadjuvante.
“Se A Rua Beale Falasse” transmite ideias e emoções convidando às lágrimas. Sua construção se dá através do mais completo domínio do fazer cinematográfico, com atenção cirúrgica para cada recurso estético ou narrativo, onde simples gestos como o estender dos braços ao outro gera uma explosão de catarse.


“Se A Rua Beale Falasse” será exibido nos dias 09 e 10 de março às 11 horas e no dia 12 de março às 14 horas, no Moviecom Arte. E você não pode deixar de ver este grande filme.

Ficha Técnica

Título: Se A Rua Beale Falasse
Título Original: If Beale Street Could Talk
Nacionalidade: EUA
Gênero: Drama
Ano de produção: 2018
Estréia: 07 de fevereiro de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 59 min
Classificação: 10 anos
Direção: Barry Jenkins
Roteiro: Barry Jenkins
Elenco: Kiki Layne, Stephan James, Regina King
Produção: Barry Jenkins, Brad Pitt, Chelsea Barnard, Mark Ceryak, Megan Ellison, Sarah Esberg, Dede Gardner, Caroline Jaczko, Jeremy Kleiner, Jillian Longnecker, Sara Murphy, Adele Romanski
Trilha sonora: Nicholas Britell
Direção de fotografia: James Laxton
Design de produção: Mark Friedberg
Direção de arte: Robert Pyzocha, Oliver Rivas Madera
Decoração de set: Kris Moran
Figurino: Caroline Eselin
Distribuidora: Sony Pictures do Brasil

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Cafarnaum, Indicado Ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro

Postado porTemperos de Cinema 1 de março de 2019 0 Comentários

A cidade bíblica de Cafarnaum dá nome ao mais novo filme da diretora libanesa Nadine Labaki, que concorreu ao Oscar 2.019 de Melhor Filme Estrangeiro.


“Cafarnaum” se passa em um bairro de Beirute com planos aéreos que evidenciam um triste quadro de miséria. Problemas como a violência tornaram-se tão sintomáticos ao ponto de crianças brincarem felizes com metralhadoras improvisadas. Uma dessas crianças é Zain, o protagonista da trama, que depois é visto sob custódia por esfaquear um homem e, logo em seguida, processando seus pais por ter nascido.


É um ponto de partida espantoso que anuncia uma experiência tão insólita quanto difícil, que o roteiro tenta explicar voltando no tempo e nos apresentando à difícil realidade de Zain, um dos filhos mais velhos em uma casa cheia de crianças mas com pouco a oferecê-las além das condições mais básicas.


Aos doze anos, Zain (Zain Al Rafeea) carrega uma série de responsabilidades: é ele quem cuida de seus irmãos no cortiço em que vive junto com os pais, que estão sempre ausentes, trabalhando em uma mercearia. Quando sua irmã de onze é forçada a se casar com um homem mais velho, o menino fica extremamente revoltado e decide deixar a família. Ele passa a viver nas ruas junto aos refugiados e outras crianças que, diferentemente dele, não chegaram lá por conta própria.


Ganhador do Prêmio do Júri em Cannes, “Cafarnaum” era o grande rival de “Roma” no Oscar, ambos tidos como verdadeiras obras de arte do cinema atual.
Você poderá ver este grande filme no Moviecom Arte dos dias 02 e 03 de março às 11 horas e no dia 05 de março às 14 horas. Imperdível.

Título: Cafarnaum
Título original: Capharnaüm
Nacionalidades: Líbano, França
Gênero: Drama
Ano de produção: 2018
Estréia: 17 de janeiro de 2019 (Brasil)
Duração: 2h 06min
Direção: Nadine Labaki
Roteiro: Nadine Labaki, Jihad Hojeily, Michelle Keserwany
Elenco: Alaa Chouchnieh, Alexandre Youakim, Boluwatife Treasure Bankole, Elias Khoury, Fadi Yousef, Farah Hasno, Farah Kanjo, Haita ‘Cedra’ Izzam, Joe Maalouf, Joseph Jimbazian, Kawsar Al Haddad, Michele Sedad, Mirna Izzam, Nadine Labaki, Nour El Husseini, Rahaf El Razek, Samira Chalhoub, Yordanos Shiferaw, Zain Al Rafeea
Trilha sonora: Khaled Mouzanar
Direção de fotografia: Christopher Aoun
Edição: Konstantin Bock, Laure Gardette
Design de produção: Hussein Baydoun
Classificação: 14 anos
Distribuição: Sony Picture

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O Peso do Passado, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 22 de fevereiro de 2019 0 Comentários

A vida nem sempre é justa e os membros da academia de cinema de Hollywood menos ainda. Só isto explica a não indicação de Nicole Kidman para o Oscar de Melhor Atriz em sua magnífica interpretação em “O Peso do Passado”, da da diretora Karyn Kusama.


A estrela, famosa por seu talento e sua beleza, se despe de toda a vaidade e surge envelhecida e destruída para viver uma policial alcoólatra e traumatizada, neste drama policial.
A super comentada transformação da bela Nicole Kidman para este filme é apenas um detalhe. Ela realmente se joga na construção de uma personagem de personalidade difícil, que parece carregar o peso do mundo nos ombros, sobretudo por conta da missão antiga que resultou num trauma difícil de esquecer.

Na trama a policial detetive durona e torturada por lembranças do passado, alterna a caçada a um antigo desafeto a flashbacks que oferecem o contexto necessário para a compreensão da personagem e do contexto. Acompanhamos desde os preparativos para uma operação de infiltração em uma gangue de ladrões de bancos até as turbulências da vida familiar da personagem.

O ambiente policial serve apenas de pano de fundo para o verdadeiro argumento da trama, a trajetória penosa da personagem e o enrijecimento do espírito humano diante à devastação sentida em um momento trágico na vida.
Para muitos o nome de Nicole Kidman deveria constar entre as indicadas ao Oscar de Melhor Atriz por sua atuação em “O Peso do Passado”, mas o filme ficou mesmo na longa lista de grandes filmes ignorados pela Academia este ano.
Venha conferir Nicole Kidman em uma de suas melhores atuações neste final de semana, no Moviecom Arte. “O Peso do Passado” será exibido nos dias 23 e 24 de fevereiro às 11 horas e no dia 26 de fevereiro às 14 horas. Imperdível!

Ficha Técnica
Título: O Peso do Passado
Título original: Destroyer
Nacionalidade: EUA
Gêneros: Policial, Suspense, Ação
Ano de produção: 2018
Estréia: 17 de janeiro de 2019 (Brasil)
Duração: 2h 3min
Classificação: 16 anos
Direção: Karyn Kusama
Elenco: James Jordan, Nicole Kidman, Peter Vasquez, Scoot McNairy, Sebastian Stan, Shamier Anderson, Tatiana Maslany, Toby Huss, Toby Kebbell e Zach Villa
Roteiro: Phil Hay, Matt Manfredi
Trilha sonora: Theodore Shapiro
Direção de fotografia: Julie Kirkwood
Edição: Plummy Tucker
Design de produção: Kay Lee
Direção de arte: Eric Jihwan Jeon
Decoração de set: Lisa Son
Figurino: Audrey Fisher
Distribuição: Diamond Films

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A Pé Ele Não Vai Longe, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 8 de fevereiro de 2019 0 Comentários

A variada filmografia diretor norte americano Gus Van Sant baseia-se quase toda em personagens bem pouco convencionais. Em seu novo filme, “A Pé Ele Não Vai Longe”, o diretor adapta para os cinemas a vida de John Callahan, cartunista renomado que se destacou por um um humor ácido e por contar suas próprias experiências como quadriplégico.


Van Sant tem uma maneira singular de filmar e um estilo autoral bem dosado entre o underground e a cultura de massa.
Consagrado por filmes como “Drugstore Cowboy” (1989), “My Own Private Idaho” (1991), “Um Gênio Indomável” (1997) e “Milk” (2008), Gus Van Sant capta como ninguém espíritos atormentados das mais variadas tribos urbanas e pós-modernas, com especial interesse nos momentos de indagação e amadurecimento.


É o caso de “A Pé Ele Não Vai Longe”, com roteiro construído sobre um argumento do próprio John Callahan quando este ainda era vivo. O filme vai fundo em uma investigação da persona por trás daqueles rabiscos brilhantes, indo do momento em que Callahan perde seus movimentos e adapta-se a essa nova realidade, passando pela sua superação do alcoolismo e o perdão à mãe biológica que o abandonou ainda pequeno.
Apesar de todo o drama psicológico que o roteiro sugere, “A Pé Ele Não Vai Longe” é um filme super bem humorado, como já sugere o título.


O elenco também é digno de nota, especialmente Joaquin Phoenix como Callahan e Jonah Hill como seu mentor no programa de reabilitação. Phoenix, é claro, tem o trabalho mais pesado, sempre em cena e retratando Callahan ao longo de momentos distintos, mas Hill tem uma entrega igualmente marcante mesmo com menos tempo em tela.


“A Pé Ele Não Vai Longe” é uma das cinebiografias mais espirituosas que o cinema americano produziu nestes últimos anos e é o nosso filme da semana no Moviecom Arte, com sessões dias 09 e 10 de fevereiro às 11 horas e no dia 12 de fevereiro às 14 horas.
O Moviecom Arte você já sabe, é um projeto que acontece no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí e traz o melhor do cinema independente para você e com ingressos a preços super especiais.

Ficha Técnica:
Título: A Pé Ele Não Vai Longe
Titulo original: Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot
Nacionalidade: EUA
Gêneros: Biografia, Drama
Ano de produção: 2018
Estréia: 27 de dezembro de 2018 (Brasil)
Direção: Gus Van Sant
Duração: 1h 54min
Classificação: 14 anos
Roteiro: Gus Van Sant. Baseado na biografia de John Callahan
Elenco: Joaquin Phoenix, Rooney Mara, Jonah Hill e Jack Black
Trilha sonora: Danny Elfman
Fotografia: Christopher Blauvelt
Edição: David Marks, Gus Van Sant
Design de produção: Jahmin Assa
Figurino: Danny Glicker
Estúdios: Anonymous Content, Big Indie Pictures, Iconoclast
Distribuição: Diamond Films

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Colette, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 31 de janeiro de 2019 0 Comentários

“Colette”, dirigido por Wash Westmoreland, retrata a vida da escritora e atriz francesa Sidonie-Gabrielle Colette (1873-1954), abordando o relacionamento da protagonista com o marido, o escritor e editor Henry Gauthiers-Villars Willy.

Estrelado por Keira Knightley e Dominic West, “Colette” tem seu foco no casal que era conhecido como um dos mais modernos da Europa e passou a enfrentar problemas quando surgiram as traições de Henry e o crescente interesse dela por mulheres decretaram o fim do relacionamento.
A separação dos dois deu início a uma grande guerra por direitos autorais, posto que Henri publicara em seu nome livros escritos por Colette.


Marcada por aventuras, polêmicas e enfrentamentos ao status quo da sociedade francesa da época, Colette escandalizou a cidade de Paris com seu comportamento desafiador e com sua obra artística, composta por romances femininos e por sua atuação nos palcos. Ela foi uma das principais vozes feministas da cultura europeia no período.

O filme é marcado por grandes batalhas verbais em diálogos extreamente bem elaborados. O desempenho de Keira Knightley é de tirar o fôlego. Tanto que ninguém entendeu por que “Colette” foi completamente ignorado pelo Globo de Ouro e o Oscar.

Ficha Técnica

Título: Colette
Título original: Colette
Nacionalidades: EUA, Reino Unido
Gêneros: Drama, Biografia
Ano de produção: 2018
Estréia: 13 de dezembro de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 51min
Classificação: 14 anos
Direção: Wash Westmoreland
Roteiro: Wash Westmoreland, Richard Glatzer, Rebecca Lenkiewicz
Produção: Dominic Buchanan, Mary Burke, Elizabeth Karlsen, Ildiko Kemeny, Pamela Koffler, Bruno Levy, Caroline Levy, Michel Litvak, Norman Merry, Svetlana Metkina, David Minkowski, Christine Vachon, Gary Michael Walters, Stephen Woolley, Lisa Zambri
Trilha sonora: Thomas Adès
Direção de fotografia: Giles Nuttgens
Edição: Lucia Zucchetti
Produção de design: Michael Carlin
Direção de arte: Renátó Cseh, Hedvig Kiraly, Katrina Mackay, Katja Soltes, Stephanie Odu
Decoração de set: Lisa Chugg, Nóra Talmaier
Figurino: Andrea Flesch
Estúdios: Number 9 Films, Killer Films, Bold Films
Distribuição: Diamond Films

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Utoya, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 18 de janeiro de 2019 0 Comentários

Um dos maiores e mais violentos atentados terroristas acontecidos na Noruega é o tema central do filme “Utoya – 22 de Julho”, de Erik Poppe, que o Moviecom Arte exibe nos dias 19 e 20 de janeiro.


Filmado com apenas uma câmera, como se fosse um documentário, este filme recria minuto a minuto o massacre promovido por um atirador contra um acampamento de 500 adolescentes na ilha de Utoya, na Noruega, em 22 de Julho de 2011.
A estética de documentário e a câmera dinâmica de Erik Poppe, que começou sua carreira no jornalismo, recria de forma intensa, linear e urgente o terror vivido pelos adolescentes neste atendado de fundo político promovido por um homem de extrema direita, Anders Behring Breivik.

Ao colocar o público na posição de vítima, Erik Poppe não mostra nunca o matador. Não é sua intenção responder às perguntas, nem elucidar os motivos do terrorista. Naquele dia fatídico, ninguém sabia quem era Anders Behring Breivik nem o que ele pretendia.


Exibido na última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, “Utoya – 22 de Julho” concorreu ao Urso de Ouro na competição principal no Festival de Berlim. Um dos pontos altos do filme é o desempenho vigoroso e corajoso da jovem atriz Andrea Berntzen.
Este é o nosso filme da semana, em exibição no sábado e domingo, sempre às 11 horas da manhã, no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica
Título: Utoya – 22 de Julho
Título Loriginal: Utøya 22. Juli, 2018 – Noruega
Direção: Erik Poppe
Roteiro: Erik Poppe, Anna Bache-Wiig, Siv Rajendram Eliassem
Elenco: Andrea Berntzen, Aleksander Holmen, Solven Koløen Birkeland, Brede Fristad, Elli Rhianon Müller Ousbourne
Fotografia: Martin Otterbeck
Trilha Sonora: Wolfgang Plagge
Montagem: Einar Egeland
Design de Produção: Harald Egede-Nissen
Distribuição: Califórnia Filmes

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Um Garoto Chamado Po, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 21 de dezembro de 2018 0 Comentários

Pai e filho tentando lidar com seus próprios mundos após a morte da mãe e esposa. Duas histórias paralelas, intrinsecamente ligadas e influenciando uma à outra.
O garoto autista cada vez mais se fecha em seu próprio mundo e seu pai enfrenta o medo de tudo o que vem pela frente depois do falecimento da esposa. Essa é a trama de “Po”, o premiado drama dirigido por John Asher.


A dificuldade dos dois personagens em lidar com o mundo à sua volta nos leva a uma profunda reflexão sobre a importância dos vínculos familiares. Uma história triste e repleta de clichês mas também carregada de delicadezas e aprendizado, tornando impossível passar por ela sem se envolver profundamente.


O autismo sempre recebe tratamentos redutivos e condescendentes no cinema, com crianças prodigiosas exibindo excentricidades adoráveis, gênios matemáticos ou musicais deslumbrantes.. “Po” evita essas armadilhas. E é bem realista ao mostrar o pesadelo burocrático, sistemas escolares sobrecarregados, múltiplos terapeutas, a luta com o seguro de saúde e até a insensibilidade dos patrões.


O papel do garoto autista é interpretado pelo ator Julian Feder, em um desempenho que desde o começo cativa até os mais durões dos expectadores, o que lhe rendeu os prêmios de Melhor Ator no Young Artist Awards, WorldFest Houston e Albuquerque Film & Music Experience.
“Po” conta ainda com uma belíssima trilha assinada por ninguém menos que Burt Bacharach, que há 17 anos não compunha uma trilha original para o cinema.
Além de trazer o autismo como centro de debate, “Po” é uma declaração de amor, um filme perfeito para esta época de Natal e que você poderá assistir nos dias 22 e 23 de dezembro, às 11 horas, no Moviecom Arte do Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.
Lembrando que na terça, 25 de dezembro, não teremos sessão do Moviecom Arte.

Ficha Técnica
Título: Po
Título Original: A Boy Called Po
Direção: John Asher
Roteiro: Colin Goldman, Steve C. Roberts
Produção: John Asher, Rod Hamilton
Fotografia: Steven Douglas Smith
Trilha Sonora: Burt Bacharach
Montador: John Asher
País de Origem: Estados Unidos
Distribuidora: Cineart Filmes
Elenco: Andrew Bowen, Brian George, Bryan Batt, Caitlin Carmichael, Christopher Gorham, Craig Michaelson, Fay Masterson, Holly Lynch, Jayden Anderson, Julian Feder, Kaia Jones, Kaitlin Doubleday, Kassi Crews, Mason Hafer, Nicole Koval, Richard Leacock, Sean Gunn, Starla Hall, Tammy Dahlstrom e Tristian Chase
Distribuição: Cineart Filmes

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Em Chamas, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 14 de dezembro de 2018 0 Comentários

O diretor sul-coreano Chang-Dong Lee é um dos mais aclamados pela crítica e presença obrigatória nos mais importantes festivais de cinema.
O mais recente trabalho do diretor é “Em Chamas”, um drama psicológico de suspense, que se desenvolve em torno de um misterioso desaparecimento e possível assassinato da namorada de um rapaz humilde de uma região rural do país.
O cinema de crime faz parte da carreira do diretor Chang-dong, mas em “Em Chamas” é a possibilidade de ter existido ou não um crime que move a narrativa que nos leva aos limites da certeza para então revelar aspectos que mudam completamente a história.


Em Chamas tem todas as qualidades de um bom suspense. A trama é lenta mas envolve o público desde o início, graças também à excelente interpretação de seu trio de protagonistas, especialmente Yoo Ah-in, numa interpretação perfeita em seu caráter dúbio; e também do carismático Steven Yeun, grande chamariz internacional do filme.


Com sua narrativa profunda e propositalmente inócua, diferente da escola de thrillers sul-coreanos, “Em Chamas” é menos tensão e mais reflexão.

Este é filme da semana no Moviecom Arte e você pode assistir nos dias 15 e 16 de dezembro às 11 horas e no dia 18 de dezembro às 14 horas, no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.
Não recomendado para menores de 14 anos.

Ficha Técnica
Título original: Buh-Ning
Nacionalidade: Coréia Do Sul
Gêneros: Drama, Suspense
Ano de produção: 2018
Estréia: 15 de novembro de 2018 (Brasil)
Duração: 2h 28 min
Classificação: 16 anos
Direção: Chang-dong Lee
Elenco: Gong Yoo, Steven Yeun, Jeon Jong-Seo
Roteiro: Chang-dong Lee, Jungmi Oh, Haruki Murakami
Produção: Soo Jin Hwang, Chang-dong Lee, Joon-dong Lee, Gwang-hee Ok
Trilha sonora: Mowg
Direção de fotografia: Kyung-pyo Hong
Edição: Da-won Kim, Hyun Kim
Produção de design: Jum-hee Shin
Figurino: Choong-yeon Lee
Estúdios: Pine House Film, NHK, Now Films
Distribuição: Pandora Filmes

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Infiltrado na Klan, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 7 de dezembro de 2018 0 Comentários

“Infiltrado na Klan” marca o retorno do cultuado diretor norte-americano Spike Lee aos grandes filmes que marcaram sua trajetória no cinema.
Com roteiro desenvolvido pelo próprio Lee junto com Charlie Wachtel, David Rabinowitz e Kevin Willmott, a partir do livro escrito por Ron Stallworth, este filme é uma homenagem a Blacksploitation – um movimento cinematográfico dos EUA que surgiu na década de 70, quando diretores e atores negros começaram a produzir uma série de filmes..


A trama se passa em 1978 e conta a real história de Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado que conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan, organização extremista e reacionária que defende temas como a supremacia branca, o nacionalismo branco, a anti-imigração, historicamente expressos através do terrorismo voltado contra negros, judeus e católicos.


Por ser negro obviamente Ron não participava das reuniões do grupo pessoalmente. Quem se apresentava em seu lugar nessas reuniões era seu parceiro e também policial Flip Zimmerman (Adam Driver). Os dois chegam aos níveis mais altos da organização.


A obra está recheada de cenas onde o preconceito é representado de uma maneira caricata, mas o que parece loucura é um retrato cada vez mais próximo e fiel da nossa realidade atual e isso faz de “Infiltrado na Klan” um dos filmes mais importantes do ano e foi o vencedor do Grande Prêmio do Juri no Festival de Cannes.
Não recomendado para menores de 14 anos.

Ficha Técnica
Título: Infiltrado na Klan
Título original: BlacKkKlansman
Nacionalidade: EUA
Gêneros: Biografia, Comédia, Policial
Ano de produção: 2018
Duração: 2h 15 min
Direção: Spike Lee
Elenco: John David Washington, Adam Driver, Laura Harrier
Roteiro: Spike Lee, David Rabinowitz, Charlie Wachtel, Kevin Willmott. Baseado no livro escrito por Ron Stallworth
Trilha sonora: Terence Blanchard
Direção de fotografia: Chayse Irvin
Design de produção: Curt Beech
Direção de arte: Marci Mudd
Decoração de set: Cathy T. Marshall
Figurino: Marci Rodgers
Distribuição: Universal Pictures