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Papicha, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 15 de janeiro de 2020 0 Comentários

Chamado de “Bacurau argelino” pelo crítico João de Oliveira, o drama “Papicha” é o longa de estreia da cineasta Mounia Meddour e mostra a luta da arte contra o obscurantismo fundamentalista.


Ambientado nos anos 90, marcados como a década negra pelos conflitos acirrados entre o governo da Argélia e grupos islâmicos, o filme conta a trajetória de Nedjma (Lyna Khoudri), uma estudante de moda que luta para reafirmar suas posições em um país transformado pela Guerra Cívil e atentados terroristas.


O obstinado exercício de sua arte é a maneira que Nedjma encontra de reafirmar seus valores e de empoderar suas amigas. A resistência de seu discurso bate de frente com o sofrimento que a cerca.
“Papicha” nos apresenta um lado pouco conhecido dos mulçumanos, mostrando pessoas comuns, opostas ao estereótipo ocidental que nos é passado. A diretora coloca em cena pessoas que sonham e que sofrem com a falta de liberdade e a tirania ignorantes extremistas.


“Papicha” é um drama intenso, cheio de reviravoltas de tirar o fôlego e uma simbologia desconcertante. Não perca este filme que será exibido no Moviecom Arte dos dias 21 e 22 de Janeiro, às 11 horas.

Ficha Técnica

Título original: Papicha
Nacionalidades: França, Argélia, Bélgica, Qatar
Gênero: Drama
Ano de produção: 2019
Estréia: 31 de outubro de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 45min
Classificação: 16 anos
Direção: Mounia Meddour
Roteiro: Mounia Meddour
Trilha sonora: Robin Coudert
Direção de fotografia: Léo Lefèvre
Edição: Damien Keyeux
Direção de elenco: Karine Bouchama, Brahim Djaballah
Design de produção: Chloé Cambournac
Figurino: Catherine Cosme
Estúdios: The Ink Connection, High Sea Production, Tayda Film, Scope Pictures, Tribus P Film , Same Player
Distribuição: Pandora Filmes

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Um Dia de Chuva em Nova York, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 11 de janeiro de 2020 0 Comentários

Apesar das controvérsias que envolvem seu nome, Woody Allen é inegavelmente um dos grandes cineastas contemporâneos e, enquanto nada é provado juridicamente, ele segue fazendo seu trabalho de forma impecável, superando os obstáculos profissionais consequentes das denúncias em sua vida pessoal.


“Um Dia de Chuva em Nova York” deveria estrear em 2.018 mas o rompimento de contrato e uma disputa judicial com a Amazon Filmes, retardaram a exibição. Aqui no Brasil ele chegou apenas em 21 de novembro de 2019.
A trama gira em torno dos personagens de Timothée Chalamet (Gatsby) e de Elle Fanning (Ashleigh), um casal de namorados sem muita sintonia, ele parece não saber muito bem o que quer da vida, enquanto ela é uma dedicada estudante de jornalismo para quem surge a oportunidade de entrevistar em Nova York um importante diretor de cinema, Roland Pollard (Liev Schreiber).


O jovem casal planeja então um final de semana perfeito e romântico na Big Apple. Mas os planos não saem como combinado e cada um vai para um lado, abrindo possibilidades para que surjam diversos floreios narrativos típicos da obra de Allen, como a possibilidade do adultério e a sátira dos costumes cosmopolitas.


Em uma sucessão deliciosa de encontros e desencontros, Ashleigh e Gatsby vão descobrir novos sentidos para as suas vidas e reavaliar suas escolhas atuais para ter o futuro que buscam e merecem.


Bem ao estilo de Allen, há também em “Um Dia de Chuva Em Nova York” um quê de provocação ao atual clima na indústria cinematográfica pós #MeToo
Venha conferir o mais recente trabalho deste icônico diretor norte americano nos dias 11 e 12 de Janeiro, às 11 horas, no Moviecom Arte.

Ficha Técnica
Título: Um dia de chuva em Nova York
Título Original: A rainy day in New York
Origem: EUA
Ano de produção: 2019
Gênero: Comédia dramática
Duração: 92 min
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Timothée Chalamet, Elle Fanning, Selena Gomez, Jude Law, Rebecca Hall, Diego Luna
Produção: Erika Aronson, Helen Robin, Letty Aronson
Fotografia: Vittorio Storaro
Distribuidora: Imagem Filmes

 

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PROGRAMAÇÃO DE JANEIRO NO MOVIECOM ARTE

Postado porTemperos de Cinema 3 de janeiro de 2020 0 Comentários

A programação 2.020 do Moviecom Arte começa quente como o verão, com sessões aos sábados e domingos, sempre às 11 horas. Lembrando que no mês de Janeiro, não teremos sessões às terças-feiras. Venha aproveitar os melhores filmes da temporada no Moviecom Arte. O ar condicionado é por nossa conta!

DIAS 04 e 05
A VIDA INVISÍVEL
de Karim Aïnouz

Conhecido pelo cultuado e premiado filme “Madame Satã”, de 2002, o diretor e roteirista brasileiro Karim Aïnouz retoma a cena carioca da década de 1920 em “A Vida Invisível”, que fala de amor familiar, questões de gênero, opressão e resistência através do afeto.
Cotado para representar o Brasil no Oscar 2.020, “A Vida Invisível” é uma adaptação do livro A vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha (Companhia das Letras).
Estrelado pelas atrizes Carol Duarte, Julia Stockler e Fernanda Montenegro, conta a trajetória e o amor de duas irmãs, Eurídice (vivida por Duarte, na juventude, e por Montenegro, na velhice) e Guida Gusmão (Stockler), filhas de uma família imigrante portuguesa patriarcal e conservadora que se separam depois que Guida foge para viver um amor (frustrado), retorna grávida para casa e é expulsa pelo pai.
A partir desse trauma, ambas passarão a vida se buscando, sempre tão longe e tão perto. Enquanto Guida se reconstrói como mãe solo e pobre, operária, que encontra apoio e afeto na amiga Filomena (vivida por Bárbara Santos), Eurídice tenta conciliar o sonho de ser uma grande pianista com a vida de uma mulher casada dos anos 1950.
Em “A Vida Invisível”, o lugar social e tradicional da família é posto em xeque a todo momento. Se, por um lado, está o amor incondicional entre duas irmãs, por outro está a rejeição paterna, as relações de poder e força física e a imposição de vontades. Isso fica claro, por exemplo, nas cenas de sexo da obra, que são sempre incômodas, por vezes cômicas, mas que também denunciam abusos.
Estruturalmente denso e cromaticamente arrojado, este filme já rendeu ao diretor o importante prêmio Um Certo Olhar, no Festival de Cannes 2019. E você poderá vê-lo nos dias 04 e 05 de Janeiro, às 11 horas, no Moviecom Arte.

DIAS 11 e 12
UM DIA DE CHUVA EM NOVA YORK
de Woody Allen

Apesar das controvérsias que envolvem seu nome, Woody Allen é inegavelmente um dos grandes cineastas contemporâneos e, enquanto nada é provado juridicamente, ele segue fazendo seu trabalho de forma impecável, superando os obstáculos profissionais consequentes das denúncias em sua vida pessoal.
“Um Dia de Chuva em Nova York” deveria estrear em 2.018 mas o rompimento de contrato e uma disputa judicial com a Amazon Filmes, retardaram a exibição. Aqui no Brasil ele chegou apenas em 21 de novembro de 2019.
A trama gira em torno dos personagens de Timothée Chalamet (Gatsby) e de Elle Fanning (Ashleigh), um casal de namorados sem muita sintonia, ele parece não saber muito bem o que quer da vida, enquanto ela é uma dedicada estudante de jornalismo para quem surge a oportunidade de entrevistar em Nova York um importante diretor de cinema, Roland Pollard (Liev Schreiber).
O jovem casal planeja então um final de semana perfeito e romântico na Big Apple. Mas os planos não saem como combinado e cada um vai para um lado, abrindo possibilidades para que surjam diversos floreios narrativos típicos da obra de Allen, como a possibilidade do adultério e a sátira dos costumes cosmopolitas.
Em uma sucessão deliciosa de encontros e desencontros, Ashleigh e Gatsby vão descobrir novos sentidos para as suas vidas e reavaliar suas escolhas atuais para ter o futuro que buscam e merecem.
Bem ao estilo de Allen, há também em “Um Dia de Chuva Em Nova York” um quê de provocação ao atual clima na indústria cinematográfica pós #MeToo
Venha conferir o mais recente trabalho deste icônico diretor norte americano nos dia 11 e 12 de Janeiro, às 11 horas, no Moviecom Arte.

DIAS 18 e 19
Papicha
de Mounia Meddour

Chamado de “Bacurau argelino” pelo crítico João de Oliveira, o drama “Papicha” é o longa de estreia da cineasta Mounia Meddour e mostra a luta da arte contra o obscurantismo fundamentalista.
Ambientado nos anos 90, marcados como a década negra pelos conflitos acirrados entre o governo da Argélia e grupos islâmicos, o filme conta a trajetória de Nedjma (Lyna Khoudri), uma estudante de moda que luta para reafirmar suas posições em um país transformado pela Guerra Cívil e atentados terroristas.
O obstinado exercício de sua arte é a maneira que Nedjma encontra de reafirmar seus valores e de empoderar suas amigas. A resistência de seu discurso bate de frente com o sofrimento que a cerca.
“Papicha” nos apresenta um lado pouco conhecido dos mulçumanos, mostrando pessoas comuns, opostas ao estereótipo ocidental que nos é passado. A diretora coloca em cena pessoas que sonham e que sofrem com a falta de liberdade e a tirania ignorantes extremistas.
“Papicha” é um drama intenso, cheio de reviravoltas de tirar o fôlego e uma simbologia desconcertante. Não perca este filme que será exibido no Moviecom Arte dos dias 21 e 22 de Janeiro, às 11 horas.

DIAS 25 e 26
O ÚLTIMO AMOR DE CASANOVA
de Benoît Jacquot

A vida aventureira e os incontáveis amores do lendário Giacomo Girolamo Casanova já inspiraram dezenas de filmes mas o diretor francês Benoît Jacquot, desenvolveu o roteiro de “O Ùltimo Amor de Casanova”, em parceria com Jérôme Beaujour e Chantal Thomas, focando no única mulher que ele amou e que foi também a única a resistir a seus flertes.
Ao se concentrar nesta história pouco conhecida, o cineasta mergulha em um mundo de desejos frustrados, de amor versus paixão, de conquista e possessão, além de uma interessante inversão de gêneros nas relações entre homem e mulher, num contexto particular da Europa do Século XVIII.
Neste filme, Casanova é apresentado já sexagenário, escrevendo e narrando uma de suas aventuras mais marcantes, vivida 30 anos antes, quando se refugiou em Londres depois de ter sido exilado.
Bernoit Jacquot nos mostra um outro Casanova nesta versão interpretada por Vincent Lindon. Trata-se de um homem triste, muito mais procurado pelas mulheres do que as procura, completamente apaixonado por uma jovem prostituta, Marianne de Charpillon, que o provoca e repele de forma sádica.
Invertendo a história, a interpretação de Bernoit Jacquot: traz o empoderamento feminino na personagem Marianne de Charpillon (Stacy Martin) que utiliza seu poder de sedução para aprisionar homens incapazes de controlar seus desejos.
“O Ùltimo Amor de Casanova” fecha a programação de Janeiro do Moviecom Arte, com exibição nos dias 25 e 26, às 11 horas. Um filme imperdível.

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Synonimes no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 27 de dezembro de 2019 0 Comentários

Para fechar em grande estilo a programação de 2.019, o Moviecom Arte traz o ganhador do prêmio da crítica no Festival de Berlim, o filme israelense “Synonimes”, dirigido por Nadav Lapid, que fala sobre reconstrução de identidade.


De um rigor plástico invejável, expresso em enquadramentos hipnotizantes de Paris, este drama deu ao cinema israelense um reconhecimento estético sonhado há tempos.
Contando a saga, em tons autobiográficos, de um rapaz que deixa seu país para recomeçar a vida na França, sem preservar qualquer laço com suas origens israelenses, tendo como seu mais fiel companheiro um dicionário.


O desempenho de Tom Mercier como Yoav, o sujeito que quer reinventar sua identidade (e custa a se livrar do passado), é impecável. Mas o que pesou mais, ao lado de sua excelência narrativa, é a aposta numa discussão sobre pertencimento.
“Synonimes” é uma jornada de transformação física, mental, existencial, moral, tendo por base o percurso pelas ruas de Paris em busca de palavras com que o personagem se identifique. Mas a identidade israelense está marcada no corpo desse homem, e em suas vivências.


Este filme fecha a nossa programação de 2019 e altíssimo estilo. E você poderá conferir “Synonimes” nos dias 28 e 29 às 11 hs e no dia 31 de dezembro às 14 hs.

Ficha Técnica
Título original: Synonyms
Direção: Nadav Lapid
Elenco: Tom Mercier, Quentin Dolmaire e Louise Chevillotte
Roteiro – Nadav Lapid, Haïm Lapid
Cenógrafia: Pascale Consigny
Figurinista – Khadija Zeggaï
Gerente de Produção – Marianne Germain
Data de estreia: 12/12/19
País de Origem: França, Israel e Alemanha
Gênero: Drama
Ano de produção: 2019
Distribuição: Fênix Filmes/Escarlate

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Programação de Dezembro no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 6 de dezembro de 2019 0 Comentários

Dezembro chega para fechar mais um ano de ótios filmes exibidos no Moviecom Arte.
E a programação deste mêstão especial é um verdadeiro presente para os cinéfilos fãs do cinema independente.

DIAS 07, 08 e 10
PARASITA
De Bong Joon-ho

Mais que uma comédia dramática, “Parasita”, o mais recente trabalho do premiado diretor sul coreano Bong Jonn-ho, é perturbador, perigoso e aclamado como melhor filme de 2.019.
A trama, conduzida com agilidade e perfeição pelo diretor, gira em torno da família Kim, estacionada nos degraus mais baixos da sociedade coreana e que consegue inserir-se, como um vírus, no coração da família Park, representante da elite endinheirada do país.
Os Kim vivem resolutos em sua pobreza. O pai, Ki-Taek (Kang-Ho Song), está desempregado e não parece disposto a mover um músculo para sair dessa condição. Ele conseguiu, aos trancos e barrancos, uma casa para a família – um cubículo abaixo do nível do asfalto, em que a única janela mal alcança a rua e os bêbados que insistem em ali se aliviar, aumentando a sensação de sujeira e degradação.
As coisas parecem mudar quando um colega deixando o país indica o caçula, Ki-Woo (Choi Woo-shik) como tutor da filha do milionário Donk-Ik Park. Sua irmã, Ki-Jung (Park So-Dam), forja os documentos que comprovam uma faculdade e é indicada como professora de arte do filho mais novo dos Park.
Não demora para eles ejetarem o motorista e a governanta dos ricaços e colocarem seus pais nessas funções.
A primeira metade de Parasita sugere uma comédia nervosa em que os pobres, uma vez insinuados na vida dos ricos, percebem que talvez eles pertençam àquele lugar. A sensação é ampliada quando os Park viajam para o campo em um fim de semana, deixando os impostores experimentando a boa vida.
Quando Parasita apresenta pessoas num nível ainda mais baixo que os Kim, o filme dá uma guinada nervosa para mostrar até onde um indivíduo é capaz de ir para manter o sentimento de pertencer, de ser visto, de ser alguém – mesmo que seja em uma estrutura baseada em mentiras.
“Parasita” abre a programação de dezembro do Moviecom Arte e será exbido nos dias 07 e 08 às 11 horas e no dia 10 às 14 horas.

DIAS 14, 15 e 17
A ODISSEIA DOS TONTOS
de Sebastián Borensztein

Nós somos fãs de Ricardo Darin, o ator, diretor e produtor argentino famoso por seu talento e também por suas escolhas. Seu nome no cartaz é praticamente uma garantia de que o filme é muito bom.
A Odisseia dos Tontos é mais um grande trabalho na vasta filmografia de Darin.
A trama conta a história de uma pequena vila em Buenos Aires, onde um grupo de amigos e vizinhos decidem reunir a quantia necessária para comprar alguns silos abandonados em uma propriedade de agroindústria.
Antes de iniciar o projeto, sofrem um golpe e acabam perdendo todo o dinheiro e decidem reagir diante da injustiça.
Baseado no livro de Eduardo Sacheri, La Noche de la Usina, o filme tem a assinatura do diretor Sebastian Borensztein, que assina também o roteiro.
Ambientado na época da grave crise econômica que atingiu a Argentina em 2001, o roteiro mostra a política da época e traz críticas voltadas para a forma que os bancos lidam com as pessoas que possuem pouco dinheiro.
“A Odisséia Dos Tontos” será exibido no Moviecom Arte nos dias 14 e 15 às 11 horas e no dia 17 às 14 horas.

DIAS 21, 22 3 24
A CAMAREIRA
de Lila Avilés

A Camareira, da estreante Lila Avilés, olha para as pessoas com os olhos da personagem Eve (Gabriela Cartol), a humilde funcionária de um hotel luxuoso na Cidade do México.
Com uma câmera que nos mantém próximos à protagonista, Avilés faz o espectador tornar-se íntimo da camareira e de seu dia-a-dia limpando e arrumando os quartos de seu pequeno e desejado “feudo” no 21º andar do hotel.
Vemos seu cuidado e sua eficiência em seu trabalho, vemos como ela lida com as mais esdrúxulas situações com os clientes, como a mulher argentina que transforma Eve em uma babá ou o cliente judeu que, obedecendo estritamente o sabá, pede para ela apertar o botão para chamar o elevador ou, ainda, o hóspede que tem alguma tara pelas amenidades oferecidas, como os frasquinhos de xampu e creme e toalhas.
Também vemos seus desejos, que vão do vestido vermelho deixado na seção de Achados e Perdidos até a chance de trabalhar no ponto alto da carreira de uma camareira desse hotel: o 42º andar, com seus quartos que mais parecem pequenas mansões.
E tudo isso o roteiro que Avilés escreveu com Juan Carlos Marquéz passa com uma primorosa economia de palavras e uma perfeita fluidez narrativa que faz a navegação pela história muito fácil de se acompanhar, por vezes até emprestando à fita um tom documental.
A delicadeza e a simplicidade de “A Camareira”, carregado nas costas por um impressionante trabalho de Gabriela Cartol e por uma direção precisa de Avilés, é um daqueles filmes que é feito para encantar na mesma medida que para incomodar. E ele cumpre sua função com louvor ao nos forçar a ver os seres humanos invisíveis que estão ao nosso redor.
E você poderá assistir “A Camareira” no Moviecom Arte, dias 21 e 22 às 11 hs e dia 24 de dezembro às hs.

DIAS 28, 29 e 31
SYNONIMES
de Nadav Lapid

Ganhador do prêmio da crítica no Festival de Berlim, o filme israelense “Synonimes”, dirigido por Nadav Lapid, fala sobre reconstrução de identidade.
De um rigor plástico invejável, expresso em enquadramentos hipnotizantes de Paris, este drama deu ao cinema israelense um reconhecimento estético sonhado há tempos.
Contando a saga, em tons autobiográficos, de um rapaz que deixa seu país para recomeçar a vida na França, sem preservar qualquer laço com suas origens israelenses, tendo como seu mais fiel companheiro um dicionário.
O desempenho de Tom Mercier como Yoav, o sujeito que quer reinventar sua identidade (e custa a se livrar do passado), é impecável. Mas o que pesou mais, ao lado de sua excelência narrativa, é a aposta numa discussão sobre pertencimento.
“Synonimes” é uma jornada de transformação física, mental, existencial, moral, tendo por base o percurso pelas ruas de Paris em busca de palavras com que o personagem se identifique. Mas a identidade israelense está marcada no corpo desse homem, e em suas vivências.
Este filme fecha a nossa programação de 2019 e altíssimo estilo. E você poderá conferir “Synonimes” nos dias 28 e 29 às 11 hs e no dia 31 de dezembro às 14 hs.

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A Luz No Fim Do Mundo, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 15 de novembro de 2019 0 Comentários

Imagine o que aconteceria se as mulheres de todo o planeta fossem morrendo pouco a pouco, em consequência de uma desconhecida doença que não atinge os seres humanos do sexo masculino.


Este é o ponto de partida de “A Luz No Fim Do Mundo”, um drama apocalíptico sobre a extinção da raça humana.
Roteirizado, dirigido e estrelado por Casey Affleck, a trama gira em torno de um pai tentando proteger a filha, talvez a última sobrevivente feminina, das possíveis ameaças. A intensidade da constante fuga dos dois resulta em uma profunda viagem de autoconhecimento.


Culminando em uma experiência ímpar, este filme nos dá a possibilidade de refletir sobre temas como a castração masculina, identidade de gênero e o papel da mulher na sociedade.


Discreto em sua concepção, mas tecnicamente impecável, este filme abre mais uma vertente para o significado de apocalipse. E, ainda que haja companhia mútua dos personagens, a solidão de ambos chega ser o grande coadjuvante.


Você não pode perder este grande filme que será exibido nos dias 16 e 17 de novembro às 11 horas e no dia 19 de novembro às 14 horas no Moviecom Arte.

Ficha Técnica
Título Original: Light of my Life
Duração: 119 minutos
Ano produção: 2019
Estreia: 17 de outubro de 2019
Distribuidora: Imagem Filmes
Dirigido por: Casey Affleck
Gênero: Drama
Elenco: Casey Affleck, Anna Pniowsky, Tom Bower
Roteiro: Casey Affleck
Classificação: 14 anos
Países de Origem: EUA

 

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O Menino Que Fazia Rir, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 8 de novembro de 2019 0 Comentários

Baseado no romance autobiográfico sobre a infância do ator, apresentador e comediante alemão Hape Kerkeling, o longa-metragem “O Menino Que Fazia Rir“ é uma encantadora e comovente história de perda e superação, capaz de arrancar risos e até mesmo lágrimas do público.


A diretora e roteirista Caroline Link, faz um filme emocionante sem soar piegas e divertida sem ser tola, tramitando com leveza entre o drama e a comédia dentro de uma progressão natural da narrativa.


Aos nove anos de idade, Hans-Peter (Julius Weckauf) vive tranquilamente com sua numerosa família em uma cidadezinha no interior da Alemanha. Quando eles precisam se mudar para uma nova região, o menino passa por inúmeras adversidades mas enfrenta tudo com muito bom humor.


O tom melancólico e dramático vai surgindo gradativamente na trama, contudo o jovenzinho sempre tenta tirar algo positivo das experiências mais dolorosas, guiado por uma frase de seu avô que ao caminhar trezentos quilômetros a pé para chegar em casa após lutar na Segunda Guerra Mundial passou a lhe dizer: “Tudo é possível se você não desistir”.


Este belíssimo filme você verá nos dias 09 e 10 de novembro às 11 horas no Moviecom Arte, com reprise no dia 12 às 14 horas.

Ficha Técnica
Título original: Der Junge muss an die frische Luft
Nacionalidade: Alemanha
Gêneros: Biografia, Comédia, Drama
Ano de produção: 2018
Estréia: 26 de setembro de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 40min
Classificação: 12 anos
Direção: Caroline Link
Roteiro: Caroline Link, Ruth Toma
Elenco: Julius Weckauf, Luise Heyer, Joachim Król
Trilha sonora: Niki Reiser
Direção de fotografia: Judith Kaufmann
Edição: Simon Gstöttmayr
Direção de arte: Miyuki Kitagawa
Decoração de set: Cora Wimbauer
Figurino: Barbara Grupp
Estúdios: Warner Bros., UFA Fiction, Gesellschaft für feine Filme
Distribuição: Pandora Filmes

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Programação de Novembro no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 1 de novembro de 2019 0 Comentários

Veja a programação incrível que preparamos para você este mês no Moviecom Arte.

DIAS 02, 03 e 05
BRANCA COMO A NEVE
de Anne Fontaine

Inspirada naquela história que todo mundo já conhece, esta comédia é um conto de fadas à francesa, em uma releitura moderna e adulta, com elementos de sensualidade e emancipação.
A trama gira em torno de Claire (Lou de Laâge), uma bela jovem que trabalha no hotel de seu falecido pai, administrado por sua madrasta má, Maud (Isabelle Huppert).
O amante de Maudse apaixona por Claire, despertando a ira da madrasta que decide se livrar da mocinha, que consegue fugir e acaba escondida em uma fazenda onde cativa sete rapazes locais com seu charme, disparando uma série de novas percepções, sensações e experiências.
Anne Fontaine (que nós já conhecemos de Coco Antes de Chanel e Agnus Dei) assina a direção e também o roteiro feito a seis mãos, junto com Pascal Bonitzer e com colaboração de Claire Barré. Eles mostram uma protagonista sexualmente livre e sem pudores, disposta a viver fortes emoções.
A diva do cinema francês, Isabelle Ruppert , está maravilhosa no papel de vilã, mas a jovem Lou de Laâge também dá um show de interpretação. Juntas elas levam o filme nas costas, por assim dizer.
Vale a pena ver esta versão francesa e contemporânea do clássico dos irmãos Grimm. “Branca Como A Neve” abre a progrmação de novembro do Moviecom Arte e será exibido nos dias 02 e 03 de novembro às 11 horas e no dia 05 de novembro às 14 hs.

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DIAS 09, 10, e 12
O MENINO QUE FAZIA RIR

Baseado no romance autobiográfico sobre a infância do ator, apresentador e comediante alemão Hape Kerkeling, o longa-metragem “O Menino que Fazia Rir“ é uma encantadora e comovente história de perda e superação, capaz de arrancar risos e até mesmo lágrimas do público.
A diretora e roteirista Caroline Link, faz um filme emocionante sem soar piegas e divertida sem ser tola, tramitando com leveza entre o drama e a comédia dentro de uma progressão natural da narrativa.
Aos nove anos de idade, Hans-Peter (Julius Weckauf) vive tranquilamente com sua numerosa família em uma cidadezinha no interior da Alemanha. Quando eles precisam se mudar para uma nova região, o menino passa por inúmeras adversidades mas enfrenta tudo com muito bom humor.
O tom meancólico e dramático vai surgindo gradativamente na trama, contudo o jovenzinho sempre tenta tirar algo positivo das experiências mais dolorosas, guiado por uma frase de seu avô que ao caminhar trezentos quilômetros a pé para chegar em casa após lutar na Segunda Guerra Mundial passou a lhe dizer: “Tudo é possível se você não desistir”.
Este belíssimo filme você verá nos dias 09 e 10 de novembro às 11 horas no Moviecom Arte, com reprise no dia 12 às 14 horas.

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DIAS 16, 17 e 19
A LUZ NO FIM DO MUNDO

Imagine o que aconteceria se as mulheres de todo o planeta fossem morrendo pouco a pouco, em consequência de uma desconhecida doença que não atinge os seres humanos do sexo masculino.
Este é o ponto de partida de “A Luz No Fim Do Mundo”, um drama apocalíptico sobre a extinção da raça humana.
Roteirizado, dirigido e estrelado por Casey Affleck, a trama gira em torno de um pai tentando proteger a filha, talvez a última sobrevivente feminina, das possíveis ameaças. A intensidade da constante fuga dos dois resulta em uma profunda viagem de autoconhecimento.
Culminando em uma experiência ímpar, este filme nos dá a possibilidade de refletir sobre temas como a castração masculina, identidade de gênero e o papel da mulher na sociedade.
Discreto em sua concepção, mas tecnicamente impecável, este filme abre mais uma vertente para o significado de apocalipse. E, ainda que haja companhia mútua dos personagens, a solidão de ambos chega ser o grande coadjuvante.
Você não pode perder este grande filme que será exibido nos dias 16 e 17 de novembro às 11 horas e no dia 19 de novembro às 14 horas no Moviecom Arte.

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DIAS 23, 24 e 26
LUTAS DE CLASSES

Escrito pelo diretor Michel Leclerc e por sua esposa, a atriz Baya Kasmi, este filme traz um tema do momento: como conviver com as diferenças?
A trama gira em torno de um casal burguês super engajado que se muda para uma pequena casa suburbana. Ela, uma advogada de origem norte-africana, e ele, baterista de punk-rock com ideais anarquistas, cultivam princípios humanitários e convicções políticas muito sólidas.
O casal quer dar ao para seu filho uma educação de princípios e deseja simplesmente que ele seja uma criança feliz e consciente do mundo em que vive.
O menino estuda na escola primária local, mas, quando todos os seus amigos abandonam a escola pública e seguem para outra instituição particular, ele se sente solitário e excluído por pertencer a uma família mais abastada que as outras, em sua maioria filhos de imigrantes.
Este tema tem sido muito recorrente no cinema francês contemporâneo e a família que é o centro de “Luta de Classes” reflete, não só a França, mas toda a Europa atual que resiste mesmo com a onda nacionalista que ronda o continente.
Marque em sua agenda: “Luta de Classes” será exibido nos dias 23 e 24 às 11 horas e no dia 26 às 14 horas no Moviecom Arte.

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DIAS 30/ 11 01 e 03 /12
DOWNTON ABBEY

Os milhares de fãs da charmosa e elegante série televisiva que mostrava como vivia a aristocracia inglesa no começo do século XX, não vão se decepcionar com a versão para as telonas de Downton Abbey. A nova história, escrita pelo criador Julian Fellowes e dirigida por Michael Engler, tem tudo para agradar inclusive quem não acompanhou os 52 episódios das 6 temporadas.
Aclamado pela crítica e ganhador dos mais importntes prêmios para séries de TV, “Downton Abbey”, o filme, promete carreira brilhante nos cinemas.
Na nova produção, os residentes de Downton recebem a notícia de uma visita real, e enquanto os moradores dos andares de cima se apressam para organizar os preparativos, os criados dos andares debaixo tentam encontrar um jeito de não serem substituídos pelos funcionários da Coroa.
A trama é básica, mas complementada por romances paralelos e questões políticas, em duas horas de um trabalho muito bem realizado por Fellowes e Engler, incluindo temas atuais como a política e a homofobia.
Assim como na série, não há como não se encantar pela personalidade azeda de Violet Crawley, personagem da diva do cinema inglês Maggie Smith, que arremata qualquer cena com conclusões e pontadas deliciosamente impiedosas.
Não perca a oportunidade de ver “Downton Abbey” na telona do Moviecom Arte, nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro às 11 horas, com reapresentação no dia 03 de dezembro às 14 horas.

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A Tabacaria no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 11 de outubro de 2019 0 Comentários

Um dos mais traumáticos períodos da história da humanidade, a Segunda Guerra Mundial e a ocupação nazista, continua rendendo muitas histórias e filmes. E “A Tabacaria”, do diretor Nikolaus Leytner, é um deles.


Baseado em um best seller de 2012 escrito por Robert Seethaler, “A Tabacaria” é um romance de formação que conta as transformações na vida de Franz (Simon Morzé), um garoto alemão de dezessete anos que é enviado para Viena pela sua mãe (Regina Fritsch) para trabalhar na tabacaria de Otto Trsnjek (Johannes Krisch), velho amigo da família.


Na Austria em vias de ocupação pelos nazistas, Franz se apaixona pela primeira vez e começa uma amizade singular com um frequentador constante da tabacaria: Sigmund Freud, interpretado por Bruno Ganz, brilhante em um dos seus últimos papéis para o cinema antes de seu falecimento.


O dilema entre sair do país ou ali permanecer é uma constante para os personagens e exerce grande influência sobre tudo em suas vidas. Com a ascensão de Hitler ao poder, a obra também retrata as tensões entre os austríacos que apoiavam o ditador e aqueles que não queriam se envolver com o regime nazista.


Apesar de não ser este o propósito do filme, ele demonstra de forma interessante como as relações foram afetadas com a chegada do exército de Hitler ao país.


“A Tabacaria” é um filme que você simplesmente tem que assistir. Ele será exibido no Moviecom Arte nos dias 12 e 13 às 11 horas e no dia 15 de outubro às 14 horas.

Ficha Técnica
Título no Brasil: A Tabacaria
Título original: Der Trafikant
Nacionalidades: Áustria, Alemanha
Gênero: Drama
Ano de produção: 2018
Estréia: 5 de setembro de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 54min
Classificação: 16 anos
Direção: Nikolaus Leytner
Roteiro: Nikolaus Leytner, Klaus Richter
Elenco: Bruno Ganz, Simon Morzé, Murari Krishna
Trilha sonora: Matthias Weber
Direção de fotografia: Hermann Dunzendorfer
Edição: Bettina Mazakarini
Design de produção: Bertram Reiter
Direção de arte: Nicole Schmied
Decoração de set: Sarah Gerg
Distribuição: A2 Filmes

Moviecomarte

Quem Você Pensa Que Eu Sou, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 3 de outubro de 2019 0 Comentários

Um dos destaques no Festival Varilux, “Quem Você Pensa Que Eu Sou” é um forte drama psicológico dirigido pelo francês Safy Nebbou e estrelado por Juliette Binoche, mais uma vez em uma atuação impecável.


O roteiro escrito a 4 mãos por Nebbou e Julie Peyr, aborda com requintada precisão assuntos como o envelhecimento, o medo do abandono, a paixão amorosa, o domínio, a obsessão e o desejo de não cumprir as regras.
“Quem Você Pensa Que Eu Sou” conta a história de uma mulher de 50 anos que, ao ser abandonada pelo marido, decide criar um perfil falso em uma rede social. Lá, ela atende por Clara, uma bela jovem de 24 anos. O avatar interage com o jovem Alex, que acaba se apaixonando por ela enquanto Claire, por trás das telas, também começa a ama-lo e ficar viciada, sem saber como se desfazer da própria mentira.


O grande destaque do filme é a estrela Juliette Binoche. Sem maquiagem e joias, Juliette tem a idade e a fúria da personagem. Ao mesmo tempo forte e frágil, sua personagem é uma mulher que transita entre a realidade e a idealização em um labririnto percorrido durante sessões de terapia, que conduzem a o filme.


“Quem Você Pensa Que Eu Sou” abre a programação de outubro do Moviecom Arte, com sessões nos dias 05 e 06 às 11 horas e no dia 08 às 14 horas. Super recomendado!

Ficha Técnica
Título: Quem Você Pensa Que Eu Sou
Título Original: Celle Que Vous Croyez
País de Origem: França
Ano: 2019
Gênero: Drama
Direção: SAFY NEBBOU
Roteiro: Nebbou/Julie Peyr, do livro de Camille Larens
Elenco: Juliette Binoche, François Civil, Nicole Garcia e Marie-Ange Casta
Fotografia: Gilles Porte
Montagem: Stéphane Pereiraz
Música: Ibrahim Maalouf
Distribuição: California Filmes