Tag

#Documentario

CinemaMoviecomarteMoviecomarte

Os 100 Anos de Bergman, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 17 de agosto de 2018 0 Comentários

Em 2018, o diretor sueco Ingmar Bergman, falecido em 2007, teria completado 100 anos. Este documentário resgata a obra monumental do cineasta, autor de filmes icônicos como “O Sétimo Selo”, “Morangos Silvestres”, “Persona”, “Gritos e Sussurros”, “Luz de Inverno”, “O Ovo da Serpente” e “Fanny e Alexander”.


Dirigido por Jane Magnusson, “Bergman 100 Anos” foca no ano de 1957, quando Bergman, aos 38 anos, lança dois filmes, filma mais dois, dirige um telefilme e quatro peças de teatro.
A inteligente estratégia de Magnusson, de focar neste ano emblemático na carreira de Bergman, amplia e aprofunda nossa percepção sobre a vasta obra deste lendário diretor.


O título original “Bergman – Ett År, Ett Liv” (Bergman, Um Ano Uma Vida), deixa clara a ideia central do roteiro. Sensibilidade que o título em português deixou escapar.
Conversando com atores, colaboradores, críticos e historiadores, o filme traça o retrato de um homem obsessivo, instável, difícil de lidar, mas ao mesmo tempo um dos maiores artistas da história da Suécia, e também o único diretor a receber a “Palma das Palmas” no festival de Cannes.


Obrigatório para todo cinéfilo de verdade, “Bergman 100 Anos” será exibido nos dias 18 e 19 de agosto às 11 horas e no dia 21 às 14 horas no Moviecom Arte.

Ficha Técnica
Título: Bergman 100 anos
Título Original: Bergman – ett år, ett liv / Bergman – a year in a life
Direção: Jane Magnusson
Produção: B-Reel Films
Fotografia: Emil Klang
Edição: Hanna Lejonqvist
Música: Jonas Beckman, Lars Kumlin
Gênero: Documentário
País: Suécia
Ano: 2018
Duração: 117 minutos
Distribuição: Imovision

CinemaMoviecomarte

Chega de Fiu Fiu, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 16 de julho de 2018 0 Comentários

As cidades foram feitas para as mulheres? A pergunta é motor fundamental do longa-metragem “Chega de Fiu Fiu”, com direção de Amanda Kamanchek Lemos e Fernanda Frazão.
Produzido em parceria com a Brodagem Filmes, o documentário será lançado em maio nasceu da campanha homônima criada em 2014 pela organização Think Olga, trazendo ao centro do debate questões como o assédio e o direito das mulheres ao espaço público.


O filme alcançou recorde de arrecadação na plataforma de financiamento coletivo Catarse, atingindo a meta em menos de 24 horas.
“Chega de Fiu Fiu” explicita como a participação das mulheres no espaço urbano é marcada por insegurança.
Segundo Amanda Kamanchek: “Entraves como a falta de iluminação, lugares ermos, a dificuldade de mobilidade, longas distâncias na locomoção de casa ao trabalho, ausência de creches e péssimo atendimento em serviços de saúde e segurança seguem como catracas visíveis e invisíveis do acesso das mulheres às cidades. Tais entraves revelam o quanto as cidades foram construídas sem a perspectiva de gênero e agravam ainda mais as violências sofridas pelas mulheres, como o assédio”.


O filme é um retrato dessa violência de gênero em um contexto ainda pouquíssimo explorado: o espaço público, lançando a pergunta: “Qual é o lugar das mulheres nas cidades?”.
A narrativa é composta de três momentos: A utilização de óculos com uma microcâmera escondida, usado por mulheres em seu dia a dia; a vida de três personagens de diferentes cidades (Brasília, São Paulo e Salvador) e o diálogo com especialistas sobre assédio, identidades, sexualidade, participação e mobilização social e masculinidades.


De acordo com pesquisa da ActionAid de 2016, 86% das brasileiras já sofreram violência sexual ou assédio em espaços públicos. Delas, 77% ouviram assobios, 57% ouviram comentários de cunho sexual, 39% xingamentos, 50% foram seguidas, 44% tiveram seus corpos tocados, 37% tiveram homens que se exibiram para elas e 8% foram estupradas.

“Chega de Fiu Fiu” será exibido nos dias 21 e 22 de julho, às 11 horas, paralelamente ao fime da semana no Moviecom Arte.

Siga a página Chega de Fiu Fiu no Facebook: @chegadefiufiu

CinemaExtrasMoviecomarteMoviecomarte

O Renascimento do Parto 2, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 15 de maio de 2018 0 Comentários

Além de sua programação normal, o Moviecom Arte apresentará no próximo final de semana, dias 19 e 20 de maio às 11 horas, “O Renascimento do Parto 2”. Continuação do documentário lançado em 2013, este documentário volta a promover o debate sobre a humanização do parto, nascimento e violência obstétrica.
Dirigido novamente por Eduardo Chauvet – que agora assina também o roteiro – o longa traz depoimentos de mães, ativistas, médicos e outros profissionais da área da saúde.


O primeiro filme veio na esteira de dados que impressionam sobre as cesarianas no Brasil. O país é o campeão mundial de cirurgias cesarianas no setor privado. Mais de 55% das grávidas brasileiras passam pelo procedimento cirúrgico. Esse número salta para mais de 90% dos nascimentos na rede privada de saúde. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que a porcentagem de cesarianas não ultrapasse 15% do total de nascimentos.
As consequências desses índices são graves e incluem o aumento de partos prematuros, crescimento do desmame precoce, enfraquecimento do vínculo materno com o bebê e depressão pós-parto, entre outros.
Motivado por esses dados, Eduardo Chauvet produziu o primeiro longa sem nenhum recurso público ou privado. De forma independente, bateu o recorde brasileiro de crowdfunding ao arrecadar mais de R$ 140 mil, dinheiro utilizado para garantir a exibição no circuito comercial.


O esforço valeu a pena. “O Renascimento do Parto” terminou 2013 como o segundo documentário mais assistido nos cinemas do país. Em 22 semanas em cartaz, o filme passou por 50 cidades e foi selecionado para festivais dentro e fora do Brasil. Neste ano, coincidindo com o lançamento de “O Renascimento do Parto 2” no circuito exibidor de cinemas, o longa também será lançado nas plataformas de vídeo sob demanda pela Vitrine Filmes.


Seu sucesso revela a urgente demanda por mais conteúdo de qualidade a respeito do tema. Cada vez mais, mulheres e famílias brasileiras, especialistas e gestores de saúde se preocupam com a forma como os bebês são trazidos ao mundo.
Nesta sequência, o filme tem na violência obstétrica o seu fio condutor, muito recorrente no Brasil, como também aponta para experiências bem-sucedidas de parto normal praticados tanto no Brasil como no exterior.
Além de “O Renascimento do Parto 2”, já está garantido o lançamento de “O Renascimento do Parto 3” nos cinemas em setembro de 2018, fechando assim a trilogia.

Ficha Técnica

Título original: O Renascimento do Parto 2
Distribuição: Espaço Filmes
País: Brasil
Gênero: Documentário
Ano de produção: 2015
Lançamento nacional: 10 de maio de 2018
Classificação: 12 anos
Direção: Eduardo Chauvet

CinemaMoviecomarte

A Ópera de Paris no Sala Cult

Postado porTemperos de Cinema 1 de abril de 2018 0 Comentários

Por trás da beleza e grandiosidade dos espetáculos, A Ópera de Paris também tem o seu lado mundano, como o de qualquer grande empresa. É o que nos mostra o brilhante documentário, de Jean-Stéphane Bron, aclamado e premiado no Festival Internacional de Cinema de Moscou.


Criada em 1669 por Pierre Perrin, em 360 anos de história a Ópera de Paris consolidou-se não só como a instituição cultural mais bem sucedida e famosa da França, mas também como um dos pilares da formação da identidade cultural francesa.
Jean-Stéphane Bron literalmente viveu toda uma temporada da Ópera e nos leva a participar de forma privilegiada das reuniões executivas, das seleções de artistas, dos ensaios e das noites de gala… E também a testemunhar paixões, vaidades, a luta pelo estrelato, o serviço pesado dos operários e as ameaças de greve.


O documentário é conciso e flui de forma natural e envolvente, característica não muito comum ao filmes do gênero. E tem cenas memoráveis como a emoção das crianças na escola que a Ópera de Paris mantém para alunos carentes.
Essa estadia de quase duas horas suntuoso Palácio Garnier, inaugurado em 1875, que abriga a Ópera de Paris, é absolutamente fascinante e enriquecedora. E você poderá desfrutá-la no Sala Cult, o espaço para o cinema independente e de arte do Paineiras Shoppíng.

Ficha Técnica
Título: A Ópera de Paris
Título original: L’opéra de Paris
Direção: Jean-Stéphane Bron
Roteiro: Jean-Stéphane Bron
Produção: Les Films Pelléas, Bande à Part Films
Fotografia: Blaise Harrison
Edição: Julie Lena
Gênero: Documentário
País: França
Ano: 2017
Duração: 110min
Distribuição: Imovision

Datas e Horários de Exibição no Sala Cult:
– 01 de Abril (domingo) às 16 e 19 horas
– 05 e 06 de Abril (quinta e sexta-feira) às 19 horas
– 07 de Abril (sábado) às 16 e 19 horas

Cinema

Mingei em Sessão Gratuita no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 15 de novembro de 2017 0 Comentários

Um caderno de viagens em vídeo da pesquisadora Silvia Sasaoka em uma viagem pelo Japão pesquisando as expressões do artesanato popular com bolsa da Fundação Japão.
Ela percorreu o país, do norte às ilhas do sul, entrevistando artesãos de tecelagem, estamparia, cerâmica e laca, entre outros. E também registrando o trabalho e criação.
Este vídeo, com direção e edição de Rica Saito, é um tributo ao artesanato na sua forma mais elaborada e um testemunho da diversidade e inventividade de gerações.
A pesquisadora define o resultado final como ‘um filme em forma de caderno de viagens’, e revela que o objetivo foi, através da sua visão, destacar a profunda relação entre os afazeres tradicionais, vida, pessoas e lugares, e revelar como estas tradições têm permanecido vivas durante muitas gerações, inspirando a reflexão do público sobre o artesanato japonês.
“Os conhecimentos desses artesãos japoneses são uma tradição que é mantida e sempre renovada. É uma excelente referência para a reflexão de todos aqueles envolvidos na realização e preservação do artesanato brasileiro”, afirma Silvia.

Cartaz MINGEI
Conceito Mingei
Segundo a pesquisadora, o movimento Mingei, fundado por Soetsu Yanagi, impulsionou um movimento de reavaliação do trabalho de artesanato popular anônimo japonês e seus valores culturais e estéticos.
A origem do nome Mingei é resultado da contração de Minshu (povo) e Kogei (artesanato), e quer dizer o artesanato feito pelo povo e para o povo.
Silvia revela, ainda, que o trabalho não parou por aí. Após verificar até que ponto esse movimento ainda estava vivo para os artesãos, como operam hoje em dia e de que forma estão ligados ao movimento, a pesquisadora já pensa em uma segunda etapa da pesquisa.
“Estou interessada na aplicabilidade e tentativas semelhantes realizadas no Brasil e, a partir daí, verificar em que medida e metodologias estes resultados podem ser traduzidos para comunidades de artesanato no meu país.”

Ficha Técnica
Título: MINGEI – Em busca do artesanato popular do Japão
Direção: Rica Saito e Silvia Sasaoka
Exibição: Moviecom Arte, dia 19 de Novembro – 10:30 horas
Entrada Gratuita.

CinemaMoviecomarte

O Grande Dia, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 2 de julho de 2017 0 Comentários

O filme da semana no Moviecom Arte é o documentário “O Grande Dia”, do diretor francês Pascal Plisson.
Neste documentário Plisson faz uma releitura de seu trabalho anterior “A Caminho da Escola” (2013), contando a história de quatro jovens lutando para superar as adversidades em localidades distintas do mundo, buscando a realização de seus sonhos, simbolizados pelo sucesso em atividades que possam lhes garantir, bem como para suas famílias, uma melhor condição de vida.

O-Grande-Dia
Em Cuba, Albert deseja entrar para a Academia de Boxe de Havana e se tornar um campeão olímpico. Já na Índia, Nidhi estuda com afinco para ser selecionada pelo programa Super 30 e ter a oportunidade de cursar uma faculdade de tecnologia. No Parque Nacional de Queen Elizabeth, em Uganda, Tom disputa uma vaga para guarda florestal. Por fim, na Mongólia, acompanhamos a pequena Deegii, que treina incansavelmente para se tornar uma contorcionista.

source-1453307665
Pascal Plisson veio de uma família burguesa em Paris. Ele parou seus estudos aos 15 anos para viajar e realizar suas produções.Cineasta autodidata, começou sua carreira em 1984, através da produção de relatórios (incluindo cobertura de esportes dedicado ao polo), no continente americano para vários canais de televisão. Em 1997, especializou-se na produção de documentários sobre a África. Ele passou vários anos no Quênia e Tanzânia, onde desenvoulvei proketos para o National Geographic, a BBC e o Canal +. Em 2003, se tornou conhecido do público em geral, fazendo seu primeiro filme dedicado aos guerreiros Masai. Sua consagração aconteceu com o documentario No caminho para a escola em 2013.

01OGrandeDia

Ficha Técnica
Título original: LE GRAND JOUR
Direção e roteiro: Pascal Plisson
Produção: Ladybirds Films
Fotografia: Simon Watel
Edição: Perrine Bekaert
Gênero: Documentário
País: França
Ano: 2014

o-grande-dia.superbanner