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Ficha Técnica

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Ficha TécnicaTemperos

O Doce E O Amargo em “Caramelo”

Postado porTemperos de Cinema 10 de novembro de 2016 0 Comentários

“Caramelo”, foi o filme de estreia da atriz libanesa Nadine Labaki como diretora de cinema. Lançado em 2007 no Festival de Cannes.ele retrata de forma sutil, através da vida de 5 mulheres que se encontram em um salão de beleza, as questões políticas do Líbano na virada do século.

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O título sugere algo doce e feminino, mas é uma referência ao doloroso método de depilação e aos dilemas de cada personagem: Relações amorosas complicadas; questões culturais como a virgindade; homossexualidade feminina; envelhecimento e solidão.
“Caramelo” é uma comédia dramática leve e objetiva, com um excelente trabalho de direção e atuação de um elenco (grande parte amador) que consegue de forma brilhante e verdadeira envolver o público na vida dos personagens.


Do filme a chef Sandra Romansini pegou só o lado doce para fazer uma receita de Torta de Maçãs com uma divina Calda de Caramelo. Para pegar a receita, clique aqui.

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FICHA TÉCNICA
Gênero: Comédia Dramática
Direção: Nadine Labaki
Roteiro: Jihad Hojeily, Nadine Labaki, Rodney El Haddad
Elenco: Adel Karam, Aziza Semaan, Gisèle Aouad, Joanna Moukarzel, Nadine Labaki, Sihame Haddad, Yasmine Al Masri
Produção: Anne-Dominique Toussaint
Fotografia: Yves Sehnaoui
Trilha Sonora: Khaled Mouzannar
Duração: 95 min.

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Ficha TécnicaTemperos

Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen

Postado porTemperos de Cinema 14 de outubro de 2016 0 Comentários

A primeira coisa que chama a atenção no filme “Vicky Cristina Barcelona” é a beleza dos protagonistas. O diretor Woody Allen, talvez influenciado pela atmosfera espanhola, jogou pesado ao escolher Rebecca Hall, Scarlett Johansson, Javier Bardem e Penélope Cruz para protagonizarem esse drama romântico e com várias cenas hilárias.

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A chamada “Fase Européia” de Woody Allen, aconteceu depois do retumbante fracasso de “Melinda, Melinda” (2004). O diretor foi buscar no velho mundo as respostas para o seu conflito criativo. E encontrou. Dessa fase vem uma sequência de pequenas obras primas e “Vicky Cristina Barcelona” é uma delas.

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O roteiro narra a história de duas amigas americanas, Vicky e Cristina, passando o verão na Espanha. Elas conhecem Juan Antonio, um pintor espanhol sedutor e cheio de lábia. O verão, as garrafas de vinho e a beleza de Barcelona cria um clima quente entre eles e está formado o quadrilátero amoroso onde a cidade representa uma mulher.

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Crises existenciais e questionamentos morais, tendo como pano de fundo belíssimas paisagens espanholas são o ponto central do enredo. Mas quando tudo ameaça virar uma chatice, a veia humorística de Woody Allen surge na figura de Maria Elena (uma pintora e ex-mulher de Juan Antonio), neurótica, bi-polar e passional.

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A fotografia de Javier Aguirresarobe (Os Outros e Fale com Ela) é um dos grandes destaques do filme, usando quase sempre uma iluminação natural e uma tempestade de cores ambientes, que dão uma incrível sensação de realidade à toda a beleza da imagens, dos persongagens e da história em si.

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E são essas cores, esse calor e todas essas paixões que inspiraram a chef Sandra Romansini a fazer uma paella (clique aqui para ver a receita) como prato da semana depois de rever o filme “Vicky Cristina Barcelona”.
Esse prato de origem valenciana se tornou um dos mais tradicionais da Espanha. Diz a lenda que os camponeses saiam de suas casas pela manhã levando apenas uma panela de arroz e adicionavam a ele o que encontrassem pelo caminho (caça, legumes e vegetais).
Fica a dica do Temperos de Cinema para um final de semana incrível: Preparar essa bela receita e chamar os amigos para assistirem “Vicky Cristina Barcelona”, de Woody Allen.

Ficha Técnica
Título Original: Vicky Cristina Barcelona
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Rebecca Hall, Scarlett Johansson, Javier Bardem, Penélope Cruz, Christopher Evan Welch, Chris Messina, Patricia Clarkson, Kevin Dunn, Julio Perillán, Juan Quesada, Ricard Salom, Maurice Sonnenberg
Gênero: Comédia Romântica
País de Origem: Espanha e EUA
Ano: 2008
Duração: 96 min.

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Ficha TécnicaTemperos

Uma História de Amor entre Bons Amigos

Postado porTemperos de Cinema 25 de setembro de 2016 0 Comentários

Pode um homem e uma mulher serem apenas bons amigos? 

Temas polêmicos costumam render bons filmes e essa comédia romântica de 1989, escrita por Nora Ephron e dirigida por Rob Reiner, é um bom exemplo. “Harry e Sally, Feitos Um Para O Outro” virou um cult movie e ocupa o 23º posto na lista das melhores comédias norte-americanas do American Film Institute.

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A trama conta a história de dois jovens de Chicago que, após a formatura, se mudam para Nova York onde cada um vai viver a sua vida. Na faculdade eles mal se conheciam mas fazem a viagem juntos graças a uma amiga em comum, que os apresenta.

O título original “When Harry Met Sally”, traduz melhor o filme. Os dois se conhecem oficialmente durante a catastrófica viagem de carro entre Chicago e Nova York. Os dois não concordam sobre nenhum assunto e as diferenças entre ambos fica nítida em uma discussão sobre o filme “Casablanca”.

No fim da viagem eles se separam mas durante 12 anos se encontram esporadicamente até se tornarem grandes amigos e se descobrirem apaixonados um pelo outro.

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Estrelado por Billy Crystal e Meg Ryan o filme é lembrado principalmente pela antológica sequência onde Meg (a então “namoradinha da América”) finge um orgasmo comendo um lanche de pastrami em uma lanchonete, para mostrar como as mulheres podem simular prazer durante uma relação só para agradar ao homem.

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Veja a receita do sanduíche no programa Temperos de Cinema desta semana (clique aqui).

No entanto, “Harry e Sally, Feitos Um Para O Outro” é repleto de ótimos diálogos e situações que retratam particularidades da geração que fez os anos 80 e 90, além de sacadas brilhantes como os depoimentos de casais de velhinhos que pontuam todo o filme.

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Esse filme é para matar a saudade de uma época pré-globalização e ombros marcados por ombreiras, talvez a última geração de românticos à moda antiga. Ou, citando uma frase de Sally: “It’s about old friends”. Really friends.

 

Ficha Técnica:

Título: Harry e Sally, Feitos Um Para O Outro

Título Original: When Harry Met Sally

Ano: 1989

Gênero: Comédia romântica

Direção: Rob Reiner

Roteiro: Nora Ephron

Elenco:  Meg Ryan, Billy Cristal, Bruno Kirby, Carrie Fischer, David Burdick, Gretchen Palmer, Joe Vivani, Lisa Jane Persky, Michelle Nicastro, Robert Alan Beuth e Steven Ford

País: Estados Unidos

Distribuição: Columbia Pictures

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Ficha TécnicaTemperos

Adeus Lenin, Uma Comédia Alemã

Postado porTemperos de Cinema 19 de setembro de 2016 0 Comentários

“Adeus Lenin”, de 2003, é um dos filmes mais emblemáticos sobre a queda do Muro de Berlim.
Para os mais jovens, mesmo os mais estudiosos sobre História, talvez seja difícil entender o que significou o Muro de Berlim durante toda sua existência, de 1961 a 1989.

Dividindo a cidade de Berlim e toda a Alemanha e em 2 partes (oriental e ocidental), o Muro de Berlim simbolizava a divisão do mundo após a Segunda Guerra Mundial, entre os capitalistas e os socialistas, em um conflito de estratégias polarizado pelos Estados Unidos e a União Soviética, durante o período que ficou conhecido como Guerra Fria.

Por ter sido o epicentro da Segunda Guerra, na Alemanha essa divisão era concreta. Eram mais de 100 km. de muro com até 4,20 m. de altura. Do lado oriental o muro era margeado por uma faixa de aproximadamente 100 m. de largura (a “Faixa da Morte”), por onde corriam cães ferozes e monitorada 24 horas por dia por soldados espalhados em 302 torres, com ordens para matar quem tentasse fugir do lado oriental (Repúbica Federal Alemã) para o ocidental (República Democrática Alemã).

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O fato é que durante seus quase 30 anos de existência, a vergonhosa construção passou a fazer parte da realidade do povo alemão. E sua queda, em uma época de dificuldades econômicas em toda a Europa, acabou gerando um movimento chamado “Ostalgie”, uma nostalgia de alguns comunistas pelos “velhos tempos”.

É esse lado mais vulgar da história que é mostrado em “Adeus Lenin”, de 2003. O diretor e roteirista Wolfgang Becker partiu de uma história curriqueira para fazer de forma super engraçada uma análise profunda sobre o drama que significou o Muro e sua queda em 1989.

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Um pouco antes da queda do muro, Christiane Kerner, uma senhora com mais de 40 anos e devota apaixonada do regime comunista, sofre um derrame e entra em coma, permanecendo assim por várias semanas.

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Quando começa a se recuperar, o médico informa que seu estado requer cuidados especiais e fortes emoções devem ser evitadas. E aí está o grande dilema, como contar para a senhora Kerner que seu “mundo” mudou tanto? O filho dela, Alexander, faz de tudo para manter a Alemanha Comunista viva dentro do apartamento onde a personagem vive. As peripécias da família para evitar tamanho golpe para a senhora Sass são o grande charme e o humor do filme. Mas o que fazer quando u imenso painel da Coca Cola é instalado bem em frente a janela do apartamento?

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Estrelado por Katrin Sass, Daniel Brühl e Maria Simon, essa comédia foi um grande sucesso e foi o primeiro filme alemão a ganhar o prêmio da Academia de Cinema Europeu 2003, desde a criação do prêmio em 1988. Levou ainda os prêmios de melhor ator, melhor roteirista, e três troféus concedidos pelo público (melhor diretor, melhor atriz e melhor ator). Em 2004 arrebatou também o Goya e o Cesar de Melhor Filme Europeu.

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Por tudo isso, “Adeus Lenin” é um filme obrigatório. Tão obrigatório quanto a incrível receita de Pepinos em Conserva ou  Spreewald Gherkins que a chef Sandra Romansini tirou de uma das cenas hilárias do filme e nos ensina a fazer. Clique aqui para ver a receita.

Ficha Técnica:

Título: Adeus Lenin

Título Original: Good Bye Lenin

Gênero: Comédia Dramática

Direção: Wolfgang Becker

Roteiro: Bernd Lichtenberg e Wolfgang Becker

Elenco: Alexander Beyer, Daniel Brühl, Florian Lukas, Maria Simon, Stefan Walz

País de Origem: Alemanha

 

Duração: 121 min.

Ano: 2003

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Ficha TécnicaTemperos

Um Triângulo Amoroso ao Som de La Vie en Rose

Postado porTemperos de Cinema 13 de setembro de 2016 0 Comentários

Os filmes estrelados por Audrey Hepburn, principalmente as comédias românticas das décadas de 50 e 60, podem passar mil vezes na sessão da tarde e nós sempre vamos rever com muito prazer.
Além do talento e classe da atriz, há uma outra explicação para isso. Depois da Segunda Guerra, Hollywood investia em filmes que faziam as pessoas sonharem, para esquecer os horrores que o mundo havia acabado de viver e também para recuperar o dom de sonhar.

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É o caso de “Sabrina” (1954), dirigido por Billy Wilder, que conta a história de uma garota, divida entre o amor dos dois irmãos milionários. Ela é filha do motorista da família muito rica e viaja para Paris para estudar gastronomia.
Só poraí já dá para ver o clima de sonho da história dessa cinderela moderninha, no roteiro assinado por Blilly Wilder e Ernest Lehman. Mas acrescente à fórmula diálogos ágeis e inteligentes, festas deslumbrantes, cenas parisienses, La Vie en Rose na trilha, vestidos desenhados por Givenchy e o charme de dois galãs icônicos: William Holden e Humphrey Bogart.

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Outro destaque de Sabrina está na fotografia toda em preto e branco mas com uma infinidade de nuances, obra de Charles Lang, um dos mais talentosos diretores de fotografia de todos os tempos.
“Sabrina” foi indicado para 7 Oscars e quase rendeu a segunda estatueta de Melhor Atriz para Audrey. Ela havia acabado de ganhar uma por “A Princesa e o Plebeu”.

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Uma curiosidade de bastidores sobre “Sabrina”: Humphrey Bogart aos 54 anos sentia-se inseguro em fazer parte de um triângulo amoroso com Audrey Hepburn (então com 24 anos) e o galã William Holden. O astro mundialmente reconhecido desenvolveu então uma birra para com a estrela em ascenção e brigou com toda a equipe, incluindo o diretor. Mesmo assim Billy Wilder conseguiu realizar um belíssimo filme e todos sobreviveram ao mal humor bogartiano.
Em uma das cenas mais engraçadas do filme, Sabrina tenta fazer um souflé em seu curso de gastronomia. Essa cena inspirou a chef Sandra Romansini para escolher o prato da semana em Temperos de Cinema. Clique aqui para ver a receita.

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Ficha Técnica
Gênero: Comédia Romântica
Direção: Billy Wilder
Roteiro: Billy Wilder e Ernest Lehman, a partir de uma peça de Samuel A. Taylor
Elenco: Audrey Hepburn, Ellen Corby, Francis X. Bushman, Humphrey Bogart, Joan Vohs, John Williams, Marcel Dalio, Marcel Hillaire, Martha Hyer, Nella Walker, Walter Hampden, William Holden
Fotografia: Charles Lang
Trilha Sonora: Frederick Hollander
Duração: 113 min.
Ano: 1954
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estúdio: Paramount Pictures

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Ficha TécnicaTemperos

Pequena Miss Sunshine Reflete Os Comuns

Postado porTemperos de Cinema 29 de agosto de 2016 0 Comentários

O filme que inspirou a receita de Frango Frito no estilo americano, em Temperos de Cinema, é um road movie de comédia dramática, o clássico “Pequena Miss Sunshine”, de 2006, filme de estréia dos diretores Jonathan Dayton e Valerie Faris.

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Em uma sociedade onde “fazer sucesso” virou uma obrigação que atinge e aflige todos os mortais, “Pequena Miss Sunshne” é um espelho que reflete os comuns. Os Hoover formam uma família exageradamente normal, de pessoas frustradas e socialmente “fracassadas”, que se unem em torno de uma menina que sonha vencer um concurso de beleza infantil – desses em que mães enlouquecidas travestem suas crianças de adultos.

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Em uma cena de impressionantes 15 minutos, logo no começo do filme, os diretores apresentam a família Hoover: O pai, Richard (Greg Kinnear), é vendedor de um programa de autoajuda; a mãe Sheryl (Toni Collette) é uma mulher prega sobre a importância da honestidade mas fuma escondido; o avô paterno, Edwin (Alan Arkin), foi expulso de uma casa de repouso por uso de substâncias ilícitas; o tio Frank (Steve Carell) é um professor universitário e homossexual suicida que cita Proust o tempo todo; e o irmão Dwayne (Paul Dano), um jovem roqueiro e revoltado, fascinado por Nietzsche, que vive em greve de silêncio.

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No centro de tudo isso está a pequena Olive (Abigail Breslin), uma menina comum e completamente distante do ideal de beleza que norteia os concursos de beleza. Barrigudinha, com imensos óculos de grau e totalmente desengonçada, ela sonha em ser a rainha no concurso Pequena Miss Sunshine, na Califórnia.

Para realizar o sonho de Olive, a família atravessa o deserto do Novo México em uma Kombi Amarela, vivendo situações extremamente cômicas e até surreais. Unidos pelo mesmo propósito e em suas frustrações pessoais, durante a viagem eles vão se conhecendo melhor e descobrindo que juntos são muito mais fortes.

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É impossível não nos vermos em Pequena Miss Sunshine. Tem em pedacinho de todos nós em cada um dos personagens. O filme nos leva principalmente a questionar os padrões impostos pela sociedade moderna e a lembrar a importância de nossas relações afetivas, principalmente a família.

Lançado no Sundance Festival, o mais importante festival americano de cinema independente, Pequena Miss Sunshine derrubou lançamentos milionários de Hollywood naquele ano e acabou com 4 indicações para o Oscar, levando duas estatuetas. Foi um grande sucesso de público e crítica.

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Uma curiosidade sobre os diretores: Antes de Pequena Miss Sunshine,  Jonathan Dayton e Valerie Faris trabalharam em clips de bandas como Red Hot Chilli Peppers, R.E.M. e Smashing Pumpkins, entre outras.

Assista o filme na íntegra:

Ficha Técnica

Título: Pequena Miss Sunshine
Título Original: Little Miss Sunshine (Original)
Ano de Produção: 2006
Direção: Jonathan Dayton Valerie Faris
Elenco: Abigail Breslin, Greg Kinnear, Toni Collette, Steve Carell, Pul Dano e Alan Arkin
Duração: 102 minutos
Classificação; Não recomendado para menores de 14 anos
Gênero: Comédia Dramática
País: Estados Unidos da América
Distribuição: Fox
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Ficha TécnicaTemperos

O jovem Che Guevara em “Diários de Motocicleta”

Postado porTemperos de Cinema 25 de agosto de 2016 0 Comentários

Todo mito nasce homem comum e se torna mito por suas realizações ou por suas ideias. O filme que inspirou a receita do Espaguete Com Mexilhões em Temperos de Cinema é “Diários de Motocicleta”, que mostra o homem Che Guevara antes de se tornar um mito.

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Em 1951, Che ainda era Ernesto Guevara De La Serna, um rapaz de 23 anos prestes a se formar em medicina, que resolveu fazer uma viagem de motocicleta pelos confins da América Latina, em companhia de seu amigo Alberto Granado.

Essa viagem foi registrada em livro pelo próprio Ernesto e a experiência influenciou toda a carreira política que o transformaria em Che, um guerrilheiro marxista e um dos principais idealizadores da revolução cubana.

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O livro foi transformado em filme em 2004, com direção do brasileiro Walter Salles e uma produção conjunta de diversos países e envolvendo nomes de peso da indústria cinematográfica como  Robert Redford, Paul Webster, Rebecca Yeldham, Edgard Tenenbaum, Michael Nozik, Karen Tenkoff, Daniel Burman e Diego Dubcovsky.

Muito fiel ao livro, Salles fez um filme que se tornou um clássico do cinema latino-americano, narrando com clareza um momento histórico muito difícil onde a maioria dos países estava sob governos ditadores e os povos vivendo na mais completa miséria e vítimas de exploração.

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O galã Gael Garcia Bernal interpreta o jovem Ernesto. Ele já havia interpretado Che Guevara em 2002 na miniserie Fidel. O companheiro de viagem é interpretado pelo ator argentino Rodrigo De La Serna, coincidentemente primo de segundo grau do próprio Ernesto Guevara.

“Diários de Motocicleta” teve 2 indicações ao Oscar e ganhou a estatueta de Melhor Canção. Ganhou o BAFTA 2005 como Melhor Filme Estrangeiro, ganhou 3 prêmios no Festival de Cannes 2004, o Goya 205 como Melhor Roteiro Adaptado e no Independent Spirit Awards 2005 venceu na categoria de Melhor Filme e Melhor Estreia (Rodrigo De la Serna).

Assista o filme completo:

 

Ficha Técnica

Título: Diário de Motocicleta

Título Original: The Motorcycles Diaries

Genero: Drama Autobiográfico

Direção: Walter Salles

Roteiro: Adaptado por José Rivera da obra original de Ernesto Guevara

Produção: Argentina, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Chile, Peru e França

Elenco: Gael Garcia Bernal, Rodrigo De La Serna, Mercedes Morán, Lucas Oro, Marina Glezer, Diego Giorzi e Mia Maestro.

Título: Diarios de Motocicleta.

 

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Ficha TécnicaTemperos

De Volta Para O Futuro em Temperos de Cinema

Postado porTemperos de Cinema 15 de agosto de 2016 0 Comentários

O filme “De Volta Para O Futuro” completou 30 anos em 2015, aniversário devidamente comemorado por milhares de fãs que através das décadas transformaram a comédia adolescente de ficção científica dos anos 80 em um verdadeiro cult movie.

Dirigido por Robert Zemeckis e com Michael J. Fox e Christopher Lloyd nos papéis principais, “De Volta Para O Futuro” conta as aventuras de um adolescente, Marty McFly, que viaja no tempo até 1955 e conhece os jovens que no futuro seriam seus pais. A confusão começa quando sua futura mãe se apaixona por ele. Marty tem a missão e reverter as trapalhadas, fazendo que seus futuros pais se apaixonem e ainda encontrar um modo de voltar para o 1985, contando para isso com a ajuda de um cientista maluco, Dr. Emmett Brown (Lloyd).

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Produzido pela Universal Pictures e com o toque de midas de Steven Spielberg (produtor executivo), “De Volta Para O Futuro” estreou simultaneamente em 1.200 salas de cinema no Estados Unidos e arrecadou mais de US$ 380 milhões em bilheteria, se consagrando o filme de maior sucesso de 1985.

Aclamado pela crítica, ganhou prêmios importantes como o Hugo Award de Melhor Apresentação Dramática e o Saturn Award de Melhor Filme de Ficção Científica. Teve indicações ao Oscar, ao BAFTA Awards e ao Golden Globe e outros.

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O enorme sucesso transformou o filme em uma franquia bilionária que inclui as sequências Back to the Future Part II e III (respectivamente 1989 e 1990), uma série de desenho animado, brinquedos de parques de diversões, vários jogos eletrônicos e um musical.

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As cenas de lanchonete dos anos 50, quando Marty viaja para o passado, inspiraram a Chef Sandra Romansini para a receita deum hambúrguer gourmet no Programa Temperos de Cinema. Para saborear essa receita e entrar no clima “Back to the Future”, clique aqui.
Não por acaso o programa foi gravado no Restaurante Graal 56, em Jundiaí, onde há uma réplica do DeLorean, a máquina do tempo em “De Volta Para O Futuro”.

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Curiosidades:

– A trilhogia Back to the Future faturou mais de US$ 1 bilhão.
– Ronald Reagan citou o filme em seu Discurso sobre o Estado da União em 1986.
– Em 2007, a Biblioteca do Congresso Americano selecionou o filme para ser preservado no National Film Registry.
– Em junho de 2008 a American Film Institute o elegeu como o 10º melhor filme de ficção científica americano.
– “De Volta Para O Futuro” ocupa 28ª posição da lista da Entertainment Weekly entre os “50 Melhores Filmes Colegiais”.
– Em 2008, foi votado como o 23º melhor filme da história pelos leitores da Revista Empire.
– Está também na lista dos 1000 melhores filmes do The New York Times, uma lista de 1000 filmes.
– A Total Film o elegeu entre os “100 Melhores Filmes de Todos os Tempos”.
– No roteiro original, o personagem Marty McFly era bem soturno, deprimido e a um passo do suicídio.
– A máquina do tempo inicialmente era uma geladeira. Os produtores decidiram trocar por um DeLorean DMC-121, um carro de 1981 com design estranho e futurista, criado por John DeLorean, que se tornou um dos ícones do filme.
– O fime mostrou com 30 anos de antecedência várias novas tecnologias que só se tornaram realidade agora. Entre elas os Drones, o Skype, os tablets, a biometria e os games.

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Ficha TécnicaTemperos

Um Peixe Chamado Wanda

Postado porTemperos de Cinema 6 de agosto de 2016 0 Comentários

O Ceviche que a chef Sandra Romansini nos ensina a preparar essa semana em Temperos de Cinema foi inspirado na deliciosa comédia “Um Peixe Chamado Wanda”, um clássico dos anos 80 e fruto de uma parceria muito especial: John Cleese, do icônico grupo Monty Python, e Charles Crichton, famoso por suas elegantes comédias de enganos dos anos 40 e 50.

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Trata-se de uma comédia de enredo complexo e recheado com intrigas, sedução e traições entre comparsas um grupo de criminosos tentando roubar um ao outro depois de um assalto a uma grande joalheria em Londres.

John Cleese interpreta um dos protagonistas da trama ao seu colega de grupo Michael Python, e dos astros norte-americanos Jamie Lee Curtis e Kevin Kline. As diferenças e semelhanças entre ingleses e norte-americanos é justamente a inspiração para este filme, com piadas bem ao estilo Monty Python. Não por acaso John Cleese o considerasse o melhor filme do qual participou.

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“Um Peixe Chamado Wanda” fez um grande sucesso no mundo inteiro e rendeu o Oscar de Melhor Ator a Kevin Kline, o BAFTA de Melhor Ator para John Cleese e o de Melhor Ator Coadjuvante para Michael Palin.

Esse é um filme obrigatório para todo cinéfilo e os fãs do Monty Python. E talvez seja o último de um gênero que dificilmente veremos novamente. Foi o último filme de Charles Crichton

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Ficha Técnica

Título: Um Peixe Chamado Wanda

Título original: A Fish Called Wanda

Produção e Distribuição: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)

País: EUA / Reino Unido

Ano: 1988

Duração: 103 minutos

Distribuição: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / United Artists

Direção: Charles Crichton, John Cleese [não creditado]

Roteiro: John Cleese, Charles Crichton

Elenco: John Cleese (Archie Leach), Jamie Lee Curtis (Wanda Gershwitz), Kevin Kline (Otto), Michael Palin (Ken Pile), Maria Aitken (Wendy), Tom Georgeson (Georges Thomason), Patricia Hayes (Mrs. Coady), Geoffrey Palmer (Juiz), Cynthia Cleese [como Cynthia Caylor] (Portia), Mark Elwes (Cliente na Joalharia), Neville Phillips (Gerente da Joalharia), Peter Jonfield (Inspector Marvin), Ken Campbell (Bartlett).

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Ficha TécnicaTemperos

Bistrô Romantique, Uma Comédia Culinária

Postado porTemperos de Cinema 20 de julho de 2016 0 Comentários

O belga “Bistrô Romantique”, de Joël Vanhoebrouck, é o filme que inspirou a chef Sandra Romansini para a receita desta semana, um incrível Arroz Vermelho Com Salmão.

“Bistrô Romantique” é uma deliciosa comédia dramática e romântica que combina elementos difíceis de engolir. A história se passa em um restaurante durante o jantar de dia dos namorados. Os irmãos Pascaline e Angelo são os donos do estabelecimento e preparam com grande esmero o cardápio e o ambiente para uma noite realmente especial. Mas tudo dá errado, tanto na cozinha como no salão, onde os casais brigam e se reconciliam, se encontram e se separam, se procuram e se abandonam.

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O grande charme deste filme tipicamente europeu está no desenrolar dos dilemas de cada personagem, que se aprofundam conforme o cardápio avança, com direito a cenas que acompanham o preparo de cada prato. As histórias são propositalmente intercaladas e enriquecem a discussão do tema pela contraposição de experiências.

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“Bistrô Romantique” é umaa feliz estreia de Joël Vanhoebrouck em longas. O jovem diretor vem de trabalhos reconhecidos em séries de sucesso na TV européia.

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Ficha Técnica

Título: Bistrô Romantique

Título Original: Brasserie Romantiek

Ano: 2012

Diretor: Joël Vanhoebrouck

Roteiro: Jean-Claude Van Rijckeghem, Pat van Beirs

Elenco Principal: Barbara Sarafian, Filip Peeters, Koen De Bouw

Gênero: comédia, drama, romance

Nacionalidade: Bélgica

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