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Programação atualizada dos filmes do  Moviecomarte.

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O Feminismo Além do Feminismo em A Número Um

Postado porTemperos de Cinema 11 de abril de 2018 0 Comentários

Emmanuelle Blachey é uma mulher como milhões de outras em todo o mundo, tendo que dar conta da casa, dos filhos, cuidar do pai idoso e ainda ser uma profissional dedicada em um ambiente de trabalho onde a mulher é menos valorizada que os homens.
Embora o tema central do filme “A Número Um” gire em torno do machismo que insistie e resiste nos meios corporativos, esta obra da diretora francesa Tonie Marshall não levanta a bandeira do feminismo e se limita a mostrar apenas a realidade de uma mulher e sua luta nos bastidores de uma disputa pelo poder.


Brilhantemente interpretada por Emmanuelle Devos a personagem Emmanuelle Blachey é uma executiva de uma empresa de energia que, incentivada por um clube feminista, resolve competir pela presidência de uma importante indústria francesa de água.


Sempre distante das discussões feministas a personagem no entanto vê na proposta uma ótima oportnidade de crescimento profissional e ao aceitar o desafio abre seus olhos para essa triste realidade. “A Número Um” mostra que o empoderamento maior da mulher é sua conscientização, muito antes de seu sucesso profissional.
Este é o filme da semana no Moviecom Arte com sessões nos dias 14 e 15 de Abril às 11 horas e dia 17 de abril às 14 horas.

Ficha Técnica
Título: A Número Um
Título original: Numéro Une
Nacionalidade: França
Gênero: Comédia dramática
Ano de produção: 2017
Duração: 1h 50 minutos
Direção: Tonie Marshall
Roteiro: Tonie Marshall, Raphaëlle Bacqué, Marion Doussot
Elenco: Emmanuelle Devos, Richard Berry, Sami Frey Suzanne Clément, Anne Azoulay, Benjamin Biolay, Carole Bouquet e Francine Bergé
Trilha sonora: Fabien Kourtzer, Mike Kourtzer
Direção de fotografia: Julien Roux
Edição: Marie-Pierre Frappier
Design de produção: Anna Falguères
Decoração de set: Matthieu Guy
Figurino: Anne Autran, Elisabeth Tavernier
Distribuição: Imovision

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Em Pedaços, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 6 de abril de 2018 0 Comentários

Escrito e dirigido por Faith Akin, “Em Pedaços” foi selecionado para representar a Alemanha no Oscar 2018 mas ficou fora da lista final de indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.


Com inspiração hollywodiana este drama cheio de reviravoltas começa com o casamento de um presidiário, o traficante Nuri (Numan Acar) e a jovem Katja (Diane Kruger). Um salto no tempo e encontramos o casal com um filho, vivendo como uma família comum, estabelecida e feliz..
Tudo muda quando Katja perde o marido e o filho em um atentado terrorista. Em uma atuação que lhe valeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, Diane Kruger imprime tanta veracidade à sua interpretação que é impossível não sofrer junto com a personagem nesse momento de dor.


E quando tudo parece girar em torno do sofrimento e a necessidade de recomeçar da personagem, a discussão sobre o atentado assume o primeiro plano e o filme se volta para a bordagem de temas como a intolerância racial, questões políticas e sociais. Em mais uma reviravolta na trama, a personagem vai fazer justiça pelas próprias mãos.
Este é o filme da semana no Moviecom Arte, projeto exclusivo do Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí, que abre espaço para o cinema independente e de arte. Você poderá vê-lo nos dias 07 e 08 de abril às 11 horas e no dia 10 de abril às 14 horas.

Ficha Técnica
Título: Em Pedaços
Titulo Original: Aus dem Nichts
Nacionalidades: Alemanha, França
Gêneros: Drama, Suspense
Ano de produção: 2017
Duração: 1h 46 minutos
Direção: Fatih Akın
Roteiro: Fatih Akin, Hark Bohm
Elenco: Diane Kruger, Numan Acar, Ulrich Tukur
Produção: Fatih Akin, Mélita Toscan du Plantier, Ann-Kristin Hofmann, Nurhan Sekerci-Porst
Música: Josh Homme
Fotografia: Rainer Klausmann
Edição: Andrew Bird
Produção de Design: Tamo Kunz
Direção de arte: Seth Turner
Figurino: Katrin Aschendorf
Estúdio: Bombero International, Macassar Productions
Distribuição: Imovision 

 

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Me Chame Pelo Seu Nome, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 27 de março de 2018 0 Comentários

“Me Chame Pelo Seu Nome” teve 4 indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Canção e Melhor Roteiro Adaptado. Ficou só com o prêmio de Melhor Roteiro, entregue ao cultuado diretor inglês James Ivory, que assina a adaptação do romance homônimo de André Aciman.

O prêmio para James Ivory foi merecidíssimo. Prestes a completar 90 anos, o diretor de “Maurice”, “Uma Janela Para o Amor” e “O Retorno A Howard’s End”, já teve antes 3 indicações ao Oscar mas nunca tinha levado uma estatueta.


Mas apenas este Oscar para “Me Chame Pelo Seu Nome” parece meio injusto. Aliás só 4 indicações também foi pouco. O trabalho carregado de sensibilidade do diretor Luca Guadagnino, a maravilhosa direção de arte de Roberta Federico e a extasiante fotografia de Sayombhu Mukdeeprom também mereciam o reconhecimento da Academia.
O jornal El País disse que o Oscar não está preparado para um filme como “Me Chame Pelo Seu Nome”, mas independente do Oscar ele construiu uma carreira super bem sucedida nos maiores festivais de cinema do mundo, ganhou a atenção da mídia e conquistou um público que vai muito além do público gay.
Isso porque “Me Chame Pelo Seu Nome” é um filme sobre a descoberta do amor e passa longe do estereótipo de uma amor marcado pela negação, pela dor, pelo medo e pela opressão. Muito ao contrário. Segundo a revista Veja, “há tanta beleza neste filme que chega a dar vertigem”.


Começa pela beleza dos cenários, passa pela beleza dos protagonistas, entra na beleza da história em si e dos diálogos, tudo alinhavado por uma trilha espetacular que vai das canções originais escritas por Sufjan Stevens até uma miscelânia deliciosa que mistura Ryuichi Sakamoto, Giorgio Moroder e Bach.


A trama conta a história de um jovem americano (Armie Hammer) que vai passar o verão na Itália, hospedado na casa de férias de seu professor (Michael Stuhlbarg). É assim que ele conhece o filho do professor (Timothée Chalamet), um rapaz alguns anos mais jovem. A aproximação entre eles é gradativa e a descoberta do amor também se dá aos poucos e de forma muito natural.
E tudo acontece tendo como cenário a belíssima região da Lombardia, em pleno verão, misturando as belezas naturais a séculos de história. Como não amar?

“Me Chame Pelo Seu Nome” é o filme da semana no Moviecom Arte, com sessões nos dias 31 de março (sábado) e 1 de abril (domingo) às 11 horas, e no dia 3 de abril (terça-feira) às 14 horas.

Ficha Tecnica

Título original: Call Me By Your Name
Nacionalidades: França, Itália, EUA, Brasil
Gêneros: Drama, Romance
Ano de produção: 2017
Estréia: 18 de janeiro de 2018 (Brasil)
Duração: 2h 11 minutos
Direção: Luca Guadagnino
Roteiro: James Ivory e baseado no livro de André Aciman.
Produção: Luca Guadagnino, Naima Abed, Tom Dolby, Marco Morabito
Fotografia: Sayombhu Mukdeeprom
Editor: Walter Fasano
Design de produção: Samuel Deshors
Direção de arte: Roberta Federico
Figurino: Giulia Piersanti
Maquiagem: Fernanda Perez
Distribuidor: Sony Pictures

 

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Mudbound, Lágrimas sobre o Mississipi, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 21 de março de 2018 0 Comentários

Se tem uma coisa que ficou bem nítida na festa do Oscar 2018 foi a oposição de Hollywood ao governo Trump e seu discurso racista, xenófobo, machista, homofóbico, etc, etc e etc.
E tudo aquilo que parece incomodar muito o presidente dos Estados Unidos estava super bem representado tanto no discurso dos filmes indicados quanto no discurso das celebridades que subiram ao palco para apresentar ou receber o prêmio.


As questões raciais sempre renderam excelentes filmes em Hollywood. Muitos chegaram a receber indicações e vários foram devidamente premiados. Este ano o tema foi magnificamente abordado em “Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi”, uma das críticas mais ferozes à questão racial na América do Norte.


Escrito e dirigido por Dee Rees (que merecia pelo menos ser a primeira mulher negra indicada ao Oscar de melhor direção), este filme foge às narrativas de seus antecessores ao traçar um paralelo entre a Segunda Guerra Mundial e guerra racial que acontecia no interior dos Estados Unidos, com sua trama centralizada no conflito entre duas famílias (uma negra e outra branca) que trabalham em uma mesma propriedade rural nos cafundós do Mississipi.

“‘Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi” teve 4 indicações ao Oscar (Fotografia, Roteiro Adaptado, Atriz Coadjuvante, e Música Original) e não levou nenhum, embora merecesse muito cada um deles e até outros aos quais não foi indicado. Mas o filme deixou sua marca, aliás várias.


Entre elas a indicação de Rachel Morrison ao Oscar de Melhor Fotografia, se tornando a primeira mulher indicada ao prêmio. E com todo o mérito pois seu trabalho em “Mudbound” é belíssimo.
Este é o filme da semana no Moviecom Arte, na série de filmes que marcaram o Oscar 2018. “Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi” será exibido nos dias 24 e 25 de março às 11 horas e no dia 27 às 14 horas.

Ficha Tecnica
Título: Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi”
Título original: Mudbound
Nacionalidade: EUA
Gênero: Drama
Ano de produção: 2017
Duração: 2h 14 minutos
Classificação: 16 anos
Direção: Dee Rees
Roteiro: Virgil Williams, Dee Rees, Hillary Jordan
Produção: Dee Rees, Evan Arnold, Carl Effenson, Sally Jo Effenson, Cassian Elwes, David Gendron, Poppy Hanks, Ali Jazayeri, Charles D. King, Charles D. King, Paul A. Levin
Trilha sonora: Tamar-kali
Fotografia: Rachel Morrison
Edição: Mako Kamitsuna
Design de produção: David J. Bomba
Direção de arte: Arthur Jongewaard, Nóra Takács
Figurino: Michael T. Boyd
Estúdios: Armory Films, ArtImage Entertainment, Black Bear Pictures, Elevated Films, MACRO, MMC Joule Films, Zeal Media
Distribuição: Diamond Films

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Trama Fantasma no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 15 de março de 2018 0 Comentários

Com seis indicações ao Oscar, incluindo o de Melhor Filme, “Trama Fantasma” é o filme da semana no Moviecom Arte.
Ganhador do Oscar de Melhor Figurino, o drama dirigido por Paul Thomas Anderson tem como pano de fundo o mundo da alta moda e aborda o potencial destrutivo de um relacionamento onde o amor, a admiração e o companheirismo estão em constante conflito com ódio, o ciúme e a inveja.

Na trama, Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis) é o estilista de celebridades e mulheres muito ricas. Incapaz de entender uma crise que se anuncia sobre sua maison ele vive com sua musa Alma (Vicky Krieps), uma relação de amor e ódio profundos, que desencadeia homeopaticamente uma guerra crescente e cruel, mascarada pela hipocrisia e pelo universo do luxo.

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Para entender melhor o perfil dos personagens é importante situá-los no tempo. A história se passa na glamurosa Londres dos anos 50, em um cenário de profundas mudanças principalmente no mundo da moda. O “new look” de Dior levava o luxo a um outro patamar, antecipando a grande revolução que viria com Mary Quant e a mini-saia.

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Essa obsessão do estilista pela manutenção de seu universo é descarregada na relação tão intensa quanto tóxica que mantém com sua esposa, um casamento onde a essência e aparência são completamente divergentes.

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Este também pode ser o último filme de Daniel Day-Lewis que anunciou sua aposentadoria após “Trama Fantasma” e a intenção de dedicar-se exclusivamente à família. Se assim for, o astro se despede das telonas em grande estilo e com sua sexta indicação para o Oscar de Melhor Ator.
“Trama Fantasma” será exibido no Moviecom Arte nos dias 17 e 18 às 11 horas e dia 20 às 14 horas

Ficha Tecnica
Nome: Trama fantasma
Nome Original: Phantom thread
Direção: Paul Thomas Anderson
Elenco: Daniel Day-Lewis, Lesley Manville, Vicky Krieps, Camilla Rutherford
Roteiro: Paul Thomas Anderson
Música: Jonny Greenwood
Fotografia: Paul Thomas Anderson
Direção de arte: Chris Peters, Denis Schnegg, Adam Squires
País de Origem: EUA
Ano de produção: 2017
Gênero: Drama
Duração: 130 min
Classificação: 14 anos
Distribuidora: Universal Pictures

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Lady Bird, A Hora de Voar, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 5 de março de 2018 0 Comentários

Com 5 indicações importantes e sendo um dos favoritos do público, “Lady Bird: A Hora de Voar” não levou nenhum Oscar – o que é normal nesse tipo de premiação, ainda mais em um ano com tantos filmes bons na briga.


Dirigido por Greta Gerwig, “Lady Bird” é daqueles filmes que a gente assiste como se estivesse sentado nas nuvens. É um filme adolescente com todos os clichês típicos mas que se torna especial pelos desfechos surpreendentes para cada situação.

As relações humanas e a incrível descoberta do “mundo adulto”, são o centro desta comédia emocionante, delicada e crua sobre uma jovem não muito convencional, com uma personalidade mais forte que a média e a turbulenta relação com sua mãe, uma obstinada que trabalha incansavelmente para manter sua família.


Outro ponto alto do filme é a atuação brilhante de Saoirse Ronan. No papel da adolescente problemática que dá título ao filme, Saoirse ganhou um Globo de Ouro, um Gotham, o título de melhor atriz do último Festival de Toronto, foi indicada para o Bafta e para o prêmio do Sindicato de Atores.
De quebra a jovem atriz de 22 anos ganhou também sua terceira indicação ao Oscar. Não levou mas só essa indicação deixa bem claro que essa garota promete.

Este é o filme da semana no Moviecom Arte e você poderá assistí-lo nos dias 10 e 11 de março às 11 horas e no dia 13 de março às 14 horas.

Ficha Tecnica
Nome: Lady Bird – A hora de voar
Nome Original: Lady Bird
Cor filmagem: Colorida
Origem: EUA
Ano de produção: 2017
Gênero: Comédia, Drama
Duração: 93 min
Classificação: 14 anos
Direção: Greta Gerwig
Elenco: Saoirse Ronan, Laurie Metcalf, Tracy Letts
Distribuição: Universal Pictures

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O Insulto no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 28 de fevereiro de 2018 0 Comentários

“O Insulto” é o primeiro filme libanês a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o que em si representa um fato extremamente importante e político, posto que a obra do diretor Ziad Doueri tem seu foco nas tensões políticas mesmo sem ser um filme panfletário.
Aliás, o filme começa com um aviso estatal informando ao público que as visões expressas no filme são de responsabilidade exclusiva dos responsáveis pela obra, não representando os ideais do governo libanês.


O roteiro provocativo escrito por Ziad Doueri e Joelle Touma mostra como um pequeno desentendimento entre dois cidadãos comuns assume, à medida em que se espalha, proporções inimagináveis e incontroláveis, promovendo o caos graças à mídia e um povo que incapaz de refletir antes de assumir um posicionamento.


No velho estilo “quem conta um conto aumenta um ponto”, o pequeno incidente vai parar nos tribunais e gera uma crise que atinge até o presidente da república. O mais interessante é que a câmera de Doueri ganha vida própria e muda seu foco conforme cada personagem, nos obrigando a refletir à partir do ponto de vista de cada um deles.
“O Insulto” aborda ainda temas fortes e muito atuais como a ética, o racismo e os limites para a liberdade de expressão, o que o torna universal. Aliás presenciamos recentemente no Brasil vários acontecimentos parecidos…

Ficha Técnica
Título: O Insulto
Título original: L’insulte
Gênero: Drama
Diretor: Ziad Doueiri
Roteiro: Ziad Doueiri Joelle Touma
Elenco: Adel Karam, Kamel El Basha, Camille Salameh, Diamand Bou Abboud, Rita Hayek, Talal Jurdi, Christine Choueiri, Julia Kassar, Rifaat Torbey e Carlos Chahine.
Duração: 82 min
País: Líbano, França, Bélgica, Chipre, EUA
Música: Éric Neveux
Fotografia: Tommaso Fiorilli
Classificação Indicativa: Não remodendado para menores de 16 anos
Distribuição: Imovision

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O Red Carpet do Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 27 de fevereiro de 2018 0 Comentários

Março é o mês do Oscar no Moviecom Arte.
Preparamos para você uma seleção de 5 grandes filmes que concorrem à mais cobiçada estatueta do cinema.
São eles:

Dias 03 e 04 – 11 horas
Dia 06 – 14 horas
O INSULTO


Nomeado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
Essa é a primeira vez que um filme libanês é nomeado para o Oscar. E não é para menos. Neste filme assumidamente político o diretor Ziad Doueri permite que sua câmera ajuste automaticamente o foco sobre cada personagem, como que para nos fazer entender o ponto de vista de cada um deles dentro da trama. E nos faz refletir.
O roteiro provocativo escrito por Ziad Doueri e Joelle Touma mostra como um pequeno desentendimento entre dois cidadãos comuns vai tomando vulto à medida que se espalha, até chegar a um tribunal e ganhar a mídia, gerando uma crise que chega ao Presidente da República.
Longe de ser um filme panfletário, a trama de “O Insulto” aborda temas fortes e muito atuais como a ética, o racismo e os limites para a liberdade de expressão, o que o torna universal. Aliás presenciamos no Brasil vários acontecimentos parecidos…

Dias 10 e 11 – 11 horas
Dia 13 – 14 horas
LADY BIRD


Nomeado para o Oscar de Melhor Filme
Com 5 nomeações para o Oscar, “Lady Bird” divide opiniões mas sem dúvida é um dos melhores filmes na disputa. Dirigido por Greta Gerwig, este é daqueles filmes que a gente assiste como se estivesse sentado nas nuvens.
É um filme adolescente com todos os clichês típicos mas o que o torna especial é como a trama apresenta desfechos surpreendentes para cada situação, transformando-o em um filme sobre as relações humanas e a incrível descoberta do “mundo adulto”.
Outro ponto alto do filme é a atuação brilhante de Saoirse Ronan. No papel da adolescente problemática que dá título ao filme, Saoirse ganhou um Globo de Ouro, um Gotham, o título de melhor atriz do último Festival de Toronto, foi indicada para o Bafta e para o prêmio do Sindicato de Atores. De quebra a jovem atriz de 22 anos ganha também sua terceira indicação ao Oscar.

Dias 17 e 18 – 11 horas
Dia 20 – 14 horas
TRAMA FANTASMA


Nomeado para o Oscar de Melhor Filme
Com seis indicações ao Oscar o drama dirigido por Paul Thomas Anderson tem como pano de fundo o mundo da alta moda e aborda o potencial destrutivo de um relacionamento onde o amor, a admiração e o companheirismo estão em constante conflito com ódio, o ciúme e a inveja.
Na trama, o estilista Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis) e sua musa Alma (Vicky Krieps), se amam e se odeiam profundamente, vivendo em uma guerra crescente e cruel, mascarada pela hipocrisia e pelo universo do luxo. Essa relação intensa e doentia, onde a essência e aparência são completamente divergentes, tem na moda seu paralelo perfeito.
Este também pode ser o último filme de Daniel Day-Lewis que anunciou sua aposentadoria após “Trama Fantasma” e a intenção de dedicar-se exclusivamente à família. Se assim for, o astro se despede das telonas em grande estilo e com sua sexta indicação para o Oscar de Melhor Ator.

Dias 24 e 25 – 11 horas
Dia 27 – 14 horas
MUDBOUND, LÁGRIMAS SOBRE O MISSISSIPI


Nomeado para o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado
Aclamado no Festival de Sundance, “Mudbound, Lágrimas Sobre o Mississipi” tem 4 indicações ao Oscar, incluindo o de melhor atriz (pela magnífica atuação de Mary J. Blige) e o de melhor fotografia (pelo excepcional trabalho de Rachel Morrison).
Dirigido por Dee Rees, que também assina o roteiro ao lado de Virgil Williams, “Mndbound, Lágrimas Sobre o Mississipi” é uma obra primorosa, uma das críticas mais ferozes à questão racial nos Estados Unidos.
A trama se passa durante a Segunda Guerra Mundial, que serve de paralelo para o clima tenso e a guerra que se dá entre os membros de duas famílias, uma branca e a outra negra, ambas vivendo em uma propriedade no interior do Mississipi, estado que ficou conhecido e marcado pelo racismo e a violência contra os negros.

Dias 31 de março e 01 de abril – 11 horas
Dia 03 de abril – 14 horas
ME CHAME PELO SEU NOME


Nomeado para o Oscar de Melhor Filme
O jornal El País disse que o Oscar não está preparado para um filme como “Me Chame Pelo Seu Nome”, de Luca Guadagnino. Mesmo tendo em seu histórico outros filmes com temática gay, como “O Segredo de Brokeback Mountain” e “Moonlight”, que alcançaram a premiação máxima, os centenários e conservadores membros da Academia ainda não conseguem absorver uma história de amor entre um adolescente de 17 anos e um jovem de 28, durante um verão no norte da Itália.
Com 4 indicações para o Oscar e uma carreira de sucesso construída nos mais importantes festivais mundo a fora, o que chama a atenção em “Me Chame Pelo Seu Nome” é que ele é muito mais que uma história de amor gay e passa longe do estereótipo de uma relação marcada pela dor, pelo medo e pela opressão.
Com roteiro adaptado por ninguém menos que James Ivory, à partir de um romance do egípcio André Aciman, este filme é um registro sensível do processo de descoberta de um sentimento entre duas pessoas que também estão a se descobrirem uma na outra.

 

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O Moviecom Arte é um projeto da publicitária e produtora Fátima Augusto em parceria com o Moviecom Jundiaí, que há 1o anos traz para a cidade filmes de arte e que não entram no circuito comercial.

Com um horário alternativo dentro da programação do cinema, o Moviecom Arte acontece todos os sábados e domingos às 11 horas e tem ingressos a R$ 10,50 e R$ 5,25.

O Moviecom Jundiaí fica no Maxi Shopping – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6000 – Vila Rio Branco, Jundiaí – SP

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O Amor Além Das Aparências

Postado porTemperos de Cinema 20 de fevereiro de 2018 0 Comentários

A vida como ela é, sem retoques, sem caricaturas e sem hipervalorizar as decepções. “Lola Pater”, do francês Nadir Moknèche, fala sobre escolhas, do medo do inusitado e das descobertas em uma relação, salientando a importância do respeito e da tolerância.


“Lola Pater” conta a história de um encontro entre pai e e filho, após muitos anos de uma separação inexplicada. Zino, um motoqueiro de 27 anos que trabalha em uma Paris, após a morte de sua mãe, resolve sair em busca de seu desconhecido de seu pai Farid, que há anos teria abandonado a família para regressar a seu país de origem, a Argélia.
Nessa busca Zino descobre que Farid nunca voltou ao país natal, não se divorciou de sua mãe (que sempre soube de tudo) e se tornou uma mulher transexual, a professora de dança Lola. Mas essa não é a única surpresa. Lola é uma transexual que gosta de mulheres.


Essa discussão sobre identidade de gênero e sexualidade, muito em alta nos últimos tempos, revela como o assunto ainda causa estranheza e desconforto, levando uma pessoa a afastar-se daqueles que ama e se esconder da sociedade para poder viver como realmente deseja.
A reconexão de pai e filho obedece a passagens obrigatórias (rejeição, negação e aceitação), mas é terna. Zino e Lola se reconhecem, com um pouco de dor, sem sobressaltos ou histrionismos, e se aceitam, sem a obrigação de entender o outro.
A personagem é maravilhosamente interpretada por Fanny Ardant mas a escolha de uma mulher para fazer o papel de uma transexual rendeu muita polêmica.

Ficha Técnica
Título original: LOLA PATER
Direção: Nadir Moknèche
Roteiro: Nadir Moknèche
Elenco: Fanny Ardant, Tewfik Jallab, Nadia Kaci
Música: Pierre Bastaroli
Fotografia: Jeanne Lapoirie
Gênero: Drama
País: França
Ano: 2017
Duração: 95 minutos
Classificação: 14 anos
Distribuidora: Imovision

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Os Filmes de Fevereiro no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 2 de fevereiro de 2018 0 Comentários

.A vida é feita do cotidiano. De sonhos, lembranças, alegrias, de desafios, de superações, tristezas… Daquilo que pensamos, construímos ou simplesmente vivemos. A vida, sobretudo, é feita da vida. E às vezes esquecemos disso.
O cinema tem esse dom de nos chamar à reflexão, nos levando às vezes para lugares, situações e histórias que nunca pensamos vivenciar. isso nos permite entender melhor o outro e muitas vezes descobrimos que, de alguma forma, também vivemos um pouco daquila história.
O Moviecom Arte de fevereiro traz 4 belíssimos filmes sobre a vida de personagens tão próximos de nós, mesmo que pareçam distantes do nosso cotidiano.

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Dias 03 e 04 de fevereiro – 11horas – dia 06 – 14horas
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O cinema ativista às vezes pode ser bem chato, principalmente quando se torna um discurso militante e esquece de ser um filme. Não é o caso de “120 Batimentos Por Minuto”, de Robin Campillo, que aborda diversas questões contemporâneas a partir do cotidiano dos membros de um grupo que, nos anos 90, lutava para que o governo francês e a indústria farmaceutica agissem de forma mais efetiva em relação à AIDS.
O diretor Robin Campillo fez parte deste grupo e usa sua própria experiência para abordar questões como a homossexualidade na França e no mundo, as questões políticas que envolvem a indústria farmaceutica, a militância e a cultura gay que inclui as festas de música eletrônica.
O título “120 BPM”, aliás, vem exatamente dos batimentos cardiacos nas pistas de dança mas é uma analogia também à adrenalina necessária para enfrentar as questões abordadas no filme.
Não recomendado para menores de 16 anos

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Dias 10 e 11 – 11horas – dia 13 – 14horas

LUCKY
Falecido recentemente, Harry Dean Stanton é uma verdadeira lenda do cinema independente. Com personagens memoráveis como no cult “Paris, Texas” e no icônico “Twin Peaks”, esta é a última oportunidade de vê-lo atuando e justamente em um filme que é uma poética homenagem a ele.
O personagem é um velho ateu, aos 90 anos, vivendo seus dias à espera da morte, em uma inóspita e desinteressante cidadezinha no deserto. Embora pareça, não há nada de baixo-astral nisso. “Lucky” é uma exaltação à consicência, ao prazer da independência na última idade.
Falta beleza e há vários momentos de tédio absoluto no filme. Tudo sugere que o estreante diretor John Carroll Lynch se deixou influenciar demais por outros cult movies feitos no deserto mas, como poderiamos imaginar que a vida para um homem de 90 anos em um lugar como esse pudesse ser diferente.
Não recomendado para menores de 16 anos

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Dias 17 e 18 – 11horas – dia 20 – 14horas
CORPO E ALMA
O hungaro “Corpo e Alma”, de Ildikó Enyedi, figura entre os mais belos filmes de 2017. Escolhido como melhor filme no Festival de Berlim, trata-se de uma incrível jornada sobre o amor em uma maravilhosa história contruída através de sonhos.
O filme conta a história de Endre (Géza Morcsányi), um burocrara e portador de uma deficiência no braço, que durante uma sessão com uma psicóloga chamada para auxiliar a empresa que trabalha, descobre que seus sonhos se completam com os mesmos sonhos de uma nova funcionária da empresa chamada Mária (Alexandra Borbély). Assim, se encontrando quase sempre nos sonhos mas sem muita aproximação na vida real, resolvem embarcar nessa história onde buscam a todo instante entender melhor sobre o amor e sobre essa situação totalmente inusitada que é o fato de se ligarem por um sonho.
Impossível falar de “Corpo e Alma” sem citar a lentidão e os longos silêncios essenciais na construção da história, usando a realidade vazia e feia como uma moldura para os momentos de beleza e magia que se dão durante os sonhos.
Não recomendado para menores de 18 anos

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Dias 24 e 25 de fevereiro – 11horas – dia 27 – 14horas
LOLA PATER
A vida como ela é, sem retoques, sem caricaturas e sem hipervalorizar as decepções. Lola Pater, do francês Nadir Moknèche, fala sobre escolhas, do medo do inusitado e das descobertas em uma relação, salientando a importância do respeito e da tolerância.
“Lola Pater” conta a história de um encontro entre pai e e filho, após muitos anos de uma separação inexplicada. Zino, um motoqueiro de 27 anos que trabalha em uma Paris, após a morte de sua mãe, resolve sair em busca de seu desconhecido de seu pai Farid, que há anos teria abandonado a família para regressar a seu país de origem, a Argélia.
Nessa busca Zino descobre que Farid nunca voltou ao país natal, não se divorciou de sua mãe (que sempre soube de tudo) e se tornou uma mulher transexual, a professora de dança Lola, (maravilhosamente interpretada por Fanny Ardant).
A reconexão de pai e filho obedece a passagens obrigatórias (rejeição, negação e aceitação), mas é terna. Zino e Lola se reconhecem, com um pouco de dor, sem sobressaltos ou histrionismos, e se aceitam, sem a obrigação de entender o outro.
Não recomendado para menores de 14 anos

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Moviecom Arte é um projeto da publicitária e produtora Fátima Augusto em parceria com o Moviecom Jundiaí, que há 1o anos traz para a cidade filmes de arte e que não entram no circuito comercial.

Com um horário alternativo dentro da programação do cinema, o Moviecom Arte acontece todos os sábados e domingos às 11 horas e tem ingressos a R$ 10,50 e R$ 5,25.

O Moviecom Jundiaí fica no Maxi Shopping – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6000 – Vila Rio Branco, Jundiaí – SP

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