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Uma Questão Pessoal, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 12 de outubro de 2018 0 Comentários

Os italianos Paolo e Vittorio deixaram a marca dos Irmãos Taviani gravada na história do cinema mundial com filmes como Pai Patrão e César Deve Morrer. A morte de Vittorio aos 88 anos em abril, interrompe mais de 60 anos de trabalho da dupla mais cultuada do cinema europeu.


“Uma Questão Pessoal” é o último trabalho que leva a assinatura dos irmãos Taviani, fechando com chave de ouro uma filmografia recheada com 22 obras primas. Com uma história super simples contada com muita sensibilidade e pouquíssimas falas, o filme estreou no último Festival de Toronto e chega agora ao Moviecom Arte.


Baseado no romance homônimo de Beppe Fenoglio, originalmente publicado meses após a morte do escritor, em 1963, “Uma Questão Pessoal” tem uma atmosfera carregada, densa como a neblina que cobre a paisagem no plano inicial e de onde surge o protagonista da história, Milton (Luca Marinelli).


A trama mostra Milton, membro da Resistência Italiana, cruzando a região de Langhe, durante a Segunda Guerra Mundial, obstinado pelo desejo de confrontar-se com Giorgio, seu melhor amigo, depois de descobrir que ele era amante de sua namorada. Mas Giorgio (Lorenzo Richelmy) se encontra preso pelos facistas e Milton terá que libertá-lo para então resolver suas questões pessoais.


Esta obra de arte é o filme da semana no Moviecom Arte, com exibição nos dias 13 e 14 de outubro às 11 hs e no dia 16 de outubro às 14 horas.

Não recomendado para menores de 14 anos.

Ficha Técnica
Título: Uma Questão Pessoal
Título Original: Una Questione Privata
Direção: Paolo Taviani, Vittorio Taviani
Roteiro: Beppe Fenoglio, Paolo Taviani, Vittorio Taviani
Produção: Donatella Palermo, Elisabetta Olmi, Eric Lagesse, Ermanno Olmi, Serge Lalou
País: Itália
Fotografia: Simone Zampagni
Trilha Sonora: Carmelo Travia, Giuliano Taviani
Montador: Roberto Perpignani
Distribuidora: Supo Mungam Films
Elenco: Alessandro Sperduti, Andrea Di Maria, Anna Ferruzzo, Antonella Attili, Fabrizio Costella, Francesca Agostini, Francesco Testa, Francesco Turbanti, Giulio Beranek, Giuseppe Lo Piccolo, Guglielmo Favilla, Jacopo Olmo Antinori, Lorenzo Demaria, Lorenzo Richelmy, Luca Marinelli, Marco Brinzi, Mario Bois, Mauro Conte, Tommaso Maria Neri, Valentina Bellè, Vincenzo Nemolato

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Amores de chumbo, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 3 de julho de 2018 0 Comentários

O cinema brasileiro fora do eixo São Paulo-Rio, traz sempre grandes e agradáveis surpresas. É o caso de “Amores de Chumbo”, produção pernambucana que estreou no último Festival de Cinema do Rio de Janeiro e integrou a 41ª Mostra de Cinema de São Paulo.


Dirigido por Tuca Siqueira este filme parte das questões afetivas e amorosas de três amigos, o roteiro tem no período de repressão no Brasil um importante elemento narrativo. Os traumas e as vivências da ditadura são parte indissociável da vida dos protagonistas, todos com passado de resistência e militância política, durante o período de chumbo da ditadura militar.


Quarenta anos separam Maria Eugênia, escritora pernambucana radicada na França, do casal Miguel e Lúcia, que acabam de comemorar quatro décadas de união. O retorno de Maria Eugênia revela segredos do passado, dando margem a dúvidas e desconfianças há muito tempo guardadas.
Partindo do ponto de vista desses três personagens, se revive o momento político e social da época de chumbo da ditadura militar no Brasil — uma história que mudou o rumo de muitas vidas.

“Amores de Chumbo” será exibido nos dias 07 e 08 de julho às 11h00 e no dia 10 de julho às 14h00, no Moviecom Arte do Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica

Título: Amores de chumbo
Título Original: Amores de chumbo
País: Brasil
Ano de produção: 2017
Gênero: Drama
Duração: 97 min
Classificação: 14 anos
Direção: Tuca Siqueira
Elenco: Aderbal Freire Filho, Juliana Carneiro da Cunha, Augusta Ferraz

Distribuição: Elo Company

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1945

Postado porTemperos de Cinema 27 de maio de 2018 0 Comentários

Esqueça todos os filmes sobre os judeus na Segunda Guerra Mundial produzidos nos Estados Unidos ou mesmo na França. O húngaro “1945”, de Ferenc Török, acontece logo após o fim da guerra e mostra a paranoia que toma conta de um vilarejo com a chegada de dois judeus.


O roteiro escrito por Török em parceria com Gábor T. Szántó é absolutamente simples e despretensioso. E é aí que reside toda a grandiosidade do filme. A fotografia em preto e branco, o primoroso trabalho de ambientação e a delicada música de Tibor Szemzö, elevam essa simplicidade à categoria de arte. Afinal, nada é mais complicado que ser simples.


A trama se desenvolve a partir de um dia quente de agosto na Hungria em 1945, quando os moradores de um vilarejo se preparam para um importante casamento. A chegada dos dois estranhos com misteriosas caixas etiquetadas com a palavra “fragrâncias”, gera uma rede de boatos e acaba por trazer á tona o medo e a culpa por atos inconfessáveis de cada aldeão durante a Guerra.


Os dois judeus passam silenciosamente pelo filme. Mas a verdadeira culpa dispensa acusações e é em si a própria condenação do criminoso. “1945” não aponta para os nazistas mas faz uma redistribuição das responsabilidades, revelando a banalização do antissemitismo e sua difusão entre as mesquinharias cotidianas.


Este é o filme da semana na Sala Cult e você poderá assistir nos dias 27 e 31 de maio , 01 e 02 de junho, sempre às 19 horas e com sessões extras às 16 horas aos sábados e domingos.

Ficha Técnica
Título original: 1945
Nacionalidade: Hungria
Gênero: Drama
Ano de produção: 2017
Estréia: 5 de abril de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 31 minutos
Classificação: 14 anos
Direção: Ferenc Török
Elenco: Péter Rudolf Bence Tasnádi Tamás Szabó Kimmel Dóra Sztarenki Ági Szirtes József Szarvas
Roteiro: Ferenc Török, Gábor T. Szántó
Produção: Iván Angelusz, Zsuzsanna Bognár, Katalin Harrer, Péter Reich, Ferenc Török
Trilha sonora: Tibor Szemzö
Direção de fotografia: Elemér Ragályi
Edição: Béla Barsi
Design de produção: László Rajk
Direção de arte: Dorka Kiss
Figurino: Sosa Juristovszky
Estúdio: Katapult Film
Distribuição: Supo Mungam Films

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Uma Comédia Romântica Sobre Superação

Postado porTemperos de Cinema 20 de maio de 2018 0 Comentários

O tema central é a inserção de pessoas com deficiênca física na sociedade e principalmente no mercado de trabalho. O tema delicado é abordado com muita sensibilidade no roteiro escrito por Oliver Ziiegenbald e Ruth Toma, que conta a história de um rapaz subtamente surpreendido por uma doença genética que lhe deixa com apenas 5% da visão.


Prestes a se formar, a conseguir o emprego de seus sonhos e começando a viver um grande amor, ele resolve esconder a doença e a cegueira de todos, contando apenas com a ajuda de seu melhor amigo.


Um dos pontos altos do filme é sua edição de som. A supervalorização de sons cotidianos que servem para orientar a personagem, exercem também a função de nos inserir no universo de portadores de deficiências visuais.


“De Encontro Com A Vida” é o filme em cartaz na Sala Cult do Paineiras Shopping nos dias 20 de maio às 16 e 19 horas, dias 24 e 25 de maio às 19 horas e no dia 26 de maio às 16 e 19 horas.

Ficha Técnica
Título: De Encontro Com a Vida
Título Original: Mein Blind Date mit dem Leben
Gênero: Comédia Romantica
País de Origem: Alemanha
Ano de Produção: 2017
Direção: Marc Rothemund
Roteiro: Oliver Ziegenbalg, Ruth Toma (baseado na história de Saliya Kahawatte)
Elenco: Kostja Ullmann, Jacob Matschenz, Anna Maria Mühe, Johann von Bülow, Alexander Held, Nilam Farooq, Sylvana Krappatsch, Michael A. Grimm, Kida Khodr Ramadan, Johanna Bittenbinder, Rouven Blessing, Henry Buchmann, Samira El Ouassil, Ricardo Ewert, Herbert Forthuber
Produção: Simon J. Buchner, Stefan Gärtner, Yoko Higuchi-Zitzmann, Verena Schilling, Tanja Ziegler, Patrick Zorer
Trilha sonora: Michael Geldreich, Jean-Christoph Ritter
Direção de fotografia: Bernhard Jasper
Edição: Charles Ladmiral
Design de produção: Christian Eisele
Direção de arte: Maike Althoff
Decoração de set: Gabriella Ausonio
Figurino: Ramona Klinikowski
Estúdios: Ziegler Cinema, Seven Pictures, StudioCanal
Distribuição: Alpha Filmes

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O Dia Depois

Postado porTemperos de Cinema 13 de maio de 2018 0 Comentários

Obra impecável do sul-coreano Hong Sang-soo, “O Dia Depois” foi apresentado na 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e é o filme da semana na Sala Cult do Paineiras Shopping.


Hong Sang-soo é um dos diretores mais produtivos da atualidade e já foi comparado a Jean-Luc Godard. É conhecido por criar um cinema de situações, onde um roteiro com poucos personagens evidencia o cotidiano, o banal e o marasmo, abrindo espaço para que pequenas surpresas possam acontecer.


Neste novo trabalho o diretor nos coloca como expectadores de uma história expõe a fragilidade masculina diante da catarse do amor e mostra que a ideia do amor é, na maioria das vezes, mais bela que o amor em si.
No centro da trama está o crítico literário e editor de livros Kim Bongwan (Kwon Haehyo), homem casado e que mantém um caso extraconjugal com sua secretária. A esposa de Bongwan descobre a amante justamente quando o caso entre eles termina e a secretária se demite. Surge então a nova secretária, a racional e introvertida Areum (Kim Minhee).


Filmado em preto e branco, com uma luminosidade bastante peculiar, “O Dia Depois” tem uma fotografia simples e encantadora. A performance dos atores é outro ponto a ser destacado na obra.
Você pode assitir no novo filme de Hong Sang-soo no dia 13 (às 16 e 19 horas), dias17 e 18 (às 19 horas) e no dia 19 de maio (às 16 e 19 horas).

Ficha Técnica

Título: O Dia Depois
Título original: Geu-Hu
Nacionalidade: Coréia Do Sul
Gêneros: Drama, Comédia
Ano de produção: 2017
Estréia: 12 de abril de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 32 minutos
Direção: Sang-soo Hong
Roteiro: Sang-soo Hong
Produção: Kang Taeu
Direção de fotografia: Hyung-ku Kim

Elenco: Min-Hee Kim, Hae-hyo Kwon, Cho Yunhee
Edição: Sung-Won Hahm
Distribuição: Pandora Filmes

 

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Uma Espécie de Família

Postado porTemperos de Cinema 6 de maio de 2018 0 Comentários

Quanto vale um bebê? Quais os limites para o amor de uma mãe? É sobre essas questões tão delicadas que fala o filme “Uma Espécie de Família”, do argentino Diego Lerman, exibido da 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e que você pode assistir agora na Sala Cult do Paineiras Shopping.


“Uma Espécie de Família” conta a história de uma mulher que vai até a pequena cidade rural de Misiones, na fronteira da Argentina e do Brasil, para acompanhar o parto do filho que adotará. Quem vai dar à luz é uma moça sem condições para criar mais um filho. Tudo já estava combinado mas nesse meio tempo a família passa a pedir US$ 10 mil para concluir a adoção.

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Co uma bela fotografia e roteiro muito eficiente, “Uma Espécie de Família” prende o expectador a um estado de tensão do começo ao fim e toca em pontos importantes como a enorme burocracia que envolve os processos de adoção, o que acaba muitas vezes levando os envolvidos à ilegalidade.

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Sem colocar a mãe biológica e a mãe adotiva nos papéis de vilã ou heroína, o filme mostra mulheres que, movidas pelo instinto e amor materno, são capazes de qualquer coisa para proteger seus filhos, mesmo que isso às vezes signifique entregá-los à outras famílias ou lutar contra toda a sociedade.

Estrelado por Bárbara Lennie, Daniel Aráoz, Claudio Tolcachir, Yanina Ávila e a brasileira Paula Cohen, “Uma Espécie de Família” foi premiado no Festival Internacional de Chicago (melhor filme) e no Festival de San Sebástian (melhor roteiro).

“Uma Espécie de Família” será exibido nos dias 06, 10, 11 e 12 de maio, na Sala Cult do Paineiras Shopping, com sessões às 19 horas às quintas e sextas-feiras e às 16 e 19 horas aos sábados e domingos.

Ficha Técnica
Título:Uma Espécie de Família
Título Original: Una Especie de Familia
Gênero: Drama
Duração: 90 min
País: Argentina, Brasil, França, Polônia, Alemanha, Dinamarca
Idioma Original: Espanhol
Diretor: Diego Lerman
Roteiro: Diego Lerman María Meira
Fotografia: Wojciech Staroń
Elenco: Bárbara Lennie, Daniel Aráoz, Claudio Tolcachir, Yanina Ávila e Paula Cohen
Distribuição: Pandora Filmes

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Os filmes de Maio na Sala Cult

Postado porTemperos de Cinema 6 de maio de 2018 0 Comentários

Dias 06, 10, 11 e 12 de maio
UMA ESPÉCIE DE FAMILIA
Direção: Diego Lerman
Elenco: Bárbara Lennie, Daniel Aráoz, Claudio Tolcachir
Gênero: Drama
Nacionalidades Argentina, Brasil, França, Polônia, Dinamarca
Distribuidora : Pandora Filmes
A médica Malena (Bárbara Lennie) decide adotar um bebê. Ela encontra uma mulher grávida, com dificuldades financeiras, disposta a entregar o bebê para uma família adotiva. Chegado o dia do parto, Malena está presente para acolher o novo filho, mas ela se surpreende quando a família da mãe biológica exige uma grande quantia de dinheiro para concluir o processo de adoção. A médica deve ceder à chantagem?

Dias 13, 17, 18 e 19 de maio
O DIA DEPOIS
Direção: Sang-Soo Hong
Elenco: Min-Hee Kim, Hae-hyo Kwon, Kim Saeybuk
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidade: Coréia Do Sul
Distribuidora : Pandora Filmes
Areum (Kim Min-Hee) está pronta para o seu primeiro dia de trabalho em uma pequena editora, onde ela precisa lidar com seu chefe Bongwan (Hae-hyo Kwon) e sua vida amorosa complicada. Após uma crise no casamento, no entanto, a esposa de Bongwan encontra um bilhete amoroso na mesa dele e acaba por envolver Areum nesta situação delicada.

Dias 20, 24, 25 e 26 de maio
DE ENCONTRO COM A VIDA
Direção: Marc Rothemund
Elenco: Kostja Ullmann, Jacob Matschenz, Anna Maria Mühe
Gênero: Comédia romantica
Nacionalidade: Alemanha
Distribuidora : Pandora Filmes
Quando está prestes a terminar a faculdade, Saliya (Kostja Ullmann) começa a sofrer os efeitos de uma grave doença genética e perde 95% da visão. O rapaz sempre teve o sonho de trabalhar em um grande hotel de luxo, mas todas as candidaturas de emprego são recusadas em função de sua deficiência. Ele decide então esconder o fato de ser praticamente cego, e se candidata a um dos maiores hotéis de Munique. Contando com a ajuda do amigo Max (Jacob Matschenz), ele enfrenta as dificuldades diárias, enquanto conhece a bela Laura (Anna Maria Mühe) e se apaixona. Mas até quando conseguirá manter o segredo?


Dias 27 e 31 de maio , 01 e 02 de junho
1945
Direção: Ferenc Török
Elenco: Péter Rudolf, Bence Tasnádi, Tamás Szabó Kimmel
Gênero: Drama
Nacionalidade: Hungria
Distribuidora : Supu Mungam Films
Em agosto de 1945, uma pequena aldeia húngara se prepara para o casamento do filho de um importante secretário da cidade. Mas um acontecimento estranho os apavora repentinamente: um grupo de judeus ortodoxos chegou na estação ferroviária da cidade portando caixas misteriosas. O medo deles é que tudo aquilo faça parte de algum plano de vingança, pelos atos cometidos na Segunda Guerra Mundial.

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A Vida da Poetiza Emily Dickinson em Além das Palavras

Postado porTemperos de Cinema 22 de abril de 2018 0 Comentários

“O êxito parece doce a quem não o alcança”. Esta frase de Emily Dickinson (1830-1886) diz muito sobre a própria autora, que ao lado de Walt Whitman, é considerada o mais importante nome da literatura americana do século XIX e uma das maiores poetizas de todos os tempos.


A vida de Emily Dickinson está no filme “Além das Palavras”, brilhante trabalho do diretor Terence Davies e trazendo Cynthia Nixon em uma atuação irretocável. Este é o filme da semana no Sala Cult.
Conhecida como “a grande reclusa”, Emily nunca se casou e passou a maior parte de sua vida na casa de seus pais, de onde saiu pouquíssimas vezes para alguma viagem. Começou a escrever aos 20 anos e produziu perto de 1.800 poemas, dos quais apenas 10 foram publicados em vida.


Terence Davies também assina o roteiro de “Além das Palavras”, fazendo um impressionante trabalho de reconstituição da vida da poetiza a partir de sua obra e de cartas escritas para parentes, para amigos e para pessoas por quem se apaixonou.
“Além das Palavras” desvenda o que apenas se supunha e mostra os conflitos internos que marcaram a vida de Emily Dickinson e se transformaram nos enigmas e singularidades de sua produção literária.


O título original, “A Quiet Passion”, também traduz perfeitamente a vida de Emily, uma mulher à frente de seu tempo mas condenada por ele a viver suas paixões em silêncio. .
Você não pode perder este magnifico filme que será exibido nos dias 22, 26, 27 e 28 de abril, na Sala Cult do Paineiras Shopping.

FICHA TÉCNICA
Título: Além das Palavras
Título Original: A Qiet Passion
Direção: Terence Davies
Roteiro: Terence Davies
Elenco: Cynthia Nixon, Keith Carradine, Jennifer Ehle, Joanna Bacon, Duncan Duff, Catherine Bailey, Emma Bell
Fotografia: Florian Hoffmeister
Gênero: Drama biografico
Fotografia: Florian Hoffmesister
Música: Merijn Sep
Trilha Sonora: Schubert/Beethoven/Chopin/Bellini
País: Estados Unidos
Duração: 125 min
Distribuição: CineArt Filmes 

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Programação de Abril do Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 6 de abril de 2018 0 Comentários

O cinema alemão, o cinema francês, o cinema americano e o cinema russo estão devidamente representados por seus cineastas mais contemporâneos e talentosos, nesta seleção de filmes imperdíveis que o Moviecom Arte traz para você.

DIAS 07,08 E 10 DE ABRIL
EM PEDAÇOS

Escrito e dirigido por Faith Akin, “Em Pedaços” foi selecionado para representar a Alemanha no Oscar 2018 mas ficou fora da lista final de indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Com inspiração hollywwodiana este drama cheio de reviravoltas começa com o casamento de um presidiário, o traficante Nuri (Numan Acar) e a jovem Katja (Diane Kruger). Um salto no tempo e encontramos o casal com um filho, vivendo como uma família comum, estabelecida e feliz..
Tudo muda quando Katja perde o marido e o filho em um atentado terrorista. Em uma atuação que lhe valeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, Diane Kruger imprime tanta veracidade à sua interpretação que é impossível não sofrer junto com a personagem nesse momento de dor.
E quando tudo parece girar em torno do sofrimento e a necessidade de recomeçar da personagem, a discussão sobre o atentado assume o primeiro plano e o filme se volta para a bordagem de temas como a intolerância racial, questões políticas e sociais. Em mais uma reviravolta na trama, a personagem vai fazer justiça pelas próprias mãos.

DIAS 14, 15 E 17 DE ABRIL
A NÚMERO UM

Embora o tema central do filme “A Número Um” gire em torno do machismo que insistie e resiste nos meios corporativos, esta obra da diretora francesa Tonie Marshall não levanta a bandeira do feminismo e se limita a mostrar apenas a realidade de uma executiva nos bastidores de uma disputa pelo poder.
Brilhantemente interpretada por Emmanuelle Devos a personagem Emmanuelle Blachey é uma executiva de uma empresa de energia eólica que, incentivada por um clube feminista, entra da disputa pela presidência de uma importante indústria francesa de água.
Sempre distante das discussões feministas a personagem no entanto vê na proposta um ótima oportnidade de crescimento profissional e ao aceitar o desafio abre seus olhos para a triste realidade de milhões de mulheres em todo o mundo, até hoje subjugadas pelo simples fato de não serem homens.
“A Número Um” mostra que o empoderamento maior da mulher é sua conscientização, muito antes de seu sucesso profissional.

DIAS 21, 22 E 24 DE ABRIL
EU, TONYA

A história da patinadora Tonya Harding era a grande favorita de muitos cinéfilos e críticos ao Oscar 2018. Contudo o filme dirigido por Graig Gillespie recebeu apenas 3 indicações e não levou neNhuma.
“Eu, Tonya” tem a seu favor a interpretação impecável de Margot Robbie, vivendo as diversas fases da vida da polêmica patinadora americana que se tornou um mito entre os anos 80 e 90 mas viu sua fama despencar em 1994, quando teve seu nome injustamente envolvido em um grande escandalo armado por sua principal concorrente.
Outro ponto alto do filme é o roteiro de Steven Rogers baseado na biografia e relatos da própria Tony Harding, tida por muitos como louca e incorreta. Sua infância problemática, o estrelato, os abusos que sofreu, o esquecimento… tudo é mostrado no filme de forma muito original, fugindo aos modelos tradicionais de uma biografia.

DIAS 28, 29 DE ABRIL E 01 DE MAIO
SEM AMOR

Representando a Russia no Oscar 2018, “Sem Amor” é uma verdadeira obra de arte dirigida por Andrey Zvyagintsev, um dos grandes nomes do cinema europeu contemporâneo.
“Sem Amor” é um filme sobre a frivolidade nas relações humanas de uma forma geral. E é interessante o modo como Zvyagintsev parte de uma simples narrativa de um acontecimento em um universo micro, transformando-a em uma metáfora que nos obriga a refletir sobre seus milhares de desdobamentos no mundo atual.
A história mostra um casal que está divorciando-se e única coisa que resta daquela união frustrada é uma criança extremamente abalada com essa separação e as constantes brigas que ecoam pelo apartamento da família.
Na nova vida desse homem e dessa mulher não sobra espaço e nem atenção para a criança, que passa a ser completamente ignorada até que um dia desaparece, completa e misteriosamente.
O diretor do pesadíssimo “Leviatã”, que também concorreu ao Oscar em 2014, surpreende mais uma vez com uma obra que mostra não só a decadência humana mas também a decadência de seu país, a Russia, sendo um a conseuência da decadência do outro.
Decadência essa que não conhece fronteiras e hoje atinge grande parte da sociedade mundial.

 

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O Moviecom Arte é um projeto da publicitária e produtora Fátima Augusto em parceria com o Moviecom Jundiaí, que há 1o anos traz para a cidade filmes de arte e que não entram no circuito comercial.

Com um horário alternativo dentro da programação do cinema, o Moviecom Arte acontece todos os sábados e domingos às 11 horas e tem ingressos a R$ 10,50 e R$ 5,25.

Moviecom Jundiaí fica no Maxi Shopping – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6000 – Vila Rio Branco, Jundiaí – SP

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The Square, A Arte da Discórdia

Postado porTemperos de Cinema 25 de março de 2018 0 Comentários

O poeta russo Vladimir Maiakóvski disse que “A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo”, no entanto, muitas vezes o reflexo no espelho da arte é fundamental para perceber o que e o quanto é necessário mudar.
E é isso o que mostra e faz o filme “The Square, A Arte da Discórdia”, do sueco Ruben Östlund, expondo de forma brilhante, cruel e realista a hipocrisia da sociedade, tomando como ponto de partida a arte contemporânea e seu papel dentro dessa sociedade.

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O filme se passa na Suécia, país nórdico conhecido pela qualidade de vida, pelo alto nível cultural, pela educação de seu povo, pela ausência de preconceitos… sim, só que não. Para quem pensa que é só aqui no 3º mundo que as pessoas são capazes de apedrejar museus, “The Square” mostra que a hipocrisia e a ignorância é uma epidemia de proporções globais.
Destruindo aquela imagem vendida de país onde tudo é perfeito, esta obra mostra ainda as diferenças sociais, a violência e o preconceito que também existem na Suécia. As cenas dos moradores de rua e as que se passam nos subúrbios de Estocolmo são reveladoras. Como disse o nosso poeta Arnaldo Antunes, “miséria é miséria em qualquer canto”.

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Mas o foco principal de Ruben Östlund é a burguesia pseudo civilizada e culta. E ele não poupa ninguém. Mostra o papel da publicidade na propagação da cultura da violência, a imbecilidade dos novos profissionais de imprensa e a deturpação da informação, a mediocridade das classes sociais pretensamente culta e educadas mas que também são capazes de muitas violências, inclusive a violência da omissão.

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Há cenas hilárias, como uma que mostra os convidados de uma vernissage desesperados para atacar o buffet; cenas emblemáticas, como a da ativista no centro de Estocolmo perguntando aos pedestres se eles querem salvar uma vida, ao que eles respondem negativamente; e algumas cenas antológicas, como a cena do casal que briga pela posse do preservativo cheio de esperma após o sexo.

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O ponto alto do filme, no entanto é a performance de um artista durante um elegante jantar oferecido aos mantenedores de um importante museu de arte contemporânea. Ele representa uma mistura do Incrível Hulk (versão nórdica) com um troglodita e promove ataques cada vez mais violentos aos convidados. A tensão da cena vai crescendo vertiginosamente, deixando os presentes encurralados, com medo, de cabeça baixa e em silêncio tentando não chamar a atenção do selvagem. Quando a situação foge completamente ao controle dos organizadores e o artista parece ter sido dominado pelo personagem, a performance alcança seu objetivo: revelar os trogloditas disfarçados sob smokings e vestidos de seda.

Essa cena (inspirada em uma performance real do artista Oleg Kulik em 1990) é também uma profunda reflexão sobre os limites da arte. E depois de assisti-la confirmo minha convicção de que a arte não pode ter limites, principalmente porque a nossa hipocrisia não tem limites.
Qualquer pessoa com o mínimo de coerência e bom senso, sai do cinema com um reforçado sentimento de vergonha do alheio e de si próprio. Estamos todos nós ali representados em nossa mesquinhez, nossa pequenez e nossa hipocrisia.


A proposta do diretor ao nos colocar de frente para esse espelho é nos obrigar a reconhecer isso, assim como faz o personagem principal, o diretor do museu (brilhantemente interpretado pelo charmoso Claes Bang), que ao final da história assume e se desculpa por sua própria mediocridade.
Indicado ao Oscar 2018 de Melhor Filme Estrangeiro e ganhador da Palma de Ouro em Cannes, “The Square” é um filme obrigatório para os dias de hoje, sobretudo no Brasil onde a mediocridade e a hipocrisia nem mais se disfarçam.

(Resenha por Marco Antonio Andre)

Este é o filme que você pode assistir no Sala Cult nos dias 25 de março às 16 e 19 horas, 29 e 30 de março às 19 horas, e 31 de março às 16 e 19 horas.

O Sala Cult é um espaço no Paineiras Shopping, em Jundiaí, para o cinema independente, com curadoria de Fátima Augusto.

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Ficha Tecnica

  • Titulo original: The Square
  • Nacionalidades: Suécia, Alemanha, Dinamarca, França
  • Gênero: Comédia dramática
  • Ano de produção: 2017
  • Duração: 2h 22 minutos
  • Classificação: 14 anos
  • Direção: Ruben Östlund
  • Roteiro: Ruben Östlund
  • Produção: Katja Adomeit, Philippe Bober, Tomas Eskilsson, Dan Friedkin, Erik Hemmendorff, Agneta Perman, Bradley Thomas
  • Fotografia: Fredrik Wenzel
  • Edição: Jacob Secher Schulsinger, Ruben Östlund
  • Design de produção: Josefin Åsberg
  • Figurino: Sofie Krunegård
  • Estúdios: Plattform Produktion, Arte France Cinéma, Coproduction Office, Det Danske Filminstitut, Essential Filmproduktion GmbH, Film i Väst
  • Distribuição: Pandora Filmes