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Mulheres Divinas Vão à Luta

Postado porTemperos de Cinema 17 de janeiro de 2018 0 Comentários

O comecinho dos anos 70 foi tudo, menos calmo. No mundo inteiro bombas metafóricas e também as reais explodiam, milhões marchavam em manifestações, muitos enfrentavam violentamente a polícia, gritos nas ruas e no rock’n’roll, gritos nas artes em geral, a contracultura derrubava conceitos, o amor livre decretava a revolução sexual, Stonewall reverberava dando voz e visibilidade à causa gay, a pílula anticoncepcional destruia o mito do sexo com fins reprodutivos… e as mulheres decidiram sair definitivamente das sombras e queimaram sutiãs em praças públicas.

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Longe dos grandes centros urbanos essa agitação perdia em intensidade mas não em força. É o que nos mostra a diretora Petra Biondina Volpe em “Mulheres Divinas” que mostra um pequeno e feroz grupo de donas de casa lutando pelo direito ao voto em uma pequena aldeia no interior da Suíça.

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Lideradas pela jovem Nora (Marie Leuenberger), que até então vivia tranquilamente com seu marido e dois filhos, o pitoresco grupo literalmente causa todas em sua campanha pela igualdade de direitos.

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“Mulheres Divinas” fala sobre o tema com coerência e sem se tornar um chato e cansativo filme sobre ideologias.
Representante da Suíça para o Oscar 2018 na categoria Filme Estrangeiro, “Mulheres Divinas” é o filme da semana no Moviecom Arte e você poderá assistir nos dias 20 e 21 de janeiro no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí, sempre às 11 horas.


Ficha Técnica
Título: Mulheres Divinas
Título Oiginal: Die Gttliche Odnung
Direção: Petra Biondina Volpe
Elenco: Marie Leuenberger, Maximilian Simonischek e Rachel Braunschweig
País: Suíça
Gênero: Dama
Ano de produção: 2017
Distribuição: Mares Filmes

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Uma Mulher Fantática no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 10 de janeiro de 2018 0 Comentários

Triângulos amorosos estão presente na literatura, cinema e na música desde sempre e esse é o ponto de partida do roteiro do filme “Uma Mulher Fantástica”, premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim.

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Dirigido pelo argentino Sebastián Lelio, este filme vai muito além do drama passional e aborda de maneira muito contundente o preconceito. A mulher fantástica do filme é Marina, uma garçonete e cantora de boate, que é a outra nesse triângulo amoroso e também uma transexual.

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De amante à oficial, ela vive por um curto tempo o que talvez fosse seu ideal de vida perfeita, até que após uma noite de amor, seu companheiro morre. E começa então o calvário da personagem, que se torna suspeita de crime e passa por todo tipo de humilhação junto à polícia e a família do falecido.

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Sempre sóbria e discreta, dona de uma força sobrenatural expressa em seu olhar, Marina não se vitimiza diante da intolerância, ignorância e hipocrisia. Interpretada por Daniela Vega uma atriz e cantora lírica que também é trans, o que confere à personagem uma dimensão que supera a ficção.

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Este é o filme da semana no Moviecom Arte e será exibido nos dias 13 e 14 de janeiro, às 11 horas, no Moivecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.


Ficha Técnica
Título: Uma Mulher Fantástica
Título Original: Una Mujer Fantástica
Direção: Sebastián Lelio
Elenco: Daniela Vega, Francisco Reyes, Luis Gnecco e Aline Küppenheim
País de Origem: Chile
Gênero: Drama
Ano: 2017
Classificação: 14 anos
Distribuição: Imovision

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O Outro Lado da Esperança

Postado porTemperos de Cinema 3 de janeiro de 2018 0 Comentários


O drama dos refugiados em todo o mundo é um tema que muitos diretores vem abordando nos últimos anos. Entre outros filmes, exibimos no mês passado o documentário “|Human Flow”, de Ai Weiwei, falando sobre esse assunto.
E não é para menos, segundo dados da ONU em 2015 já se contabilizava mais de 65 milhões de refugiados em todo mundo. Pessoas fugindo de guerras, da fome e da miséria, bem como de governos opressores.
Esse tema cai como uma luva para o diretor finlandês Aki Kaurismäki que tem sua filmografia quase sempre falando de uma Finlândia de onde todos desejam fugir. Dono de um estilo instigante, a beleza de seus filmes se deve em grande parte à extrema simplicidade estética, à precisão de seus enquadramentos e da narração sofisticada, com muitas referências aos anos 70.

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Abrindo a temporada 2018 o Moviecom Arte orgulhosamente apresenta “O Outro Lado da Esperança”, o 17º longa de Aki Kaurismäki, que conta história de Khaled (Sherwan Haji), um refugiado sírio que chega clandestinamente à Helsinque depois de percorrer vários países. Com seu visto de asilo negado ele é preso mas foge e passa a viver ilegalmente no país, sempre em busca de uma irmã desaparecida.

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O que Kaurismäki mostra em “O Outro Lado da Esperança” vai além do drama dos refugiados. Ele expõe de forma bastante irônica e anarquista a instabilidade social nos países europeus, o medo do terrorismo e o avanço do conservadorismo e dos nacionalismos.

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Esse é o filme da semana no primeiro Moviecom Arte de 2018 e será exibido nos dias 06 e 07 de janeiro, Sábado e Domingo, às 11 horas da manhã no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

Ficha Técnica:
Nome: O outro lado da esperança
Nome Original: Toivon tuolla puolen
País de Origem: Finlândia
Ano de produção: 2017
Gênero: Comédia dramática
Duração: 100 min
Classificação: 12 anos
Direção: Aki Kaurismäki
Elenco: Ville Virtanen, Kati Outinen, Tommi Korpela

Distribuição: Imovision

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Férias de Cinéfilos é no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 2 de janeiro de 2018 0 Comentários

O Moviecom Arte começa 2018 com uma programação recheada de grandes filmes para quem nunca tira férias de cinema. Entre os títulos selecionados para janeiro estão filmes concorrentes ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, abordando temas contemporâneos na visão de grandes diretores de diferentes partes do mundo.

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DIAS 06 E 07 DE JANEIRO
SÁBADO E DOMINGO – 11HORAS

O OUTRO LADO DA ESPERANÇA
O finlandês Aki Kaurismäki possui um estilo instigante. A beleza de seus filmes se deve em grande parte à extrema simplicidade estética, à precisão de seus enquadramentos e da narração sofisticada, as referências aos anos 70 e ao folk rock. Quase sempre falando de uma Finlândia de onde todos desejam fugir.
Abrindo a temporada 2018 o Moviecom Arte orgulhosamente apresenta “O outro Lado da Esperança”, o 17º longa de Aki Kaurismäki, que conta história de um grupo de refugiados do Oriente Médio que chega à Helsinque.
A trama gira em torno de Khaled (Sherwan Haji) que fugiu da guerra na Síria buscando asilo na Europa. Depois de percorrer vários países, chega à Finlândia escondido em um navio de carga. Com seu visto de asilo negado ele é preso mas foge e passa a viver clandestnamente, sempre em busca de uma irmã desaparecida.
Não recomendado para menores de 18 anos

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DIAS 13 E 14 DE JANEIRO
SÁBADO E DOMINGO – 11HORAS

UMA MULHER FANTÁSTICA
Sentimentos como o preconceito ou mesmo a curiosidade sobre a sexualidade alheia, estão expostos neste filme de Sebastián Lelio, um dos diretores mais importantes do cinema chileno pós-ditadura.
Em “Uma Mulher Fantástica” o olhar enigmático da personagem Marina (Daniela Vega) desperta no expectador um desejo inquietante de saber a identidade sexual antes mesmo de conhecê-la como pessoa.
Marina é uma garçonete transexual que passa boa parte dos seus dias buscando seu sustento. Seu verdadeiro sonho é ser uma cantora de sucesso e, para isso, canta durante a noite em diversos clubes de sua cidade. Após a inesperada morte de Orlando (Francisco Reyes), seu namorado e maior companheiro, sua vida dá uma guinada total e ela é obrigada a enfrentar situações adversas causadas pela intolerância, ignorância e hipocrisia de uma sociedade limitada a respostas prontas.
Não recomendado para menores de 14 anos

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DIAS 20 E 21 DE JANEIRO
A SÁBADO E DOMINGO 11HORAS

MULHERES DIVINAS
Representante suíço no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, “Mulheres Divinas” reconstitui alguns episódios da luta pela igualdade de direitos civis no país. Uma luta que começou no século XIX e teve seu auge em 1971, ano em destaque na trama, quando aconteceu em que aconteceu um referendo sobre o assunto.
A diretora Petra Biondina Volpe foca a trama em um pequeno vilarejo onde uma jovem dona de casa Nora (Marie Leuenberger) vive tranquilamente com seu marido e seus dois filhos, sem ser afetada pelos grandes acontecimentos políticos e sociais daquele período. Mas tudo muda quando Nora começa a fazer campanha pelo direito de voto das mulheres.
Um dos grandes méritos do filme é sua capacidade de tocar em um assunto tão inflamável sem resvalar em questões ideológicas tão cansativamente exploradas nos dias atuais.
Não recomendado para menores de 14 anos

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DIAS 27 E 28 DE JANEIRO
SÁBADO E DOMINGO – 11HORAS

O VERÃO DE 1993
Representando a Espanha no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, “O Verão de 1993”, escrito e dirigido pela estreante Carla Simón, vem sendo aclamado como uma pequena obra prima do cinema contemporâneo.
Partindo de uma uma história autobiográfica e misturando a ela memórias afetivas, episódios reais, verdades construídas e muita imaginação, Carla Simón conta a história da pequena Frida (Laia Artigas), uma criança de 6 anos e em crise depois de perder o pais e devido a uma doença que ela ainda não é capaz de compreender.
A garota é obrigada a mudar-se de Barcelona para uma cidade no interior da Catalunha, onde vivem seus tios. Apesar do afeto e compreensão da família, Frida manifesta um comportamento agressivo, especialmente com a prima mais nova.
“O Verão de 1993” mostra que só o tempo pode explicar algumas coisas e curar outras.
Não recomendado para menores de 14 anos

 

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Moviecom Arte é um projeto da publicitária e produtora Fátima Augusto em parceria com o Moviecom Jundiaí, que há 1o anos traz para a cidade filmes de arte e que não entram no circuito comercial.

Com um horário alternativo dentro da programação do cinema, o Moviecom Arte acontece todos os sábados e domingos às 11 horas e tem ingressos a R$ 10,50 e R$ 5,25.

O Moviecom Jundiaí fica no Maxi Shopping – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6000 – Vila Rio Branco, Jundiaí – SP

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O Formidável no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 27 de dezembro de 2017 0 Comentários

Jean-Luc Godard, hoje com 87 anos, é um dos grandes ícones do cinema francês e escreveu seu nome na história do cinema mundial como um dos mais inventivos diretores da Nouvelle Vague.

Godard é um patrimônio da cultura francesa e um orgulho para os franceses. Ou para quase todos os franceses. O cineasta Michel Hazanavicius conseguiu gerar uma grande polêmica com uma comédia dramática onde o personagem principal é Jean-Luc Godard, retratado de uma forma nada simpática.

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Hazanavicius foca a trama de “O Formidável” em um período conturbado na vida do grande diretor: O fim do longo e famoso relacionamento com sua musa Anna Karina, em meio a produção de “A Chinesa” (seu maior fracasso cinematográfico), o início de seu relacionamento com Anne Wiazemsky e um momento político delicado.

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O genial Godard é conhecido também por sua personalidade difícil e Hazanavicius se aproveita disso para transforma-lo em um personagem rabugento e cômico, em uma provável tentativa de desqualificar um momento da história conhecido como Maio de 68, que alguns filósofos e historiadores afirmam ser um dos mais importantes e significativos do século XX.

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Polêmicas à parte, “O Formidável” é um filme bastante competente. O ganhador do Oscar de Melhor Diretor por “O Artista”, em 2011, realiza um filme que não decepciona e ao desconstruir o mito de um dos maiores ícones da Nouvelle Vague, reabre a discussão sobre os extremos filosóficos e o posicionamento político nas artes, um tema muito atual principalmente no Brasil.

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Vale muito a pena assistir esse grande filme no Moviecom Arte desta semana, dias 30 e 31 de dezembro às 11 horas e dia 02 de janeiro às 14 horas. Fechando 2017 e abrindo 2018, o Moviecom Arte deseja a todos seus seguidores e fãs um Ano Novo de muita arte e muito cinema. Só a Cultura Salva!

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Ficha técnica

Nome: O formidável

Nome Original: Le Redoutable

País de Origem: França

Ano: 2017

Gênero: Drama

Direção: Michel Hazanavicius

Elenco: Louis Garrel, Bérénice Bejo, Stacy Martin

Distribuição: Imovision

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Um Presente de Natal Para Os Fãs De Cinema

Postado porTemperos de Cinema 22 de dezembro de 2017 0 Comentários


O Moviecom Arte traz um verdadeiro presente de Natal para seu público esta semana, “Human Flow — Não existe lar se não há para onde ir”, do chinês Ai Weiwei é uma verdadeira obra de arte, no sentido mais completo da expressão.
O trabalho meticuloso e primoroso de Ai Weiwei, costura neste documentário imagens incomodamente belas a uma realidade devastadoramente miserável de milhares de seres humanos os mais de 40 campos de refugiados em 23 países que visitou colhendo imagens e depoimentos durante 1 ano.

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Em meio a tudo isso, dados estatísticos assustadores (temos hoje 65 milhões de refugiados em todo o mundo) se misturam a frases e versos de escritores e poetas de diferentes gerações e das mais diferentes nacionalidades, culturas e crenças. Entre elas há uma em especial que parece resumir todo o documentário e também a real condição dos refugiados: “Você me matou mas eu esqueci de morrer”, do palestino Mahmoud Darwish.

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O chinês Ai Weiwei é um artista plural. Designer arquitetônico, artista plástico, pintor, comentarista e cinegrafista, tornou-se mundialmente conhecido e venerado por seu ativismo social e por sua coragem em enfrentar a ditadura comunista chinesa.

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Com “Human Flow — Não existe lar se não há para onde ir”, Ai WeiWei nos chama à responsabilidade que nos é inerente por sermos humanos. Impossível sair da sala de projeção sem se perguntar onde está a nossa humanidade. E essa reflexão, sobretudo nessa época de Natal, se torna ainda mais forte.
“Human Flow…” foi o grande destaque da 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que contou com a presença de Ai Weiwei e teve ainda o privilégio da assinatura deste grande artista contemporâneo na criação do cartaz da Mostra.

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Você não pode perder este belíssimo e incisivo documentário que o Moviecom Arte apresenta nos dias 23 e 24 de dezembro às 11 horas e no dia 26 de dezembro às 14 horas.

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Ficha Técnica
Título: Human Flow – Não existe lar se não há para onde ir
Título Original: Human Flow
Origem: Alemanha
Ano de produção: 2017
Gênero: Documentário
Direção: Ai Weiwei
Roteiro: Chin-Chin Yap, Tim Finch e Boris Cheshirkov
Distribuição: Paris Filmes

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Histórias-de-Amor-Que-Não-Pertencem-a-Este-Mundo-Faz-Parte-da-Programação-do-8-12-Festa-do-Cinema-Italiano
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Histórias de Amor… no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 13 de dezembro de 2017 0 Comentários

A vida imita a arte. E vice-versa. O mundo do cinema, assim como o mundo real, é ainda comandado fortemente por homens e raras ainda são as mulheres que conseguem se impor e sobressair nesse meio onde há muito machismo.
Mas o empoderamento feminino, sobretudo nas últimas 5 décadas, fez as mulheres avançarem na luta por seus direitos e na igualdade em todos os segmentos da sociedade. E no cinema não poderia ser diferente.

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“Histórias de Amor que não Pertencem a este Mundo” é um belo exemplo disso tudo. Escrito por 3 mulheres (Francesca Manieri, Laura Paolucci e Francesca Comencini) e dirigido por uma delas (Francesca Comencini), este filme é um drama romântico italiano sobre relações mas visto pela óptica feminina.

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Todas as frustrações, ansiedades e aspirações da mulher contemporânea são captadas através da personagem Claudia, uma professora e feminista interpretada por Lucia Mascino, que no confronto de um relacionamento fracassado expõe suas próprias deficiências e medos internos, frutos da falta de alegria que constitui sua existência.

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Esse é o filme da semana no Moviecom Arte, com exibições dias 16 e 17 de dezembro às 11 horas e dia 19 de dezembro às 14 horas, no Moviecom Cinemas do Maxi Shopping Jundiaí.

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Ficha Técnica
Título Original: Amori Che Non Sanno Stare Ao Mondo.
Título no Brasil: Histórias de Amor Que Não Pertencem a Este Mundo
Direção: Francesca Manieri
Roteiro: Comencini/Francesca Manieri/Laura Paolucci
Elenco: Lucia Mascino, Thomas Trabacchi, Carlotta Natoli, Valentina Bellé e Francesca Manieri
Categoria: Drama romântico
País de Origem: Itália
Ano de Produção: 2017
Distribuição: Mares Filmes

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Victoria e Abdul no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 7 de dezembro de 2017 0 Comentários


O diretor inglês Stephen Frears fez uma longa carreira na TV inglesa antes de chegar aos cinemas, fato que se deu nos anos 80 quando integrou o grupo de cineastas do novo cinema britânico junto com Derek Jarman e Mike Leigh, entre outros.
Desta época são alguns de seus filmes mais icônicos: “Minha Adorável Lavanderia” (1985), “O Amor Não Tem Sexo” (1987) e “Sammy and Rose Get Laid” (1987). Filmes que o levariam a Hollywood e ao Oscar com o grande sucesso de “Ligações Perigosas” (1988) e “Os Imorais” (1990).
O sucesso no entanto não subiu à cabeça de Frears e ele optou por voltar para o cinema inglês e continuar a trabalhar sem a pressão dos grandes estúdios e manter-se fiel a seu estilo. Sua produção intensa é marcada por obras primas como “A Van” (1996), “Alta Fidelidade” (2000), “Coisas Belas e Sujas” (2003), “A Rainha” (2006) e “Florence: Quem é Essa Mulher?” (2016), que você viu recentemente aqui no Moviecom Arte.

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Agora Stephen Frears volta à nossa programação com uma história baseada em fatos reais, que inspiraram o livro escrito por Shrabani Basu, sobre a amizade da Rainha Victoria e e um serviçal indiano e muçulmano de nome Abdul.  Uma amizade apagada dos livros de história após a morte da rainha, como se essa relação pudesse manchar a imagem da soberana.  
“Victoria e Abdul, O Confidente da Rainha” nos revela o que a verdadeira amizade supera barreiras políticas, culturais, raciais e sociais. E também as polêmicas, é claro.

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Frears adora uma trama de época e sabe como poucos dosar elementos para obter resultados suaves e ao mesmo tempo contundentes, sempre com muita classe. Em “Victoria e Abdul…” ele consegue fazer o público chorar e rir ao mesmo tempo. Ao invés de transformar a obra em um filme panfletário, Frears limita-se a contar a história e nos mostra como qualquer discussão política sobre o assunto é infinitamente menor que o valor da verdadeira amizade.

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Interpretando a Rainha Victória temos a grande dama do cinema britânico, Judi Dench, simplesmente soberana aos 82 anos. Esta não é a primeira vez que a diva trabalha com Frears, ela estrelou “Sra. Henderson Apresenta” (2005). E também não é a primeira vez que ela é escolhida para ser a Rainha Victória em suas relações com serviçais, ela já o fez em “Sua Majestade, Mrs. Brown” 91998), de John Madden, que fala sobre a amizade da rainha com o mais fiel serviçal do finado príncipe Albert.

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“Victoria e Abdul, O Confidente da Rainha”, é o filme da semana no Moviecom Arte, com exibição nos dias 09 e 10 de dezembro às 11 horas e no dia 12 de dezembro às 14 horas.

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Ficha Técnica:
Título: Victoria e Abdul, O Confidente da Rainha
Tílulo Original: Victoria and Abdul
Gênero: Drama
Origem: Reino Unido
Direção: Stephen Frears
Distribuidor: Universal Pictures
Ano: 2017
Elenco: Judi Dench, Ali Fazal, Michael Gambon, Olivia Williams, Eddie Izzard, Adeel Akhtar

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A Trama, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 30 de novembro de 2017 0 Comentários


A juventude é um objeto de estudo significativo para entender o momento histórico em que estamos inseridos. Em “A Trama” o diretor francês Laurent Cantet, conhecido por seus filmes críticos sobre a política de seu país, acompanha sete jovens que buscam adentrar o mercado de trabalho fazendo uma oficina com uma renomada escritora em uma pequena e decadente cidade praiana.

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Um dos jovens se destaca por seu comportamento agressivo que destoa dos outros que estão participando dessa mesma oficina, chamando a atenção da escritora, criando um clima tenso entre todo o grupo.
Nesse macrocosmo a arte e a política estão interligadas. Quando Antoine, por exemplo, sugere histórias violentas, ele é questionado se tem consciência das implicações políticas que uma obra com essas características pode representar. E, ao mesmo tempo em que se diz apolítico, o jovem apresenta uma conexão com amigos e certos ideais associados a extrema direita.

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“A Trama” fechou a 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e é o filme da semana no Moviecom Arte, com exibições nos dias 02 e 03 de dezembro às 11 horas e no dia 05 de dezembro às 14 horas.

Ficha Técnica:
Nome: A trama
Nome Original: L’atelier
Origem: França
Ano de produção: 2017
Gênero: Suspense, Drama
Duração: 113 min
Classificação: 12 anos
Direção: Laurent Cantet
Elenco: Marina Foïs, Matthieu Lucci, Warda Rammach
Distribuição: Esfera Filmes

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Manifesto no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 21 de novembro de 2017 0 Comentários

No Brasil recente a Arte está no centro de discussões calorosas e controversas, expondo muito além do conhecimento (ou a falta dele) do grande público sobre essa importante e complexa atividade humana que manifesta ideias e registra nossa evolução através dos tempos.
Esse cenário não poderia ser mais interessante para o lançamento de um filme que trata justamente dos manifestos de arte e suas aplicações na sociedade contemporânea.

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“Manifesto”, filme do diretor alemão Julian Rosefeldt, não vem para elucidar nada disso mas talvez para confundir ainda mais. Composto de monólogos interpretados pela diva Cate Blanchett, “Manifesto” brinca com vários manifestos, de Lars von Trier a Tristan Tzara, provocando uma boa reflexão sobre a vanguarda da arte, aproximando-a e contrapondo-a a movimentos de outros períodos da história.

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Cate Blanchett dá um show à parte, levando todo o filme e interpretando 13 personagens completamente diferentes, nos presenteando com sua versatilidade e uma sensibilidade ímpar para compor personagens.
O filme estreou com uma certa polêmica mas caiu direto no gosto dos intelectuais, cinéfilos e admiradores da Arte. Com certeza, este é um filme que você dificilmente verá no circuito comercial.

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Este é o filme da semana no Moviecom Arte, dias 25 e 26 de novembro às 11 horas e dia 28 de novembro às 14 horas.

Ficha Técnica
Direção: Julian Rosefeldt
Gênero: Drama
Roteiro: Julian Rosefeldt
Fotografia: Christoph Krauss
País de Origem: Alemanha e Austrália
Elenco: Andrew Upton, Carl Dietrich, Cate Blanchett, Ea-Ja Kim, Erika Bauer, Hannelore Ohlendorf, Jimmy Trash, Marie Borkowski Foedrowitz, Marina Michael, Ottokar Sachse, Ralf Tempel, Ruby Bustamante
Distribuidora: Mares Filmes

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