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CinemaPrograçãoDe Maio

Programação de Abril do Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 6 de Abril de 2018 0 Comentários

O cinema alemão, o cinema francês, o cinema americano e o cinema russo estão devidamente representados por seus cineastas mais contemporâneos e talentosos, nesta seleção de filmes imperdíveis que o Moviecom Arte traz para você.

DIAS 07,08 E 10 DE ABRIL
EM PEDAÇOS

Escrito e dirigido por Faith Akin, “Em Pedaços” foi selecionado para representar a Alemanha no Oscar 2018 mas ficou fora da lista final de indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Com inspiração hollywwodiana este drama cheio de reviravoltas começa com o casamento de um presidiário, o traficante Nuri (Numan Acar) e a jovem Katja (Diane Kruger). Um salto no tempo e encontramos o casal com um filho, vivendo como uma família comum, estabelecida e feliz..
Tudo muda quando Katja perde o marido e o filho em um atentado terrorista. Em uma atuação que lhe valeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, Diane Kruger imprime tanta veracidade à sua interpretação que é impossível não sofrer junto com a personagem nesse momento de dor.
E quando tudo parece girar em torno do sofrimento e a necessidade de recomeçar da personagem, a discussão sobre o atentado assume o primeiro plano e o filme se volta para a bordagem de temas como a intolerância racial, questões políticas e sociais. Em mais uma reviravolta na trama, a personagem vai fazer justiça pelas próprias mãos.

DIAS 14, 15 E 17 DE ABRIL
A NÚMERO UM

Embora o tema central do filme “A Número Um” gire em torno do machismo que insistie e resiste nos meios corporativos, esta obra da diretora francesa Tonie Marshall não levanta a bandeira do feminismo e se limita a mostrar apenas a realidade de uma executiva nos bastidores de uma disputa pelo poder.
Brilhantemente interpretada por Emmanuelle Devos a personagem Emmanuelle Blachey é uma executiva de uma empresa de energia eólica que, incentivada por um clube feminista, entra da disputa pela presidência de uma importante indústria francesa de água.
Sempre distante das discussões feministas a personagem no entanto vê na proposta um ótima oportnidade de crescimento profissional e ao aceitar o desafio abre seus olhos para a triste realidade de milhões de mulheres em todo o mundo, até hoje subjugadas pelo simples fato de não serem homens.
“A Número Um” mostra que o empoderamento maior da mulher é sua conscientização, muito antes de seu sucesso profissional.

DIAS 21, 22 E 24 DE ABRIL
EU, TONYA

A história da patinadora Tonya Harding era a grande favorita de muitos cinéfilos e críticos ao Oscar 2018. Contudo o filme dirigido por Graig Gillespie recebeu apenas 3 indicações e não levou neNhuma.
“Eu, Tonya” tem a seu favor a interpretação impecável de Margot Robbie, vivendo as diversas fases da vida da polêmica patinadora americana que se tornou um mito entre os anos 80 e 90 mas viu sua fama despencar em 1994, quando teve seu nome injustamente envolvido em um grande escandalo armado por sua principal concorrente.
Outro ponto alto do filme é o roteiro de Steven Rogers baseado na biografia e relatos da própria Tony Harding, tida por muitos como louca e incorreta. Sua infância problemática, o estrelato, os abusos que sofreu, o esquecimento… tudo é mostrado no filme de forma muito original, fugindo aos modelos tradicionais de uma biografia.

DIAS 28, 29 DE ABRIL E 01 DE MAIO
SEM AMOR

Representando a Russia no Oscar 2018, “Sem Amor” é uma verdadeira obra de arte dirigida por Andrey Zvyagintsev, um dos grandes nomes do cinema europeu contemporâneo.
“Sem Amor” é um filme sobre a frivolidade nas relações humanas de uma forma geral. E é interessante o modo como Zvyagintsev parte de uma simples narrativa de um acontecimento em um universo micro, transformando-a em uma metáfora que nos obriga a refletir sobre seus milhares de desdobamentos no mundo atual.
A história mostra um casal que está divorciando-se e única coisa que resta daquela união frustrada é uma criança extremamente abalada com essa separação e as constantes brigas que ecoam pelo apartamento da família.
Na nova vida desse homem e dessa mulher não sobra espaço e nem atenção para a criança, que passa a ser completamente ignorada até que um dia desaparece, completa e misteriosamente.
O diretor do pesadíssimo “Leviatã”, que também concorreu ao Oscar em 2014, surpreende mais uma vez com uma obra que mostra não só a decadência humana mas também a decadência de seu país, a Russia, sendo um a conseuência da decadência do outro.
Decadência essa que não conhece fronteiras e hoje atinge grande parte da sociedade mundial.

 

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O Moviecom Arte é um projeto da publicitária e produtora Fátima Augusto em parceria com o Moviecom Jundiaí, que há 1o anos traz para a cidade filmes de arte e que não entram no circuito comercial.

Com um horário alternativo dentro da programação do cinema, o Moviecom Arte acontece todos os sábados e domingos às 11 horas e tem ingressos a R$ 10,50 e R$ 5,25.

Moviecom Jundiaí fica no Maxi Shopping – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6000 – Vila Rio Branco, Jundiaí – SP

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CinemaFilmes da semanaSala CultSem categoria

Sala Cult Apresenta: Lou

Postado porTemperos de Cinema 15 de Março de 2018 0 Comentários

O filme da semana no Sala Cult é “Lou”, que conta a vida daquela que foi a primeira mulher na psicanálise e no estudo da sexualidade feminina.

E a vida da filosofa e psicanalista Lou Andreas-Salomé (1861-1937) foi fascinante, para dizer o mínimo. Seu pioneirismo se estendeu em praticamente tudo. Seu triangulo amoroso com os filósofos Friedrich Nietzsche e Paul Rée, seu relacionamento com o poeta Rainer Maria Rilke e sua convivência com Sigmund Freud, revelam uma mulher brilhantemente transgressora e muito à frente de seu tempo.

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Filme de estreia da diretora Cordula Kablitz-Post, “Lou” começa mostrando uma fogueira com livros sendo queimados, enquanto o áudio reproduz um discurso de Hitler condenando a psicanálise e outras expressões intelectuais às chamas.
Renegada às sombras da eternidade, como é muito comum a várias mulheres na história da humanidade, Lou Andreas-Salomé vem sendo redescoberta como um dos grandes nomes do feminismo.

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Ela é personagem central da trama e à sua volta gravitam alguns dos homens mais brilhantes de todos os tempos. Uma das cenas mais simbólicas do filme mostra Lou sobre uma carroça “puxada” por Rée e Nietzsche, reprodução de uma imagem que ficou famosa e correu o mundo na época.

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O imperdível “Lou” será exibido no Sala Cult , no Paineiras Shopping Jundiaí, dia 11 de março às 16 e às 19 horas, dias 15 e 16 de março às 19 horas e dia 17 de março às 16 e 19 horas.
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Veja o trailer: 

Ficha Técnica:
Título: Lou
Título original: Lou Andreas-Salomé
Nacionalidades: Alemanha, Suiça
Gêneros: Drama, Histórico, Biografia
Ano de produção: 2016
Duração: 1h 53 minutos
Classificação: 16 anos
Direção: Cordula Kablitz-Post
Roteiro: Cordula Kablitz-Post, Susanne Hertel
Trilha sonora: Judit Varga
Fotografia: Matthias Schellenberg
Edição: Beatrice Babin
Design de produção: Nikolai Ritter
Figurino: Bettina Helmi
Distribuição: Cineart Filmes

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CinemaMoviecomarte

Lady Bird, A Hora de Voar, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 5 de Março de 2018 0 Comentários

Com 5 indicações importantes e sendo um dos favoritos do público, “Lady Bird: A Hora de Voar” não levou nenhum Oscar – o que é normal nesse tipo de premiação, ainda mais em um ano com tantos filmes bons na briga.


Dirigido por Greta Gerwig, “Lady Bird” é daqueles filmes que a gente assiste como se estivesse sentado nas nuvens. É um filme adolescente com todos os clichês típicos mas que se torna especial pelos desfechos surpreendentes para cada situação.

As relações humanas e a incrível descoberta do “mundo adulto”, são o centro desta comédia emocionante, delicada e crua sobre uma jovem não muito convencional, com uma personalidade mais forte que a média e a turbulenta relação com sua mãe, uma obstinada que trabalha incansavelmente para manter sua família.


Outro ponto alto do filme é a atuação brilhante de Saoirse Ronan. No papel da adolescente problemática que dá título ao filme, Saoirse ganhou um Globo de Ouro, um Gotham, o título de melhor atriz do último Festival de Toronto, foi indicada para o Bafta e para o prêmio do Sindicato de Atores.
De quebra a jovem atriz de 22 anos ganhou também sua terceira indicação ao Oscar. Não levou mas só essa indicação deixa bem claro que essa garota promete.

Este é o filme da semana no Moviecom Arte e você poderá assistí-lo nos dias 10 e 11 de março às 11 horas e no dia 13 de março às 14 horas.

Ficha Tecnica
Nome: Lady Bird – A hora de voar
Nome Original: Lady Bird
Cor filmagem: Colorida
Origem: EUA
Ano de produção: 2017
Gênero: Comédia, Drama
Duração: 93 min
Classificação: 14 anos
Direção: Greta Gerwig
Elenco: Saoirse Ronan, Laurie Metcalf, Tracy Letts
Distribuição: Universal Pictures

CinemaFilmes da semanaSala Cult

O Insubstituível

Postado porTemperos de Cinema 3 de Março de 2018 0 Comentários

O que é insubstituível em nossas vidas afinal? O amor, o carinho, a atenção… o melhor tratamento para todos os males está nas relações que cultivamos, principalmente quando chegamos à velhice. A comédia dramática “O Insubstituível”, escrita e dirigida pelo cineasta francês Thomas Lilti é o terceiro filme da programação do Sala Cult e fala de forma muito delicada sobre este tema.


Estrelado pelo francês François Cluzet, em uma brilhante atuação, o filme conta a história de um médico que enfrenta um câncer e precisa se reinventar em sua rotina profissional, para continuar a cuidar de seus pacientes em uma cidadezinha no interior da França.


Buscando um pouco de descanso em sua meticulosidade que beira ao perfeccionismo, Jean-Pierre precisa de um substituto para tantas funções que exerce e assim chega ao lugar a quase doutora Nathalie (Marianne Denicourt), que precisa enfrentar a rabugentice do médico e conquistar a confiança dos pacientes.


Envolvente e emocionante, “Insubstituível” será exibido dia 04 de março às 16 e às 19 horas, dias 08 e 09 às 19 horas e 10 de março às 16 e 19 horas, no Sala Cult.

Ficha Técnica
Nome: Insubstituível
Nome Original: Médecin de Campagne
Gênero: Drama
Direção: Thomas Lilti
Elenco: François Cluzet, Marianne Denicourt, Christophe Odent
Origem: França
Ano de produção: 2016
Duração: 102 min
Classificação: 12 anos
Distribuição: Cineart

Temperos

Estamos de Volta e em Clima de Festa!

Postado porTemperos de Cinema 28 de Fevereiro de 2018 0 Comentários

Começa a temporada 2018 do Programa Temperos de Cinema e este ano a grande novidade é o formato inovador: A cada mês teremos o cardápio completo de um jantar tendo o cinema como tema, com o preparo de 4 ou 5 receitas, do drink e entrada até a sobremesa, que serão exibidas nos programas semanais postados todas as quintas-feiras no nosso canal no Youtube.


Os programas terão como inspiração os Jantares de Cinema, evento mensal da confraria de cinema e gastronomia criada por Fátima Augusto, Sandra Romansini e Rui Otanari.
E como a estreia da nova temporada acontece às vésperas da festa do Oscar 2018, o primeiro jantar é uma celebração à nonagésima edição do prêmio mais importante da indústria do cinema mundial.

São 5 receitas, todas inspiradas em filmes vencedores do Oscar. E começamos com o icônico drama dinamarquês “A Festa de Babete”, dirigido por Gabriel Axel, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1988. Deste filme vem a receita de um espetacular Blinis de salmão e caviar.


Na sequência serão a apresentadas as receitas de uma sopa de rã, também do filme “A Festa de Babete”; um Ravioli e do filme Chocolate; um cordeiro com cardamomo e arroz pasmati do filme “Um Casamento à Indiana”; e fechando o mês de março e o jantar do Oscar, teremos um maravilho tartin de ameixa ao molho de cassis, com gelato de baunilha e chantilly do filme “Um Bom Ano”.

Este é o novo Temperos de Cinema, cheio de ideias para você preparar no seu dia-a-dia ou também para fazer um grande jantar para amigos que apreciam boa comida e bons filmes.

 

Fátima Augusto

Produtora

CinemaFilmes da semanaMoviecomarte

Os Filmes de Fevereiro no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 2 de Fevereiro de 2018 0 Comentários

.A vida é feita do cotidiano. De sonhos, lembranças, alegrias, de desafios, de superações, tristezas… Daquilo que pensamos, construímos ou simplesmente vivemos. A vida, sobretudo, é feita da vida. E às vezes esquecemos disso.
O cinema tem esse dom de nos chamar à reflexão, nos levando às vezes para lugares, situações e histórias que nunca pensamos vivenciar. isso nos permite entender melhor o outro e muitas vezes descobrimos que, de alguma forma, também vivemos um pouco daquila história.
O Moviecom Arte de fevereiro traz 4 belíssimos filmes sobre a vida de personagens tão próximos de nós, mesmo que pareçam distantes do nosso cotidiano.

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Dias 03 e 04 de fevereiro – 11horas – dia 06 – 14horas
120 BATIMENTOS POR MINUTO
O cinema ativista às vezes pode ser bem chato, principalmente quando se torna um discurso militante e esquece de ser um filme. Não é o caso de “120 Batimentos Por Minuto”, de Robin Campillo, que aborda diversas questões contemporâneas a partir do cotidiano dos membros de um grupo que, nos anos 90, lutava para que o governo francês e a indústria farmaceutica agissem de forma mais efetiva em relação à AIDS.
O diretor Robin Campillo fez parte deste grupo e usa sua própria experiência para abordar questões como a homossexualidade na França e no mundo, as questões políticas que envolvem a indústria farmaceutica, a militância e a cultura gay que inclui as festas de música eletrônica.
O título “120 BPM”, aliás, vem exatamente dos batimentos cardiacos nas pistas de dança mas é uma analogia também à adrenalina necessária para enfrentar as questões abordadas no filme.
Não recomendado para menores de 16 anos

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Dias 10 e 11 – 11horas – dia 13 – 14horas

LUCKY
Falecido recentemente, Harry Dean Stanton é uma verdadeira lenda do cinema independente. Com personagens memoráveis como no cult “Paris, Texas” e no icônico “Twin Peaks”, esta é a última oportunidade de vê-lo atuando e justamente em um filme que é uma poética homenagem a ele.
O personagem é um velho ateu, aos 90 anos, vivendo seus dias à espera da morte, em uma inóspita e desinteressante cidadezinha no deserto. Embora pareça, não há nada de baixo-astral nisso. “Lucky” é uma exaltação à consicência, ao prazer da independência na última idade.
Falta beleza e há vários momentos de tédio absoluto no filme. Tudo sugere que o estreante diretor John Carroll Lynch se deixou influenciar demais por outros cult movies feitos no deserto mas, como poderiamos imaginar que a vida para um homem de 90 anos em um lugar como esse pudesse ser diferente.
Não recomendado para menores de 16 anos

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Dias 17 e 18 – 11horas – dia 20 – 14horas
CORPO E ALMA
O hungaro “Corpo e Alma”, de Ildikó Enyedi, figura entre os mais belos filmes de 2017. Escolhido como melhor filme no Festival de Berlim, trata-se de uma incrível jornada sobre o amor em uma maravilhosa história contruída através de sonhos.
O filme conta a história de Endre (Géza Morcsányi), um burocrara e portador de uma deficiência no braço, que durante uma sessão com uma psicóloga chamada para auxiliar a empresa que trabalha, descobre que seus sonhos se completam com os mesmos sonhos de uma nova funcionária da empresa chamada Mária (Alexandra Borbély). Assim, se encontrando quase sempre nos sonhos mas sem muita aproximação na vida real, resolvem embarcar nessa história onde buscam a todo instante entender melhor sobre o amor e sobre essa situação totalmente inusitada que é o fato de se ligarem por um sonho.
Impossível falar de “Corpo e Alma” sem citar a lentidão e os longos silêncios essenciais na construção da história, usando a realidade vazia e feia como uma moldura para os momentos de beleza e magia que se dão durante os sonhos.
Não recomendado para menores de 18 anos

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Dias 24 e 25 de fevereiro – 11horas – dia 27 – 14horas
LOLA PATER
A vida como ela é, sem retoques, sem caricaturas e sem hipervalorizar as decepções. Lola Pater, do francês Nadir Moknèche, fala sobre escolhas, do medo do inusitado e das descobertas em uma relação, salientando a importância do respeito e da tolerância.
“Lola Pater” conta a história de um encontro entre pai e e filho, após muitos anos de uma separação inexplicada. Zino, um motoqueiro de 27 anos que trabalha em uma Paris, após a morte de sua mãe, resolve sair em busca de seu desconhecido de seu pai Farid, que há anos teria abandonado a família para regressar a seu país de origem, a Argélia.
Nessa busca Zino descobre que Farid nunca voltou ao país natal, não se divorciou de sua mãe (que sempre soube de tudo) e se tornou uma mulher transexual, a professora de dança Lola, (maravilhosamente interpretada por Fanny Ardant).
A reconexão de pai e filho obedece a passagens obrigatórias (rejeição, negação e aceitação), mas é terna. Zino e Lola se reconhecem, com um pouco de dor, sem sobressaltos ou histrionismos, e se aceitam, sem a obrigação de entender o outro.
Não recomendado para menores de 14 anos

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Moviecom Arte é um projeto da publicitária e produtora Fátima Augusto em parceria com o Moviecom Jundiaí, que há 1o anos traz para a cidade filmes de arte e que não entram no circuito comercial.

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Cinema

Programação de Dezembro do Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 30 de novembro de 2017 0 Comentários

O cinema político contemporâneo reflete a diluição das fronteiras territoriais, étnicas, culturais e ideológicas do mundo globalizado. Os conflitos, aflições, anseios e desilusões sensibilizam ou são comuns a todos de alguma forma. Ao mesmo tempo, a intolerância e o preconceito constroem enormes barreiras ideológicas. Este mês o Moviecom Arte traz 4 grandes filmes de temática política e a visão de 4 grandes diretores.

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Dias 02, 03 e 05 de dezembro
A Trama
O aclamado diretor francês Laurent Cantet é um crítico perpicaz da cena política e social de seu país. Em “A Trama” ele traz uma nova abordagem sobre seus temas favoritos, com foco no microcosmo dos personagens centrais do enredo mas falando do macrocosmo de toda a sociedade francesa deste começo de século.
A história se passa na mediterrânea La Ciotat em pleno verão. Antoine (Matthieu Lucci) aceita participar de uma integradora oficina de escrita, onde alguns jovens deverão desenvolver um romance policial sob a tutoria de Olivia Dejazet (Marina Foïs), famosa romancista. Agressivo e provocador, ele apresenta um polêmico texto e logo passa a ser odiado pelo diverso grupo, ao mesmo tempo em que é apoiado pela intrigada professora.
Não recomendado para menores de 14 anos

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Dias 09, 10 e 12 de dezembro
VICTORIA E ABDUL
O brilhante diretor inglês Stephen Frears assina mais uma obra prima: Victoria & Abdul conta a história real da amizade inesperada entre a Rainha Victoria e Abdul Karim, um jovem empregado que viaja para participar do Jubileu de Ouro e é surpreendido ao conhecer a própria Rainha. Ao se aproximarem, eles criaram uma aliança improvável de dedicação e lealmente mútua, afrontando o circulo doméstico da Rainha.
Nos papéis principais e puxando um elenco de grandes talentos, Judi Dench e Ali Fazal.
Não recomendado para menores de 10 anos

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Dias 16, 17 e 19 de dezembro
HISTORIAS DE AMOR QUE NÃO PERTENCEM A ESTE MUNDO

A diretora italiana Francesca Comencini, famosa pela série Gomorra, assina também o roteiro deste maravilhoso drama romântico, junto com Francesca Manieri e Laura Paolucci.
“Histórias de Amor…” é um olhar sincero sobre a forma como a mulher moderna pode vir a se posicionar dentro de uma relação.
Depois de se separar de Flavio (Thomas Trabacchi), com quem se relacionou por sete anos, a professora Claudia (Lucia Mascino) se sente como uma alma perdida e não vê outra solução para sua dor que não perseguir e reconquistar o ex-companheiro. Flavio, no entanto, tem objetivo bem diferente: seguir em frente e mudar de vida, se afastando ao máximo da intensa parceira.
Não recomendado para menores de 16 anos

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Dias 23, 24 e 26 de dezembro
HUMAN FLOW – NÃO EXISTE LAR SE NÃO HÁ PARA ONDE IR
O chinês Ai Weiwei é um artista plural. Designer arquitetônico, artista plástico, pintor, comentarista e cinegrafista, tornou-se mundialmente conhecido e venerado por seu ativismo social e por sua coragem em enfrentar a ditadura conuminsta chinesa.
Human Flow foi o grande destaque da 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com a presença de Ai Weiwei que inclusive desenhou o cartaz da Mostra.
Neste filme o diretor Ai Weiwei acompanhou durante 1 ano as crises de refugiados em 23 países, incluindo França, Grécia, Alemanha, Iraque, Afeganistão, México, Turquia, Bangladesh e Quênia. Ele retrata as causas que levam milhões de pessoas a abandonarem seus países de origem, como a guerra, a miséria e a perseguição política, refletindo sobre as dificuldades encontradas na busca por uma vida melhor.
Não recomendado para menores de 14 anos

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Dias 30, 31 de dezembro e 02 de janeiro
O FORMIDÁVEL
O cineasta francês Michel Hazanavicius conseguiu gerar uma grande polêmica com essa comédia dramática onde o personagem principal é um verdadeiro ícone do cinema da França e do mundo todo, Jean-Luc Godard.
Em O Formidável, Hazanavicius mostra o grande diretor a partir do término de seu longo e famoso relacionamento com sua musa Anna Karina e em meio à fase revolucionária de sua carreira, quando inicia a produção de seu mais novo filme: A Chinesa, longa que narra a história de um grupo de jovens que tentam incorporar princípios maoístas ao seu cotidiano político. Durante as filmagens, ele conhece Anne Wiazemsky (Stacy Martin) e, logo, os dois se apaixonam.
A polêmica se deu porque o diretor mostra no filme justamente o período da crise de Godard, um dos principais nomes da Nouvelle Vague e também militante anarquista. O que para muitos pareceu uma tentativa do diretor de desqualificar o Maio de 68
Não recomendado para menores de 12 anos.

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Moviecom Arte é um projeto da publicitária e produtora Fátima Augusto em parceria com o Moviecom Jundiaí, que há 1o anos traz para a cidade filmes de arte e que não entram no circuito comercial.

Com um horário alternativo dentro da programação do cinema, o Moviecom Arte acontece todos os sábados e domingos às 11 horas e tem ingressos a R$ 10,50 e R$ 5,25.

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Cinema

Programação de Abril do Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 27 de Março de 2017 1 Comentário

Confira a Programação de Abril do Moviecom Arte que traz mais uma seleção de grandes filmes selecionados especialmente para você, fã das telonas e do cinema de arte.
Dias 01 e 02 de abril – 11horas
TONI ERDMANN, de Maren Ade
Este filme foi o selecionado para representar a Alemanha no Oscar 2017, na categoria Melhor Filme Estrangeiro.
Esta comédia é uma produção austro-alemã que mostra o conflito gerações através do relacionamento de um pai super extrovertido e sua filha workaholic e carrancuda. As diferenças entre ambos faz com que vivam afastados mas o pai usa de vários subterfúgios para se reaproximarem. O filme teve grande repercussão quando exibido no último festival de Cannes.
A direção e roteiro são de Maren Ade e traz no elenco Peter Simonischek e Sandra Hüller.

Toni-Erdmann
Dias 08 e 09 de abril – 11horas
EU, DANIEL BLAKE, de Ken Loach
Ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2017, do Prêmio BAFTA de Melhor Filme Britânico e o César de Melhor Filme Estrangeiro, entre muitos outros prêmios, este filme é dos melhores da temporada.
E em tempos onde tanto se fala sobre a previdência social no Brasil, este filme é uma boa reflxão sobre o assunto.
Este drama conta a história de um homem analfabeto que, após sofrer um ataque cardíaco, tenta receber o auxílio a que tem direito pelas leis trabalhistas, mas se vê obrigado a enfrentar um terrível esquema burocrático. No meio de todo esse processo ele conhece uma mulher solteira e mãe de duas crianças, também brigando com o sistema. Eles se aproximam e passam a se ajudar mutuamente.
EU, DANIEL BLAKE é considerado um dos melhores filmes do veterano Ken Loach, famoso por seus filmes dramas sociais repletos de romantismo e com um refinamento de imagens sem igual.

Ken Loach

Dias 15 e 16 de abril – 11horas
NERUDA, de Pablo Larrain
Considerado um dos maiores diretores do cinema latino-americano, o chileno Pablo Larrain (também diretor de “Jackie” que teve 3 indicações ao Oscar) consolida seu prestígio com essa cinebiografia de um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX.
“Neruda” foi indicado para representar o Chile na categoria de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar 2017 e traz uma versão fantasiosa da vida de Pablo Neruda, partindo de fatos que construíram a lenda em torno deste grande poeta e também político, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1971.
Estrelado pelo chileno Luis Gnecco e pelo mexicano Gael García Bernal, ambos em atuações brilhantes, o filme conta a relação entre o escritor e um investigador de polícia que o perseguiu durante dois anos, antes que ele conseguisse fugir para a Argentina.

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Dias 22 e 23 de Abril – 11 horas
A ESPERA, de Piero Messina
A diva Juliette Binoche estrela este drama de estreia do italiano Pier Messina como diretor.
Marcado por belíssimas imagens e pela interpretação perfeita de Juliette Binoche e Lou de Laâge, “A Espera” narra a história de uma mãe enlutada, que recebe em sua casa na Sicília a visita da namorada do filho desaparecido. Em estado de desespero, ela mantém a jovem na ignorância enquanto se agarra à sua jovialidade para fugir à sua própria sina.
Messina, que fez parte da equipe de produção do premiado “A Grande Beleza”, faz uma belíssima estreia como diretor.

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Dias 29 e 30 de Abril – 11 horas

PERSONAL SHOPPER, de Olivier Assayas
Este filme estrelado por Kristen Stewart, transita por diferentes gêneros cinematográficos, indo do horror sobrenatural ao thriller psicológico e ao suspense policial.
“Personal Shopper” conta a história de uma jovem americana que mora em Paris e trabalha como “personal shopper” para uma celebridade local. Ela também tem uma capacidade especial para se comunicar com o mundo dos mortos. A moça dividia esse dom com seu irmão, recém-falecido, que parece estar querendo enviar uma mensagem para o mundo dos vivos.
Mais que um filme de suspense ou terror, “Personal Shopper” é uma reflexão sobre o mundo materialista cada vez mais estruturado em torno da ausência, possibilitando o contato entre corpos sem que ambos estejam em um mesmo plano físico, e que, pela legitimação dessa ausência no cotidiano, pode esconder, debaixo das roupas da moda, verdadeiros indivíduos fantasmas.

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CinemaFilmes da semana

“O Apartamento”, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 9 de Fevereiro de 2017 0 Comentários

Premiado em Cannes e também destaque na última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o iraniano “O Apartamento”, novo trabalho de Asghar Farhadi, fala sobre algumas das tradições mais ancestrais da cultura iraniana que parecem permanecer intactas, apesar das grandes mudanças que o país atravessa. Principalmente aquelas tradições que cerceiam a liberdade ou levam à intolerância.

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O tema é abordado através da história de um professor e também ator que está montando uma peça americana, “A Morte de um Caixeiro Viajante”, quando sua vida conjugal vira do avesso e ele entra em uma cruzada de vingança. Uma metáfora clara para as contradições da cultura e costumes do Irã contemporâneo.

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Ganhador de um Oscar por “A Separação” em 2011, Asghar Farhadi é hoje um dos mais conhecidos diretores iranianos e, segundo ele mesmo, seus filmes carregam sempre a questão da “violência institucionalizada na vida doméstica, um problema que precisamos entender e superar… e não apenas no Irã.

Ficha: Técnica:
Título: O Apartamento
Título Original: Forushande
Direção: Asghar Farhadi
Gênero:: Drama
Elenco: Babak Karimi, Ehteram Boroumand, Emad Emami, Farid Sajjadi Hosseini, Maral Bani Adam, Mehdi Koushki, Mina Sadati, Mojtaba Pirzadeh, Sahra Asadollahe, Sam Valipour, Shahab Hosseini, Shirin Aghakashi, Taraneh Alidoosti
País: Irã
Distribuição: Pandora Filmes
Duração: 125 minutos
Classificação: 12 anos

“O Apartamento” será exibido nos dias 11 e 12 de fevereiro, às 11 horas, no Moviecom Arte.

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CinemaFilmes da semana

Moviecom ARTE traz “A Comunidade”, de Vinterberg

Postado porTemperos de Cinema 24 de outubro de 2016 0 Comentários

Romper com algumas convenções sociais é para os fortes. Mesmo nos anos 70, quando questionar convenções sociais era a palavra de ordem da então nova ordem mundial. Ou desordem, como preferiam os rippies.
O Moviecom ARTE apresenta nos dias 29 e 30 de outubro, às 11 horas, “A Comunidade”, do badalado diretor dinamarquês Thomas Vinterberg. Já aclamado como um dos melhores do ano, este filme é uma viagem aos anos 70, em clima de paz e amor e ao som de Elton John.


O arquiteto Erik (Ulrich Thomsen) e apresentadora de tv Anna (Trine Dyrholm) são um casal moderno e atento ás grandes transformações pelas quais o mundo passava naquele período. Eles herdam uma grande casa em um elegante bairro de Copenhague e para lá se mudam, levando a filha Freja e um grupo de amigos com o objetivo de montar uma comunidade. Tudo vai bem até que um caso de amor abala o grupo, fazendo com que todos voltem para a realidade.

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O filme tem um fundo autobiográfico. o diretor viveu com seus pais em uma comunidade durante toda a infância. “A Comunidade” não é um filme sobre o amor livre ou outros temas já mostrados anteriormente quando o assunto é os anos 70. Vinterberg mostra o quanto a natureza humana é mais forte que todas as convenções, antigas ou novas, e também a importância dos amigos.

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Segundo o diretor: “A vida envolve sacrifícios e sofrimentos, não importa o tipo de convivência que criamos para nós. A vantagem do coletivo é que ele torna a vida mais suportável. Os personagens superam um divórcio difícil ou a morte de um filho porque estão vivendo juntos. Não vejo a comunidade como utopia. As pessoas escolheram formas diferentes de viver. Nos anos 1980, buscou-se a liberdade individual, o direito à privacidade. Também são virtudes.”

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Ficha Técnica
Título: A Comunidade
Título Original: Kollektivet
Gênero: Drama
Direção: Thomas Vinterberg
Roteiro: Thomas Vinterberg, Tobias Lindholm
Elenco: Adam Fischer, Fares Fares, Helene Reingaard Neumann, Ida Emilie Krarup, Julie Agnete Vang, Lars Ranthe, Lise Koefoed, Mads Reuther, Magnus Millang, Ole Dupont, Rasmus Lind Rubin, Trine Dyrholm, Ulrich Thomsen
Fotografia: Jesper Tøffner
Trilha Sonora: Fons Merkies
Duração: 111 min.
Ano: 2016
País: Dinamarca
Distribuidora: Califórnia Filmes
Não recomendado para menores de 14 anos

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