Categoria

Sala Cult

Programação atualizada  da Sala Cult do Paineiras.

Sala Cult

1945

Postado porTemperos de Cinema 27 de Maio de 2018 0 Comentários

Esqueça todos os filmes sobre os judeus na Segunda Guerra Mundial produzidos nos Estados Unidos ou mesmo na França. O húngaro “1945”, de Ferenc Török, acontece logo após o fim da guerra e mostra a paranoia que toma conta de um vilarejo com a chegada de dois judeus.


O roteiro escrito por Török em parceria com Gábor T. Szántó é absolutamente simples e despretensioso. E é aí que reside toda a grandiosidade do filme. A fotografia em preto e branco, o primoroso trabalho de ambientação e a delicada música de Tibor Szemzö, elevam essa simplicidade à categoria de arte. Afinal, nada é mais complicado que ser simples.


A trama se desenvolve a partir de um dia quente de agosto na Hungria em 1945, quando os moradores de um vilarejo se preparam para um importante casamento. A chegada dos dois estranhos com misteriosas caixas etiquetadas com a palavra “fragrâncias”, gera uma rede de boatos e acaba por trazer á tona o medo e a culpa por atos inconfessáveis de cada aldeão durante a Guerra.


Os dois judeus passam silenciosamente pelo filme. Mas a verdadeira culpa dispensa acusações e é em si a própria condenação do criminoso. “1945” não aponta para os nazistas mas faz uma redistribuição das responsabilidades, revelando a banalização do antissemitismo e sua difusão entre as mesquinharias cotidianas.


Este é o filme da semana na Sala Cult e você poderá assistir nos dias 27 e 31 de maio , 01 e 02 de junho, sempre às 19 horas e com sessões extras às 16 horas aos sábados e domingos.

Ficha Técnica
Título original: 1945
Nacionalidade: Hungria
Gênero: Drama
Ano de produção: 2017
Estréia: 5 de abril de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 31 minutos
Classificação: 14 anos
Direção: Ferenc Török
Elenco: Péter Rudolf Bence Tasnádi Tamás Szabó Kimmel Dóra Sztarenki Ági Szirtes József Szarvas
Roteiro: Ferenc Török, Gábor T. Szántó
Produção: Iván Angelusz, Zsuzsanna Bognár, Katalin Harrer, Péter Reich, Ferenc Török
Trilha sonora: Tibor Szemzö
Direção de fotografia: Elemér Ragályi
Edição: Béla Barsi
Design de produção: László Rajk
Direção de arte: Dorka Kiss
Figurino: Sosa Juristovszky
Estúdio: Katapult Film
Distribuição: Supo Mungam Films

Sala Cult

Uma Comédia Romântica Sobre Superação

Postado porTemperos de Cinema 20 de Maio de 2018 0 Comentários

O tema central é a inserção de pessoas com deficiênca física na sociedade e principalmente no mercado de trabalho. O tema delicado é abordado com muita sensibilidade no roteiro escrito por Oliver Ziiegenbald e Ruth Toma, que conta a história de um rapaz subtamente surpreendido por uma doença genética que lhe deixa com apenas 5% da visão.


Prestes a se formar, a conseguir o emprego de seus sonhos e começando a viver um grande amor, ele resolve esconder a doença e a cegueira de todos, contando apenas com a ajuda de seu melhor amigo.


Um dos pontos altos do filme é sua edição de som. A supervalorização de sons cotidianos que servem para orientar a personagem, exercem também a função de nos inserir no universo de portadores de deficiências visuais.


“De Encontro Com A Vida” é o filme em cartaz na Sala Cult do Paineiras Shopping nos dias 20 de maio às 16 e 19 horas, dias 24 e 25 de maio às 19 horas e no dia 26 de maio às 16 e 19 horas.

Ficha Técnica
Título: De Encontro Com a Vida
Título Original: Mein Blind Date mit dem Leben
Gênero: Comédia Romantica
País de Origem: Alemanha
Ano de Produção: 2017
Direção: Marc Rothemund
Roteiro: Oliver Ziegenbalg, Ruth Toma (baseado na história de Saliya Kahawatte)
Elenco: Kostja Ullmann, Jacob Matschenz, Anna Maria Mühe, Johann von Bülow, Alexander Held, Nilam Farooq, Sylvana Krappatsch, Michael A. Grimm, Kida Khodr Ramadan, Johanna Bittenbinder, Rouven Blessing, Henry Buchmann, Samira El Ouassil, Ricardo Ewert, Herbert Forthuber
Produção: Simon J. Buchner, Stefan Gärtner, Yoko Higuchi-Zitzmann, Verena Schilling, Tanja Ziegler, Patrick Zorer
Trilha sonora: Michael Geldreich, Jean-Christoph Ritter
Direção de fotografia: Bernhard Jasper
Edição: Charles Ladmiral
Design de produção: Christian Eisele
Direção de arte: Maike Althoff
Decoração de set: Gabriella Ausonio
Figurino: Ramona Klinikowski
Estúdios: Ziegler Cinema, Seven Pictures, StudioCanal
Distribuição: Alpha Filmes

Sala Cult

O Dia Depois

Postado porTemperos de Cinema 13 de Maio de 2018 0 Comentários

Obra impecável do sul-coreano Hong Sang-soo, “O Dia Depois” foi apresentado na 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e é o filme da semana na Sala Cult do Paineiras Shopping.


Hong Sang-soo é um dos diretores mais produtivos da atualidade e já foi comparado a Jean-Luc Godard. É conhecido por criar um cinema de situações, onde um roteiro com poucos personagens evidencia o cotidiano, o banal e o marasmo, abrindo espaço para que pequenas surpresas possam acontecer.


Neste novo trabalho o diretor nos coloca como expectadores de uma história expõe a fragilidade masculina diante da catarse do amor e mostra que a ideia do amor é, na maioria das vezes, mais bela que o amor em si.
No centro da trama está o crítico literário e editor de livros Kim Bongwan (Kwon Haehyo), homem casado e que mantém um caso extraconjugal com sua secretária. A esposa de Bongwan descobre a amante justamente quando o caso entre eles termina e a secretária se demite. Surge então a nova secretária, a racional e introvertida Areum (Kim Minhee).


Filmado em preto e branco, com uma luminosidade bastante peculiar, “O Dia Depois” tem uma fotografia simples e encantadora. A performance dos atores é outro ponto a ser destacado na obra.
Você pode assitir no novo filme de Hong Sang-soo no dia 13 (às 16 e 19 horas), dias17 e 18 (às 19 horas) e no dia 19 de maio (às 16 e 19 horas).

Ficha Técnica

Título: O Dia Depois
Título original: Geu-Hu
Nacionalidade: Coréia Do Sul
Gêneros: Drama, Comédia
Ano de produção: 2017
Estréia: 12 de abril de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 32 minutos
Direção: Sang-soo Hong
Roteiro: Sang-soo Hong
Produção: Kang Taeu
Direção de fotografia: Hyung-ku Kim

Elenco: Min-Hee Kim, Hae-hyo Kwon, Cho Yunhee
Edição: Sung-Won Hahm
Distribuição: Pandora Filmes

 

Sala Cult

Os filmes de Maio na Sala Cult

Postado porTemperos de Cinema 6 de Maio de 2018 0 Comentários

Dias 06, 10, 11 e 12 de maio
UMA ESPÉCIE DE FAMILIA
Direção: Diego Lerman
Elenco: Bárbara Lennie, Daniel Aráoz, Claudio Tolcachir
Gênero: Drama
Nacionalidades Argentina, Brasil, França, Polônia, Dinamarca
Distribuidora : Pandora Filmes
A médica Malena (Bárbara Lennie) decide adotar um bebê. Ela encontra uma mulher grávida, com dificuldades financeiras, disposta a entregar o bebê para uma família adotiva. Chegado o dia do parto, Malena está presente para acolher o novo filho, mas ela se surpreende quando a família da mãe biológica exige uma grande quantia de dinheiro para concluir o processo de adoção. A médica deve ceder à chantagem?

Dias 13, 17, 18 e 19 de maio
O DIA DEPOIS
Direção: Sang-Soo Hong
Elenco: Min-Hee Kim, Hae-hyo Kwon, Kim Saeybuk
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidade: Coréia Do Sul
Distribuidora : Pandora Filmes
Areum (Kim Min-Hee) está pronta para o seu primeiro dia de trabalho em uma pequena editora, onde ela precisa lidar com seu chefe Bongwan (Hae-hyo Kwon) e sua vida amorosa complicada. Após uma crise no casamento, no entanto, a esposa de Bongwan encontra um bilhete amoroso na mesa dele e acaba por envolver Areum nesta situação delicada.

Dias 20, 24, 25 e 26 de maio
DE ENCONTRO COM A VIDA
Direção: Marc Rothemund
Elenco: Kostja Ullmann, Jacob Matschenz, Anna Maria Mühe
Gênero: Comédia romantica
Nacionalidade: Alemanha
Distribuidora : Pandora Filmes
Quando está prestes a terminar a faculdade, Saliya (Kostja Ullmann) começa a sofrer os efeitos de uma grave doença genética e perde 95% da visão. O rapaz sempre teve o sonho de trabalhar em um grande hotel de luxo, mas todas as candidaturas de emprego são recusadas em função de sua deficiência. Ele decide então esconder o fato de ser praticamente cego, e se candidata a um dos maiores hotéis de Munique. Contando com a ajuda do amigo Max (Jacob Matschenz), ele enfrenta as dificuldades diárias, enquanto conhece a bela Laura (Anna Maria Mühe) e se apaixona. Mas até quando conseguirá manter o segredo?


Dias 27 e 31 de maio , 01 e 02 de junho
1945
Direção: Ferenc Török
Elenco: Péter Rudolf, Bence Tasnádi, Tamás Szabó Kimmel
Gênero: Drama
Nacionalidade: Hungria
Distribuidora : Supu Mungam Films
Em agosto de 1945, uma pequena aldeia húngara se prepara para o casamento do filho de um importante secretário da cidade. Mas um acontecimento estranho os apavora repentinamente: um grupo de judeus ortodoxos chegou na estação ferroviária da cidade portando caixas misteriosas. O medo deles é que tudo aquilo faça parte de algum plano de vingança, pelos atos cometidos na Segunda Guerra Mundial.

CinemaMoviecomarteSala Cult

O Crepúsculo de Uma Lenda, na Sala Cult

Postado porTemperos de Cinema 28 de Abril de 2018 0 Comentários

John Carroll Lynch tem uma carreira brilhante como ator. Aos 54 anos de idade ele tem um currículo invejável com personagens em filmes e séries como Fargo, The Drew Carey Show, American Horror Story, Gran Torino e mais recentemente em The Founder, onde interpreta o co-fundando da rede mundial McDonalds.
Ele faz sua estreia como diretor em “Lucky”, um cult movie que é um verdadeiro tributo a um dos grandes nomes do cinema independente, Harry Dean Stanton, o icônico ator de “Paris, Texas” de Win Wenders, “Repo Man” de Miguel Sapochnik , “O Poderoso Chefão II” de Francis Ford Coppola e no seriado “Twin Peaks” de David Lynch e Mark Frost.


“Lucky” foi o último filme de Harry Dean Stanton, falecido em setembro de 2017. Escrito especialmente para ele, o filme conta a história de um velho ateu, aos 90 anos, vivendo seus dias à espera da morte em uma inóspita e desinteressante cidadezinha no deserto.


A eminência da morte, o vazio à sua volta, os riscos nas mais ordinárias atividades do dia-a-dia, tudo isso faz de “Lucky” uma profunda reflexão sobre o fim da vida e a solidão implícita neste momento. Embora pareça, não há nada de baixo-astral nisso. “Lucky” é uma exaltação à consciência, ao prazer da independência na última idade.


Esta belíssima homenagem a Harry Dean Stanton, conta ainda com a participação de David Lynch e Ron Livingston. E você poderá vê-lo na Sala Cult do Paineiras Shopping nos dias 29 de abril, às 16 e 19 horas, nos dias 3 e 4 de maio às 19 horas, e no dia 5 de maio às 16 e 19 horas.

Ficha Técnica
Titulo original: Lucky
Nacionalidade: EUA
Gênero: Drama
Ano de produção: 2017
Classificação: 16 anos
Duração: 1h 28 minutos
Direção: John Carroll Lynch
Elenco: Harry Dean Stanton, Ron Livingstonm, Ed Begley Jr., Tom Skerritt, Beth Grant, James Darren, Barry Shabaka Henley, Yvonne Huff, Hugo Armstrong, Bertila Damas, Ana Mercedes, Sarah Cook,Amy Claire, Ulysses Olmedo e David Lynch
Roteiro: Logan Sparks, Drago Sumonja
Música: Elvis Kuehn
Fotografia: Tim Suhrstedt
Edição: Robert Gajic
Produção de Design: Almitra Corey
Figurino: Lisa Norcia
Distribuidora: Imovision

CinemaSala Cult

A Vida da Poetiza Emily Dickinson em Além das Palavras

Postado porTemperos de Cinema 22 de Abril de 2018 0 Comentários

“O êxito parece doce a quem não o alcança”. Esta frase de Emily Dickinson (1830-1886) diz muito sobre a própria autora, que ao lado de Walt Whitman, é considerada o mais importante nome da literatura americana do século XIX e uma das maiores poetizas de todos os tempos.


A vida de Emily Dickinson está no filme “Além das Palavras”, brilhante trabalho do diretor Terence Davies e trazendo Cynthia Nixon em uma atuação irretocável. Este é o filme da semana no Sala Cult.
Conhecida como “a grande reclusa”, Emily nunca se casou e passou a maior parte de sua vida na casa de seus pais, de onde saiu pouquíssimas vezes para alguma viagem. Começou a escrever aos 20 anos e produziu perto de 1.800 poemas, dos quais apenas 10 foram publicados em vida.


Terence Davies também assina o roteiro de “Além das Palavras”, fazendo um impressionante trabalho de reconstituição da vida da poetiza a partir de sua obra e de cartas escritas para parentes, para amigos e para pessoas por quem se apaixonou.
“Além das Palavras” desvenda o que apenas se supunha e mostra os conflitos internos que marcaram a vida de Emily Dickinson e se transformaram nos enigmas e singularidades de sua produção literária.


O título original, “A Quiet Passion”, também traduz perfeitamente a vida de Emily, uma mulher à frente de seu tempo mas condenada por ele a viver suas paixões em silêncio. .
Você não pode perder este magnifico filme que será exibido nos dias 22, 26, 27 e 28 de abril, na Sala Cult do Paineiras Shopping.

FICHA TÉCNICA
Título: Além das Palavras
Título Original: A Qiet Passion
Direção: Terence Davies
Roteiro: Terence Davies
Elenco: Cynthia Nixon, Keith Carradine, Jennifer Ehle, Joanna Bacon, Duncan Duff, Catherine Bailey, Emma Bell
Fotografia: Florian Hoffmeister
Gênero: Drama biografico
Fotografia: Florian Hoffmesister
Música: Merijn Sep
Trilha Sonora: Schubert/Beethoven/Chopin/Bellini
País: Estados Unidos
Duração: 125 min
Distribuição: CineArt Filmes 

CinemaMoviecomarteSala Cult

As Falsas Confidências

Postado porTemperos de Cinema 15 de Abril de 2018 0 Comentários

Gravado nos bastidores do lendário Teatro Odéon ( inaugurado em 9 de Abril de 1782 pela rainha Maria Antonieta), “As Falsas Confidências” é um texto clássico de Pierre de Marivaux (1688-1763), um dos grandes nomes da literatura e da dramaturgia francesa.


O polêmico mas indiscutivelmente talentoso diretor Luc Bondy dirigiu a peça em 2014 com um elenco de super estrelas da França, entre as quais a grande dama Bulle Ogier, a diva Isabelle Huppert, o reverenciado Yves Jacques e o jovem galã Louis Garrel. O mesmo elenco voltou ao palco em 2015 para uma curta temporada e aceitou a proposta de Bondy e Marie-Louise Bischofberger para filmar.


Este foi o último trabalho de Bondy, que faleceu em novembro de 2015, aos 67 anos. E não poderia ser mais perfeito o desfecho para uma carreira tão brilhante. Produzido originalmente para a TV francesa o registro cinematográfico de “As Falsas Confidências”, supera as definições de cinema e teatro para transformar-se em uma obra de arte única.


Os porões, jardins, camarins e a muitas escadas do Teatro Odéon de Paris são o cenário para a história cômica de Dorante (Louis Garrel), o jovem secretário particular da rica viúva Madame Araminte (Isabelle Huppert) e seus mirabolantes e cômicos planos para conquistá-la.


No roteiro de Luc Bondy e Geoffrey Layton não fica claro se o protagonista está apenas atrás da fortuna da madame ou se realmente é apaixonado por ela. Na verdade o foco de “As Falsas Confidências” está na desigualdade social e nos abismos que separam pessoas mesmo quando estão muito próximas.


Além de todos os atrativos já listados, “As Falsas Confidências” merece ser visto também pela excepcional atuação de seu núcleo principal. A diva Isabelle Huppert, em particular, surge tão hipnotizante que facilmente nos coloca no lugar do jovem Dorante e ficamos todos apaixonados pela Madame.

Este é o filme que estreia hoje no Sala Cult do Paineiras Shopping, com sessões às 16 e 19 horas. Outras sessões: Dias 19 e 20 de abril às 19 horas e dia 21 de abril às 16 e 19 horas.

Ficha Técnica
Título: As falsas confidências
Título Original: Les fausses confidences
País de Origem: França
Ano de produção: 2016
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 87 min
Classificação: 12 anos
Direção: Luc Bondy e Marie-Louise Bischofberger
Roteiro Adaptado: Luc Bondy e Geoffrey Layton
Elenco: Isabelle Huppert, Louis Garrel, Bulle Ogier, Yves Jacques
Produtor: Pierre-Olivier Bardet
Música: Bruno Coulais
Fotografia: Luciano Tovoli
Design de Produção: Aurore Vullierme
Figurino: Moidele Bickel
Distribuição: Supo Mungam Films

CinemaMoviecomarteSala Cult

A Livraria, na Sala Cult

Postado porTemperos de Cinema 7 de Abril de 2018 0 Comentários

Livros são os sonhos de muitos e o pesadelo de outros tantos. “A Livraria”, um belíssimo filme da diretora espanhola Isabel Coixet, mostra a batalha entre o bem e o mal, personificados nos personagens da sonhadora dona de uma livraria e uma vilã tão poderosa quanto perversa.


O roteiro adaptado pela própria Coixet a partir do best seller “The Bookshop”, da escritora inglesa Penélope Fitzgerald, vai muito além do maniqueísmo, para mostrar que a vida só faz sentido quando se tem uma motivação, seja ela para o bem ou para o mal.

Ninguém pode se sentir sozinho entre livros.

A trama gira em torno de Florence Green (Emily Mortimer), uma viúva sem filhos, apaixonada por livros e que decide realizar seu sonho de ter uma livraria, buscando dar sentido à sua vida. Ela compra uma casa abandonada, a “Old House”, onde monta sua residência e a livraria.


Talvez buscando também algo para dar sentido à sua vida, Violet Gamard (Patricia Clarkson), poderosa socialite esposa de um militar, começa uma cruzada contra o sonho de Florence, disposta a fazer qualquer coisa para fechar a livraria.
Dois outros personagens mercem destaque na trama: a pequena ajudante da livraria e o primeiro cliente. A menina representa a inocência que busca abrigo no universo de sonhos criados pelos livros. Já o primeiro cliente é um homem velho, que representa a desilusão, que igualmente busca abrigo nos livros.


Ganhador dos Prêmios Goya de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado, “A Livraria” é um filme delicado, sensível e envolvente, que você poderá assistir esta semana no Sala Cult no Paineiras Shopping, nas sessões:
– Domingo, dia 08 de abril às 16 e 19 horas
– Quinta e Sexta, dias 12 e 13 de abril, às 19 horas
– Sábado, dia 14 de abril, às 16 e 19 horas

Ficha Tecnica
Título: A Livraria
Título original: The Bookshop
Nacionalidades: Espanha, Reino Unido, Alemanha
Gênero: Drama
Ano de produção: 2017
Estréia: 22 de março de 2018 (Brasil)
Duração: 1h 53 minutos
Classificação: 10 anos
Direção: Isabel Coixet
Roteiro: Isabel Coixet. Baseado no livro escrito por Penelope Fitzgerald
Elenco: Emily Mortimer, Patricia Clarkson, Bill Nighy
Produção: Jaume Banacolocha, Joan Bas, Jordi Berenguer, Adolfo Blanco, Sol Bondy, Alex Boyd, Ricardo Marco Budé, Chris Curling, Manuel Monzón, Paz Recolons, Fernando Riera, Albert Sagalés, Ignacio Salazar-Simpson, Thierry Wase-Bailey, Jamila Wenske, Henriette Wollmann
Trilha sonora: Alfonso de Vilallonga
Direção de fotografia: Jean-Claude Larrieu
Edição: Bernat Aragonés
Direção de arte: Marc Pou
Figurino: Mercè Paloma
Distribuição: Cineart Filmes

CinemaMoviecomarteSala Cult

A Ópera de Paris no Sala Cult

Postado porTemperos de Cinema 1 de Abril de 2018 0 Comentários

Por trás da beleza e grandiosidade dos espetáculos, A Ópera de Paris também tem o seu lado mundano, como o de qualquer grande empresa. É o que nos mostra o brilhante documentário, de Jean-Stéphane Bron, aclamado e premiado no Festival Internacional de Cinema de Moscou.


Criada em 1669 por Pierre Perrin, em 360 anos de história a Ópera de Paris consolidou-se não só como a instituição cultural mais bem sucedida e famosa da França, mas também como um dos pilares da formação da identidade cultural francesa.
Jean-Stéphane Bron literalmente viveu toda uma temporada da Ópera e nos leva a participar de forma privilegiada das reuniões executivas, das seleções de artistas, dos ensaios e das noites de gala… E também a testemunhar paixões, vaidades, a luta pelo estrelato, o serviço pesado dos operários e as ameaças de greve.


O documentário é conciso e flui de forma natural e envolvente, característica não muito comum ao filmes do gênero. E tem cenas memoráveis como a emoção das crianças na escola que a Ópera de Paris mantém para alunos carentes.
Essa estadia de quase duas horas suntuoso Palácio Garnier, inaugurado em 1875, que abriga a Ópera de Paris, é absolutamente fascinante e enriquecedora. E você poderá desfrutá-la no Sala Cult, o espaço para o cinema independente e de arte do Paineiras Shoppíng.

Ficha Técnica
Título: A Ópera de Paris
Título original: L’opéra de Paris
Direção: Jean-Stéphane Bron
Roteiro: Jean-Stéphane Bron
Produção: Les Films Pelléas, Bande à Part Films
Fotografia: Blaise Harrison
Edição: Julie Lena
Gênero: Documentário
País: França
Ano: 2017
Duração: 110min
Distribuição: Imovision

Datas e Horários de Exibição no Sala Cult:
– 01 de Abril (domingo) às 16 e 19 horas
– 05 e 06 de Abril (quinta e sexta-feira) às 19 horas
– 07 de Abril (sábado) às 16 e 19 horas

CinemaSala Cult

The Square, A Arte da Discórdia

Postado porTemperos de Cinema 25 de Março de 2018 0 Comentários

O poeta russo Vladimir Maiakóvski disse que “A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo”, no entanto, muitas vezes o reflexo no espelho da arte é fundamental para perceber o que e o quanto é necessário mudar.
E é isso o que mostra e faz o filme “The Square, A Arte da Discórdia”, do sueco Ruben Östlund, expondo de forma brilhante, cruel e realista a hipocrisia da sociedade, tomando como ponto de partida a arte contemporânea e seu papel dentro dessa sociedade.

the-squre-05
O filme se passa na Suécia, país nórdico conhecido pela qualidade de vida, pelo alto nível cultural, pela educação de seu povo, pela ausência de preconceitos… sim, só que não. Para quem pensa que é só aqui no 3º mundo que as pessoas são capazes de apedrejar museus, “The Square” mostra que a hipocrisia e a ignorância é uma epidemia de proporções globais.
Destruindo aquela imagem vendida de país onde tudo é perfeito, esta obra mostra ainda as diferenças sociais, a violência e o preconceito que também existem na Suécia. As cenas dos moradores de rua e as que se passam nos subúrbios de Estocolmo são reveladoras. Como disse o nosso poeta Arnaldo Antunes, “miséria é miséria em qualquer canto”.

39169_43_TheSquare__AlamodeFilm__1_
Mas o foco principal de Ruben Östlund é a burguesia pseudo civilizada e culta. E ele não poupa ninguém. Mostra o papel da publicidade na propagação da cultura da violência, a imbecilidade dos novos profissionais de imprensa e a deturpação da informação, a mediocridade das classes sociais pretensamente culta e educadas mas que também são capazes de muitas violências, inclusive a violência da omissão.

the-squre-03
Há cenas hilárias, como uma que mostra os convidados de uma vernissage desesperados para atacar o buffet; cenas emblemáticas, como a da ativista no centro de Estocolmo perguntando aos pedestres se eles querem salvar uma vida, ao que eles respondem negativamente; e algumas cenas antológicas, como a cena do casal que briga pela posse do preservativo cheio de esperma após o sexo.

The-Square-O-Quadrado-2017-de-Ruben-Östlund
O ponto alto do filme, no entanto é a performance de um artista durante um elegante jantar oferecido aos mantenedores de um importante museu de arte contemporânea. Ele representa uma mistura do Incrível Hulk (versão nórdica) com um troglodita e promove ataques cada vez mais violentos aos convidados. A tensão da cena vai crescendo vertiginosamente, deixando os presentes encurralados, com medo, de cabeça baixa e em silêncio tentando não chamar a atenção do selvagem. Quando a situação foge completamente ao controle dos organizadores e o artista parece ter sido dominado pelo personagem, a performance alcança seu objetivo: revelar os trogloditas disfarçados sob smokings e vestidos de seda.

Essa cena (inspirada em uma performance real do artista Oleg Kulik em 1990) é também uma profunda reflexão sobre os limites da arte. E depois de assisti-la confirmo minha convicção de que a arte não pode ter limites, principalmente porque a nossa hipocrisia não tem limites.
Qualquer pessoa com o mínimo de coerência e bom senso, sai do cinema com um reforçado sentimento de vergonha do alheio e de si próprio. Estamos todos nós ali representados em nossa mesquinhez, nossa pequenez e nossa hipocrisia.


A proposta do diretor ao nos colocar de frente para esse espelho é nos obrigar a reconhecer isso, assim como faz o personagem principal, o diretor do museu (brilhantemente interpretado pelo charmoso Claes Bang), que ao final da história assume e se desculpa por sua própria mediocridade.
Indicado ao Oscar 2018 de Melhor Filme Estrangeiro e ganhador da Palma de Ouro em Cannes, “The Square” é um filme obrigatório para os dias de hoje, sobretudo no Brasil onde a mediocridade e a hipocrisia nem mais se disfarçam.

(Resenha por Marco Antonio Andre)

Este é o filme que você pode assistir no Sala Cult nos dias 25 de março às 16 e 19 horas, 29 e 30 de março às 19 horas, e 31 de março às 16 e 19 horas.

O Sala Cult é um espaço no Paineiras Shopping, em Jundiaí, para o cinema independente, com curadoria de Fátima Augusto.

thesquare_a5_cmyk

Ficha Tecnica

  • Titulo original: The Square
  • Nacionalidades: Suécia, Alemanha, Dinamarca, França
  • Gênero: Comédia dramática
  • Ano de produção: 2017
  • Duração: 2h 22 minutos
  • Classificação: 14 anos
  • Direção: Ruben Östlund
  • Roteiro: Ruben Östlund
  • Produção: Katja Adomeit, Philippe Bober, Tomas Eskilsson, Dan Friedkin, Erik Hemmendorff, Agneta Perman, Bradley Thomas
  • Fotografia: Fredrik Wenzel
  • Edição: Jacob Secher Schulsinger, Ruben Östlund
  • Design de produção: Josefin Åsberg
  • Figurino: Sofie Krunegård
  • Estúdios: Plattform Produktion, Arte France Cinéma, Coproduction Office, Det Danske Filminstitut, Essential Filmproduktion GmbH, Film i Väst
  • Distribuição: Pandora Filmes