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A Pé Ele Não Vai Longe, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 8 de fevereiro de 2019 0 Comentários

A variada filmografia diretor norte americano Gus Van Sant baseia-se quase toda em personagens bem pouco convencionais. Em seu novo filme, “A Pé Ele Não Vai Longe”, o diretor adapta para os cinemas a vida de John Callahan, cartunista renomado que se destacou por um um humor ácido e por contar suas próprias experiências como quadriplégico.


Van Sant tem uma maneira singular de filmar e um estilo autoral bem dosado entre o underground e a cultura de massa.
Consagrado por filmes como “Drugstore Cowboy” (1989), “My Own Private Idaho” (1991), “Um Gênio Indomável” (1997) e “Milk” (2008), Gus Van Sant capta como ninguém espíritos atormentados das mais variadas tribos urbanas e pós-modernas, com especial interesse nos momentos de indagação e amadurecimento.


É o caso de “A Pé Ele Não Vai Longe”, com roteiro construído sobre um argumento do próprio John Callahan quando este ainda era vivo. O filme vai fundo em uma investigação da persona por trás daqueles rabiscos brilhantes, indo do momento em que Callahan perde seus movimentos e adapta-se a essa nova realidade, passando pela sua superação do alcoolismo e o perdão à mãe biológica que o abandonou ainda pequeno.
Apesar de todo o drama psicológico que o roteiro sugere, “A Pé Ele Não Vai Longe” é um filme super bem humorado, como já sugere o título.


O elenco também é digno de nota, especialmente Joaquin Phoenix como Callahan e Jonah Hill como seu mentor no programa de reabilitação. Phoenix, é claro, tem o trabalho mais pesado, sempre em cena e retratando Callahan ao longo de momentos distintos, mas Hill tem uma entrega igualmente marcante mesmo com menos tempo em tela.


“A Pé Ele Não Vai Longe” é uma das cinebiografias mais espirituosas que o cinema americano produziu nestes últimos anos e é o nosso filme da semana no Moviecom Arte, com sessões dias 09 e 10 de fevereiro às 11 horas e no dia 12 de fevereiro às 14 horas.
O Moviecom Arte você já sabe, é um projeto que acontece no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí e traz o melhor do cinema independente para você e com ingressos a preços super especiais.

Ficha Técnica:
Título: A Pé Ele Não Vai Longe
Titulo original: Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot
Nacionalidade: EUA
Gêneros: Biografia, Drama
Ano de produção: 2018
Estréia: 27 de dezembro de 2018 (Brasil)
Direção: Gus Van Sant
Duração: 1h 54min
Classificação: 14 anos
Roteiro: Gus Van Sant. Baseado na biografia de John Callahan
Elenco: Joaquin Phoenix, Rooney Mara, Jonah Hill e Jack Black
Trilha sonora: Danny Elfman
Fotografia: Christopher Blauvelt
Edição: David Marks, Gus Van Sant
Design de produção: Jahmin Assa
Figurino: Danny Glicker
Estúdios: Anonymous Content, Big Indie Pictures, Iconoclast
Distribuição: Diamond Films

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Colette, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 31 de janeiro de 2019 0 Comentários

“Colette”, dirigido por Wash Westmoreland, retrata a vida da escritora e atriz francesa Sidonie-Gabrielle Colette (1873-1954), abordando o relacionamento da protagonista com o marido, o escritor e editor Henry Gauthiers-Villars Willy.

Estrelado por Keira Knightley e Dominic West, “Colette” tem seu foco no casal que era conhecido como um dos mais modernos da Europa e passou a enfrentar problemas quando surgiram as traições de Henry e o crescente interesse dela por mulheres decretaram o fim do relacionamento.
A separação dos dois deu início a uma grande guerra por direitos autorais, posto que Henri publicara em seu nome livros escritos por Colette.


Marcada por aventuras, polêmicas e enfrentamentos ao status quo da sociedade francesa da época, Colette escandalizou a cidade de Paris com seu comportamento desafiador e com sua obra artística, composta por romances femininos e por sua atuação nos palcos. Ela foi uma das principais vozes feministas da cultura europeia no período.

O filme é marcado por grandes batalhas verbais em diálogos extreamente bem elaborados. O desempenho de Keira Knightley é de tirar o fôlego. Tanto que ninguém entendeu por que “Colette” foi completamente ignorado pelo Globo de Ouro e o Oscar.

Ficha Técnica

Título: Colette
Título original: Colette
Nacionalidades: EUA, Reino Unido
Gêneros: Drama, Biografia
Ano de produção: 2018
Estréia: 13 de dezembro de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 51min
Classificação: 14 anos
Direção: Wash Westmoreland
Roteiro: Wash Westmoreland, Richard Glatzer, Rebecca Lenkiewicz
Produção: Dominic Buchanan, Mary Burke, Elizabeth Karlsen, Ildiko Kemeny, Pamela Koffler, Bruno Levy, Caroline Levy, Michel Litvak, Norman Merry, Svetlana Metkina, David Minkowski, Christine Vachon, Gary Michael Walters, Stephen Woolley, Lisa Zambri
Trilha sonora: Thomas Adès
Direção de fotografia: Giles Nuttgens
Edição: Lucia Zucchetti
Produção de design: Michael Carlin
Direção de arte: Renátó Cseh, Hedvig Kiraly, Katrina Mackay, Katja Soltes, Stephanie Odu
Decoração de set: Lisa Chugg, Nóra Talmaier
Figurino: Andrea Flesch
Estúdios: Number 9 Films, Killer Films, Bold Films
Distribuição: Diamond Films

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Utoya, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 18 de janeiro de 2019 0 Comentários

Um dos maiores e mais violentos atentados terroristas acontecidos na Noruega é o tema central do filme “Utoya – 22 de Julho”, de Erik Poppe, que o Moviecom Arte exibe nos dias 19 e 20 de janeiro.


Filmado com apenas uma câmera, como se fosse um documentário, este filme recria minuto a minuto o massacre promovido por um atirador contra um acampamento de 500 adolescentes na ilha de Utoya, na Noruega, em 22 de Julho de 2011.
A estética de documentário e a câmera dinâmica de Erik Poppe, que começou sua carreira no jornalismo, recria de forma intensa, linear e urgente o terror vivido pelos adolescentes neste atendado de fundo político promovido por um homem de extrema direita, Anders Behring Breivik.

Ao colocar o público na posição de vítima, Erik Poppe não mostra nunca o matador. Não é sua intenção responder às perguntas, nem elucidar os motivos do terrorista. Naquele dia fatídico, ninguém sabia quem era Anders Behring Breivik nem o que ele pretendia.


Exibido na última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, “Utoya – 22 de Julho” concorreu ao Urso de Ouro na competição principal no Festival de Berlim. Um dos pontos altos do filme é o desempenho vigoroso e corajoso da jovem atriz Andrea Berntzen.
Este é o nosso filme da semana, em exibição no sábado e domingo, sempre às 11 horas da manhã, no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica
Título: Utoya – 22 de Julho
Título Loriginal: Utøya 22. Juli, 2018 – Noruega
Direção: Erik Poppe
Roteiro: Erik Poppe, Anna Bache-Wiig, Siv Rajendram Eliassem
Elenco: Andrea Berntzen, Aleksander Holmen, Solven Koløen Birkeland, Brede Fristad, Elli Rhianon Müller Ousbourne
Fotografia: Martin Otterbeck
Trilha Sonora: Wolfgang Plagge
Montagem: Einar Egeland
Design de Produção: Harald Egede-Nissen
Distribuição: Califórnia Filmes

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Um Garoto Chamado Po, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 21 de dezembro de 2018 0 Comentários

Pai e filho tentando lidar com seus próprios mundos após a morte da mãe e esposa. Duas histórias paralelas, intrinsecamente ligadas e influenciando uma à outra.
O garoto autista cada vez mais se fecha em seu próprio mundo e seu pai enfrenta o medo de tudo o que vem pela frente depois do falecimento da esposa. Essa é a trama de “Po”, o premiado drama dirigido por John Asher.


A dificuldade dos dois personagens em lidar com o mundo à sua volta nos leva a uma profunda reflexão sobre a importância dos vínculos familiares. Uma história triste e repleta de clichês mas também carregada de delicadezas e aprendizado, tornando impossível passar por ela sem se envolver profundamente.


O autismo sempre recebe tratamentos redutivos e condescendentes no cinema, com crianças prodigiosas exibindo excentricidades adoráveis, gênios matemáticos ou musicais deslumbrantes.. “Po” evita essas armadilhas. E é bem realista ao mostrar o pesadelo burocrático, sistemas escolares sobrecarregados, múltiplos terapeutas, a luta com o seguro de saúde e até a insensibilidade dos patrões.


O papel do garoto autista é interpretado pelo ator Julian Feder, em um desempenho que desde o começo cativa até os mais durões dos expectadores, o que lhe rendeu os prêmios de Melhor Ator no Young Artist Awards, WorldFest Houston e Albuquerque Film & Music Experience.
“Po” conta ainda com uma belíssima trilha assinada por ninguém menos que Burt Bacharach, que há 17 anos não compunha uma trilha original para o cinema.
Além de trazer o autismo como centro de debate, “Po” é uma declaração de amor, um filme perfeito para esta época de Natal e que você poderá assistir nos dias 22 e 23 de dezembro, às 11 horas, no Moviecom Arte do Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.
Lembrando que na terça, 25 de dezembro, não teremos sessão do Moviecom Arte.

Ficha Técnica
Título: Po
Título Original: A Boy Called Po
Direção: John Asher
Roteiro: Colin Goldman, Steve C. Roberts
Produção: John Asher, Rod Hamilton
Fotografia: Steven Douglas Smith
Trilha Sonora: Burt Bacharach
Montador: John Asher
País de Origem: Estados Unidos
Distribuidora: Cineart Filmes
Elenco: Andrew Bowen, Brian George, Bryan Batt, Caitlin Carmichael, Christopher Gorham, Craig Michaelson, Fay Masterson, Holly Lynch, Jayden Anderson, Julian Feder, Kaia Jones, Kaitlin Doubleday, Kassi Crews, Mason Hafer, Nicole Koval, Richard Leacock, Sean Gunn, Starla Hall, Tammy Dahlstrom e Tristian Chase
Distribuição: Cineart Filmes

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Em Chamas, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 14 de dezembro de 2018 0 Comentários

O diretor sul-coreano Chang-Dong Lee é um dos mais aclamados pela crítica e presença obrigatória nos mais importantes festivais de cinema.
O mais recente trabalho do diretor é “Em Chamas”, um drama psicológico de suspense, que se desenvolve em torno de um misterioso desaparecimento e possível assassinato da namorada de um rapaz humilde de uma região rural do país.
O cinema de crime faz parte da carreira do diretor Chang-dong, mas em “Em Chamas” é a possibilidade de ter existido ou não um crime que move a narrativa que nos leva aos limites da certeza para então revelar aspectos que mudam completamente a história.


Em Chamas tem todas as qualidades de um bom suspense. A trama é lenta mas envolve o público desde o início, graças também à excelente interpretação de seu trio de protagonistas, especialmente Yoo Ah-in, numa interpretação perfeita em seu caráter dúbio; e também do carismático Steven Yeun, grande chamariz internacional do filme.


Com sua narrativa profunda e propositalmente inócua, diferente da escola de thrillers sul-coreanos, “Em Chamas” é menos tensão e mais reflexão.

Este é filme da semana no Moviecom Arte e você pode assistir nos dias 15 e 16 de dezembro às 11 horas e no dia 18 de dezembro às 14 horas, no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.
Não recomendado para menores de 14 anos.

Ficha Técnica
Título original: Buh-Ning
Nacionalidade: Coréia Do Sul
Gêneros: Drama, Suspense
Ano de produção: 2018
Estréia: 15 de novembro de 2018 (Brasil)
Duração: 2h 28 min
Classificação: 16 anos
Direção: Chang-dong Lee
Elenco: Gong Yoo, Steven Yeun, Jeon Jong-Seo
Roteiro: Chang-dong Lee, Jungmi Oh, Haruki Murakami
Produção: Soo Jin Hwang, Chang-dong Lee, Joon-dong Lee, Gwang-hee Ok
Trilha sonora: Mowg
Direção de fotografia: Kyung-pyo Hong
Edição: Da-won Kim, Hyun Kim
Produção de design: Jum-hee Shin
Figurino: Choong-yeon Lee
Estúdios: Pine House Film, NHK, Now Films
Distribuição: Pandora Filmes

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Infiltrado na Klan, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 7 de dezembro de 2018 0 Comentários

“Infiltrado na Klan” marca o retorno do cultuado diretor norte-americano Spike Lee aos grandes filmes que marcaram sua trajetória no cinema.
Com roteiro desenvolvido pelo próprio Lee junto com Charlie Wachtel, David Rabinowitz e Kevin Willmott, a partir do livro escrito por Ron Stallworth, este filme é uma homenagem a Blacksploitation – um movimento cinematográfico dos EUA que surgiu na década de 70, quando diretores e atores negros começaram a produzir uma série de filmes..


A trama se passa em 1978 e conta a real história de Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado que conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan, organização extremista e reacionária que defende temas como a supremacia branca, o nacionalismo branco, a anti-imigração, historicamente expressos através do terrorismo voltado contra negros, judeus e católicos.


Por ser negro obviamente Ron não participava das reuniões do grupo pessoalmente. Quem se apresentava em seu lugar nessas reuniões era seu parceiro e também policial Flip Zimmerman (Adam Driver). Os dois chegam aos níveis mais altos da organização.


A obra está recheada de cenas onde o preconceito é representado de uma maneira caricata, mas o que parece loucura é um retrato cada vez mais próximo e fiel da nossa realidade atual e isso faz de “Infiltrado na Klan” um dos filmes mais importantes do ano e foi o vencedor do Grande Prêmio do Juri no Festival de Cannes.
Não recomendado para menores de 14 anos.

Ficha Técnica
Título: Infiltrado na Klan
Título original: BlacKkKlansman
Nacionalidade: EUA
Gêneros: Biografia, Comédia, Policial
Ano de produção: 2018
Duração: 2h 15 min
Direção: Spike Lee
Elenco: John David Washington, Adam Driver, Laura Harrier
Roteiro: Spike Lee, David Rabinowitz, Charlie Wachtel, Kevin Willmott. Baseado no livro escrito por Ron Stallworth
Trilha sonora: Terence Blanchard
Direção de fotografia: Chayse Irvin
Design de produção: Curt Beech
Direção de arte: Marci Mudd
Decoração de set: Cathy T. Marshall
Figurino: Marci Rodgers
Distribuição: Universal Pictures

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Museu, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 29 de novembro de 2018 0 Comentários

Na noite de natal de 1985, 140 peças de valor incalculável foram roubadas do Museu Nacional de Antropologia do Cidade do México. Considerado como o roubo do século, o crime foi atribuído inicialmente a uma quadrilha de experientes ladrões de arte, de tão audacioso e bem executado.
O que ninguém jamais poderia imaginar é que os ladrões eram na verdade dois garotos suburbanos de classe média, estudantes de veterinária.


Trazendo o galã mexicano Gael García Bernal em uma de suas melhores performances o longa “Museu”, do diretor Alonso Ruizpalacios, abre a programação de dezembro do Moviecom Arte reconstruindo essa história de forma bem humorada para levantar uma discussão sobre os valores (simbólicos e materiais) do que é histórico e cultural.


Gael interpreta Juan Núñes, um jovem frustrado e revoltado com seu contexto familiar. É dele a ideia e os planos para roubar o Museu. Para isso convida seu amigo, o atrapalhado Benjamin Wilson, personagem interpretado pelo também brilhante Leonardo Ortizgris.


As trapalhadas dos dois jovens os tornam tão engraçados e tão adoráveis que é impossível não torcer por eles no decorrer da trama. Em vários momentos é impossível não lebrar dos personagens Pink & Cérebro, da animação criada por Steven Spielberg e Tom Ruegger.


O roteiro foi premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim deste ano e aborda assuntos “polêmicos” como os males causados pelo colonialismo e pelo capitalismo aos bens culturais e questiona a função social dos museus.
“Museu” será exibido no Moviecom Arte nos dias 01 e 02 de dezembro às 11 horas, e no dia 04 de dezembro às 14 horas.
Não recomendado para menores de 16 anos.

Ficha Técnica
Título original: Museo
Nacionalidade: México
Gêneros: Comédia dramática, Crime
Ano de produção: 2018
Estréia: 8 de novembro de 2018 (Brasil)
Duração: 2h 06min
Direção: Alonso Ruizpalacios
Roteiro: Alonso Ruizpalacios, Manuel Alcalá
Elenco: Gael García Bernal, Leonardo Ortizgris, Alfredo Castro
Produção: Gael García Bernal, Manuel Alcalá, Patricio Braun, Moisés Cosío, Brian Cox, Maria Jose Cuevas, Gerardo Gatica, Robert Lantos, Alberto Muffelmann, Jose Nacif, Jacobo Nazar, Renato Ornelas,Mariana Rodriguez Cabarga, Ramiro Ruiz, Anant Singh
Trilha sonora: Tomás Barreiro
Direção de fotografia: Damián García
Edição: Yibran Asuad
Design de produção: Sandra Cabriada
Figurino: Malena De la Riva
Estúdios: Detalle Films, Distant Horizon, Panorama Global
Distribuição: Supo Mungam Films

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Egon Schiele no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 26 de setembro de 2018 0 Comentários

David Bowie era um apaixonado estudioso e colecionador de arte. Entre seus artistas favoritos estava Egon Schiele. Exceto os mais profundos estudiosos e apreciadores de arte, poucas pessoas já ouviram falar de Egon Schiele, um pintor do começo do século passado, apadrinhado por Gustav Klint e tido como o pai do expressionismo austríaco.
Schiele teve uma vida e carreira breves. Ele morreu aos 28 anos, 3 dias após a morte de sua esposa que estava no sexto mês de gravidez. Ambos vítimas da terrível gripe espanhola.


Mas ele não passou por este mundo sem fazer barulho. Muito barulho. Seu trabalho fortemente marcado pelo erotismo, foi tachado como pornográfico, transformando-o em um artista maldito e ao mesmo tempo uma celebridade, uma espécie pop star com seguidores fervorosos.


Em “Egon Schiele: Morte e Donzela”, o diretor e roteirista austríaco Dieter Berner faz um interessante estudo sobre o artista, sua vida e obra, ambas tão emblemáticas, que até hoje divide opiniões e provoca controvérsias.
Berner conta a história de Schiele a partir das suas 5 principais modelos, que marcam os diferentes estágios de seu trabalho e de sua vida, começando por sua irmã Gerti (sua primeira modelo ainda criança), até Edith, a esposa.


Por ter um roteiro assumidamente didático e abrandar alguns pontos polêmicos da vida de Egon Schiele, o filme parece uma encomenda para celebrar o centenário da morte do pintor (ele morreu em 31 de outubro de 1918). Mas isso não tira os méritos do trabalho de Dieter Berner.


“Egon Schiele: Morte e Donzela”, além de uma justa homenagem a esse importante artista, nos coloca diante de uma época de grandes transformações que foi a primeira década do século XX e amplia o debate sobre a liberdade de expressão e a tolerância no universo das artes.
Esta não é a primeira cinebiografia deste artista polêmico. Em 1980 tivemos “Excessos e Punição”, de Herbert Vesely, que também merece ser visto.
“Egon Schiele: Morte e Donzela”, é o filme da semana no Moviecom Arte e você poderá assistí-lo nos dias 29 e 30 de setembro às 11 horas e no dia 02 de outubro às 14 horas, no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica
Título: Egon Schiele: Morte e Donzela
Título Original: Egon Schiele: Tod und Mädchen
Gêneros: Drama, Biografia, Histórico
País de Origem: Áustria e Luxemburgo
Ano de produção: 2016
Estréia: 19 de julho de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 49min
Classificação: 14 anos
Direção: Dieter Berner
Roteiro: Dieter Berner, Hilde Berger
Elenco: Noah Saavedra, Maresi Riegner, Valerie Pachner
Trilha sonora: André Dziezuk
Direção de fotografia: Carsten Thiele
Edição: Robert Hentschel
Design de produção: Götz Weidner
Direção de arte: Peter Ackermann, Hucky Hornberger
Decoração de set: Hans Wagner
Figurino: Uli Simon
Distribuição: Cineart Filmes

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TROCA DE RAINHAS, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 19 de setembro de 2018 0 Comentários

O diretor francês Marc Dugain traz o livro de Chantal Thomas para uma produção suntuosa, que recria em detalhes a vida na corte francesa do século XVIII.


A trama se passa em 1721. Para manter a paz entre França e Espanha após anos de guerra, o Regente Philippe d’Orléans (Olivier Gourmet), propõe uma troca de princesas, o que resulta no noivado do rei da França, Louis XV com Anna Maria Victoria, então com 11 e 4 anos respectivamente; e do príncipe herdeiro Louis com Louise-Elisabeth d’Orleans, com 11 e 12 anos.


As crianças movimentam a vida na Corte, colocando em cheque os jogos pelo poder e abrindo discussões sobre as implicações morais e cotidianas do tal acordo.


Além da produção esmerada outro destaque é a atuação do talentoso elenco infantil, centro da trama, que dá conta do recado sem deixar o interesse do espectador cair ou esfriar.


“Troca de Rainhas” é o filme da semana no Moviecom Arte e será exibido nos dias 22 e 23 de setembro às 11 horas e no dia 25 de setembro às 14 horas, no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica
Título: Troca de Rainhas
Título original: L’Echange des Princesses
Nacionalidades: França, Bélgica
Gêneros: Histórico, Drama
Ano de produção: 2017
Estréia: 16 de agosto de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 40min
Classificação: 12 anos
Direção: Marc Dugain
Elenco; Elenco: Adriana Rodríguez, Alice D’Hauwe, Anamaria Vartolomei, Camille Pistone, Catherine Mouchet, Cédric Cerbara, Didier Sauvegrain, Gwendolyn Gourvenec e Igor van Dessel.
Roteiro: Marc Dugain, Chantal Thomas. Baseado no livro escrito por Chantal Thomas
Produção: Patrick André, Charles Gillibert, Genevieve Lemal, Julien Loeffler, Stefan Riesser, Celia Simonnet, Fabrice Smadja
Direção de fotografia: Gilles Porte
Edição: Monica Coleman
Design de produção: Patrick Dechesne, Alain-Pascal Housiaux
Figurino: Fabio Perrone
Estúdios: High Sea Production, Scope Pictures, Motion Partners, Canal+ , Ciné+, France Télévisions
Distribuição: Pandora Filmes

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O Orgulho, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 31 de agosto de 2018 0 Comentários

“O Orgulho” é o sexto longa dirigido pelo franco-israelense Yvan Attal e aborda temas como a intolerância e o poder das palavras, de forma leve e com algumas pitadas de humor.

Este filme rendeu a Neïla Salah o César de Melhor Atriz Revelação por sua interpretação da personagem Camélia Jordana, uma cabeleireira do subúrbio de Paris que quer ser advogada e desde o primeiro dia de aula na universidade entra em confronto com um professor veterano arrogante, preconceituoso, alcoolotra e famoso por seus ataques explosivos.
Filmado pelos alunos fazendo comentários extremamente grosseiros e racistas, ele é desafiado a preparar Neïla para vencer um concurso acadêmico de retórica em troca de uma segunda chance de seus superiores.
As diferenças são muitas, assim como é enorme a quantidade de ensinamentos que um pode oferecer ao outro mas há muitas barreiras ente eles a serem vencidas.


“O Orgulho” é o filme que abre a programação de Setembro do Moviecom Arte e será exibido nos dias 01 e 02 às 11 horas e no dia 04 às 14 horas no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica

Título original: Le Brio
Nacionalidades: França, Bélgica
Gêneros: Comédia, Drama
Ano de produção: 2017
Estréia: 19 de julho de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 37min
Classificação: 12 anos
Direção: Yvan Attal
Elenco: Abderahmane Cherif, Ayman Rahoui, Camélia Jordana, Damien Zanoli, Daniel Auteuil, Eddy Suiveng, Fahmi Guerbaa, Guillaume Duhesme, Jean-Baptiste Lafarge, Jean-Philippe Puymartin, Nassim Si Ahmed, Nicolas Vaude, Nozha Khouadra, Olivier Adler, Paulette Joly, Philippe Houillez, Randa Berrouba-Tani, Virgil Leclaire, Yasin Houicha, Zohra Benali
Roteiro: Victor Saint Macary, Yaël Langmann, Yvan Attal, Noé Debré, Bryan Marciano
Produção: Jonathan Blumental, Serge de Poucques, Benjamin Elalouf, Sylvain Goldberg, Nadia Khamlichi, Adrian Politowski, Dimitri Rassam, Ardavan Safaee, Jérôme Seydoux, Gilles Waterkeyn
Trilha sonora: Michael Brook
Direção de fotografia: Rémy Chevrin
Edição: Célia Lafitedupont
Design de produção: Michèle Abbé-Vannier
Figurino: Carine Sarfati
Distribuição: Pandora Filmes