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Infiltrado na Klan, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 7 de dezembro de 2018 0 Comentários

“Infiltrado na Klan” marca o retorno do cultuado diretor norte-americano Spike Lee aos grandes filmes que marcaram sua trajetória no cinema.
Com roteiro desenvolvido pelo próprio Lee junto com Charlie Wachtel, David Rabinowitz e Kevin Willmott, a partir do livro escrito por Ron Stallworth, este filme é uma homenagem a Blacksploitation – um movimento cinematográfico dos EUA que surgiu na década de 70, quando diretores e atores negros começaram a produzir uma série de filmes..


A trama se passa em 1978 e conta a real história de Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado que conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan, organização extremista e reacionária que defende temas como a supremacia branca, o nacionalismo branco, a anti-imigração, historicamente expressos através do terrorismo voltado contra negros, judeus e católicos.


Por ser negro obviamente Ron não participava das reuniões do grupo pessoalmente. Quem se apresentava em seu lugar nessas reuniões era seu parceiro e também policial Flip Zimmerman (Adam Driver). Os dois chegam aos níveis mais altos da organização.


A obra está recheada de cenas onde o preconceito é representado de uma maneira caricata, mas o que parece loucura é um retrato cada vez mais próximo e fiel da nossa realidade atual e isso faz de “Infiltrado na Klan” um dos filmes mais importantes do ano e foi o vencedor do Grande Prêmio do Juri no Festival de Cannes.
Não recomendado para menores de 14 anos.

Ficha Técnica
Título: Infiltrado na Klan
Título original: BlacKkKlansman
Nacionalidade: EUA
Gêneros: Biografia, Comédia, Policial
Ano de produção: 2018
Duração: 2h 15 min
Direção: Spike Lee
Elenco: John David Washington, Adam Driver, Laura Harrier
Roteiro: Spike Lee, David Rabinowitz, Charlie Wachtel, Kevin Willmott. Baseado no livro escrito por Ron Stallworth
Trilha sonora: Terence Blanchard
Direção de fotografia: Chayse Irvin
Design de produção: Curt Beech
Direção de arte: Marci Mudd
Decoração de set: Cathy T. Marshall
Figurino: Marci Rodgers
Distribuição: Universal Pictures

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Museu, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 29 de novembro de 2018 0 Comentários

Na noite de natal de 1985, 140 peças de valor incalculável foram roubadas do Museu Nacional de Antropologia do Cidade do México. Considerado como o roubo do século, o crime foi atribuído inicialmente a uma quadrilha de experientes ladrões de arte, de tão audacioso e bem executado.
O que ninguém jamais poderia imaginar é que os ladrões eram na verdade dois garotos suburbanos de classe média, estudantes de veterinária.


Trazendo o galã mexicano Gael García Bernal em uma de suas melhores performances o longa “Museu”, do diretor Alonso Ruizpalacios, abre a programação de dezembro do Moviecom Arte reconstruindo essa história de forma bem humorada para levantar uma discussão sobre os valores (simbólicos e materiais) do que é histórico e cultural.


Gael interpreta Juan Núñes, um jovem frustrado e revoltado com seu contexto familiar. É dele a ideia e os planos para roubar o Museu. Para isso convida seu amigo, o atrapalhado Benjamin Wilson, personagem interpretado pelo também brilhante Leonardo Ortizgris.


As trapalhadas dos dois jovens os tornam tão engraçados e tão adoráveis que é impossível não torcer por eles no decorrer da trama. Em vários momentos é impossível não lebrar dos personagens Pink & Cérebro, da animação criada por Steven Spielberg e Tom Ruegger.


O roteiro foi premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim deste ano e aborda assuntos “polêmicos” como os males causados pelo colonialismo e pelo capitalismo aos bens culturais e questiona a função social dos museus.
“Museu” será exibido no Moviecom Arte nos dias 01 e 02 de dezembro às 11 horas, e no dia 04 de dezembro às 14 horas.
Não recomendado para menores de 16 anos.

Ficha Técnica
Título original: Museo
Nacionalidade: México
Gêneros: Comédia dramática, Crime
Ano de produção: 2018
Estréia: 8 de novembro de 2018 (Brasil)
Duração: 2h 06min
Direção: Alonso Ruizpalacios
Roteiro: Alonso Ruizpalacios, Manuel Alcalá
Elenco: Gael García Bernal, Leonardo Ortizgris, Alfredo Castro
Produção: Gael García Bernal, Manuel Alcalá, Patricio Braun, Moisés Cosío, Brian Cox, Maria Jose Cuevas, Gerardo Gatica, Robert Lantos, Alberto Muffelmann, Jose Nacif, Jacobo Nazar, Renato Ornelas,Mariana Rodriguez Cabarga, Ramiro Ruiz, Anant Singh
Trilha sonora: Tomás Barreiro
Direção de fotografia: Damián García
Edição: Yibran Asuad
Design de produção: Sandra Cabriada
Figurino: Malena De la Riva
Estúdios: Detalle Films, Distant Horizon, Panorama Global
Distribuição: Supo Mungam Films

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Museu e Juliet Nua e Crua no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 24 de novembro de 2018 0 Comentários

Além da estreia de “Museu”, do diretor mexicano do diretor Alonso Ruizpalacios, que é o filme da semana no Moviecom Arte (clique aqui para ver o trailer e ler nosso comentário),  teremos a reapresentação de  “Juliet, Nua e Crua”, uma comédia romântica de Jesse Peretz,  estrelada por Rose Byrne, Chris O’Dowd e Ethan Hawke.


Relacionamentos que chegam ao fim, reflexão existencial e aprofundamento de personagens – tudo interligado por uma forte paixão musical, norteiam o roteiro adaptado a três mãos por Jim Taylor, Tamara Jenkins e Evgenia Peretz.
Rose Byrne interpreta uma mulher que está saindo de um relacionamento de 15 anos e busca um recomeço.

Curiosamente, começará um romance com o ídolo do seu ex-marido, o rockstar Tucker Crowe (interpretado por Ethan Hawke), que já não faz mais tanto sucesso. O papel do fã traído fica com Chris O’Dowd.


Ao contrário do que se pode esperar de uma comédia romântica, a trama foca na história de cada um dos 3 personagens e se mostra muito mais propensa a discutir os reveses da vida e as frustrações dos relacionamentos, do que contar uma história de amor.
Baseado no livro homônimo de Nick Hornby.  “Juliet Nua e Crua” é um filme singelo e agridoce e você poderá ver ou rever no Moviecom Arte dos dias 01 e 02 às 11:10 horas e no dia 04 às 14:10 horas.

Ficha Técnica:
Título: Juliet, Nua e Crua
Título original: Juliet, Naked
Nacionalidades: EUA, Reino Unido
Gêneros: Drama, Romance
Ano de produção: 2018
Estréia: 4 de outubro de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 45min
Classificação: 12 anos
Direção: Jesse Peretz
Roteiro: Evgenia Peretz, Jim Taylor, Tamara Jenkins. Baseado no livro de Nick Hornby
Trilha sonora: Nathan Larson
Direção de fotografia: Remi Adefarasin
Edição: Sabine Hoffman, Robert Nassau
Design de produção: Sarah Finlay
Direção de arte: Caroline Barclay
Decoração de set: Ellie Pash
Figurino: Lindsay Pugh
Estúdios: Los Angeles Media, Rocket Science, Bona Fide Productions, Apatow Productions, Turnlet Films, Ingenious Media
Distribuição: Diamond Films

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Os 50 São Os Novos 30, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 6 de setembro de 2018 0 Comentários

Em uma comédia de ficção cheia de realidade a diretora francesa Valérie Lemercier brinca com “tragédias” típicas do mundo das adultos como o fim de um casamento, perder o emprego e voltar a morar com os pais.


“Em Os 50 São Os Novos 30”, além de dirigir Valérie Lemercier interpreta a personagem principal da trama, Marie-Francine, uma mulher que aos 50 anos está muito velha para o seu emprego e também para o marido, que a troca por uma mulher mais nova.

Ela volta a morar na casa dos pais, que a tratam de forma infantilizada, e começa a trabalhar em uma pequena loja de cigarros eletrônicos, conhece Miguel (Patrick Timsit), que está na mesma situação que ela.
Com a paixão emergente, eles precisam abrigar o novo amor mas nenhum dos dois tenha uma casa própria.
Esta comédia hilária, romântica e bem realista é o filme da semana no Moviecom Arte. O filme será exibido nos dias 08 e 09 de setembro às 11 horas e no dia 11 de setembro às 14 horas.

Ficha Técnica
Título no Brasil: 50 São os Novos 30
Título original: Marie-Francine
Gênero: Comédia romantica
Duração: 95 min
Estreia no Brasil: 28 de Junho de 2018
País: França
Diretor: Valérie Lemercier
Roteirista: Valérie Lemercier Sabine Haudepin
Elenco: Valérie Lemercier, Patrick Timsit, Hélène Vincent, Philippe Laudenbach, Denis Podalydè,s Nadège Beausson, Diagne Marie Petiot, Anna Lemarchand, Simon Perlmutter, Géraldine Martineau, Loïc Legendre, Danièle Lebrun, Patrick Préjean, Pierre Vernier, Philippe Vieux, Clara Simpson, Marie Barraud e Salim Torki.
Distribuição: CineArt

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Oh Lucy!, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 27 de julho de 2018 0 Comentários

A vida dura, fria e solitária das grandes metrópoles, cria personagens banais inseridos em contextos complexos. E vice-versa.
Tóquio é a cidade onde a diretora Atsuko Hiranayagi coloca a personagem central de seu novo filme. Mas poderia ser Nova York ou São Paulo.


Envolvida por uma realidade caótica, que se reflete em sua vida pessoal e profissional, Setsuko é uma mulher comum, com sentimentos reprimidos, sonhos apagados, com pouca ou nenhuma autoestima e uma rotina monótona e absolutamente sem graça.


Mas tudo muda quando ela, convencida por sua sobrinha, vai fazer uma aula de inglês gratuita. Ao quebrar sua rotina, Setsuko se permite viver uma grande transformação.
O agente transformador é John, um professor de inglês com métodos pouco convencionais. Ele obriga Setsuko a usar uma peruca loura e adotar um nome americano. Ela então se transforma em Lucy e a experiência de ser uma outra pessoa abre uma porta para um mundo de possibilidades que ela simplesmente ignorava.


Ela se apaixona por seu professor de inglês e, após o repentino sumiço dele, embarca para os Estados Unidos à sua procura, vivenciando uma série de aventuras e se desvencilhando de sua vida ordinária.
Essa é engraçada, delicada e comovente história de “Oh Lucy!”, que o Moviecom Arte exibe nos dias 28 e 29 às 11 horas e no dia 31 de julho às 14 horas. Venha rir, se emocionar e se apaixonar por essa comédia japonesa, ganhadora dos prêmios Independent Spirit de Melhor Atriz e de Melhor Filme de Estreia.

Ficha Técnica

Título original: Oh Lucy!
Nacionalidades: Japão, EUA
Gênero: Comédia dramática
Ano de produção: 2017
Estréia: 28 de junho de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 35min
Classificação: 16 anos
Direção: Atsuko Hirayanagi
Roteiro: Atsuko Hirayanagi, Boris Frumin, Atsuko Hirayanagi
Produção: Will Ferrell, Hiroyuki Akune, Meileen Choo, Jessie Creel, Jessica Elbaum, Anderson M. Hinsch, Atsuko Hirayanagi, Seiya Horio, Razmig Hovaghimian, Yukie Kito, Adam McKay, Katsuhiro Tsuchiya, Han West
Trilha sonora: Erik Friedlander
Direção de fotografia: Paula Huidobro
Edição: Kate Hickey
Produção de design: Norifumi Ataka, Jason Hougaard
Decoração de set: Jenna Craig, Yoshito Endo
Figurino: Masae Miyamoto
Estúdios: Matchgirl Pictures, Gloria Sanchez Productions, Meridian Content, Nippon Hôsô Kyôkai (NHK)
Distribuição: Imovision

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Acertando o Passo, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 8 de junho de 2018 0 Comentários

Richard Loncraine é o diretor de “Acertando o Passo”, uma comédia dramática estrelada por Imelda Staunton e Celia Imrie, que o Moviecom Arte exibe nos dias 09, 10 e 12 de junho.


A trama gira em torno de duas irmãs na terceira idade que, forçadas pelas circunstâncias, voltam a conviver depois de muitos anos afastadas e aí constatam suas diferenças e quanto têm a aprender uma com a outra.


Esta é a segunda vez que Loncraine mira personagens da terceira idade. Em 2015 ele dirigiu “Ruth e Alex”, estrelado por Diane Keaton e Morgan Freeman, que viviam um casal de idosos que decide vender o apartamento onde vivem.
Em “Acertando o Passo”, uma senhora rica ao descobrir a infidelidade do marido resolve voltar a viver com a irmã, com quem não falava a muitos anos. Essa convivência se revela profundamente transformadora para ambas.


Entre as descobertas e redescobertas, essa senhora passa a frequentar aulas de dança e se abre para novas possibilidades, inclusive para um novo amor.


Richard Loncraine não economiza nos clichês típicos dos filmes de dança e da terceira idade, mas faz uso deles com inteligência e sem perder aquele estilo europeu de cinema, onde o foco está no personagem e em suas relações. “Acertando o Passo”, é um fime emocionante e divertido.

Ficha Técnica
Título original: Finding Your Feet
Nacionalidade: Reino Unido
Gêneros: Comédia, Drama
Ano de produção: 2017
Estréia: 10 de maio de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 51 minutos
Classificação: 14 anos
Direção: Richard Loncraine
Roteiro: Meg Leonard, Nick Moorcroft
Elenco: Imelda Staunton, Joanna Lumley, Timothy Spall, Celia Imrie e Phoebe Nicholls
Trilha sonora: Michael J. McEvoy
Direção de fotografia: John Pardue
Edição: Johnny Daukes
Design de produção: Jon Bunker
Figurino: Jill Taylor
Distribuição: California Filmes

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Uma Cinderela Moderna no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 31 de maio de 2018 0 Comentários

A espanhola Rossy de Palma é uma das grandes divas do cinema contemporâneo. Musa de Almodóvar (com quem trabalhou em 7 filmes), Rossy esbanja talento e versatilidade, indo da comédia à tragédia em personagens que se tornaram históricos.
E é em uma rasgada comédia romântica que ela está de volta, desta vez sob a direção da francesa Amanda Sthers, em “Madame”, um conto de fadas moderno que faz uma divertida releitura do arquétipo de Cinderela.


A história gira em torno de Maria (Rossy de Palma), a empregada espanhola de um casal de milionários americanos que vai morar em Paris. Durante um jantar oferecido a um seleto grupo de amigos europeus, a supersticiosa anfitriã se dá conta de que tem 13 convidados à mesa e obriga Maria a passar por uma aristocrata espanhola.


Atrapalhada, a pobre Maria esforça-se para interpretar sua personagem o mais discretamente possível mas acaba conquistando as atenções de um influente comerciante de arte inglês que fica totalmente seduzido por ela.
O namoro entre eles vai além daquela noite e, apavorados, os patrões americanos fazem o possível e o impossível para terminar com a relação antes que o inglês perceba o papel deles naquela terrível mentira.


O enredo não é dos mais originais mas Amanda Sthers abusa e faz bom uso de todos os clichês, contando ainda com o talento de um elenco de estrelas como Toni Collette, Harvey Keitel e Tom Hughes, além de mais uma atuação impagável de Rossy de Palma.
Tudo isso resulta em uma deliciosa e sofisticada comédia que vai além de divertir o público. Nas entrelinhas do texto estão algumas das facetas mais perversas da nossa sociedade como as diferenças de classes e a abusiva relação patronal para com empregados de classes sociais inferiores.


“Madame” é o filme da semana no Moviecom Arte e será exibido nos dias 02 e 03 de junho às 11 horas e no dia 05 de junho às 14 horas, no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica
Título original: Madame
Nacionalidade: França
Gêneros: Drama, Comédia, Romance
Ano de produção: 2017
Estréia: 29 de março de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 30 minutos
Direção: Amanda Sthers
Roteiro: Amanda Sthers, Matthew Robbins, Amanda Sthers
Elenco: Rossy de Palma, Toni Collette, Harvey Keitel, Michael Smiley, Tom Hughes, Violaine Gillibert, Stanislas Merhar, Sue Cann, Ariane Séguillon, Amélie Grace Zhurkin, James Foley, Brendan Patricks, Tim Fellingham, Joséphine de La Baume e Sonia Rolland.
Produção: Cyril Colbeau-Justin, Matthew Gledhill, Didier Lupfer, Alain Pancrazi
Trilha sonora: Matthieu Gonet
Direção de fotografia: Régis Blondeau
Edição: Nicolas Chaudeurge
Design de produção: Herald Najar
Decoração de set: Julyan Giraux
Distribuição: California Filmes

 

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Deixe A Luz Do Sol Entrar, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 23 de maio de 2018 0 Comentários

A diva Juliette Binoche aparece com frequência na programação do Moviecom Arte e não é porque somos fãs declarados dela. Aos 54 anos ela é uma atriz cheia de energia e super solicitada por todos os diretores, dos novatos aos mais renomados.


Incapaz de dizer não a um bom roteiro, vira e mexe Binoche aparece vestindo um personagem incrível. Em “Deixe a Luz do Sol Entrar”, de Claire Denis, ela é Isabelle, uma artista parisiense – mãe e divorciada – em busca do amor verdadeiro.
“Deixe a Luz do Sol Entrar” nasceu de um convite que a diretora Claire Denis e outras diretoras receberam para fazerem adaptações de “Fragmentos De um Discurso Amoroso”, obra de Roland Barthes que completou em 2017 o aniversário de 40 anos de sua primeira publicação.


Em sua obra Barthes falava da solidão e extrema depreciação dos discursos amorosos de hoje em dia e é isso que vemos na história da personagem de Juliette Binoche. Isabelle vive em um entra e sai de relacionamentos, sempre se decepcionando com seus parceiros.


Claire Denis assina o roteiro em parceria com Christine Angot, criando uma sucessão de conversas que vão da trivialidade ao existencialismo que, muito além do romance ou da comédia, é uma jornada de autoconhecimento de uma mulher dos nossos tempos.
Além de Binoche, outro astro francês super requisitado do cinema francês – e também figura fácil no Moviecom Arte – faz participação especial no filme: Gérard Depardieu. Ele surge na trama como um psiquiatra que eleva Isabelle a refletir sobre o essencial.
“Deixe a Luz do Sol Entrar” é o filme da semana no Moviecom Arte, que será exibido nos dias nos dias 26 e 27 às 11 horas e dia 29 de maio às 14 horas.

Ficha Técnica
Título Original: Un Beau Soleil Intérieur
Título no Brasil: Deixe a Luz do Sol Entrar
Nacionalidades: França, Bélgica
Gêneros: Drama, Comédia, Romance
Ano de produção: 2017
Estréia: 29 de março de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 35 minutos
Classificação: 14 anos
Direção: Claire Denis
Roteiro: Claire Denis & Christine Angot
Elenco: Juliette Binoche, Xavier Beauvois, Philippe Katerine, Josiane Balasko, Sandrine Dumas, Nicolas Duvauchelle e Alex Descas
Produção: Emilien Bignon, Jacques-Henri Bronckart, Olivier Bronckart, Christine De Jekel, Olivier Delbosc, Philippe Logie
Trilha sonora: Stuart A. Staples
Direção de fotografia: Agnès Godard
Edição: Guy Lecorne
Design de produção: Arnaud de Moleron
Distribuição: Imovision

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O Feminismo Além do Feminismo em A Número Um

Postado porTemperos de Cinema 11 de abril de 2018 0 Comentários

Emmanuelle Blachey é uma mulher como milhões de outras em todo o mundo, tendo que dar conta da casa, dos filhos, cuidar do pai idoso e ainda ser uma profissional dedicada em um ambiente de trabalho onde a mulher é menos valorizada que os homens.
Embora o tema central do filme “A Número Um” gire em torno do machismo que insistie e resiste nos meios corporativos, esta obra da diretora francesa Tonie Marshall não levanta a bandeira do feminismo e se limita a mostrar apenas a realidade de uma mulher e sua luta nos bastidores de uma disputa pelo poder.


Brilhantemente interpretada por Emmanuelle Devos a personagem Emmanuelle Blachey é uma executiva de uma empresa de energia que, incentivada por um clube feminista, resolve competir pela presidência de uma importante indústria francesa de água.


Sempre distante das discussões feministas a personagem no entanto vê na proposta uma ótima oportnidade de crescimento profissional e ao aceitar o desafio abre seus olhos para essa triste realidade. “A Número Um” mostra que o empoderamento maior da mulher é sua conscientização, muito antes de seu sucesso profissional.
Este é o filme da semana no Moviecom Arte com sessões nos dias 14 e 15 de Abril às 11 horas e dia 17 de abril às 14 horas.

Ficha Técnica
Título: A Número Um
Título original: Numéro Une
Nacionalidade: França
Gênero: Comédia dramática
Ano de produção: 2017
Duração: 1h 50 minutos
Direção: Tonie Marshall
Roteiro: Tonie Marshall, Raphaëlle Bacqué, Marion Doussot
Elenco: Emmanuelle Devos, Richard Berry, Sami Frey Suzanne Clément, Anne Azoulay, Benjamin Biolay, Carole Bouquet e Francine Bergé
Trilha sonora: Fabien Kourtzer, Mike Kourtzer
Direção de fotografia: Julien Roux
Edição: Marie-Pierre Frappier
Design de produção: Anna Falguères
Decoração de set: Matthieu Guy
Figurino: Anne Autran, Elisabeth Tavernier
Distribuição: Imovision

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O Outro Lado da Esperança

Postado porTemperos de Cinema 3 de janeiro de 2018 0 Comentários


O drama dos refugiados em todo o mundo é um tema que muitos diretores vem abordando nos últimos anos. Entre outros filmes, exibimos no mês passado o documentário “|Human Flow”, de Ai Weiwei, falando sobre esse assunto.
E não é para menos, segundo dados da ONU em 2015 já se contabilizava mais de 65 milhões de refugiados em todo mundo. Pessoas fugindo de guerras, da fome e da miséria, bem como de governos opressores.
Esse tema cai como uma luva para o diretor finlandês Aki Kaurismäki que tem sua filmografia quase sempre falando de uma Finlândia de onde todos desejam fugir. Dono de um estilo instigante, a beleza de seus filmes se deve em grande parte à extrema simplicidade estética, à precisão de seus enquadramentos e da narração sofisticada, com muitas referências aos anos 70.

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Abrindo a temporada 2018 o Moviecom Arte orgulhosamente apresenta “O Outro Lado da Esperança”, o 17º longa de Aki Kaurismäki, que conta história de Khaled (Sherwan Haji), um refugiado sírio que chega clandestinamente à Helsinque depois de percorrer vários países. Com seu visto de asilo negado ele é preso mas foge e passa a viver ilegalmente no país, sempre em busca de uma irmã desaparecida.

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O que Kaurismäki mostra em “O Outro Lado da Esperança” vai além do drama dos refugiados. Ele expõe de forma bastante irônica e anarquista a instabilidade social nos países europeus, o medo do terrorismo e o avanço do conservadorismo e dos nacionalismos.

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Esse é o filme da semana no primeiro Moviecom Arte de 2018 e será exibido nos dias 06 e 07 de janeiro, Sábado e Domingo, às 11 horas da manhã no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica:
Nome: O outro lado da esperança
Nome Original: Toivon tuolla puolen
País de Origem: Finlândia
Ano de produção: 2017
Gênero: Comédia dramática
Duração: 100 min
Classificação: 12 anos
Direção: Aki Kaurismäki
Elenco: Ville Virtanen, Kati Outinen, Tommi Korpela

Distribuição: Imovision

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