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O Feminismo Além do Feminismo em A Número Um

Postado porTemperos de Cinema 11 de abril de 2018 0 Comentários

Emmanuelle Blachey é uma mulher como milhões de outras em todo o mundo, tendo que dar conta da casa, dos filhos, cuidar do pai idoso e ainda ser uma profissional dedicada em um ambiente de trabalho onde a mulher é menos valorizada que os homens.
Embora o tema central do filme “A Número Um” gire em torno do machismo que insistie e resiste nos meios corporativos, esta obra da diretora francesa Tonie Marshall não levanta a bandeira do feminismo e se limita a mostrar apenas a realidade de uma mulher e sua luta nos bastidores de uma disputa pelo poder.


Brilhantemente interpretada por Emmanuelle Devos a personagem Emmanuelle Blachey é uma executiva de uma empresa de energia que, incentivada por um clube feminista, resolve competir pela presidência de uma importante indústria francesa de água.


Sempre distante das discussões feministas a personagem no entanto vê na proposta uma ótima oportnidade de crescimento profissional e ao aceitar o desafio abre seus olhos para essa triste realidade. “A Número Um” mostra que o empoderamento maior da mulher é sua conscientização, muito antes de seu sucesso profissional.
Este é o filme da semana no Moviecom Arte com sessões nos dias 14 e 15 de Abril às 11 horas e dia 17 de abril às 14 horas.

Ficha Técnica
Título: A Número Um
Título original: Numéro Une
Nacionalidade: França
Gênero: Comédia dramática
Ano de produção: 2017
Duração: 1h 50 minutos
Direção: Tonie Marshall
Roteiro: Tonie Marshall, Raphaëlle Bacqué, Marion Doussot
Elenco: Emmanuelle Devos, Richard Berry, Sami Frey Suzanne Clément, Anne Azoulay, Benjamin Biolay, Carole Bouquet e Francine Bergé
Trilha sonora: Fabien Kourtzer, Mike Kourtzer
Direção de fotografia: Julien Roux
Edição: Marie-Pierre Frappier
Design de produção: Anna Falguères
Decoração de set: Matthieu Guy
Figurino: Anne Autran, Elisabeth Tavernier
Distribuição: Imovision

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Sala Cult Apresenta: Lou

Postado porTemperos de Cinema 15 de março de 2018 0 Comentários

O filme da semana no Sala Cult é “Lou”, que conta a vida daquela que foi a primeira mulher na psicanálise e no estudo da sexualidade feminina.

E a vida da filosofa e psicanalista Lou Andreas-Salomé (1861-1937) foi fascinante, para dizer o mínimo. Seu pioneirismo se estendeu em praticamente tudo. Seu triangulo amoroso com os filósofos Friedrich Nietzsche e Paul Rée, seu relacionamento com o poeta Rainer Maria Rilke e sua convivência com Sigmund Freud, revelam uma mulher brilhantemente transgressora e muito à frente de seu tempo.

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Filme de estreia da diretora Cordula Kablitz-Post, “Lou” começa mostrando uma fogueira com livros sendo queimados, enquanto o áudio reproduz um discurso de Hitler condenando a psicanálise e outras expressões intelectuais às chamas.
Renegada às sombras da eternidade, como é muito comum a várias mulheres na história da humanidade, Lou Andreas-Salomé vem sendo redescoberta como um dos grandes nomes do feminismo.

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Ela é personagem central da trama e à sua volta gravitam alguns dos homens mais brilhantes de todos os tempos. Uma das cenas mais simbólicas do filme mostra Lou sobre uma carroça “puxada” por Rée e Nietzsche, reprodução de uma imagem que ficou famosa e correu o mundo na época.

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O imperdível “Lou” será exibido no Sala Cult , no Paineiras Shopping Jundiaí, dia 11 de março às 16 e às 19 horas, dias 15 e 16 de março às 19 horas e dia 17 de março às 16 e 19 horas.
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Veja o trailer: 

Ficha Técnica:
Título: Lou
Título original: Lou Andreas-Salomé
Nacionalidades: Alemanha, Suiça
Gêneros: Drama, Histórico, Biografia
Ano de produção: 2016
Duração: 1h 53 minutos
Classificação: 16 anos
Direção: Cordula Kablitz-Post
Roteiro: Cordula Kablitz-Post, Susanne Hertel
Trilha sonora: Judit Varga
Fotografia: Matthias Schellenberg
Edição: Beatrice Babin
Design de produção: Nikolai Ritter
Figurino: Bettina Helmi
Distribuição: Cineart Filmes

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Mulheres Divinas Vão à Luta

Postado porTemperos de Cinema 17 de janeiro de 2018 0 Comentários

O comecinho dos anos 70 foi tudo, menos calmo. No mundo inteiro bombas metafóricas e também as reais explodiam, milhões marchavam em manifestações, muitos enfrentavam violentamente a polícia, gritos nas ruas e no rock’n’roll, gritos nas artes em geral, a contracultura derrubava conceitos, o amor livre decretava a revolução sexual, Stonewall reverberava dando voz e visibilidade à causa gay, a pílula anticoncepcional destruia o mito do sexo com fins reprodutivos… e as mulheres decidiram sair definitivamente das sombras e queimaram sutiãs em praças públicas.

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Longe dos grandes centros urbanos essa agitação perdia em intensidade mas não em força. É o que nos mostra a diretora Petra Biondina Volpe em “Mulheres Divinas” que mostra um pequeno e feroz grupo de donas de casa lutando pelo direito ao voto em uma pequena aldeia no interior da Suíça.

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Lideradas pela jovem Nora (Marie Leuenberger), que até então vivia tranquilamente com seu marido e dois filhos, o pitoresco grupo literalmente causa todas em sua campanha pela igualdade de direitos.

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“Mulheres Divinas” fala sobre o tema com coerência e sem se tornar um chato e cansativo filme sobre ideologias.
Representante da Suíça para o Oscar 2018 na categoria Filme Estrangeiro, “Mulheres Divinas” é o filme da semana no Moviecom Arte e você poderá assistir nos dias 20 e 21 de janeiro no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí, sempre às 11 horas.


Ficha Técnica
Título: Mulheres Divinas
Título Oiginal: Die Gttliche Odnung
Direção: Petra Biondina Volpe
Elenco: Marie Leuenberger, Maximilian Simonischek e Rachel Braunschweig
País: Suíça
Gênero: Dama
Ano de produção: 2017
Distribuição: Mares Filmes

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Histórias de Amor… no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 13 de dezembro de 2017 0 Comentários

A vida imita a arte. E vice-versa. O mundo do cinema, assim como o mundo real, é ainda comandado fortemente por homens e raras ainda são as mulheres que conseguem se impor e sobressair nesse meio onde há muito machismo.
Mas o empoderamento feminino, sobretudo nas últimas 5 décadas, fez as mulheres avançarem na luta por seus direitos e na igualdade em todos os segmentos da sociedade. E no cinema não poderia ser diferente.

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“Histórias de Amor que não Pertencem a este Mundo” é um belo exemplo disso tudo. Escrito por 3 mulheres (Francesca Manieri, Laura Paolucci e Francesca Comencini) e dirigido por uma delas (Francesca Comencini), este filme é um drama romântico italiano sobre relações mas visto pela óptica feminina.

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Todas as frustrações, ansiedades e aspirações da mulher contemporânea são captadas através da personagem Claudia, uma professora e feminista interpretada por Lucia Mascino, que no confronto de um relacionamento fracassado expõe suas próprias deficiências e medos internos, frutos da falta de alegria que constitui sua existência.

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Esse é o filme da semana no Moviecom Arte, com exibições dias 16 e 17 de dezembro às 11 horas e dia 19 de dezembro às 14 horas, no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

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Ficha Técnica
Título Original: Amori Che Non Sanno Stare Ao Mondo.
Título no Brasil: Histórias de Amor Que Não Pertencem a Este Mundo
Direção: Francesca Manieri
Roteiro: Comencini/Francesca Manieri/Laura Paolucci
Elenco: Lucia Mascino, Thomas Trabacchi, Carlotta Natoli, Valentina Bellé e Francesca Manieri
Categoria: Drama romântico
País de Origem: Itália
Ano de Produção: 2017
Distribuição: Mares Filmes

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A Vida De Uma Mulher, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 21 de agosto de 2017 0 Comentários

Baseado no romance de Guy de Maupassant “A Vida De Uma Mulher”, de Stéphane Brizé, conta a história de uma mulher burguesa do século XIX, que vive oprimida e sufocada por uma sociedade extremamente conservadora e machista.

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Após completar os estudos, Jeanne retorna à casa dos pais e passa a ajudá-los nas tarefas do campo. Ela é uma moça talentosa e cheia de vida, mas condenada a viver conforme os padrões da época. O casamento com um visconde infiel e avarento vai aos poucos destruindo a alegria de viver de Jeanne.

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A Vida de Uma Mulher possui narrativa lenta e cheia de lacunas pra serem preenchidas com vivência de cada um e isso torna o filme ainda mais interessante. Todos nós conhecemos muitas mulheres iguais a ela. Mesmo depois de tantos séculos, a opressão vivida pelas mulheres ainda persiste, com maior ou menor intensidade.

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Em seu filme anterior, “O Valor De Um Homem”, considerado um dos melhores de 2016, Brizé mostrava os dilemas pessoais de um homem me meia idade na sociedade contemporânea. Em “A Vida De Uma Mulher”, o diretor volta 2 séculos na história para fazer um esmagador e triste manifesto sobre a situação da mulher na sociedade através dos tempos.
Esse é o filme desta semana no Moviecom Arte, com sessões dias 26 e 27 de agosto, às 11 horas, no Moviecom Cinema do Maxi Shopping Jundiaí. Você não pode perder.

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Ficha Técnica
Título: A Vida De Uma Mulher
Título Original: Une Vie
País de Origem: França
Ano: 2017
Direção: Stéphane Brizé
Roteiro: Brizé/Florence Vignon, baseado no romance Une Vie, de Guy de Mausássant
Elenco: Judith Chemla, Jean-Pierre Darroussin e Yolande Moreau
Gênero: Drama
Distribuição: Mares Filmes

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