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Temperos de Cinema

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Papicha, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 15 de janeiro de 2020 0 Comentários

Chamado de “Bacurau argelino” pelo crítico João de Oliveira, o drama “Papicha” é o longa de estreia da cineasta Mounia Meddour e mostra a luta da arte contra o obscurantismo fundamentalista.


Ambientado nos anos 90, marcados como a década negra pelos conflitos acirrados entre o governo da Argélia e grupos islâmicos, o filme conta a trajetória de Nedjma (Lyna Khoudri), uma estudante de moda que luta para reafirmar suas posições em um país transformado pela Guerra Cívil e atentados terroristas.


O obstinado exercício de sua arte é a maneira que Nedjma encontra de reafirmar seus valores e de empoderar suas amigas. A resistência de seu discurso bate de frente com o sofrimento que a cerca.
“Papicha” nos apresenta um lado pouco conhecido dos mulçumanos, mostrando pessoas comuns, opostas ao estereótipo ocidental que nos é passado. A diretora coloca em cena pessoas que sonham e que sofrem com a falta de liberdade e a tirania ignorantes extremistas.


“Papicha” é um drama intenso, cheio de reviravoltas de tirar o fôlego e uma simbologia desconcertante. Não perca este filme que será exibido no Moviecom Arte dos dias 21 e 22 de Janeiro, às 11 horas.

Ficha Técnica

Título original: Papicha
Nacionalidades: França, Argélia, Bélgica, Qatar
Gênero: Drama
Ano de produção: 2019
Estréia: 31 de outubro de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 45min
Classificação: 16 anos
Direção: Mounia Meddour
Roteiro: Mounia Meddour
Trilha sonora: Robin Coudert
Direção de fotografia: Léo Lefèvre
Edição: Damien Keyeux
Direção de elenco: Karine Bouchama, Brahim Djaballah
Design de produção: Chloé Cambournac
Figurino: Catherine Cosme
Estúdios: The Ink Connection, High Sea Production, Tayda Film, Scope Pictures, Tribus P Film , Same Player
Distribuição: Pandora Filmes

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Um Dia de Chuva em Nova York, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 11 de janeiro de 2020 0 Comentários

Apesar das controvérsias que envolvem seu nome, Woody Allen é inegavelmente um dos grandes cineastas contemporâneos e, enquanto nada é provado juridicamente, ele segue fazendo seu trabalho de forma impecável, superando os obstáculos profissionais consequentes das denúncias em sua vida pessoal.


“Um Dia de Chuva em Nova York” deveria estrear em 2.018 mas o rompimento de contrato e uma disputa judicial com a Amazon Filmes, retardaram a exibição. Aqui no Brasil ele chegou apenas em 21 de novembro de 2019.
A trama gira em torno dos personagens de Timothée Chalamet (Gatsby) e de Elle Fanning (Ashleigh), um casal de namorados sem muita sintonia, ele parece não saber muito bem o que quer da vida, enquanto ela é uma dedicada estudante de jornalismo para quem surge a oportunidade de entrevistar em Nova York um importante diretor de cinema, Roland Pollard (Liev Schreiber).


O jovem casal planeja então um final de semana perfeito e romântico na Big Apple. Mas os planos não saem como combinado e cada um vai para um lado, abrindo possibilidades para que surjam diversos floreios narrativos típicos da obra de Allen, como a possibilidade do adultério e a sátira dos costumes cosmopolitas.


Em uma sucessão deliciosa de encontros e desencontros, Ashleigh e Gatsby vão descobrir novos sentidos para as suas vidas e reavaliar suas escolhas atuais para ter o futuro que buscam e merecem.


Bem ao estilo de Allen, há também em “Um Dia de Chuva Em Nova York” um quê de provocação ao atual clima na indústria cinematográfica pós #MeToo
Venha conferir o mais recente trabalho deste icônico diretor norte americano nos dias 11 e 12 de Janeiro, às 11 horas, no Moviecom Arte.

Ficha Técnica
Título: Um dia de chuva em Nova York
Título Original: A rainy day in New York
Origem: EUA
Ano de produção: 2019
Gênero: Comédia dramática
Duração: 92 min
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Timothée Chalamet, Elle Fanning, Selena Gomez, Jude Law, Rebecca Hall, Diego Luna
Produção: Erika Aronson, Helen Robin, Letty Aronson
Fotografia: Vittorio Storaro
Distribuidora: Imagem Filmes

 

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Representando o Brasil no Oscar 2020

Postado porTemperos de Cinema 3 de janeiro de 2020 0 Comentários

Conhecido pelo cultuado e premiado filme “Madame Satã”, de 2002, o diretor e roteirista brasileiro Karim Aïnouz retoma a cena carioca da década de 1920 em “A Vida Invisível”, que fala de amor familiar, questões de gênero, opressão e resistência através do afeto.


Cotado para representar o Brasil no Oscar 2.020, “A Vida Invisível” é uma adaptação do livro A vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha (Companhia das Letras).


Estrelado pelas atrizes Carol Duarte, Julia Stockler e Fernanda Montenegro, conta a trajetória e o amor de duas irmãs, Eurídice (vivida por Duarte, na juventude, e por Montenegro, na velhice) e Guida Gusmão (Stockler), filhas de uma família imigrante portuguesa patriarcal e conservadora que se separam depois que Guida foge para viver um amor (frustrado), retorna grávida para casa e é expulsa pelo pai.


A partir desse trauma, ambas passarão a vida se buscando, sempre tão longe e tão perto. Enquanto Guida se reconstrói como mãe solo e pobre, operária, que encontra apoio e afeto na amiga Filomena (vivida por Bárbara Santos), Eurídice tenta conciliar o sonho de ser uma grande pianista com a vida de uma mulher casada dos anos 1950.


Em “A Vida Invisível”, o lugar social e tradicional da família é posto em xeque a todo momento. Se, por um lado, está o amor incondicional entre duas irmãs, por outro está a rejeição paterna, as relações de poder e força física e a imposição de vontades. Isso fica claro, por exemplo, nas cenas de sexo da obra, que são sempre incômodas, por vezes cômicas, mas que também denunciam abusos.


Estruturalmente denso e cromaticamente arrojado, este filme já rendeu ao diretor o importante prêmio Um Certo Olhar, no Festival de Cannes 2019. E você poderá vê-lo nos dias 04 e 05 de Janeiro, às 11 horas, no Moviecom Arte.

Ficha Técnica
Título Original: A Vida Invisível
Ano de Produção: 2019
Gênero: Drama Romance
Duração: 139 min
Estreia no Brasil: 31 de Outubro de 2019
Classificação indicativa
País de Origem: Brasil
Direção: Karim Aïnouz
Roteirp: Murilo HauserInés Bortagaray e Karim Aïnouz
Elenco: Fernanda MontenegroCarol DuarteJulia StocklerGregório DuvivierMaria ManoellaCristina PereiraFlavio BauraquiAntónio FonsecaMarcio VitoGillray Coutinho
Distribuição: Sony, Pola Pandora, Vitrine, RT Features

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PROGRAMAÇÃO DE JANEIRO NO MOVIECOM ARTE

Postado porTemperos de Cinema 3 de janeiro de 2020 0 Comentários

A programação 2.020 do Moviecom Arte começa quente como o verão, com sessões aos sábados e domingos, sempre às 11 horas. Lembrando que no mês de Janeiro, não teremos sessões às terças-feiras. Venha aproveitar os melhores filmes da temporada no Moviecom Arte. O ar condicionado é por nossa conta!

DIAS 04 e 05
A VIDA INVISÍVEL
de Karim Aïnouz

Conhecido pelo cultuado e premiado filme “Madame Satã”, de 2002, o diretor e roteirista brasileiro Karim Aïnouz retoma a cena carioca da década de 1920 em “A Vida Invisível”, que fala de amor familiar, questões de gênero, opressão e resistência através do afeto.
Cotado para representar o Brasil no Oscar 2.020, “A Vida Invisível” é uma adaptação do livro A vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha (Companhia das Letras).
Estrelado pelas atrizes Carol Duarte, Julia Stockler e Fernanda Montenegro, conta a trajetória e o amor de duas irmãs, Eurídice (vivida por Duarte, na juventude, e por Montenegro, na velhice) e Guida Gusmão (Stockler), filhas de uma família imigrante portuguesa patriarcal e conservadora que se separam depois que Guida foge para viver um amor (frustrado), retorna grávida para casa e é expulsa pelo pai.
A partir desse trauma, ambas passarão a vida se buscando, sempre tão longe e tão perto. Enquanto Guida se reconstrói como mãe solo e pobre, operária, que encontra apoio e afeto na amiga Filomena (vivida por Bárbara Santos), Eurídice tenta conciliar o sonho de ser uma grande pianista com a vida de uma mulher casada dos anos 1950.
Em “A Vida Invisível”, o lugar social e tradicional da família é posto em xeque a todo momento. Se, por um lado, está o amor incondicional entre duas irmãs, por outro está a rejeição paterna, as relações de poder e força física e a imposição de vontades. Isso fica claro, por exemplo, nas cenas de sexo da obra, que são sempre incômodas, por vezes cômicas, mas que também denunciam abusos.
Estruturalmente denso e cromaticamente arrojado, este filme já rendeu ao diretor o importante prêmio Um Certo Olhar, no Festival de Cannes 2019. E você poderá vê-lo nos dias 04 e 05 de Janeiro, às 11 horas, no Moviecom Arte.

DIAS 11 e 12
UM DIA DE CHUVA EM NOVA YORK
de Woody Allen

Apesar das controvérsias que envolvem seu nome, Woody Allen é inegavelmente um dos grandes cineastas contemporâneos e, enquanto nada é provado juridicamente, ele segue fazendo seu trabalho de forma impecável, superando os obstáculos profissionais consequentes das denúncias em sua vida pessoal.
“Um Dia de Chuva em Nova York” deveria estrear em 2.018 mas o rompimento de contrato e uma disputa judicial com a Amazon Filmes, retardaram a exibição. Aqui no Brasil ele chegou apenas em 21 de novembro de 2019.
A trama gira em torno dos personagens de Timothée Chalamet (Gatsby) e de Elle Fanning (Ashleigh), um casal de namorados sem muita sintonia, ele parece não saber muito bem o que quer da vida, enquanto ela é uma dedicada estudante de jornalismo para quem surge a oportunidade de entrevistar em Nova York um importante diretor de cinema, Roland Pollard (Liev Schreiber).
O jovem casal planeja então um final de semana perfeito e romântico na Big Apple. Mas os planos não saem como combinado e cada um vai para um lado, abrindo possibilidades para que surjam diversos floreios narrativos típicos da obra de Allen, como a possibilidade do adultério e a sátira dos costumes cosmopolitas.
Em uma sucessão deliciosa de encontros e desencontros, Ashleigh e Gatsby vão descobrir novos sentidos para as suas vidas e reavaliar suas escolhas atuais para ter o futuro que buscam e merecem.
Bem ao estilo de Allen, há também em “Um Dia de Chuva Em Nova York” um quê de provocação ao atual clima na indústria cinematográfica pós #MeToo
Venha conferir o mais recente trabalho deste icônico diretor norte americano nos dia 11 e 12 de Janeiro, às 11 horas, no Moviecom Arte.

DIAS 18 e 19
Papicha
de Mounia Meddour

Chamado de “Bacurau argelino” pelo crítico João de Oliveira, o drama “Papicha” é o longa de estreia da cineasta Mounia Meddour e mostra a luta da arte contra o obscurantismo fundamentalista.
Ambientado nos anos 90, marcados como a década negra pelos conflitos acirrados entre o governo da Argélia e grupos islâmicos, o filme conta a trajetória de Nedjma (Lyna Khoudri), uma estudante de moda que luta para reafirmar suas posições em um país transformado pela Guerra Cívil e atentados terroristas.
O obstinado exercício de sua arte é a maneira que Nedjma encontra de reafirmar seus valores e de empoderar suas amigas. A resistência de seu discurso bate de frente com o sofrimento que a cerca.
“Papicha” nos apresenta um lado pouco conhecido dos mulçumanos, mostrando pessoas comuns, opostas ao estereótipo ocidental que nos é passado. A diretora coloca em cena pessoas que sonham e que sofrem com a falta de liberdade e a tirania ignorantes extremistas.
“Papicha” é um drama intenso, cheio de reviravoltas de tirar o fôlego e uma simbologia desconcertante. Não perca este filme que será exibido no Moviecom Arte dos dias 21 e 22 de Janeiro, às 11 horas.

DIAS 25 e 26
O ÚLTIMO AMOR DE CASANOVA
de Benoît Jacquot

A vida aventureira e os incontáveis amores do lendário Giacomo Girolamo Casanova já inspiraram dezenas de filmes mas o diretor francês Benoît Jacquot, desenvolveu o roteiro de “O Ùltimo Amor de Casanova”, em parceria com Jérôme Beaujour e Chantal Thomas, focando no única mulher que ele amou e que foi também a única a resistir a seus flertes.
Ao se concentrar nesta história pouco conhecida, o cineasta mergulha em um mundo de desejos frustrados, de amor versus paixão, de conquista e possessão, além de uma interessante inversão de gêneros nas relações entre homem e mulher, num contexto particular da Europa do Século XVIII.
Neste filme, Casanova é apresentado já sexagenário, escrevendo e narrando uma de suas aventuras mais marcantes, vivida 30 anos antes, quando se refugiou em Londres depois de ter sido exilado.
Bernoit Jacquot nos mostra um outro Casanova nesta versão interpretada por Vincent Lindon. Trata-se de um homem triste, muito mais procurado pelas mulheres do que as procura, completamente apaixonado por uma jovem prostituta, Marianne de Charpillon, que o provoca e repele de forma sádica.
Invertendo a história, a interpretação de Bernoit Jacquot: traz o empoderamento feminino na personagem Marianne de Charpillon (Stacy Martin) que utiliza seu poder de sedução para aprisionar homens incapazes de controlar seus desejos.
“O Ùltimo Amor de Casanova” fecha a programação de Janeiro do Moviecom Arte, com exibição nos dias 25 e 26, às 11 horas. Um filme imperdível.

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Synonimes no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 27 de dezembro de 2019 0 Comentários

Para fechar em grande estilo a programação de 2.019, o Moviecom Arte traz o ganhador do prêmio da crítica no Festival de Berlim, o filme israelense “Synonimes”, dirigido por Nadav Lapid, que fala sobre reconstrução de identidade.


De um rigor plástico invejável, expresso em enquadramentos hipnotizantes de Paris, este drama deu ao cinema israelense um reconhecimento estético sonhado há tempos.
Contando a saga, em tons autobiográficos, de um rapaz que deixa seu país para recomeçar a vida na França, sem preservar qualquer laço com suas origens israelenses, tendo como seu mais fiel companheiro um dicionário.


O desempenho de Tom Mercier como Yoav, o sujeito que quer reinventar sua identidade (e custa a se livrar do passado), é impecável. Mas o que pesou mais, ao lado de sua excelência narrativa, é a aposta numa discussão sobre pertencimento.
“Synonimes” é uma jornada de transformação física, mental, existencial, moral, tendo por base o percurso pelas ruas de Paris em busca de palavras com que o personagem se identifique. Mas a identidade israelense está marcada no corpo desse homem, e em suas vivências.


Este filme fecha a nossa programação de 2019 e altíssimo estilo. E você poderá conferir “Synonimes” nos dias 28 e 29 às 11 hs e no dia 31 de dezembro às 14 hs.

Ficha Técnica
Título original: Synonyms
Direção: Nadav Lapid
Elenco: Tom Mercier, Quentin Dolmaire e Louise Chevillotte
Roteiro – Nadav Lapid, Haïm Lapid
Cenógrafia: Pascale Consigny
Figurinista – Khadija Zeggaï
Gerente de Produção – Marianne Germain
Data de estreia: 12/12/19
País de Origem: França, Israel e Alemanha
Gênero: Drama
Ano de produção: 2019
Distribuição: Fênix Filmes/Escarlate

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A Camareira no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 20 de dezembro de 2019 0 Comentários

A Camareira, da estreante Lila Avilés, olha para as pessoas com os olhos da personagem Eve (Gabriela Cartol), a humilde funcionária de um hotel luxuoso na Cidade do México.


Com uma câmera que nos mantém próximos à protagonista, Avilés faz o espectador tornar-se íntimo da camareira e de seu dia-a-dia limpando e arrumando os quartos de seu pequeno e desejado “feudo” no 21º andar do hotel.
Vemos seu cuidado e sua eficiência em seu trabalho, vemos como ela lida com as mais esdrúxulas situações com os clientes, como a mulher argentina que transforma Eve em uma babá ou o cliente judeu que, obedecendo estritamente o sabá, pede para ela apertar o botão para chamar o elevador ou, ainda, o hóspede que tem alguma tara pelas amenidades oferecidas, como os frasquinhos de xampu e creme e toalhas.


Também vemos seus desejos, que vão do vestido vermelho deixado na seção de Achados e Perdidos até a chance de trabalhar no ponto alto da carreira de uma camareira desse hotel: o 42º andar, com seus quartos que mais parecem pequenas mansões.
E tudo isso o roteiro que Avilés escreveu com Juan Carlos Marquéz passa com uma primorosa economia de palavras e uma perfeita fluidez narrativa que faz a navegação pela história muito fácil de se acompanhar, por vezes até emprestando à fita um tom documental.


A delicadeza e a simplicidade de “A Camareira”, carregado nas costas por um impressionante trabalho de Gabriela Cartol e por uma direção precisa de Avilés, é um daqueles filmes que é feito para encantar na mesma medida que para incomodar. E ele cumpre sua função com louvor ao nos forçar a ver os seres humanos invisíveis que estão ao nosso redor.
Este filme representará o México no Oscar 2020 e você poderá assistir “A Camareira” no Moviecom Arte, dias 21 e 22 às 11 hs e dia 24 de dezembro às hs.

Ficha Técnica
Título original: La Camarista
Nacionalidades: México, EUA
Gênero: Drama
Ano de produção: 2018
Estréia: 14 de novembro de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 42min
Classificação: 14 anos
Direção: Lila Avilés
Roteiro: Lila Avilés, Juan Márquez
Produção: Lila Avilés, Pau Brunet, Jana Diaz Juhl, Tatiana Graullera, Carlos Rossini, Axel Shalson
Direção de fotografia: Carlos Rossini
Elenco: Gabriel Cartol, Teresa Sánchez, Augustina Quinci
Edição: Omar Guzmán
Direção de elenco: Lucía Uribe Bracho
Direção de arte: Vika Fleitas
Estúdios: Amplitud, Bambú Audiovisual, La Panda
Distribuição: Supo Mungam Films

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A Odisseia dos Tontos, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 12 de dezembro de 2019 0 Comentários

Nós somos fãs de Ricardo Darin, o ator, diretor e produtor argentino famoso por seu talento e também por suas escolhas. Seu nome no cartaz é praticamente uma garantia de que o filme é muito bom.
E “A Odisseia dos Tontos” é mais um grande trabalho na vasta filmografia de Darin.


A trama conta a história de uma pequena vila em Buenos Aires, onde um grupo de amigos e vizinhos decidem reunir a quantia necessária para comprar alguns silos abandonados em uma propriedade de agroindústria.
Antes de iniciar o projeto, sofrem um golpe e acabam perdendo todo o dinheiro e decidem reagir diante da injustiça.
Baseado no livro de Eduardo Sacheri, La Noche de la Usina, o filme tem a assinatura do diretor Sebastian Borensztein, que assina também o roteiro.

Ambientado na época da grave crise econômica que atingiu a Argentina em 2001, o roteiro mostra a política da época e traz críticas voltadas para a forma que os bancos lidam com as pessoas que possuem pouco dinheiro.


O longa é baseado no livro “La Noche de la Usina”, de Eduardo Sacheri e traz em seu elenco o primeiro escalão argentino além de nos dar o prazer de vermos pela primeira vez nas telonas Ricardo Darín e seu filho, Chino, atuando juntos. E o jovem não decepciona. Destaque também para Carlos Belloso e seu “Loco” Medina.


“A Odisseia Dos Tontos” será exibido no Moviecom Arte nos dias 14 e 15 às 11 horas e no dia 17 às 14 horas.

Ficha Técnica
Título: A Odisseia dos Tontos
Título original: La Odisea de los Giles
Nacionalidades: Argentina, Espanha
Gêneros: Drama, Aventura, Comédia
Ano de produção: 2019
Estréia: 31 de outubro de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 56min
Direção: Sebastián Borensztein
Roteiro: Sebastián Borensztein, Eduardo Sacheri
Produção: Ricardo Darín, Fernando Bovaira, Javier Braier, Micaela Buye, Leticia Cristi, Chino Darín, Simón de Santiago, Axel Kuschevatzky, Matías Mosteirín, Federico Posternak, Hugo Sigman
Trilha sonora: Federico Jusid
Direção de fotografia: Rodrigo Pulpeiro
Edição: Alejandro Carrillo Penovi
Direção de arte: Daniel Gimelberg
Estúdios: K&S Films, Kenya Films, Kramer & Sigman Films, Mod Producciones
Distribuição: Warner Bros.

 

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Parasita, no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 6 de dezembro de 2019 0 Comentários

Mais que uma comédia dramática, “Parasita”, o mais recente trabalho do premiado diretor sul coreano Bong Jonn-ho, é pertubador, perigoso e aclamado como melhor filme de 2.019.


A trama, conduzida com agilidade e perfeição pelo diretor, gira em torno da família Kim, estacionada nos degraus mais baixos da sociedade coreana e que consegue inserir-se, como um vírus, no coração da família Park, representante da elite endinheirada do país.


Os Kim vivem resolutos em sua pobreza. O pai, Ki-Taek (Kang-Ho Song), está desempregado e não parece disposto a mover um músculo para sair dessa condição. Ele conseguiu, aos trancos e barrancos, uma casa para a família – um cubículo abaixo do nível do asfalto, em que a única janela mal alcança a rua e os bêbados que insistem em ali se aliviar, aumentando a sensação de sujeira e degradação.


As coisas parecem mudar quando um colega deixando o país indica o caçula, Ki-Woo (Choi Woo-shik) como tutor da filha do milionário Donk-Ik Park. Sua irmã, Ki-Jung (Park So-Dam), forja os documentos que comprovam uma faculdade e é indicada como professora de arte do filho mais novo dos Park.


Não demora para eles ejetarem o motorista e a governanta dos ricaços e colocarem seus pais nessas funções.
A primeira metade de Parasita sugere uma comédia nervosa em que os pobres, uma vez insinuados na vida dos ricos, percebem que talvez eles pertençam àquele lugar. A sensação é ampliada quando os Park viajam para o campo em um fim de semana, deixando os impostores experimentando a boa vida.


Quando Parasita apresenta pessoas num nível ainda mais baixo que os Kim, o filme dá uma guinada nervosa para mostrar até onde um indivíduo é capaz de ir para manter o sentimento de pertencer, de ser visto, de ser alguém – mesmo que seja em uma estrutura baseada em mentiras.


“Parasita” abre a programação de dezembro do Moviecom Arte e será exbido nos dias 07 e 08 às 11 horas e no dia 10 às 14 horas.

Ficha Técnica
Nome: Parasita
Nome Original: Gisaengchung
Origem: Coréia do Sul
Ano de produção: 2019
Gênero: Suspense, Drama, Humor negro
Duração: 132 min
Classificação: 14 anos
Direção: Bong Joon-ho
Fotografia: Hong Kyung-pyo
Trilha Sonora: Jung Jae-il
Montagem: Yang Jin-mo
Elenco: Kang-ho Song, Hyae Jin Chang, Woo sik-Choi, Jung Ziso, So-dam Park, Jung Hyeon-jun
Distribuição: Pandora Filmes

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Programação de Dezembro no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 6 de dezembro de 2019 0 Comentários

Dezembro chega para fechar mais um ano de ótios filmes exibidos no Moviecom Arte.
E a programação deste mêstão especial é um verdadeiro presente para os cinéfilos fãs do cinema independente.

DIAS 07, 08 e 10
PARASITA
De Bong Joon-ho

Mais que uma comédia dramática, “Parasita”, o mais recente trabalho do premiado diretor sul coreano Bong Jonn-ho, é perturbador, perigoso e aclamado como melhor filme de 2.019.
A trama, conduzida com agilidade e perfeição pelo diretor, gira em torno da família Kim, estacionada nos degraus mais baixos da sociedade coreana e que consegue inserir-se, como um vírus, no coração da família Park, representante da elite endinheirada do país.
Os Kim vivem resolutos em sua pobreza. O pai, Ki-Taek (Kang-Ho Song), está desempregado e não parece disposto a mover um músculo para sair dessa condição. Ele conseguiu, aos trancos e barrancos, uma casa para a família – um cubículo abaixo do nível do asfalto, em que a única janela mal alcança a rua e os bêbados que insistem em ali se aliviar, aumentando a sensação de sujeira e degradação.
As coisas parecem mudar quando um colega deixando o país indica o caçula, Ki-Woo (Choi Woo-shik) como tutor da filha do milionário Donk-Ik Park. Sua irmã, Ki-Jung (Park So-Dam), forja os documentos que comprovam uma faculdade e é indicada como professora de arte do filho mais novo dos Park.
Não demora para eles ejetarem o motorista e a governanta dos ricaços e colocarem seus pais nessas funções.
A primeira metade de Parasita sugere uma comédia nervosa em que os pobres, uma vez insinuados na vida dos ricos, percebem que talvez eles pertençam àquele lugar. A sensação é ampliada quando os Park viajam para o campo em um fim de semana, deixando os impostores experimentando a boa vida.
Quando Parasita apresenta pessoas num nível ainda mais baixo que os Kim, o filme dá uma guinada nervosa para mostrar até onde um indivíduo é capaz de ir para manter o sentimento de pertencer, de ser visto, de ser alguém – mesmo que seja em uma estrutura baseada em mentiras.
“Parasita” abre a programação de dezembro do Moviecom Arte e será exbido nos dias 07 e 08 às 11 horas e no dia 10 às 14 horas.

DIAS 14, 15 e 17
A ODISSEIA DOS TONTOS
de Sebastián Borensztein

Nós somos fãs de Ricardo Darin, o ator, diretor e produtor argentino famoso por seu talento e também por suas escolhas. Seu nome no cartaz é praticamente uma garantia de que o filme é muito bom.
A Odisseia dos Tontos é mais um grande trabalho na vasta filmografia de Darin.
A trama conta a história de uma pequena vila em Buenos Aires, onde um grupo de amigos e vizinhos decidem reunir a quantia necessária para comprar alguns silos abandonados em uma propriedade de agroindústria.
Antes de iniciar o projeto, sofrem um golpe e acabam perdendo todo o dinheiro e decidem reagir diante da injustiça.
Baseado no livro de Eduardo Sacheri, La Noche de la Usina, o filme tem a assinatura do diretor Sebastian Borensztein, que assina também o roteiro.
Ambientado na época da grave crise econômica que atingiu a Argentina em 2001, o roteiro mostra a política da época e traz críticas voltadas para a forma que os bancos lidam com as pessoas que possuem pouco dinheiro.
“A Odisséia Dos Tontos” será exibido no Moviecom Arte nos dias 14 e 15 às 11 horas e no dia 17 às 14 horas.

DIAS 21, 22 3 24
A CAMAREIRA
de Lila Avilés

A Camareira, da estreante Lila Avilés, olha para as pessoas com os olhos da personagem Eve (Gabriela Cartol), a humilde funcionária de um hotel luxuoso na Cidade do México.
Com uma câmera que nos mantém próximos à protagonista, Avilés faz o espectador tornar-se íntimo da camareira e de seu dia-a-dia limpando e arrumando os quartos de seu pequeno e desejado “feudo” no 21º andar do hotel.
Vemos seu cuidado e sua eficiência em seu trabalho, vemos como ela lida com as mais esdrúxulas situações com os clientes, como a mulher argentina que transforma Eve em uma babá ou o cliente judeu que, obedecendo estritamente o sabá, pede para ela apertar o botão para chamar o elevador ou, ainda, o hóspede que tem alguma tara pelas amenidades oferecidas, como os frasquinhos de xampu e creme e toalhas.
Também vemos seus desejos, que vão do vestido vermelho deixado na seção de Achados e Perdidos até a chance de trabalhar no ponto alto da carreira de uma camareira desse hotel: o 42º andar, com seus quartos que mais parecem pequenas mansões.
E tudo isso o roteiro que Avilés escreveu com Juan Carlos Marquéz passa com uma primorosa economia de palavras e uma perfeita fluidez narrativa que faz a navegação pela história muito fácil de se acompanhar, por vezes até emprestando à fita um tom documental.
A delicadeza e a simplicidade de “A Camareira”, carregado nas costas por um impressionante trabalho de Gabriela Cartol e por uma direção precisa de Avilés, é um daqueles filmes que é feito para encantar na mesma medida que para incomodar. E ele cumpre sua função com louvor ao nos forçar a ver os seres humanos invisíveis que estão ao nosso redor.
E você poderá assistir “A Camareira” no Moviecom Arte, dias 21 e 22 às 11 hs e dia 24 de dezembro às hs.

DIAS 28, 29 e 31
SYNONIMES
de Nadav Lapid

Ganhador do prêmio da crítica no Festival de Berlim, o filme israelense “Synonimes”, dirigido por Nadav Lapid, fala sobre reconstrução de identidade.
De um rigor plástico invejável, expresso em enquadramentos hipnotizantes de Paris, este drama deu ao cinema israelense um reconhecimento estético sonhado há tempos.
Contando a saga, em tons autobiográficos, de um rapaz que deixa seu país para recomeçar a vida na França, sem preservar qualquer laço com suas origens israelenses, tendo como seu mais fiel companheiro um dicionário.
O desempenho de Tom Mercier como Yoav, o sujeito que quer reinventar sua identidade (e custa a se livrar do passado), é impecável. Mas o que pesou mais, ao lado de sua excelência narrativa, é a aposta numa discussão sobre pertencimento.
“Synonimes” é uma jornada de transformação física, mental, existencial, moral, tendo por base o percurso pelas ruas de Paris em busca de palavras com que o personagem se identifique. Mas a identidade israelense está marcada no corpo desse homem, e em suas vivências.
Este filme fecha a nossa programação de 2019 e altíssimo estilo. E você poderá conferir “Synonimes” nos dias 28 e 29 às 11 hs e no dia 31 de dezembro às 14 hs.

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Downton Abbey no Moviecom Arte

Postado porTemperos de Cinema 27 de novembro de 2019 0 Comentários

Os milhares de fãs da charmosa e elegante série televisiva que mostrava como vivia a aristocracia inglesa no começo do século XX, não vão se decepcionar com a versão para as telonas de Downton Abbey. A nova história, escrita pelo criador Julian Fellowes e dirigida por Michael Engler, tem tudo para agradar inclusive quem não acompanhou os 52 episódios das 6 temporadas.


Aclamado pela crítica e ganhador dos mais importantes prêmios para séries de TV, “Downton Abbey”, o filme, promete carreira brilhante nos cinemas.


Na nova produção, os residentes de Downton recebem a notícia de uma visita real e, enquanto os moradores dos andares de cima se apressam para organizar os preparativos, os criados dos andares debaixo tentam encontrar um jeito de não serem substituídos pelos funcionários da Coroa.


A trama é básica, mas complementada por romances paralelos e questões políticas, em duas horas de um trabalho muito bem realizado por Fellowes e Engler, incluindo temas atuais como a política e a homofobia.


Assim como na série, não há como não se encantar pela personalidade azeda de Violet Crawley, personagem da diva do cinema inglês Maggie Smith, que arremata qualquer cena com conclusões e pontadas deliciosamente impiedosas.


Não perca a oportunidade de ver “Downton Abbey” na telona do Moviecom Arte, nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro às 11 horas, com reapresentação no dia 03 de dezembro às 14 horas.

Ficha Técnica:
Título original: Downton Abbey
País: Reino Unido
Ano de produção: 2019
Duração: 122 minutos
Direção: Michael Engler
Roteiro: Julian Fellowes
Produção: Gareth Neame, Julian Fellowes, Liz Trubridge, Mark Hubbard
Fotografia: Ben Smithard
Trilha Sonora: John Lunn
Montador: Mark Day
Distribuidora: Universal Pictures
Direção artística: Caroline Barton, Mark Kebby, Simon Walker
Design de produção: Donal Woods
Elenco:
Allen Leech, Brendan Coyle, David Haig, Elizabeth McGovern, Hugh Bonneville, Imelda Staunton, Jim Carter, Joanne Froggatt, Kate Phillips, Laura Carmichael, Maggie Smith, Michelle Dockery, Penelope Wilton, Phyllis Logan, Raquel Cassidy, Robert James-Collier, Sophie McShera, Stephen Campbell Moore, Tuppence Middleton